Oi!!!
Hoje vamos falar sobre
a 1ª produção inspirada no livro Dracula (1897), do irlandês Bram Stoker, que
sobreviveu até os dias de hoje: o filme Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens.
Vamos aproveitar pra
esclarecer que o 1º filme em que o personagem Drácula apareceu não foi
Nosferatu, mas sim Drakula Halála (1921), produção húngara que não se inspirou
no livro: a história é outra, embora o vampiro apareça lá.
Nenhuma cena inteira do
filme parece ter durado até hoje. Mas fotos de algumas cenas ainda existem.
Também há quem
questione se Nosferatu foi mesmo o 1º filme inspirado em Dracula, pois existe
uma lenda de que a 1ª versão cinematográfica do livro teria sido um filme
chamado Drakula, gravado na Rússia em 1920. Mas, se é que esse filme foi
realmente feito, nenhum vestígio dele sobreviveu até hoje. Nem há nenhuma
documentação provando que ele tenha realmente existido. Assim, até 2ª ordem,
Drakula é só uma lenda.
Bom, o roteirista de Nosferatu
foi o Henrik Galeen e o diretor foi o F.W. Murnau. Aqui vai o link de um post
sobre ele:
Como o Bram Stoker
tinha morrido em 1912 e o filme seria produzido no início dos anos 20, o livro
ainda tava preso a direitos autorais. E a Florence Balcombe, a viúva e
detentora dos direitos autorais, não liberou o livro pra ser adaptado pro
cinema. Assim, o F.W. e o Henrik decidiram gravar o filme assim mesmo,
removendo alguns personagens do texto original e mudando os nomes de outros: o
Jonathan Harker virou Thomas Hutter, a Mina Murray virou Ellen Hutter, o
Renfield virou Knock e o Drácula virou Orlok.
Algumas características
sobrenaturais dos vampiros também foram removidas: no livro, eles não têm
sombra, não têm reflexo quando passam diante de um espelho e a mordida deles
transforma pessoas em outros vampiros; no filme, nada disso aparece.
E assim eles foram em
frente, gravando o filme em 1921 na Alemanha e na então existente Tchecoslováquia
e lançando no ano seguinte.
Bom, Nosferatu tá todo
no YouTube. Clique aqui pra ver:
O filme começa
anunciando (como se trata de um filme mudo, todas as partes mais explicadas são
textos que aparecem entre uma cena e outra de vez em quando) que vai ser
contada a história de um sério período de mortes na cidade alemã de Wisborg, em
1838.
Depois, vemos uma
mensagem advertindo contra o nome Nosferatu, que é comparado ao canto do
“pássaro da morte”. E se faz uma advertência pra que nunca se diga esse nome e,
assim, se evite desgraças.
Aí, somos apresentados
ao herói da história: um corretor de imóveis chamado Thomas Hutter...
...casado com
uma mulher chamada Ellen.
Eles são mostrados ao
público vivendo um casamento extremamente romântico.
Bom, o Thomas trabalha
prum estranho agente imobiliário chamado Knock, que, apesar de pagar os
funcionários dele bem, é meio mal visto pelo povo da cidade. E um dia ele
recebe o que parece ser uma carta, cheia de estranhos símbolos desenhados.
E
depois de ler aquilo, ele comunica ao Thomas que o Conde Orlok, da
Transilvânia, deseja comprar uma casa em Wisborg. E o Knock diz ao Thomas que
ele vai ganhar uma bolada se pegar essa venda, mas vai ter que dar sangue e
suor por isso...
O Thomas estranha essa
expressão. E estranha mais ainda a cara que o Knock faz quando diz isso...
Mesmo assim, o Thomas
decide pegar a venda. E o Knock sugere a ele que venda ao conde um enorme
casarão abandonado da cidade, que fica exatamente de frente pra casa do Thomas.
Quando volta pra casa,
o Thomas anuncia à Ellen que vai fazer uma longa viagem a um lugar apelidado de
“terra dos ladrões e dos fantasmas”. E ela não gosta muito da ideia, mas vai
ficar na casa de um amigo rico do Thomas chamado Harding.
Aliás, as partes
escritas que aparecem entre as cenas são as ‘falas’ do Harding, como se fosse
ele contando a história.
E assim, o Thomas viaja
até os Montes Cárpatos. E ao parar pra jantar numa pensão que encontra no
caminho, ele comenta que tá indo pro castelo do Conde Orlok...
Na hora, todos na
pensão param o que tão fazendo e ficam olhando espantados pra ele. Mas, além
disso, ninguém faz nada.
De qualquer forma, o
dono da estalagem se aproxima, dizendo que ele não pode sair dali naquela noite
porque tem um lobisomem à solta nas florestas ao redor.
O Thomas não leva isso
a sério, mas aceita dormir lá naquela noite.
Bom, realmente vemos o
lobisomem em algumas cenas muito rápidas. Mas ele não faz nada além de dar um
susto em alguns cavalos e depois volta pra floresta.
Assim, Nosferatu também
foi o 1º filme (que se possa provar) a mostrar um lobisomem, interpretado aqui
por uma hiena maquiada.
Aparentemente, o Thomas
também vê o monstro da janela do quarto dele. Mas, apesar de um certo espanto,
deixa pra lá. E pouco antes de se deitar, ele encontra um livro sobre vampiros,
que começa a ler...
O livro menciona um
vampiro chamado Nosferatu, que se alimenta de sangue humano. E que vive em
sinistros caixões e cavernas que são cheios de sujeira dos campos da morte. Mas
o Thomas não dá nenhuma importância ao que o texto diz.
Na manhã seguinte, ele
retoma a viagem e pega uma carona numa charrete que tava pra sair da pensão.
Mas, depois de viajar o dia inteiro, o cocheiro se nega a seguir em frente ao
ver que já começou a anoitecer, afirmando que sentiu a presença de algo maligno
ali...
O Thomas acha que é só
uma superstição local e decide seguir em frente a pé. E assim que ele atravessa
uma ponte, uma estranha carruagem se aproxima, com um cocheiro todo coberto que
faz um sinal pro Thomas embarcar.
Ele faz isso e o
cocheiro transporta ele até as proximidades de um castelo, que ele entende que
é onde mora o conde.
Mas assim que o Thomas desembarca, o cocheiro corre pra
longe dali com a carruagem e some em segundos.
A porta do castelo se
abre sozinha pro Thomas passar e se fecha sozinha depois que ele passa. Mas,
apesar do espanto, ele vai seguindo em frente, até que, no pátio do castelo,
ele encontra uma sombria figura, que entende que é o Conde Orlok.
O conde diz que ele
chegou atrasado: já é quase meia-noite e, por isso, os empregados já foram
dormir. Mas convida o Thomas pra entrar.
O conde serve um lanche
pro Thomas e começa a ler a documentação que o Knock mandou (igualmente cheia
daqueles símbolos estranhos).
Aí, um relógio meio
bizarro mostra que já são 6h da manhã.
E o Thomas, assustado com o relógio e
também com a feiura do conde, acaba cortando o dedo sem querer com uma faca...
Ao ver o sangue no dedo
dele, o conde fica deslumbrado e, pegando a mão do Thomas, começa a chupar o
dedo dele.
Já apavorado com a
situação, o Thomas se levanta e começa a recuar, com o conde indo atrás dele e
dizendo que quer aproveitar a oportunidade pra ficar na companhia dele mais um
pouco, pois ele costuma dormir durante o dia e ficar morto pro Mundo...
O Thomas continua
apavorado e recuando, até que cai sentado numa cadeira, com o conde ainda se aproximando
dele... E a cena termina em aberto.
A cena seguinte, já de
manhã, mostra o Thomas ainda sentado na cadeira e acordando como se tivesse
dormido profundamente.
Ele estranha uma
feridinha que nota no pescoço, mas acaba deixando pra lá ao ver uma mesa com o
café da manhã servido perto da cadeira onde ele dormiu. Mas percebe que tá
sozinho no castelo... Ou, pelo menos, é o que parece.
Pouco depois, ele
escreve uma carta pra Ellen. E ao ver um homem passando a cavalo perto do
castelo, entrega a carta a ele e pede pra ele mandar pelo correio.
À noite, o Thomas
finalmente prepara a documentação de compra da casa pro conde assinar, embora
ainda olhe pro conde o tempo todo com um certo espanto. Mas, sem querer, ele
deixa cair um retrato da Ellen em cima da mesa... E o conde olha pro retrato
com fascinação, dizendo que ela tem um adorável pescoço...
O Thomas guarda o
retrato apavorado, enquanto o conde assina os últimos documentos que faltam. E
depois de recolher tudo, o Thomas vai pro quarto dele. E ao mexer na mala dele,
percebe que o livro que ele leu na pensão foi colocado ali por alguém sem ele
ver. E aí ele volta a ler o livro, encontrando uma advertência pra que quem
chegasse a ler aquele texto não se deixasse engolir pela sombra do Nosferatu,
mencionada como igual a um demoníaco pesadelo...
Depois disso, aquele
relógio bizarro bate de novo. E o Thomas vai até a porta do quarto, abre e olha
lá pra fora, vendo, lá no final do corredor, o conde transformado num vampiro e
olhando pra ele!
Concluindo que o conde
é o tal vampiro Nosferatu, o Thomas se desespera e bate a porta. Mas aí percebe
que é impossível trancar: a porta não tem fechadura! E aí ele corre pra janela,
mas vê que ela dá direto prum abismo!
A porta se abre e o
Nosferatu entra. E a única coisa que o Thomas pensa em fazer na hora é deitar
na cama e se cobrir, desmaiando logo depois.
No mesmo instante, a
Ellen se levanta da cama onde tava dormindo e tem uma crise de sonambulismo,
começando a andar pelo quarto. E o Harding, ouvindo um barulho estranho no
quarto, vai até lá e encontra ela andando no muro da sacada do quarto, só tendo
tempo de segurar ela quando ela cai dali.
Ele manda a empregada
chamar um médico, que parece chegar em questão de segundos.rs Mas quando o
médico vai atender a Ellen, ela acorda e grita o nome do Thomas.
Aparentemente, o
Nosferatu ouve o grito de alguma forma, pois recua no último segundo quando
tava pra morder o Thomas. E sai do quarto logo depois, fazendo a porta se
fechar sozinha atrás dele.
Bom, o médico
diagnostica o problema da Ellen como efeito de uma “congestão sanguínea”,
afirmando que não foi nada demais.
Ao amanhecer, o Thomas
acorda na cama dele, meio sem saber se o que ele viu na noite anterior era real
ou um pesadelo. E sai pelo castelo pra ver o que dá pra descobrir.
Entrando numa espécie
de catacumba que descobre do lado de fora do castelo, ele encontra um caixão. E
vê o Nosferatu dormindo lá dentro!
O Thomas entra em
pânico e corre de volta pro quarto, onde fica até anoitecer. E aí, ouvindo um
barulho estranho lá fora, ele olha pela janela e vê o Nosferatu empilhando
vários caixões numa carroça, entrando num deles e indo embora do castelo.
O Thomas entende que
ele foi atrás da Ellen. E aí resolve sair do quarto pela janela... Meio sem
sentido isso, né? Ele não tava preso nem nada. Por que precisou sair pela
janela?
Bom, ele acaba caindo e
desmaiando lá embaixo.
Depois disso, vemos ele
internado num hospital e sendo cuidado por um freira, que explica ao médico que
ele foi encontrado desmaiado por fazendeiros e levado pra lá ferido e tendo
delírios.
Enquanto isso, os
caixões que saíram do castelo são transportados até um porto e colocados a bordo
de uma escuna... De acordo com o texto que aparece no filme, ninguém sabia do
conteúdo dos caixões. Eles só trazem uma carta explicando que tavam carregados
com terra que seria usada pra fazer experiências.
E pra surpresa de
todos, vários ratos não param de sair de dentro dos caixões!
Bom, conforme o
Nosferatu ia se aproximando de Wisborg, o Knock começava a ter atitudes mais
insanas. E acabou sendo internado no hospício da cidade, onde passava o tempo
comendo aranhas e moscas e falando frases soltas que mencionavam “sangue” e a
vinda de um “mestre”. Ou então tinha repentinos ataques de fúria.
Ao mesmo tempo, a Ellen
finalmente recebe as cartas do Thomas. Mas tem um mau pressentimento com elas.
Aparentemente alguns
dias depois, se sentindo melhor, o Thomas deixa o hospital nos Cárpatos e
começa a viagem de volta pra Wisborg. E depois disso, vemos várias cenas dele
viajando a cavalo de volta pra casa através de áreas florestais.
Enquanto isso, na
escuna, alguns marinheiros começam a manifestar uma estranha doença. E ao mesmo
tempo, alguns começam a enxergar imagens translúcidas do vampiro perto das
caixas...
...mas acham que isso é algum delírio causado pela doença.
Vemos também um jornal
da mesma época mencionando que uma epidemia de peste estourou na Transilvânia e
se espalhou pelos portos do Mar Negro, causando a morte de dezenas de jovens. E
todas as vítimas tinham estranhas marcas no pescoço que nenhum médico conseguia
explicar...
Bom, isso dá a entender
que, quando o Nosferatu saiu do castelo, ele não foi direto pro porto, mas
mordeu algumas pessoas antes disso.
Depois que quase todos
os tripulantes da escuna já morreram, sobrando só o capitão e 1 marinheiro,
esse último resolve descer até o porão, pois acha que o que tá causando a
doença devem ser os ratos que vieram nas caixas. E assim, ele resolve destruir
as caixas a golpes de machado pros ratos não terem mais onde se esconder e
procriar. Mas, quando ele começa a despedaçar as caixas, o Nosferatu se levanta
de uma delas bem diante dele!
Em pânico, o marinheiro
sai correndo dali e se joga no Mar. E o Nosferatu, saindo do porão, vai atrás
do capitão e mata ele.
Conforme a escuna se
aproxima de Wisborg, as crises de sonambulismo da Ellen vão ficando mais
frequentes.
A parte do filme
inspirada no livro vai só até aqui. Basicamente tudo o que se vê no roteiro de
agora em diante nada tem a ver com a história deixada pelo Bram Stoker.
Bom, aparentemente
alguns dias depois, o Thomas finalmente chega à casa do Harding.
Ele levou com ele o
livro que conseguiu nos Cárpatos. Mas faz a Ellen prometer que nunca vai ler
aquele livro, pois aquilo causou nele alucinações assustadoras (ele parece ter
concluído que tudo o que viu no castelo do Nosferatu eram só alucinações
causadas pelo que tinha lido no livro, já que, depois de acordar na cama de um
hospital, nunca encontrou nenhuma prova de que nada daquilo tivesse ocorrido de
verdade).
No mesmo dia, o Knock
mata o enfermeiro que chega pra limpar o quarto dele e foge do hospício. Ao
mesmo tempo em que a escuna chega ao porto de Wisborg e o Nosferatu sai de lá,
carregando o caixão dele.
Chegando à entrada da
casa que comprou, o vampiro se teletransporta lá pra dentro junto com o caixão.
Logo depois que ele
desembarca, uma multidão de ratos saem do porão da escuna e desembarcam também.
Na manhã seguinte, o
povo de Wisborg encontra a escuna encalhada no porto. E dentro dela, o cadáver
do capitão, com uma estranha ferida no pescoço, e nem vestígio de mais nenhum
tripulante.
Lendo o diário de bordo
da escuna, a polícia descobre sobre a doença que se abateu sobre os marinheiros
e sobre a perceptível quantidade de ratos que eles encontravam a bordo. Assim,
concluem que os ratos da escuna espalharam a tal doença ali e provocaram a
morte da tripulação toda. E agora que os ratos tão soltos em Wisborg, é preciso
botar a cidade em quarentena.
Realmente, vários
habitantes da cidade começam a morrer de uma estranha doença nos dias
seguintes. E ao mesmo tempo, o Knock começa a matar pessoas aleatoriamente pela
cidade à noite.
A população se revolta
e, depois de uma perseguição, consegue prender ele de novo.
Enquanto isso, sentindo
uma estranha energia vinda do livro do Thomas, a Ellen acabou pegando e lendo.
Depois de ficar sabendo
das informações sobre o Nosferatu que o Thomas já tinha lido, a Ellen lê que a
única forma de matar o vampiro é se uma jovem inocente mantiver ele distraído
bebendo o sangue dela até que um galo cante pela 1ª vez ao amanhecer... Mas, se
ela fizer isso, ela também vai morrer.
Quando o Thomas
descobre que a Ellen leu o livro, ela demonstra fraqueza. E explica a ele que
vê alguma coisa na casa em frente à deles todas as noites.
Os 2 olham pra tal casa
e são derrubados por um súbito ataque de fraqueza.
Mais tarde, a Ellen
relê a parte do livro que fala sobre o sacrifício da jovem inocente... Ela
parece entender mais ou menos o que tá acontecendo e começa a pensar em fazer o
tal sacrifício.
Aparentemente na
madrugada seguinte, a Ellen acorda assustada e vê o Nosferatu, na janela da
casa em frente, olhando pra janela do quarto dela.
Concluindo que chegou a
hora do sacrifício, ela vai pra janela e convida ele pra entrar. E depois
acorda o Thomas, finge que tá passando mal e pede a ele pra ir imediatamente
chamar um médico.
Assim que o Thomas sai,
o Nosferatu entra. E aí vemos a clássica cena da sombra do vampiro subindo a
escada na direção do quarto.
É uma das cenas mais famosas do filme.
O Nosferatu morde a
Ellen e passa as horas seguintes bebendo o sangue dela, até que um galo começa
a cantar lá fora, poucos minutos antes de começar a amanhecer.
Percebendo que foi
enganado, o vampiro tenta fugir, mas se desmaterializa ao ver o Sol nascendo.
No hospício, o Knock
pressente telepaticamente a morte do Nosferatu... Aliás, acaba não se dando
nenhum explicação de como nem por quê ele começou a servir ao Nosferatu.
Bom, nesse momento, o
Thomas e o médico chegam. Mas a Ellen morre de anemia segundos depois.
No mesmo instante, a
epidemia de doença desaparece da cidade e o castelo do Nosferatu desmorona na
Transilvânia.
E o filme acaba.
Apesar de todas as
mudanças que a história sofreu ao ser transformada em filme, a Florence não
quis saber e abriu um processo contra o filme, conseguindo que quase todas as
cópias fossem caçadas e destruídas... Mas aí é que tá: QUASE todas. Porque,
como algumas cópias já tinham sido vendidas e já tinham até ido parar em outros
países, essas sobreviveram, permitindo que o filme chegasse até os dias de
hoje.
O filme teve um remake,
lançado em 1979, chamado Nosferatu: Phantom der Nacht (lançado no Brasil como
Nosferatu: o Vampiro da Noite).
No ano 2000, foi
lançado o filme Shadow of the Vampire (A Sombra do Vampiro no Brasil), vagamente
inspirado em situações que aconteceram durante as filmagens de Nosferatu.
Mas
os personagens históricos mostrados ali são retratados tomando atitudes que
nunca tomaram na vida real e até morrendo de formas diferentes de como morreram
na vida real. Por isso, muitas vezes esse filme é visto como uma sátira de
terror.
O filme parte do
princípio de que o ator Max Schreck, que interpretou o Nosferatu, era mesmo um
vampiro de verdade. E o F.W. convence ele a fazer o filme em trocar de deixar
ele beber todo o sangue da atriz Greta Schroeder, que interpretou a Ellen. E
essa última é retratada como uma grande estrela do Cinema Alemão, sendo que na
vida real ela era uma atriz desconhecida e com um curriculum simples na época
de Nosferatu.
No final do filme, que
se passa em 1921, o Max bebe o sangue da Greta até matar ela e também mata o
Albin Grau e o Fritz Arno Wagner, antes de ser destruído ao ser atingido pela
luz solar na última cena.
Na vida real, o Max
morreu de enfarte em 1936, o Fritz morreu num acidente de carro em 1958, a
Greta morreu de uma doença não identificada em 1967 e o Albin foi preso pelos
nazistas e visto pela última vez num campo de concentração em 1942 (embora
alguns historiadores afirmem que ele fugiu de lá e morreu em 1971).
Então, não espere ver
aqui um filme épico nem nada desse tipo, porque tá longe disso.
Today we’ll talk about the 1st production based on Bram Stoker’s Dracula
(1897) which has survived to the present day: Nosferatu, Eine Symphonie des
Grauens.
Let’s take this opportunity to clarify that the 1st film in which the
character Dracula appeared wasn’t Nosferatu. It was a Hungarian production that
wasn’t based on the book called Drakula Halála (1921). The plot is different,
but the vampire appears there.
No whole scene of the film seems to have lasted to this day. But photos
of some scenes still exist.
Some even question if Nosferatu was actually the 1st film based on
Dracula. Because a legend states that the 1st cinema version of the book would
have been a movie called Drakula, filmed in Russia in 1920. But, if this film
was actually made, no trace of it has survived to this day. And also there’s no
documentation proving that this film really existed once. Thus, in terms of
evidence, Drakula is just a legend.
Well, the screenwriter of Nosferatu was Henrik Galeen and its director
was F.W. Murnau. You can click on the 1st link above to see a post about him.
As Bram Stoker had died in 1912 and the film was produced in the early
20s, the book was still stuck to copyright. And Florence Balcombe, his widow
and copyright holder, didn’t release the book to be adapted for film. Thus,
F.W. and Henrik decided to film the movie anyway, removing some characters from
the original text and changing the names of the others: Jonathan Harker became
Thomas Hutter, Mina Murray became Ellen Hutter, Renfield became Knock, and
Dracula became Orlok.
Some supernatural characteristics of the vampires were also removed. In
the book, they have no shadow, have no reflection when they pass in front of a
mirror, and their bite transforms people into other vampires. In the film,
nothing of it appears.
And so they went ahead, filmed the movie in 1921, and released it the
following year.
Well, you can click on the 2nd link above to watch the film at YouTube.
We start being told they’ll tell us the story of a serious period of
deaths in the German town of Wisborg in 1838.
Then, we see a message warning against the name Nosferatu, which is
compared to the voice of the “bird of death”. And they make a warning to never
say that name, to avoid misfortunes.
Here, we’re introduced to our hero: a realtor named Thomas Hutter,
married to a woman named Ellen.
They’re shown to the audience as living an extremely romantic marriage.
Well, Thomas works for a strange real estate agent named Knock. And
while paying his employees well, this weird guy isn’t well regarded by the
people of the town. And one day he receives what appears to be a letter, full
of strange symbols drawn. And after reading it, he informs Thomas that Count
Orlok of Transylvania wants to buy a house in Wisborg. And Knock tells Thomas
that he’ll earn the jackpot if he gets that sale, but he’ll have to give blood
for it…
Thomas finds this expression really odd. And Knock’s face seems to be
even odder when he says that…
Even so, Thomas decides to take the sale. And Knock suggests him to sale
the count a huge abandoned mansion which stays exactly opposite to Thomas’
house.
When Thomas goes back home, he announces Ellen he’ll make a long trip to
a place nicknamed “the land of thieves and ghosts”. And she doesn’t like it,
but she’ll stay with a wealthy friend of Thomas named Harding.
Moreover, the written parts that appear between scenes are Harding’s
words, as if he were telling the story.
So, Thomas goes to the Carpathian Mountains. And when stops for dinner
at an inn he meets along the way, he comments he’s going to Count Orlok’s
castle…
Immediately, the people in the inn stop what they’re doing and stare at
him shocked. But beyond that, nobody does anything.
Anyway, the innkeeper approaches saying he can’t get out of there that
night because there’s a werewolf on the loose in the forests around.
Thomas doesn’t take it seriously, but accepts sleeping there that night.
Well, we just have a glimpse at the werewolf in some scenes. But it does
nothing but giving a scare into some horses and then runs back to the woods.
Thus, Nosferatu was also (at least as far as we can prove) the 1st film
to show a werewolf. The beast was portrayed here by a makeup hyena.
Apparently, Thomas also sees the monster from his bedroom window. But
despite some surprise, he doesn’t give much importance to that. And just before
going to bed, he finds a book about vampires, which starts reading…
The book mentions a vampire named Nosferatu who feeds on human blood. He
lives in horrible coffins and caves that are filled with dirt from the death
camps. But Thomas doesn’t give any importance to what the text says.
The next morning, he takes the trip and caught a ride in a carriage that
was to leave the inn. But, after traveling all day, the driver refuses to go
ahead when he sees the Sky darkening. He says he felt the presence of something
evil nearby…
Thomas thinks it’s just some local superstition and decides to continue
alone and on foot. And so he crosses a bridge, a strange carriage driven by an
all-covered coachman approaches. And the man speaks nothing but asks Thomas to
embark with a sign.
He does that and the coachman carries him to the yard of a castle. And
Thomas understands it’s the count’s home. But as soon as Thomas leaves the
carriage, the coachman drives away and disappears in seconds.
The castle door opens itself as well as closes itself after Thomas
having crossed it. But despite the shock, he goes ahead. And in the inner
courtyard of the castle, he sees a sinister figure who is understood to be
Count Orlok…
Thomas doesn’t know, but a nightmare is in store for him from this
meeting!
Vediamo alcune parti di
Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (Nosferatu, il Vampiro), del 1922:
Dopo un lungo viaggio,
Thomas arriva al castello del Conte Orlok in Transilvania. Sta vendendo a lui
una casa che si trova in Germania.
Il conte dice che
Thomas è arrivato in ritardo: è quasi mezzanotte e, pertanto, i servi stanno
già dormendo. Ma invita Thomas a entrare.
Il conte serve uno
spuntino a Thomas e inizia a leggere la documentazione che il suo capo Knock ha
inviato a lui.
In quel momento, uno
strano orologio indica che sono già le 6h. E Thomas è sorpreso con l’orologio,
ma anche con la bruttezza del conte. E questo gli fa ferire il dito
accidentalmente con un coltello...
Vedendo il sangue sul
dito di Thomas, il conte viene ipnotizzato, prende la sua mano e inizia a
succhiare il suo dito.
Già terrorizzato dalla
situazione, Thomas si alza e comincia a ritirarsi. Ma il conte continua a
avvicinarsi e dice che vuole cogliere l’opportunità di rimanere in sua
compagnia un po’ di più. Dice anche che di solito dorme durante il giorno ed è
morto per il Mondo...
Thomas continua a
ritirarsi, fino a che si cade su una sedia mentre il conte si avvicina ancora
di lui... E la scena si chiude senza conclusione.
La scena successiva
mostra Thomas ancora seduto sulla sedia. Lui si sveglia di mattina come se
avesse dormito profondamente.
Lui osserva una piccola
e strana ferita sul collo, ma finisce per lasciare perdere quando vede una
tabella con una colazione servita a pochi metri accanto a lui. E si vede che
non c’è nessuno intorno a lui... O almeno così sembra.
Poco dopo, lui scrive
una lettera a sua moglie Ellen. E quando vede un uomo che passa a cavallo
vicino al castello, dà la lettera a lui e gli chiede di inviare per posta.
Di notte, Thomas
prepara finalmente la documentazione per vendere la casa e la dà al conte. Però
continua a guardare il conte tutto il tempo con un certo timore. Ma
incidentalmente, lascia cadere una foto di Ellen sul tavolo... E il conte
guarda la foto con fascino, dicendo che lei ha un bel collo...
Thomas nasconde il
ritratto terrorizzato e ritorna alla sua camera. E quando si prende uno sguardo
nella sua valigia, trova un libro sui vampiri che aveva cominciato a leggere
prima. E poi torna a leggere il libro e trova un monito per coloro che leggono
quel testo: “Non lasciare che l’ombra del vampiro Nosferatu si avvicini, perché
essa è come un incubo demoniaco!”.
Dopo di che, si ascolta
quell’orologio bizzarro di nuovo. E Thomas va alla porta della camera, l’apre e
guarda fuori. Alla fine del corridoio, lui vede che il conte lo guarda, trasformato
in un vampiro!
Concludendo che il
conte è il vampiro Nosferatu, Thomas si dispera e sbatte la porta. Ma in quel
momento si rende conto che non è possibile bloccare la porta: essa non ha un
blocco! E poi, lui corre alla finestra, ma vede che c’è una scogliera sotto di
essa!
La porta si apre ed
entra Nosferatu. E l’unica cosa che Thomas può fare è sdraiarsi e coprirsi. E
lui sviene subito dopo.
Nello stesso istante, a
casa di un amico dove si è fermata mentre suo marito è in viaggio, Ellen si
alza dal letto dove stava dormendo e ha una crisi di sonnambulismo, cominciando
a camminare in camera. L’amico sente un rumore strano, ci va e la trova
camminando sul muro del davanzale della camera. Ha appena il tempo di prenderla
quando lei si cade.
Lui dice la cameriera
di chiamare un medico, che sembra venire in una manciata di secondi. Ma quando
il medico esamina Ellen, lei si sveglia e urla il nome di Thomas.
A quanto pare,
Nosferatu sente il suo grido in qualche modo, perché ritrae secondi prima di
mordere Thomas. E lascia la camera poco dopo, prima che la porta si chiuda
dietro di lui.
Ebbene, il medico
diagnostica il problema di Ellen come l’effetto di un “congestione nel sangue”.
All’alba, Thomas si
sveglia nel suo letto, non sapendo se quello che ha visto la notte prima era
reale o un incubo. E comincia a camminare attraverso il castello per vedere che
cosa sta succedendo lì.
Lui entra in una specie
di catacomba che scopre fuori del castello e trova una bara. E vede Nosferatu
addormentato in là!
Con orrore, Thomas
corre di nuovo in camera sua, dove rimane fino al tramonto. Poi, lui sente un
rumore strano fuori, guarda dalla finestra e vede Nosferatu accumulando
tantissime bare su un carretto, entrando in una di esse e lasciando il
castello.
Thomas capisce che lui
vuole prendere Ellen. E decide di lasciare la camera attraverso la finestra...
Beh, finisce per cadersi.
Dopo di che, lo vediamo
in ospedale. Una suora che lo sta curando spiega al medico che alcuni
agricoltori l’hanno trovato svenuto, ferito e parlando delle follie.
A quanto pare alcuni
giorni dopo, Thomas lascia l’ospedale nei Carpazi e inizia il viaggio di
ritorno a Wisborg. E dopo, vediamo diverse scene di lui a cavallo in viaggio
verso casa attraverso alcune aree forestali.
Poco dopo, si vede un giornale
che indica che una epidemia di peste è scoppiata in Transilvania e diffusa ai
porti del Mar Nero, uccidendo decine di persone giovani. E tutte le vittime
avevano strani segni sul collo che nessun medico riusciva a spiegare...
Beh, le bare che sono
venute fuori del castello sono poste a bordo di una goletta... Secondo il testo
che appare nel film, nessuno conosceva il contenuto delle bare. Hanno appena
una lettera in cui si spiegava che erano cariche di terra che sarebbe
utilizzata in esperimenti scientifici.
E con sorpresa di
tutti, molti topi non si fermano di lasciare le bare!
Durante il viaggio,
alcuni marinai iniziano a manifestare una strana malattia. E allo stesso tempo,
alcuni iniziano a vedere delle immagini traslucide del vampiro vicino alle
bare. Ma pensano che questo sia un delirio causato dalla malattia.
Quando quasi tutto
l’equipaggio della goletta è già morto, lasciando solo il capitano e un
marinaio, questo va giù in seminterrato. Crede che quello che sta causando la
malattia deve essere i topi che sono venuti nelle bare. E così decide di
distruggere le bare con un’ascia. Ma quando comincia a distruggere le bare,
Nosferatu si alza da una di esse proprio davanti a lui!
In orrore, il marinaio
corre là fuori e si gioca nel Mare. E Nosferatu, lasciando all’interrato, cerca
il capitano e l’uccide.
Beh, come Nosferatu si
avvicina a Wisborg, un uomo di nome Knock comincia ad avere atteggiamenti più
folli. E finisce per essere ammesso al manicomio della città, dove trascorre il
suo tempo a mangiare ragni e mosche e dicendo frasi sparse parlando di “sangue”
e di un “capo”. O ha degli improvvisi attacchi di rabbia.
E anche le crisi di
sonnambulismo di Ellen diventano più frequenti.
A proposito, Ellen
riceve finalmente le lettere da Thomas. Ma lei ha un brutto presentimento su di
esse.
La parte del film
basata sul libro di Bram Stoker (1897) finisce qui. In pratica tutto quello che
si vede nello script da questo punto non ha nulla a questo testo.
Vamos a ver como acaba
la cinta Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (1922), conocida e España como
Nosferatu, el Vampiro, y después vamos a hacer algunas consideraciones acerca
de una película inspirada en ella:
Después de haber pasado
por algunas experiencias fantasmales en Transilvania, Thomas regresa a su casa
en Wisborg. Se llevó consigo un libro sobre vampiros que había leído en
Transilvania. Sin embargo, obliga a su esposa Ellen a prometerle que nunca va a
leer ese libro, porque le causó alucinaciones aterradoras (él parece haber
concluido que lo que vio antes eran alucinaciones provocadas por lo que había
leído en el libro, ya que nunca se ha encontrado ninguna prueba de que nada de
aquello había ocurrido de verdad).
El mismo día, un hombre
llamado Knock mata al enfermero que viene a limpiar su habitación y se escapa
del manicomio donde estaba hospitalizado. Esto ocurre al mismo tiempo que una
goleta llega al puerto de Wisborg. Y el vampiro Nosferatu sale de allí,
llevando a su ataúd.
Al llegar a la entrada
de la casa que compró (Thomas vendió la casa a él), el vampiro se
teletransporta para dentro junto con el ataúd.
Poco después de su
llegada, una multitud de ratas salen del sótano de la goleta.
A la mañana siguiente,
la gente de Wisborg encuentra a la goleta encallada en el puerto. Y en el
interior, el cadáver del capitán, con una herida extraña en el cuello, y ni
rastro de la tripulación.
Leyendo el diario de
bordo de la goleta, la policía descubre acerca de una enfermedad que afectó a
los marineros y ve a la gran cantidad de ratas que estaban a bordo. Por lo
tanto, todos concluyen que las ratas son responsables por dicha enfermedad y
esto causó la muerte de toda la tripulación. Y ahora que las ratas están caminando
por Wisborg, es necesario poner la ciudad en cuarentena.
De hecho, varios
habitantes comienzan a morirse de una extraña enfermedad en los días
siguientes. Y al mismo tiempo, Knock empieza a matar gente al azar en la ciudad
por la noche.
La población se rebela
y logra a detenerlo de nuevo en el manicomio después de una persecución.
Mientras tanto,
sintiendo una extraña energía que viene del libro de Thomas, Ellen decide
leerlo.
Después de leer las
informaciones acerca de Nosferatu, Ellen descubre que hay una única manera de
matar al vampiro: una joven inocente tiene que mantenerlo distraído bebiendo su
sangre hasta que cante el primer gallo al amanecer... Pero si lo hace, ella
también se morirá.
Cuando Thomas descubre
que Ellen ha leído el libro, ella muestra debilidad. Y le explica que ve a algo
en la casa de enfrente de su casa todas las noches (es la casa que Nosferatu
compró de Thomas).
Los 2 miran a esa casa
y son derribados por un repentino ataque de debilidad.
Más tarde, Ellen vuelve
a leer la parte del libro que habla del sacrificio... Ella parece entender más
o menos lo que está pasando y empieza a pensar en hacer tal sacrificio.
Unas horas antes del
amanecer siguiente, Ellen se despierta sobresaltada, mira por la ventana y ve a
Nosferatu en la ventava la casa de enfrente mirando a ella.
Concluyendo que era el
momento del sacrificio, ella lo invita a entrar. Y entonces despierta a Thomas,
finge que está enferma y le pide que llame inmediatamente a un médico.
Así que Thomas se va,
Nosferatu entra. Y en esta parte vemos la clásica escena de la sombra del
vampiro subiendo las escaleras hacia el dormitorio. Es una de las escenas más
famosas de la película.
Nosferatu muerde a
Ellen y pasa las próximas horas bebiendo su sangre, hasta que un gallo empieza
a cantar unos minutos antes que empiece a amanecer.
Al darse cuenta de lo
que pasaba, el vampiro hace lo que puede para escapar, pero se desmaterializa
cuando mira a la luz del Sol.
En el manicomio, Knock
siente telepáticamente la muerte de Nosferatu.
En este momento, Thomas
y el médico llegan. Pero Ellen se muere de anemia segundos más tarde.
En el mismo momento, la
epidemia desaparece de la ciudad y el castillo de Nosferatu en Transilvania se
convierte en ruinas.
Y la cinta termina.
La película fue inspirada
en el libro Dracula (1897), de Bram Stoker. Pero a pesar de todos los cambios
que la historia tuvo cuando fue hecha en película, su viuda se quejó por cuenta
de los derechos de autor, presentó una demanda en contra de la película y
consiguió que casi todas las copias fuesen destruidas. Sin embargo, algunas ya
habían sido vendidas y llegado a otros países. Y eso es lo que permitió que la
cinta haya llegado hasta nuestros días.
La película tuvo un
remake, lanzado en 1979. Se llama Nosferatu: Phantom der Nacht (conocido en
algunos países de Lengua Española como Nosferatu, Vampiro de la Noche).
Y en 2000, fue lanzada
Shadow of the Vampire (La Sombra del Vampiro), una película superficialmente
inspirada en situaciones que sucedieron durante el rodaje de Nosferatu. Pero
los personajes históricos que aparecen aquí se representan tomando medidas
nunca tomadas en la vida real y hasta mismo muriéndose de maneras diferentes de
cómo se murieron en la vida real. Por lo tanto, esta película es considerada a
menudo como una sátira de horror.
La película se supone
que el actor Max Schreck, que interpretó a Nosferatu, era un vampiro real. Y el
director F.W. lo convence a trabajar en la cinta a cambio de dejarle beber toda
la sangre de la actriz Greta Schröder, que actuó como Ellen. Y esta última es
mostrada como una gran estrella del Cine Alemán, pero en la vida real ella era
una actriz poco famosa y con un curriculum muy simple en la época de Nosferatu.
Al final de la
película, que se establece en 1921, Max bebe la sangre de Greta hasta matarla.
Y también mata a Albin Grau y a Fritz Arno Wagner, antes de ser destruido al
ser golpeado por la luz solar en la última escena.
En la vida real, Max se
murió de un ataque de corazón en 1936, Fritz se murió en un accidente automovilístico
en 1958, Greta se murió de una enfermedad no identificada en 1967 y Albin fue
arrestado por nazis y visto por última vez en un campo de concentración en 1942
(aunque algunos historiadores afirmen que se huyó de allí y se murió en 1971).
Así, no esperes a ver
una película épica aquí ni nada de eso, porque es mucho menos.
Até!