quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

DIREITOS AUTORAIS



Oi!!!

E no último post do 1º mês do Hiper CECG&B, vou fazer o que sempre costumo fazer nos meus blogs: linkar um site de utilidade pública no fim do mês.
O desse mês vai ser o dos Comedores Compulsivos Anônimos.
Lá vai:


Bom, quero dizer aos amigos blogueiros que já linkei aqui os blogs que eram encontrados no Ultra CECG&B. Mas, como vocês devem ter percebido, nem todos que estavam lá estão aqui...
Explico: alguns blogs que estavam lá já estão parados há mais de 6 meses. Então, entendo que os seus respectivos blogueiros deixaram eles, né? Não vão mais atualizar. Por isso não linkei aqui. Mas é claro que, se vocês voltarem um dia a atualizar, é só passarem aqui e me darem um toque que eu linko os seus blogs de novo com o maior prazer.
Bom, no post de hoje eu não vou me prolongar. Só vou explicar uma coisinha sobre as imagens que vão ser postadas aqui no blog enquanto ele for atualizado.
Todas as imagens encontradas aqui podem ser encontradas também em outros sites. Então, todas podem ser consideradas material de Internet, né?
Se vocês saírem procurando por todas elas num site de busca, mesmo que seja um site de busca dos mais poderosos, talvez vocês não encontrem 3 ou 4 dessas imagens logo de cara. Mas vamos explicar isso (principalmente pra quem tem pouca experiência em Internet)...
Quando você cria qualquer site (seja ele um blog, uma página de bate-papo, um fórum ou qualquer outro tipo de site), tem lá nos próprios comandos de construção dele uma pergunta mais ou menos assim: “Você deseja que este site seja localizado por sites de busca e outros mecanismos do mesmo tipo?”. E abaixo disso tem as teclas de SIM e NÃO. Se você clicar no NÃO, o site em questão simplesmente vai ficar fora de qualquer pesquisa que o público comum faça na Internet. Só quem vai chegar até esse site são pessoas cadastradas nele ou pessoas que encontrem algum link pra ele em outro site. E em alguns casos, mesmo encontrando um link pra lá em outro site, você tem que apresentar uma senha pra conseguir entrar.
Isso é o que algumas pessoas apelidaram de “Internet Invisível”.
Que fique claro que eu não estou falando aqui de sites criminosos nem nada parecido com isso. Sites famosos comuns mesmo têm páginas restritas: o Facebook, o Orkut, o Yahoo... É especificamente DISSO que eu estou falando. E essas páginas são consideradas parte da “Internet invisível”.
Bom, eu pego 99% das minhas imagens na Internet comum. Mas quando é uma coisa um pouquinho mais rara (por exemplo, uma foto específica de alguém famoso num determinada situação), aí a gente geralmente só encontra em sites específicos que nem sempre estão disponíveis na Internet comum. Então, já peguei algumas imagens em páginas restritas de alguns sites dos quais eu já fiz parte. Mas obviamente, eram imagens identificadas ali como sendo de domínio público. Inclusive, eram imagens que já tinham aparecido alguns anos antes na Internet comum, mas depois sumiram.
Assim, pelos menos que eu saiba, todas as imagens que eu já publiquei nos meus blogs são de domínio público. Foi assim que eu achei elas identificadas. Mas, caso alguma não seja, eu peço à pessoa que detém os direitos autorais dessa imagem que entre em contato comigo (pode deixar um comentário aqui no blog mesmo). E aí, mediante a apresentação de uma documentação que prove que você detém mesmo os direitos autorais dessa imagem, é claro que ela será removida imediatamente.
Se ficou alguma dúvida, estou à disposição pra responder.

Bom, eu volto em Fevereiro. Até lá!

1º PERÍODO DE LUA-CHEIA DE 2013

E estamos no 1º período de lua-cheia começado em 2013.
Salve todos os deuses e deusas associados a esse período!

1º PERÍODO DE LUA-CRESCENTE DE 2013

Dia 18 começou o 1º período de lua-crescente de 2013.
Engraçado que eu fiz o ritual de adoração aos deuses e deusas da Lua Crescente aqui em casa, mas esqueci de comentar aqui no blog.
Bom, louvor às divindades associadas a esse período!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

SE VOCÊ SE ENQUADRA NESSE PERFIL, ESTÁ FAZENDO O QUÊ AQUI?

Oi!!!

Já vou começar o post de hoje com mensagens bem diretas do que quero dizer:

AQUI NÃO É LUGAR DE CATÓLICO CONSERVADOR

AQUI NÃO É LUGAR DE EVANGÉLICO CONSERVADOR

AQUI NÃO É LUGAR DE CRISTÃO CONSERVADOR DE NENHUMA DENOMINAÇÃO

Esclareço isso logo no 1º mês do blog porque sempre tem algum cristão que aparece em sites gays falando contra nós. Aí, quando questionamos o que é que ele está fazendo num site gay, já que é contra nós, ele responde:

“Ah, eu tava navegando na Internet procurando um site da minha igreja e aí acabei entrando aqui sem querer.”

Bom, não é preciso ter muita experiência em Internet pra saber que às vezes acontece mesmo de você entrar num site que não é o que você estava procurando porque as palavras que você botou num site de busca levaram você a esse site e, pelo nome do site ou por alguma frase que você anteviu nele, pareceu a princípio ser mesmo o que você estava procurando.
Mas vamos lembrar que ENTRAR num site é uma coisa e FICAR nesse site é outra. Você pode, como eu disse, entrar num site sem querer. Mas se você ficou lá, ficou porque quis, porque você pode muito bem voltar pra trás e sair de lá no mesmo segundo ao ver que não era o que você queria.
Então, essa desculpinha de “Ah, eu tô aqui porque eu entrei sem querer...” simplesmente não cola. Se você, CRISTÃO, ainda está aqui, está porque quer. Portanto, já que você decidiu ficar aqui, simplesmente não encha o meu saco nem o saco dos visitantes que estão aqui pra se divertir e ler sobre cultura. Até porque você não vai coseguir: comentários com ofensas gratuitas (aquilo que vocês, cristãos conservadores, chamam de “pregações” e “testemunhos”, mas que na prática não passam de ofensas gratuitas contra quem não pensa da mesma forma que vocês) vão ser simplesmente deletados por mim. Esse é um espaço democrático: todos aqui podem comentar, concordar, discordar, explicar racionalmente por quê concordam ou discordam de alguma coisa... Mas sem baixar o nível com ofensas gratuitas de caráter proselitista, como cristãos conservadores costumam fazer.
Se você, CRISTÃO, não gosta de pessoas homossexuais e bissexuais (como é típico de qualquer conservador que faça parte do Cristianismo), fique à vontade pra sair e fique mais à vontade ainda pra não voltar mais. Ou, como eu disse, fique mas sem apurrinhar ninguém.
Já sei que algum não-cristão vai dizer que eu estou sendo rígido demais. Mas aí vou dizer que isso me lembra uma situação que aconteceu quando eu frequentava um site de perguntas e respostas e bloqueei um cara da Assembleia de Deus que tentou me adicionar como amigo sabendo que eu sou gay... Quando eu disse o que tinha acontecido, essa foi uma das respostas que recebi, se manifestando contra o bloqueio:

“Bloqueou alguém que pode querer estar conhecendo suas idéias.”

Isso é pra rir, né? Então vamos rir. Convido todos os não-héteros que estão lendo esse texto a rolarem no chão de tanto rirem comigo.

KKKKKKKKKKKKKKK!!!

Tem que rir mais? Tá bom:

KKKKKKKKKKKKKKK!!!

Mais um pouquinho?

KKKKKKKKKKKKKKK!!!

Um membro da Assembleia de Deus, ou seja, um seguidor de ideias silas-malafaióides, uma criatura que tem um ódio compulsivo contra gays, querendo conhecer as ideias de um gay? Só podemos mesmo rir muito disso.
Bom, o recado está dado.

Até!

sábado, 26 de janeiro de 2013

ISSO É DEIXAR A “PORÇÃO MULHER” SAIR?

Oi!!!

Hoje vamos ter outro texto só em Português, por se referir a uma questão específica do Brasil...
Eu vou falar sobre uma questão que não costuma ser muito discutida em meios de comunicação, mas pode ser percebida sem muito esforço quando prestamos atenção nas penitenciárias masculinas do Brasil: a grande quantidade de mulheres héteros que se apaixonam enlouquecidamente por bandidos do sexo masculino.
Se você pesquisar a história dos criminosos conhecidos como “Bandido da Luz Vermelha” e “Maníaco do Parque”, ou de qualquer outro criminoso masculino famoso, você vai ver a quantidade de cartas que eles recebem de mulheres apaixonadíssimas querendo se casar com eles, querendo ficar junto deles o tempo todo...
Frequentemente você ouve comentários mais ou menos assim vindos desse tipo de mulher:

“O fulano é uma pessoa maravilhosa! Ele vai ser um pai maravilhoso pros meus filhos! Ele não tem culpa do que ele fez! Ele foi levado a fazer aquilo! É que só eu entendo as coisas que ele faz!”

É interessante frisar que isso é visivelmente um problema específico das mulheres: você não vê homens se manifestando dessa forma pra alguma criminosa feminina e dizendo que aquela vai ser uma mãe maravilhosa pro filho dele, né?
Bom, por que isso acontece? Vamos ver casos mais simples pra depois chegar até aí:
Num relacionamento hétero, não é raro ver que, quando um homem trai a namorada ou a esposa, essa namorada ou esposa geralmente não parte assim tanto pra cima dele; ela parte muito mais pra cima da outra mulher que apareceu na história. No início, ela pode até manifestar lá uma certa revolta contra o namorado ou o marido. Mas depois, o que a gente ouve dela costuma ser basicamente o seguinte:

“O fulano não teve culpa de nada! A culpa foi da piranha da beltrana, que fica dando em cima dele o tempo todo, coitado! Ele é homem, né? Eu tenho que entender!”

E só lembrando o óbvio: quem traiu ela aí foi o homem, não foi a outra mulher que apareceu (a outra é no máximo o instrumento da traição, mas não é a traidora).
Quando acontece qualquer desentendimento numa família, quase sempre se vê lá uma mulher que dá razão à pessoa que está mais errada naquela situação e que fica contra a outra pessoa que está mais certa. Mesmo que o desentendimento em questão seja entre 2 filhos dela, a mulher costuma passar a mão na cabeça do filho que está mais errado, querer proteger o filho que está mais errado... E ao mesmo tempo, ela chega pro filho que está mais certo e diz que ele é que tem que ceder, ele é que tem que entender o lado do irmão...
DUVIDO que qualquer pessoa que esteja lendo esse texto já não tenha visto essa cena algumas dezenas de vezes por aí.
Bom, continuando: se você encontrar uma mulher apanhando do namorado ou do marido e entrar no meio pra tentar separar, já posso adiantar que muito provavelmente quem vai se dar mal é você... Você vai acabar levando porrada daquele homem também? Talvez. Mas quem vai agredir você com mais violência ainda provavelmente vai ser a mulher que está apanhando ali: ela vai ficar contra você e a favor dele. Já vi isso várias vezes.
E se você bater nele querendo proteger ela, ela vai dizer que você está querendo destruir o casamento feliz dela por inveja! E vai começar a bater em você com toda a violência que ela puder pra defender aquele “homem maravilhoso”!
Mas vamos dizer que você não tenha entrado no meio da briga fisicamente. Você só chamou a polícia ou alguma coisa assim... Quando a polícia chega pra prender aquele homem, você vê aquela mulher desesperada ao ver aquele “homem maravilhoso” sendo preso! Em algumas vezes, mesmo que ela esteja mancando, sangrando e com a cara toda arrebentada, ela diz à polícia que é tudo um mal-entendido, que ele não encostou nem 1 dedo nela, que ela só levou um tombo e se machucou... Ou, no mínimo, ela assume que ele fez aquilo, mas não fez por mal.
E se você entrar no meio pra testemunhar o contrário disso, ela avança em cima de você!
É claro que algumas vezes não é de uma forma tão explícita assim. Às vezes, quando o cara vai preso, na hora, a mulher fala alguma coisa mais ou menos do tipo:

“Isso tinha mesmo que parar! Eu não mereço isso! Ele não me merece!”

Na semana seguinte, com o cara ainda preso, você vê a mesma mulher falando alguma coisa mais ou menos assim:

“Tá bom... Ele errou... Mas ele é o homem com quem eu pretendia construir uma vida... Não acho certo que ele continue lá preso até agora...”

Bom, o que é que a gente percebe em todas essas situações? Na vida pessoal, a mulher tem a clara tendência de dar razão a quem está errado, de querer proteger quem está errado, de passar a mão na cabeça de quem está errado... Mesmo que pra isso ela ataque quem está certo, inclusive!
Assim como existe mulher que acha que tem que casar pra se autoafirmar como mulher, assim como existe mulher que acha que tem que ter filhos pra se autoafirmar como mulher, também existe mulher que acha que pra se autoafirmar como mulher tem que ter alguém na vida pessoal dela que ela tente inocentar o tempo todo, que ela tente proteger o tempo todo, de quem ela tente encobrir os erros e os defeitos o tempo todo... E tem quase sempre aquela ideia de que ELA entende ele melhor do que o resto da Humanidade ou mesmo de que SÓ ELA no Mundo entende ele.
E isso ela vai encontrar num bandido.
Talvez seja essa a explicação pra esse fenômeno das penitenciárias masculinas, né?
E depois ainda vêm aqueles discursos feministóides dizendo que o Mundo só vai evoluir quando todos começarem a pensar de forma mais feminina, quando todos deixarem a sua “porção mulher” sair...
Bom, se pensar de forma mais feminina e deixar a porção mulher sair significa pensar e agir da forma retardada que foi mostrada nos exemplos acima, então que eu continue pensando de forma mais masculina. No mínimo, eu não vou fazer tanta besteira.
Fica aí algo pra refletir.

Até mais!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

OS CONSORTES QUE AINDA NÃO TEM DEFINIÇÃO

Oi!!!

Hoje vou comentar aqui a questão dos títulos que são dados aos consortes (ou seja, maridos e esposas) das autoridades, pois não é difícil perceber que existem algumas falhas em relação a esse assunto.
Desde 01 de Janeiro de 2011, o Brasil tem sido administrado pela Presidente Dilma Vana Rousseff, que é a 1ª mulher a ser eleita pra presidir o país.
Por isso mesmo, uma questão linguística sobre o feminino da palavra ‘presidente’ voltou a ser discutida desde então: ela é a Presidente do Brasil ou a Presidenta do Brasil?
Bom, isso não é uma questão nova e já tinha até sido resolvida pelos gramáticos brasileiros: quando se trata da forma feminina dessa palavra, a gramática registra as 2 formas, ou seja, podemos falar “Ela é a presidente.” ou “Ela é a presidenta.”; quando se trata da forma masculina, a gramática só registra a forma ‘presidente’ e nenhuma outra.
A palavra ‘presidenta’ foi criada recentemente? Não. Ela existe no Brasil desde o início da república. Mas aí definia outra coisa: a república começou no Brasil em 1889, quando se determinou que a autoridade máxima do sistema era o presidente e a esposa dele era a presidenta. Ou seja, ‘presidenta’, no início da república, era um título de consorte. Era o que hoje a gente chama de ‘primeira dama’. E essa última expressão só parece ter passado a ser usada no Brasil, pelo menos com frequência, a partir dos anos 30, quando a Constituição Brasileira de 1934 permitiu finalmente que mulheres pudessem ocupar o posto de Presidente da República do Brasil.
Aí entramos em outra discussão: se uma mulher é presidente, qual é o título que o marido dela deve receber?
No Brasil, o título em questão ainda não foi inaugurado, pois a única mulher que já foi presidente aqui não é casada. Mas parece que ninguém ainda chegou a uma conclusão definitiva de qual é o título que esse homem deveria receber. Alguns pretendem implantar a expressão ‘primeiro cavalheiro’, mas a gramática tradicional ainda não registra essa expressão.
Vamos lembrar que os outros cargos políticos do Brasil passam exatamente pela mesma situação: existe a forma masculina e existe a forma feminina pra quem ocupa esses cargos; mas o título de consorte só existe pras esposas dos homens que ocupam esses cargos. Se um homem é presidente, governador ou prefeito, a esposa dele tem o título de ‘primeira dama’; mas se uma mulher é presidente, governadora ou prefeita, o marido dela não tem título definido, pelo menos oficialmente.
Não pensem que isso é um problema específico das repúblicas: na maioria das monarquias acontece basicamente a mesma coisa...
Na monarquia de Portugal, quando um homem ocupava o trono ele era o rei e quando uma mulher ocupava o trono ela era a rainha. Até aí, nenhuma dúvida... Mas e quanto aos consortes deles? Bom, no caso do rei, a esposa dele era uma rainha consorte. Mas no caso de uma rainha, o título do marido dela variava de acordo com a presença ou ausência de filhos: se ele não tivesse filhos com ela, ele era um príncipe consorte; se ele tivesse pelo menos 1 filho com ela, ele era um rei consorte.
Na monarquia do Brasil, os títulos estavam previstos pra serem 100% iguais tanto pros monarcas quanto pros seus consortes: se um homem ocupasse o trono ele era o imperador e se uma mulher ocupasse o trono ela era a imperatriz; a esposa do imperador seria uma imperatriz consorte e o marido da imperatriz seria um imperador consorte.
Na monarquia da Inglaterra, quando um homem ocupa o trono ele é o rei e quando uma mulher ocupa o trono ela é a rainha. Mas os títulos dos consortes deles... Aí complica!rs
Bom, pelo menos até hoje, em todas as vezes em que um rei ocupou o Trono da Inglaterra, a esposa dele recebeu o título de ‘rainha consorte’. Mas parece que não é isso que vai acontecer da próxima vez: quando o Príncipe Charles Windsor for coroado rei, o que está previsto é que a esposa dele, a... não muito bela Camilla Parker, receba o título de ‘princesa consorte’, devido não ser a 1ª esposa dele e a não ter sangue nobre.
Quando uma mulher ocupa o trono, é exatamente o contrário: embora o título de ‘rei consorte’ já tenha sido inaugurado na Inglaterra, eles procuram evitar dar esse título ao marido de uma rainha. Por 2 motivos básicos: 1º, na única vez até hoje em que o marido de uma rainha usou o título de ‘rei consorte’ na Inglaterra, ele começou a se comportar como se tivesse a mesma autoridade dela, e muitos historiadores atribuem isso ao fato do título dele ser igual ao dela (se trata do Rei consorte Felipe de Habsburgo, casado com a Rainha Mary I Tudor), o que aconselharia a evitar que isso acontecesse de novo; e 2º, pela cultura inglesa, o título de ‘rei’ tem mais majestade do que o título de ‘rainha’, o que acaba limitando o uso desse título a homens específicos e impedindo que a maioria dos homens usem ele. Aliás, o marido da atual rainha usa o título de ‘príncipe consorte’, e não de ‘rei consorte’.
Pros padrões de hoje, o 2º motivo pode parecer bastante machista, né? Mas a gente tem que pensar que, ao longo de milênios do passado, e em muitos países até hoje, as monarquias mantinham sempre ou quase sempre um homem ocupando o trono. Uma mulher só ocupava o trono em casos de substituição, quando não tinha nenhum homem disponível na ocasião pra ocupar aquele trono (por exemplo, se o rei tivesse só filhas mulheres e nenhum filho homem).
Então, ao longo dos milênios, a regra é que quem usava o título de ‘rei’ de um país era o ocupante do trono daquele país, enquanto quem usava o título de ‘rainha’ era apenas a esposa dele. E essa só tinha uma autoridade superficial ou, em alguns casos, nem tinha autoridade nenhuma. Por isso, ficou a tradição de que o título de ‘rei’ é superior ao de ‘rainha’.
Outra coisa que rarissimamente é discutida (até porque ainda não aconteceu até hoje): no caso de um casamento gay, qual seria o título do marido do rei?
Vejam que a Dinamarca, a Espanha, a Noruega e a Suécia são monarquias e permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Então, se no futuro o rei de um desses países quiser se casar com um homem, ele vai ser rei e o marido dele vai ser o quê? Rei consorte? Príncipe consorte? É outra coisa pra se pensar.
Bom, como a gente vê, tem tudo aí menos uma regra fixa pra todos os casos, né?rs O único problema mais difícil de resolver que pode ser detetado igualmente na maioria dos casos é que quando se trata de uma mulher ocupando um cargo político fica mais difícil definir qual é o título do marido dela.
A gente vê que a sociedade está evoluindo, estão aparecendo pessoas ocupando postos sociais que antes não existiam (ou que só existiam em casos de exceção) e a gente não está se preparando pra dar nome aos postos sociais que essas pessoas ocupam. Mas são coisas em que a sociedade tem que pensar, né? Estão aí esperando receber os seus devidos nomes.
Bom, não vou traduzir esse texto pra outras línguas, porque ficaria um tanto incompreensível. Então, vai só em Português mesmo.

Até mais!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

NOVIDADES NO Hiper CECG&B



Oi!!!

Como vocês sabem, o Hiper CECG&B, assim como os outros blogs que antecederam ele, tem o objetivo de ser um centro de entretenimento e cultura pra gays & bissexuais (é isso que a sigla CECG&B significa). E assim, pelo menos ao longo desse ano, eu pretendo fazer um post por mês dedicado à Mitologia Grega, que foi a fundadora da Literatura Europeia (e consequentemente a base do início da Literatura Brasileira) e até hoje fascina os amantes da arte e serve como fonte sem fim de inspiração aos autores de poemas, músicas, peças teatrais e filmes na criação de suas obras.
Cada post vai ser focado num personagem e nas tragédias que cercam esse personagem.
Ao contrário do que costumo fazer com os demais posts, vou mandar esses só em Português, porque acho que eles ficariam um pouco incompreensíveis pros visitantes de outros países se eu usasse o esquema de tradução que costumo usar (fazer o post em Português, depois dividir em 3 partes e traduzir uma parte pra Inglês, outra pra Espanhol e outra pra Italiano), mas também ficariam grandes demais se eu traduzisse TUDO pras 3 outras línguas.
Bom, abaixo desse aqui vai o 1º post em questão.

MITOLOGIA GREGA 1



De uma relação eventual de Zeus com uma ninfa chamada Plutó, nasceu um orgulhoso filho chamado Tântalo.

Ele ganhou de presente do pai o Monte Sípilo, na Ásia Menor (atual Turquia), passando a governar essa montanha como rei.

Dono de muitas riquezas, o Rei Tântalo se casou e teve vários filhos. Mas as várias versões do mito discordam sobre o nome da esposa dele e sobre a quantidade exata de filhos.

Na juventude, ele foi muito querido pelos deuses olímpicos e chegava até a ser convidado pras festas que as divindades davam no Monte Olimpo. Mas, devido a atitudes que o jovem rei foi tomando, a coisa começou a caminhar no sentido oposto...

Um dia, um ladrão chamado Pândares chegou ao Monte Sípilo carregando um cachorro de ouro que pertencia ao próprio Zeus. E pediu ao Rei Tântalo que guardasse momentaneamente o animal encantado (provavelmente até Zeus se desinteressar de perseguir ele pelo roubo do cachorro), pois ele voltaria pra buscar depois. Mas o Tântalo, também interessado no cachorro de ouro, escondeu o animal e guardou pra ele.

O deus Hermes, enviado por Zeus, passou por ali pedindo o cachorro de volta. O velhaco Pândares voltou ali pedindo o cachorro de volta. Mas o rei respondeu simplesmente que não sabia do que eles estavam falando.

Furioso, Zeus enterrou o Tântalo dentro do Monte Sípilo.

Um dia, observando a Terra, Zeus viu um rapaz pastoreando alguns rebanhos perto de Tróia. Era um príncipe chamado Ganimedes. E excitadíssimo com a beleza do moço e principalmente com as coxas musculosas dele, Zeus quis aquele príncipe pra ele.

Ele desenterrou o Tântalo, exigindo que em troca ele planejasse o melhor momento pra pegar o Ganimedes ou mesmo pra ajudar pessoalmente no arrebatamento do rapaz. E o rei, aproveitando a oportunidade pra se livrar da prisão na terra do Monte Sípilo, se colocou ao lado do pai e esquematizou com ele o que ele queria.

Transformado em águia, Zeus agarrou o jovem príncipe e levou ele pro Olimpo, passando a descarregar nele seu inesgotável apetite sexual.

Mas o Rei de Tróia, ao saber do arrebatamento do filho e sem ter poder pra se vingar diretamente de Zeus, marchou contra o Tântalo, conseguindo expulsar o rei e os outros membros da Família Real de seu reino no Monte Sípilo.

Nos anos que se passaram depois disso, o Tântalo voltou a ser aceito nas festas do Olimpo, pras quais costumava levar junto um dos filhos dele, chamado Pélopes. Mas voltou a cometer deslizes, consequentemente voltando a irritar os deuses...

Quando saía dali e voltava à Terra, o ex-Rei do Monte Sípilo sempre aproveitava quando ninguém estava vendo e, com a ajuda do Pélopes, roubava os restos de comida e bebida divinas que sobravam das festas, dando de presente a seus amigos humanos esse alimento que era exclusivo dos deuses. E ainda por cima contava fofocas a todos sobre os assuntos pessoais dos deuses que ele testemunhava durante as festas.

Mas o grande crime e sacrilégio que o Tântalo cometeu contra os deuses foi quando ele quis testar se as divindades tinham mesmo todo o conhecimento que diziam que tinham. E então, ele matou e esquartejou o Pélopes, cozinhando o garoto e servindo a carne dele em bandejas aos deuses durante uma festa, pra ver se eles adivinhavam o que era aquilo.

Vendo do que se tratava logo de início, quase nenhum dos deuses tocou na macabra refeição, se limitando a olhar furiosos pro Tântalo... Só a deusa Deméter, que na hora estava com o pensamento longe dali, preocupada com problemas pelos quais sua filha Perséfone passava, não viu do que se tratava e acabou comendo um ombro do garoto sem perceber.

Apiedados do Pélopes, os deuses reconstruíram o corpo do garoto e ressuscitaram ele, dando também a ele um ombro de marfim pra substituir o que Deméter tinha comido. Mas não deixaram de castigar o Tântalo pelo sacrilégio cometido e atiraram ele ao Tártaro, o gigantesco calabouço subterrâneo onde os inimigos dos deuses olímpicos passam o resto da eternidade sendo submetidos a torturas.

Sobre o castigo imposto pelos deuses ao antes rico e poderoso rei, as versões do mito discordam. Algumas dizem que as divindades colocaram no corpo dele uma fome e uma sede enlouquecedoras e jogaram ele num lago do Tártaro de água cristalina e coberto por ramos carregados de frutas gordas, enormes e de aparência extremamente apetitosa, mas que tanto a água quanto as frutas correm pra longe do Tântalo toda vez que ele aproxima a boca delas, o que ele continua tentando fazer infinitamente. E outras versões dizem que ele foi colocado sobre um grande rochedo localizado num lugar escuro e que fica eternamente tremendo e prestes e cair, obrigando ele a passar o resto da eternidade correndo e se jogando de um lado pro outro pra tentar manter o equilíbrio do rochedo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

LÁ VÊM OS 205 ANOS DA ABERTURA DOS PORTOS...

Oi!!!

Hoje a gente vai falar sobre o quadro Abertura dos Portos, pintado pelo Antônio Baeta em 1907.

O quadro mostra o Príncipe João de Bragança (o futuro Rei João VI de Bragança), herdeiro do Trono de Portugal e regente do país, em pé, segurando com a mão esquerda o Decreto de Abertura dos Portos Às Nações Amigas, enquanto com a mão direita ele mostra o litoral brasileiro, agora liberado pro comércio graças ao referido documento.
Curiosamente, pela roupa como foi retratado no quadro, ele tá parecendo aí mais um rei do que um príncipe, né?
Se vocês derem uma olhada na coxa esquerda do João, vão ver que o pintor foi generoso com ele, né? Ele pintou lá um volumão!rs
Bom a situação que o quadro retrata aconteceu em 28 de Janeiro de 1808 (ou seja, vai completar 205 anos esse mês), quando o João assinou essa carta, que autorizava o comércio dos aliados de Portugal com os portos brasileiros.
Antes disso, por determinação da Rainha Maria I de Bragança, era proibido que estrangeiros comprassem ou vendessem qualquer coisa nos portos do Brasil, obrigando os interessados em compras e vendas aqui a passar pela Península Ibérica e lá fazer a devida negociação.
A assinatura desse documento foi o 1º grande ato desse príncipe na América do Sul, que ele praticou poucos dias depois de desembarcar aqui em 1808. E foi uma das condições impostas pelo Governo da Inglaterra pra que a Família Real de Portugal fosse escoltada pelos ingleses na viagem da Península Ibérica pra América do Sul, entre Novembro de 1807 e Janeiro de 1808.

Hoy vamos a hablar un poquito del cuadro Abertura dos Portos, hecho por Antônio Baeta en 1907.
La obra nos muestra el Príncipe Juan de Braganza (el futuro Rey Juan VI de Braganza), heredero del Trono de Portugal y regente del país. El está sosteniendo con la mano izquierda el Decreto de Abertura dos Portos Às Nações Amigas, mientras que con la mano derecha está mostrando la costa brasileña, ahora liberada para el comercio gracias a dicho documento.

Con gli abiti che Giovanni di Braganza è stato ritratto nel dipinto, è più simile a un re che a un principe, vero?
Se si dà un’occhiata alla sua coscia sinistra, si vede che il pittore è stato generoso con lui, giusto? Ha dipinto un grosso volume lì!rs
Beh, la situazione che il dipinto raffigura è successa nel 28 Gennaio 1808. Quel giorno, Giovanni ha firmato il documento che autorizzava agli alleati di Portogallo il commercio com i porti brasiliani.

Mary I Braganza of Portugal forbade foreigners to buy or sell anything at the Brazilian ports. This forced those interested in buying and selling in Brazil to go to the Iberian Peninsula and there do the proper negotiation.
Her son John Braganza signed a document allowing the opposite. And that was the 1st great act of this prince in South America a few days after landing here in 1808. And this was one of the conditions imposed by the Government of England to escort the Portuguese Royal Family in their journey from the Iberian Peninsula to South America between November 1807 and January 1808.

Até mais!

sábado, 19 de janeiro de 2013

A REGINA CASÉ NÃO ESTÁ CLAMANDO PELA UTOPIA?

Oi!!!

O texto de hoje vai ser só em Português porque diz respeito a uma situação específica aqui do Brasil.
Tenho observado que todos os domingos, no programa Esquenta, apresentado pela Regina Casé, ela tem feito uma campanha ‘antigueto’.
Na verdade, isso não é nenhuma novidade nas mensagens que a Regina passa: ela sempre procurou transmitir a ideia de que “gueto é filho do medo” e, por isso, o que a gente deve fazer é procurar se misturar com pessoas que vivem em outras realidades e fazem parte de outros grupos.
E o Esquenta procura fazer basicamente isso, né? Eles misturam no palco pessoas de classes sociais diferentes, de religiões diferentes, de comportamentos sexuais diferentes e por aí vai.
Bom, tudo bem. Até é possível fazer isso em muitos casos. Mas nem sempre!
Se alguém me perguntar se é difícil conviver com as diferenças, eu vou responder tranquilamente que não, mas desde que sejam só diferenças.
Explica-se: se eu penso de uma forma sobre um determinado assunto e você pensa de outra forma sobre o mesmo assunto, desde que haja tão somente uma divergência de opiniões, sem um tentar obrigar o outro passar a concordar com a opinião dele, não tem problema. Eu acho que aquele assunto tem que ser resolvido de uma forma, mas não tento forçar você a pensar da mesma forma que eu penso. E você acha que tem que ser resolvido de outra forma, mas não tenta me forçar a pensar da mesma forma que você pensa.
Conviver com as diferenças até esse ponto, não tendo nada além de diferenças, é facílimo.
Os problemas só começam quando um tenta forçar o outro a pensar as mesmas coisas que ele pensa, a acreditar nas mesmas coisas em que ele acredita, a ver o Mundo da mesma forma que ele vê e outras situações adjacentes a essas.
Então, conviver com as diferenças não é um problema. Mas conviver com o proselitismo, aí sem sombra de dúvida, É!
Por exemplo, experimente seguir o conselho da Regina em relação a uma igreja pentecostal ou neopentecostal, daquelas bem extremistas e bem radicais. Experimente se misturar com as criaturas que frequentam aquele estabelecimento e ter uma relação pessoal com elas. Diga a essas criaturas que você segue uma religião diferente da delas e que você tem um comportamento sexual que não é o que aquela igreja dita como certo. Eu só sugiro uma coisa: vá usando capacete, colete a prova de balas, armadura...
Sem exagero: você vai ser, NO MÍNIMO, xingado, vaiado e amaldiçoado com a recitação de alguma passagem do 1º Testamento da Bíblia. E ainda vão expulsar você da igreja no mesmo minuto, a não ser que você “se converta” e passe a repetir que nem um papagaio as coisas que o pastor daquela igreja prega.
Aí é que está a questão: nesse caso, existe PROSELITISMO, e não apenas DIFERENÇAS.
Os guetos aparecem por causa do proselitismo, e não das diferenças. No gueto, a pessoa sabe que quem está em volta dela não vai tentar impor que ela siga um estilo de vida que não interessa a ela, não vai xingar ela de nada, não vai tentar expulsar ela dali...
Então, inevitavelmente, a tendência da sociedade é se dividir em guetos, querendo ou não querendo. Principalmente enquanto existirem criaturas como esses evangélicos que eu descrevi acima.
Eu não diria que os guetos são filhos do medo, mas sim que eles são simplesmente resultados da forma como grupos ditatoriais e totalitários tratam quem não pensa da mesma forma que eles.
E vão deixar de existir esses grupos ditatoriais e totalitários (principalmente os de fundamento religioso)? Óbvio que não. Então, também não vão deixar de existir os guetos.
Fica aí algo pra refletir.

Até!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A 1ª VERSÃO CINEMATOGRÁFICA DE ‘DRACULA’ E O FALSO FILME HISTÓRICO SOBRE ELA

Oi!!!

Hoje vamos falar sobre a 1ª produção inspirada no livro Dracula (1897), do irlandês Bram Stoker, que sobreviveu até os dias de hoje: o filme Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens.
Vamos aproveitar pra esclarecer que o 1º filme em que o personagem Drácula apareceu não foi Nosferatu, mas sim Drakula Halála (1921), produção húngara que não se inspirou no livro: a história é outra, embora o vampiro apareça lá.
Nenhuma cena inteira do filme parece ter durado até hoje. Mas fotos de algumas cenas ainda existem.
Também há quem questione se Nosferatu foi mesmo o 1º filme inspirado em Dracula, pois existe uma lenda de que a 1ª versão cinematográfica do livro teria sido um filme chamado Drakula, gravado na Rússia em 1920. Mas, se é que esse filme foi realmente feito, nenhum vestígio dele sobreviveu até hoje. Nem há nenhuma documentação provando que ele tenha realmente existido. Assim, até 2ª ordem, Drakula é só uma lenda.
Bom, o roteirista de Nosferatu foi o Henrik Galeen e o diretor foi o F.W. Murnau. Aqui vai o link de um post sobre ele:


Como o Bram Stoker tinha morrido em 1912 e o filme seria produzido no início dos anos 20, o livro ainda tava preso a direitos autorais. E a Florence Balcombe, a viúva e detentora dos direitos autorais, não liberou o livro pra ser adaptado pro cinema. Assim, o F.W. e o Henrik decidiram gravar o filme assim mesmo, removendo alguns personagens do texto original e mudando os nomes de outros: o Jonathan Harker virou Thomas Hutter, a Mina Murray virou Ellen Hutter, o Renfield virou Knock e o Drácula virou Orlok.
Algumas características sobrenaturais dos vampiros também foram removidas: no livro, eles não têm sombra, não têm reflexo quando passam diante de um espelho e a mordida deles transforma pessoas em outros vampiros; no filme, nada disso aparece.
E assim eles foram em frente, gravando o filme em 1921 na Alemanha e na então existente Tchecoslováquia e lançando no ano seguinte.
Bom, Nosferatu tá todo no YouTube. Clique aqui pra ver:


O filme começa anunciando (como se trata de um filme mudo, todas as partes mais explicadas são textos que aparecem entre uma cena e outra de vez em quando) que vai ser contada a história de um sério período de mortes na cidade alemã de Wisborg, em 1838.
Depois, vemos uma mensagem advertindo contra o nome Nosferatu, que é comparado ao canto do “pássaro da morte”. E se faz uma advertência pra que nunca se diga esse nome e, assim, se evite desgraças.
Aí, somos apresentados ao herói da história: um corretor de imóveis chamado Thomas Hutter...

...casado com uma mulher chamada Ellen.
Eles são mostrados ao público vivendo um casamento extremamente romântico.
Bom, o Thomas trabalha prum estranho agente imobiliário chamado Knock, que, apesar de pagar os funcionários dele bem, é meio mal visto pelo povo da cidade. E um dia ele recebe o que parece ser uma carta, cheia de estranhos símbolos desenhados.

E depois de ler aquilo, ele comunica ao Thomas que o Conde Orlok, da Transilvânia, deseja comprar uma casa em Wisborg. E o Knock diz ao Thomas que ele vai ganhar uma bolada se pegar essa venda, mas vai ter que dar sangue e suor por isso...
O Thomas estranha essa expressão. E estranha mais ainda a cara que o Knock faz quando diz isso...
Mesmo assim, o Thomas decide pegar a venda. E o Knock sugere a ele que venda ao conde um enorme casarão abandonado da cidade, que fica exatamente de frente pra casa do Thomas.
Quando volta pra casa, o Thomas anuncia à Ellen que vai fazer uma longa viagem a um lugar apelidado de “terra dos ladrões e dos fantasmas”. E ela não gosta muito da ideia, mas vai ficar na casa de um amigo rico do Thomas chamado Harding.
Aliás, as partes escritas que aparecem entre as cenas são as ‘falas’ do Harding, como se fosse ele contando a história.
E assim, o Thomas viaja até os Montes Cárpatos. E ao parar pra jantar numa pensão que encontra no caminho, ele comenta que tá indo pro castelo do Conde Orlok...
Na hora, todos na pensão param o que tão fazendo e ficam olhando espantados pra ele. Mas, além disso, ninguém faz nada.
De qualquer forma, o dono da estalagem se aproxima, dizendo que ele não pode sair dali naquela noite porque tem um lobisomem à solta nas florestas ao redor.
O Thomas não leva isso a sério, mas aceita dormir lá naquela noite.
Bom, realmente vemos o lobisomem em algumas cenas muito rápidas. Mas ele não faz nada além de dar um susto em alguns cavalos e depois volta pra floresta.
Assim, Nosferatu também foi o 1º filme (que se possa provar) a mostrar um lobisomem, interpretado aqui por uma hiena maquiada.
Aparentemente, o Thomas também vê o monstro da janela do quarto dele. Mas, apesar de um certo espanto, deixa pra lá. E pouco antes de se deitar, ele encontra um livro sobre vampiros, que começa a ler...
O livro menciona um vampiro chamado Nosferatu, que se alimenta de sangue humano. E que vive em sinistros caixões e cavernas que são cheios de sujeira dos campos da morte. Mas o Thomas não dá nenhuma importância ao que o texto diz.
Na manhã seguinte, ele retoma a viagem e pega uma carona numa charrete que tava pra sair da pensão. Mas, depois de viajar o dia inteiro, o cocheiro se nega a seguir em frente ao ver que já começou a anoitecer, afirmando que sentiu a presença de algo maligno ali...
O Thomas acha que é só uma superstição local e decide seguir em frente a pé. E assim que ele atravessa uma ponte, uma estranha carruagem se aproxima, com um cocheiro todo coberto que faz um sinal pro Thomas embarcar.
Ele faz isso e o cocheiro transporta ele até as proximidades de um castelo, que ele entende que é onde mora o conde.

Mas assim que o Thomas desembarca, o cocheiro corre pra longe dali com a carruagem e some em segundos.
A porta do castelo se abre sozinha pro Thomas passar e se fecha sozinha depois que ele passa. Mas, apesar do espanto, ele vai seguindo em frente, até que, no pátio do castelo, ele encontra uma sombria figura, que entende que é o Conde Orlok.
O conde diz que ele chegou atrasado: já é quase meia-noite e, por isso, os empregados já foram dormir. Mas convida o Thomas pra entrar.
O conde serve um lanche pro Thomas e começa a ler a documentação que o Knock mandou (igualmente cheia daqueles símbolos estranhos).
Aí, um relógio meio bizarro mostra que já são 6h da manhã.

E o Thomas, assustado com o relógio e também com a feiura do conde, acaba cortando o dedo sem querer com uma faca...
Ao ver o sangue no dedo dele, o conde fica deslumbrado e, pegando a mão do Thomas, começa a chupar o dedo dele.
Já apavorado com a situação, o Thomas se levanta e começa a recuar, com o conde indo atrás dele e dizendo que quer aproveitar a oportunidade pra ficar na companhia dele mais um pouco, pois ele costuma dormir durante o dia e ficar morto pro Mundo...
O Thomas continua apavorado e recuando, até que cai sentado numa cadeira, com o conde ainda se aproximando dele... E a cena termina em aberto.
A cena seguinte, já de manhã, mostra o Thomas ainda sentado na cadeira e acordando como se tivesse dormido profundamente.
Ele estranha uma feridinha que nota no pescoço, mas acaba deixando pra lá ao ver uma mesa com o café da manhã servido perto da cadeira onde ele dormiu. Mas percebe que tá sozinho no castelo... Ou, pelo menos, é o que parece.
Pouco depois, ele escreve uma carta pra Ellen. E ao ver um homem passando a cavalo perto do castelo, entrega a carta a ele e pede pra ele mandar pelo correio.
À noite, o Thomas finalmente prepara a documentação de compra da casa pro conde assinar, embora ainda olhe pro conde o tempo todo com um certo espanto. Mas, sem querer, ele deixa cair um retrato da Ellen em cima da mesa... E o conde olha pro retrato com fascinação, dizendo que ela tem um adorável pescoço...
O Thomas guarda o retrato apavorado, enquanto o conde assina os últimos documentos que faltam. E depois de recolher tudo, o Thomas vai pro quarto dele. E ao mexer na mala dele, percebe que o livro que ele leu na pensão foi colocado ali por alguém sem ele ver. E aí ele volta a ler o livro, encontrando uma advertência pra que quem chegasse a ler aquele texto não se deixasse engolir pela sombra do Nosferatu, mencionada como igual a um demoníaco pesadelo...
Depois disso, aquele relógio bizarro bate de novo. E o Thomas vai até a porta do quarto, abre e olha lá pra fora, vendo, lá no final do corredor, o conde transformado num vampiro e olhando pra ele!
Concluindo que o conde é o tal vampiro Nosferatu, o Thomas se desespera e bate a porta. Mas aí percebe que é impossível trancar: a porta não tem fechadura! E aí ele corre pra janela, mas vê que ela dá direto prum abismo!
A porta se abre e o Nosferatu entra. E a única coisa que o Thomas pensa em fazer na hora é deitar na cama e se cobrir, desmaiando logo depois.
No mesmo instante, a Ellen se levanta da cama onde tava dormindo e tem uma crise de sonambulismo, começando a andar pelo quarto. E o Harding, ouvindo um barulho estranho no quarto, vai até lá e encontra ela andando no muro da sacada do quarto, só tendo tempo de segurar ela quando ela cai dali.
Ele manda a empregada chamar um médico, que parece chegar em questão de segundos.rs Mas quando o médico vai atender a Ellen, ela acorda e grita o nome do Thomas.
Aparentemente, o Nosferatu ouve o grito de alguma forma, pois recua no último segundo quando tava pra morder o Thomas. E sai do quarto logo depois, fazendo a porta se fechar sozinha atrás dele.
Bom, o médico diagnostica o problema da Ellen como efeito de uma “congestão sanguínea”, afirmando que não foi nada demais.
Ao amanhecer, o Thomas acorda na cama dele, meio sem saber se o que ele viu na noite anterior era real ou um pesadelo. E sai pelo castelo pra ver o que dá pra descobrir.
Entrando numa espécie de catacumba que descobre do lado de fora do castelo, ele encontra um caixão. E vê o Nosferatu dormindo lá dentro!
O Thomas entra em pânico e corre de volta pro quarto, onde fica até anoitecer. E aí, ouvindo um barulho estranho lá fora, ele olha pela janela e vê o Nosferatu empilhando vários caixões numa carroça, entrando num deles e indo embora do castelo.
O Thomas entende que ele foi atrás da Ellen. E aí resolve sair do quarto pela janela... Meio sem sentido isso, né? Ele não tava preso nem nada. Por que precisou sair pela janela?
Bom, ele acaba caindo e desmaiando lá embaixo.
Depois disso, vemos ele internado num hospital e sendo cuidado por um freira, que explica ao médico que ele foi encontrado desmaiado por fazendeiros e levado pra lá ferido e tendo delírios.
Enquanto isso, os caixões que saíram do castelo são transportados até um porto e colocados a bordo de uma escuna... De acordo com o texto que aparece no filme, ninguém sabia do conteúdo dos caixões. Eles só trazem uma carta explicando que tavam carregados com terra que seria usada pra fazer experiências.
E pra surpresa de todos, vários ratos não param de sair de dentro dos caixões!
Bom, conforme o Nosferatu ia se aproximando de Wisborg, o Knock começava a ter atitudes mais insanas. E acabou sendo internado no hospício da cidade, onde passava o tempo comendo aranhas e moscas e falando frases soltas que mencionavam “sangue” e a vinda de um “mestre”. Ou então tinha repentinos ataques de fúria.
Ao mesmo tempo, a Ellen finalmente recebe as cartas do Thomas. Mas tem um mau pressentimento com elas.
Aparentemente alguns dias depois, se sentindo melhor, o Thomas deixa o hospital nos Cárpatos e começa a viagem de volta pra Wisborg. E depois disso, vemos várias cenas dele viajando a cavalo de volta pra casa através de áreas florestais.
Enquanto isso, na escuna, alguns marinheiros começam a manifestar uma estranha doença. E ao mesmo tempo, alguns começam a enxergar imagens translúcidas do vampiro perto das caixas...

...mas acham que isso é algum delírio causado pela doença.
Vemos também um jornal da mesma época mencionando que uma epidemia de peste estourou na Transilvânia e se espalhou pelos portos do Mar Negro, causando a morte de dezenas de jovens. E todas as vítimas tinham estranhas marcas no pescoço que nenhum médico conseguia explicar...
Bom, isso dá a entender que, quando o Nosferatu saiu do castelo, ele não foi direto pro porto, mas mordeu algumas pessoas antes disso.
Depois que quase todos os tripulantes da escuna já morreram, sobrando só o capitão e 1 marinheiro, esse último resolve descer até o porão, pois acha que o que tá causando a doença devem ser os ratos que vieram nas caixas. E assim, ele resolve destruir as caixas a golpes de machado pros ratos não terem mais onde se esconder e procriar. Mas, quando ele começa a despedaçar as caixas, o Nosferatu se levanta de uma delas bem diante dele!
Em pânico, o marinheiro sai correndo dali e se joga no Mar. E o Nosferatu, saindo do porão, vai atrás do capitão e mata ele.
Conforme a escuna se aproxima de Wisborg, as crises de sonambulismo da Ellen vão ficando mais frequentes.
A parte do filme inspirada no livro vai só até aqui. Basicamente tudo o que se vê no roteiro de agora em diante nada tem a ver com a história deixada pelo Bram Stoker.
Bom, aparentemente alguns dias depois, o Thomas finalmente chega à casa do Harding.
Ele levou com ele o livro que conseguiu nos Cárpatos. Mas faz a Ellen prometer que nunca vai ler aquele livro, pois aquilo causou nele alucinações assustadoras (ele parece ter concluído que tudo o que viu no castelo do Nosferatu eram só alucinações causadas pelo que tinha lido no livro, já que, depois de acordar na cama de um hospital, nunca encontrou nenhuma prova de que nada daquilo tivesse ocorrido de verdade).
No mesmo dia, o Knock mata o enfermeiro que chega pra limpar o quarto dele e foge do hospício. Ao mesmo tempo em que a escuna chega ao porto de Wisborg e o Nosferatu sai de lá, carregando o caixão dele.
Chegando à entrada da casa que comprou, o vampiro se teletransporta lá pra dentro junto com o caixão.
Logo depois que ele desembarca, uma multidão de ratos saem do porão da escuna e desembarcam também.
Na manhã seguinte, o povo de Wisborg encontra a escuna encalhada no porto. E dentro dela, o cadáver do capitão, com uma estranha ferida no pescoço, e nem vestígio de mais nenhum tripulante.
Lendo o diário de bordo da escuna, a polícia descobre sobre a doença que se abateu sobre os marinheiros e sobre a perceptível quantidade de ratos que eles encontravam a bordo. Assim, concluem que os ratos da escuna espalharam a tal doença ali e provocaram a morte da tripulação toda. E agora que os ratos tão soltos em Wisborg, é preciso botar a cidade em quarentena.
Realmente, vários habitantes da cidade começam a morrer de uma estranha doença nos dias seguintes. E ao mesmo tempo, o Knock começa a matar pessoas aleatoriamente pela cidade à noite.
A população se revolta e, depois de uma perseguição, consegue prender ele de novo.
Enquanto isso, sentindo uma estranha energia vinda do livro do Thomas, a Ellen acabou pegando e lendo.
Depois de ficar sabendo das informações sobre o Nosferatu que o Thomas já tinha lido, a Ellen lê que a única forma de matar o vampiro é se uma jovem inocente mantiver ele distraído bebendo o sangue dela até que um galo cante pela 1ª vez ao amanhecer... Mas, se ela fizer isso, ela também vai morrer.
Quando o Thomas descobre que a Ellen leu o livro, ela demonstra fraqueza. E explica a ele que vê alguma coisa na casa em frente à deles todas as noites.
Os 2 olham pra tal casa e são derrubados por um súbito ataque de fraqueza.
Mais tarde, a Ellen relê a parte do livro que fala sobre o sacrifício da jovem inocente... Ela parece entender mais ou menos o que tá acontecendo e começa a pensar em fazer o tal sacrifício.
Aparentemente na madrugada seguinte, a Ellen acorda assustada e vê o Nosferatu, na janela da casa em frente, olhando pra janela do quarto dela.
Concluindo que chegou a hora do sacrifício, ela vai pra janela e convida ele pra entrar. E depois acorda o Thomas, finge que tá passando mal e pede a ele pra ir imediatamente chamar um médico.
Assim que o Thomas sai, o Nosferatu entra. E aí vemos a clássica cena da sombra do vampiro subindo a escada na direção do quarto.

É uma das cenas mais famosas do filme.
O Nosferatu morde a Ellen e passa as horas seguintes bebendo o sangue dela, até que um galo começa a cantar lá fora, poucos minutos antes de começar a amanhecer.
Percebendo que foi enganado, o vampiro tenta fugir, mas se desmaterializa ao ver o Sol nascendo.
No hospício, o Knock pressente telepaticamente a morte do Nosferatu... Aliás, acaba não se dando nenhum explicação de como nem por quê ele começou a servir ao Nosferatu.
Bom, nesse momento, o Thomas e o médico chegam. Mas a Ellen morre de anemia segundos depois.
No mesmo instante, a epidemia de doença desaparece da cidade e o castelo do Nosferatu desmorona na Transilvânia.
E o filme acaba.
Apesar de todas as mudanças que a história sofreu ao ser transformada em filme, a Florence não quis saber e abriu um processo contra o filme, conseguindo que quase todas as cópias fossem caçadas e destruídas... Mas aí é que tá: QUASE todas. Porque, como algumas cópias já tinham sido vendidas e já tinham até ido parar em outros países, essas sobreviveram, permitindo que o filme chegasse até os dias de hoje.
O filme teve um remake, lançado em 1979, chamado Nosferatu: Phantom der Nacht (lançado no Brasil como Nosferatu: o Vampiro da Noite). 
No ano 2000, foi lançado o filme Shadow of the Vampire (A Sombra do Vampiro no Brasil), vagamente inspirado em situações que aconteceram durante as filmagens de Nosferatu.

Mas os personagens históricos mostrados ali são retratados tomando atitudes que nunca tomaram na vida real e até morrendo de formas diferentes de como morreram na vida real. Por isso, muitas vezes esse filme é visto como uma sátira de terror.
O filme parte do princípio de que o ator Max Schreck, que interpretou o Nosferatu, era mesmo um vampiro de verdade. E o F.W. convence ele a fazer o filme em trocar de deixar ele beber todo o sangue da atriz Greta Schroeder, que interpretou a Ellen. E essa última é retratada como uma grande estrela do Cinema Alemão, sendo que na vida real ela era uma atriz desconhecida e com um curriculum simples na época de Nosferatu.
No final do filme, que se passa em 1921, o Max bebe o sangue da Greta até matar ela e também mata o Albin Grau e o Fritz Arno Wagner, antes de ser destruído ao ser atingido pela luz solar na última cena.
Na vida real, o Max morreu de enfarte em 1936, o Fritz morreu num acidente de carro em 1958, a Greta morreu de uma doença não identificada em 1967 e o Albin foi preso pelos nazistas e visto pela última vez num campo de concentração em 1942 (embora alguns historiadores afirmem que ele fugiu de lá e morreu em 1971).
Então, não espere ver aqui um filme épico nem nada desse tipo, porque tá longe disso.

Today we’ll talk about the 1st production based on Bram Stoker’s Dracula (1897) which has survived to the present day: Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens.
Let’s take this opportunity to clarify that the 1st film in which the character Dracula appeared wasn’t Nosferatu. It was a Hungarian production that wasn’t based on the book called Drakula Halála (1921). The plot is different, but the vampire appears there.
No whole scene of the film seems to have lasted to this day. But photos of some scenes still exist.
Some even question if Nosferatu was actually the 1st film based on Dracula. Because a legend states that the 1st cinema version of the book would have been a movie called Drakula, filmed in Russia in 1920. But, if this film was actually made, no trace of it has survived to this day. And also there’s no documentation proving that this film really existed once. Thus, in terms of evidence, Drakula is just a legend.
Well, the screenwriter of Nosferatu was Henrik Galeen and its director was F.W. Murnau. You can click on the 1st link above to see a post about him.
As Bram Stoker had died in 1912 and the film was produced in the early 20s, the book was still stuck to copyright. And Florence Balcombe, his widow and copyright holder, didn’t release the book to be adapted for film. Thus, F.W. and Henrik decided to film the movie anyway, removing some characters from the original text and changing the names of the others: Jonathan Harker became Thomas Hutter, Mina Murray became Ellen Hutter, Renfield became Knock, and Dracula became Orlok.
Some supernatural characteristics of the vampires were also removed. In the book, they have no shadow, have no reflection when they pass in front of a mirror, and their bite transforms people into other vampires. In the film, nothing of it appears.
And so they went ahead, filmed the movie in 1921, and released it the following year.
Well, you can click on the 2nd link above to watch the film at YouTube.
We start being told they’ll tell us the story of a serious period of deaths in the German town of Wisborg in 1838.
Then, we see a message warning against the name Nosferatu, which is compared to the voice of the “bird of death”. And they make a warning to never say that name, to avoid misfortunes.
Here, we’re introduced to our hero: a realtor named Thomas Hutter, married to a woman named Ellen.
They’re shown to the audience as living an extremely romantic marriage.
Well, Thomas works for a strange real estate agent named Knock. And while paying his employees well, this weird guy isn’t well regarded by the people of the town. And one day he receives what appears to be a letter, full of strange symbols drawn. And after reading it, he informs Thomas that Count Orlok of Transylvania wants to buy a house in Wisborg. And Knock tells Thomas that he’ll earn the jackpot if he gets that sale, but he’ll have to give blood for it…
Thomas finds this expression really odd. And Knock’s face seems to be even odder when he says that…
Even so, Thomas decides to take the sale. And Knock suggests him to sale the count a huge abandoned mansion which stays exactly opposite to Thomas’ house.
When Thomas goes back home, he announces Ellen he’ll make a long trip to a place nicknamed “the land of thieves and ghosts”. And she doesn’t like it, but she’ll stay with a wealthy friend of Thomas named Harding.
Moreover, the written parts that appear between scenes are Harding’s words, as if he were telling the story.
So, Thomas goes to the Carpathian Mountains. And when stops for dinner at an inn he meets along the way, he comments he’s going to Count Orlok’s castle…
Immediately, the people in the inn stop what they’re doing and stare at him shocked. But beyond that, nobody does anything.
Anyway, the innkeeper approaches saying he can’t get out of there that night because there’s a werewolf on the loose in the forests around.
Thomas doesn’t take it seriously, but accepts sleeping there that night.
Well, we just have a glimpse at the werewolf in some scenes. But it does nothing but giving a scare into some horses and then runs back to the woods.
Thus, Nosferatu was also (at least as far as we can prove) the 1st film to show a werewolf. The beast was portrayed here by a makeup hyena.
Apparently, Thomas also sees the monster from his bedroom window. But despite some surprise, he doesn’t give much importance to that. And just before going to bed, he finds a book about vampires, which starts reading…
The book mentions a vampire named Nosferatu who feeds on human blood. He lives in horrible coffins and caves that are filled with dirt from the death camps. But Thomas doesn’t give any importance to what the text says.
The next morning, he takes the trip and caught a ride in a carriage that was to leave the inn. But, after traveling all day, the driver refuses to go ahead when he sees the Sky darkening. He says he felt the presence of something evil nearby…
Thomas thinks it’s just some local superstition and decides to continue alone and on foot. And so he crosses a bridge, a strange carriage driven by an all-covered coachman approaches. And the man speaks nothing but asks Thomas to embark with a sign.
He does that and the coachman carries him to the yard of a castle. And Thomas understands it’s the count’s home. But as soon as Thomas leaves the carriage, the coachman drives away and disappears in seconds.
The castle door opens itself as well as closes itself after Thomas having crossed it. But despite the shock, he goes ahead. And in the inner courtyard of the castle, he sees a sinister figure who is understood to be Count Orlok…
Thomas doesn’t know, but a nightmare is in store for him from this meeting!

Vediamo alcune parti di Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (Nosferatu, il Vampiro), del 1922:
Dopo un lungo viaggio, Thomas arriva al castello del Conte Orlok in Transilvania. Sta vendendo a lui una casa che si trova in Germania.
Il conte dice che Thomas è arrivato in ritardo: è quasi mezzanotte e, pertanto, i servi stanno già dormendo. Ma invita Thomas a entrare.
Il conte serve uno spuntino a Thomas e inizia a leggere la documentazione che il suo capo Knock ha inviato a lui.
In quel momento, uno strano orologio indica che sono già le 6h. E Thomas è sorpreso con l’orologio, ma anche con la bruttezza del conte. E questo gli fa ferire il dito accidentalmente con un coltello...
Vedendo il sangue sul dito di Thomas, il conte viene ipnotizzato, prende la sua mano e inizia a succhiare il suo dito.
Già terrorizzato dalla situazione, Thomas si alza e comincia a ritirarsi. Ma il conte continua a avvicinarsi e dice che vuole cogliere l’opportunità di rimanere in sua compagnia un po’ di più. Dice anche che di solito dorme durante il giorno ed è morto per il Mondo...
Thomas continua a ritirarsi, fino a che si cade su una sedia mentre il conte si avvicina ancora di lui... E la scena si chiude senza conclusione.
La scena successiva mostra Thomas ancora seduto sulla sedia. Lui si sveglia di mattina come se avesse dormito profondamente.
Lui osserva una piccola e strana ferita sul collo, ma finisce per lasciare perdere quando vede una tabella con una colazione servita a pochi metri accanto a lui. E si vede che non c’è nessuno intorno a lui... O almeno così sembra.
Poco dopo, lui scrive una lettera a sua moglie Ellen. E quando vede un uomo che passa a cavallo vicino al castello, dà la lettera a lui e gli chiede di inviare per posta.
Di notte, Thomas prepara finalmente la documentazione per vendere la casa e la dà al conte. Però continua a guardare il conte tutto il tempo con un certo timore. Ma incidentalmente, lascia cadere una foto di Ellen sul tavolo... E il conte guarda la foto con fascino, dicendo che lei ha un bel collo...
Thomas nasconde il ritratto terrorizzato e ritorna alla sua camera. E quando si prende uno sguardo nella sua valigia, trova un libro sui vampiri che aveva cominciato a leggere prima. E poi torna a leggere il libro e trova un monito per coloro che leggono quel testo: “Non lasciare che l’ombra del vampiro Nosferatu si avvicini, perché essa è come un incubo demoniaco!”.
Dopo di che, si ascolta quell’orologio bizzarro di nuovo. E Thomas va alla porta della camera, l’apre e guarda fuori. Alla fine del corridoio, lui vede che il conte lo guarda, trasformato in un vampiro!
Concludendo che il conte è il vampiro Nosferatu, Thomas si dispera e sbatte la porta. Ma in quel momento si rende conto che non è possibile bloccare la porta: essa non ha un blocco! E poi, lui corre alla finestra, ma vede che c’è una scogliera sotto di essa!
La porta si apre ed entra Nosferatu. E l’unica cosa che Thomas può fare è sdraiarsi e coprirsi. E lui sviene subito dopo.
Nello stesso istante, a casa di un amico dove si è fermata mentre suo marito è in viaggio, Ellen si alza dal letto dove stava dormendo e ha una crisi di sonnambulismo, cominciando a camminare in camera. L’amico sente un rumore strano, ci va e la trova camminando sul muro del davanzale della camera. Ha appena il tempo di prenderla quando lei si cade.
Lui dice la cameriera di chiamare un medico, che sembra venire in una manciata di secondi. Ma quando il medico esamina Ellen, lei si sveglia e urla il nome di Thomas.
A quanto pare, Nosferatu sente il suo grido in qualche modo, perché ritrae secondi prima di mordere Thomas. E lascia la camera poco dopo, prima che la porta si chiuda dietro di lui.
Ebbene, il medico diagnostica il problema di Ellen come l’effetto di un “congestione nel sangue”.
All’alba, Thomas si sveglia nel suo letto, non sapendo se quello che ha visto la notte prima era reale o un incubo. E comincia a camminare attraverso il castello per vedere che cosa sta succedendo lì.
Lui entra in una specie di catacomba che scopre fuori del castello e trova una bara. E vede Nosferatu addormentato in là!
Con orrore, Thomas corre di nuovo in camera sua, dove rimane fino al tramonto. Poi, lui sente un rumore strano fuori, guarda dalla finestra e vede Nosferatu accumulando tantissime bare su un carretto, entrando in una di esse e lasciando il castello.
Thomas capisce che lui vuole prendere Ellen. E decide di lasciare la camera attraverso la finestra... Beh, finisce per cadersi.
Dopo di che, lo vediamo in ospedale. Una suora che lo sta curando spiega al medico che alcuni agricoltori l’hanno trovato svenuto, ferito e parlando delle follie.
A quanto pare alcuni giorni dopo, Thomas lascia l’ospedale nei Carpazi e inizia il viaggio di ritorno a Wisborg. E dopo, vediamo diverse scene di lui a cavallo in viaggio verso casa attraverso alcune aree forestali.
Poco dopo, si vede un giornale che indica che una epidemia di peste è scoppiata in Transilvania e diffusa ai porti del Mar Nero, uccidendo decine di persone giovani. E tutte le vittime avevano strani segni sul collo che nessun medico riusciva a spiegare...
Beh, le bare che sono venute fuori del castello sono poste a bordo di una goletta... Secondo il testo che appare nel film, nessuno conosceva il contenuto delle bare. Hanno appena una lettera in cui si spiegava che erano cariche di terra che sarebbe utilizzata in esperimenti scientifici.
E con sorpresa di tutti, molti topi non si fermano di lasciare le bare!
Durante il viaggio, alcuni marinai iniziano a manifestare una strana malattia. E allo stesso tempo, alcuni iniziano a vedere delle immagini traslucide del vampiro vicino alle bare. Ma pensano che questo sia un delirio causato dalla malattia.
Quando quasi tutto l’equipaggio della goletta è già morto, lasciando solo il capitano e un marinaio, questo va giù in seminterrato. Crede che quello che sta causando la malattia deve essere i topi che sono venuti nelle bare. E così decide di distruggere le bare con un’ascia. Ma quando comincia a distruggere le bare, Nosferatu si alza da una di esse proprio davanti a lui!
In orrore, il marinaio corre là fuori e si gioca nel Mare. E Nosferatu, lasciando all’interrato, cerca il capitano e l’uccide.
Beh, come Nosferatu si avvicina a Wisborg, un uomo di nome Knock comincia ad avere atteggiamenti più folli. E finisce per essere ammesso al manicomio della città, dove trascorre il suo tempo a mangiare ragni e mosche e dicendo frasi sparse parlando di “sangue” e di un “capo”. O ha degli improvvisi attacchi di rabbia.
E anche le crisi di sonnambulismo di Ellen diventano più frequenti.
A proposito, Ellen riceve finalmente le lettere da Thomas. Ma lei ha un brutto presentimento su di esse.
La parte del film basata sul libro di Bram Stoker (1897) finisce qui. In pratica tutto quello che si vede nello script da questo punto non ha nulla a questo testo.

Vamos a ver como acaba la cinta Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (1922), conocida e España como Nosferatu, el Vampiro, y después vamos a hacer algunas consideraciones acerca de una película inspirada en ella:
Después de haber pasado por algunas experiencias fantasmales en Transilvania, Thomas regresa a su casa en Wisborg. Se llevó consigo un libro sobre vampiros que había leído en Transilvania. Sin embargo, obliga a su esposa Ellen a prometerle que nunca va a leer ese libro, porque le causó alucinaciones aterradoras (él parece haber concluido que lo que vio antes eran alucinaciones provocadas por lo que había leído en el libro, ya que nunca se ha encontrado ninguna prueba de que nada de aquello había ocurrido de verdad).
El mismo día, un hombre llamado Knock mata al enfermero que viene a limpiar su habitación y se escapa del manicomio donde estaba hospitalizado. Esto ocurre al mismo tiempo que una goleta llega al puerto de Wisborg. Y el vampiro Nosferatu sale de allí, llevando a su ataúd.
Al llegar a la entrada de la casa que compró (Thomas vendió la casa a él), el vampiro se teletransporta para dentro junto con el ataúd.
Poco después de su llegada, una multitud de ratas salen del sótano de la goleta.
A la mañana siguiente, la gente de Wisborg encuentra a la goleta encallada en el puerto. Y en el interior, el cadáver del capitán, con una herida extraña en el cuello, y ni rastro de la tripulación.
Leyendo el diario de bordo de la goleta, la policía descubre acerca de una enfermedad que afectó a los marineros y ve a la gran cantidad de ratas que estaban a bordo. Por lo tanto, todos concluyen que las ratas son responsables por dicha enfermedad y esto causó la muerte de toda la tripulación. Y ahora que las ratas están caminando por Wisborg, es necesario poner la ciudad en cuarentena.
De hecho, varios habitantes comienzan a morirse de una extraña enfermedad en los días siguientes. Y al mismo tiempo, Knock empieza a matar gente al azar en la ciudad por la noche.
La población se rebela y logra a detenerlo de nuevo en el manicomio después de una persecución.
Mientras tanto, sintiendo una extraña energía que viene del libro de Thomas, Ellen decide leerlo.
Después de leer las informaciones acerca de Nosferatu, Ellen descubre que hay una única manera de matar al vampiro: una joven inocente tiene que mantenerlo distraído bebiendo su sangre hasta que cante el primer gallo al amanecer... Pero si lo hace, ella también se morirá.
Cuando Thomas descubre que Ellen ha leído el libro, ella muestra debilidad. Y le explica que ve a algo en la casa de enfrente de su casa todas las noches (es la casa que Nosferatu compró de Thomas).
Los 2 miran a esa casa y son derribados por un repentino ataque de debilidad.
Más tarde, Ellen vuelve a leer la parte del libro que habla del sacrificio... Ella parece entender más o menos lo que está pasando y empieza a pensar en hacer tal sacrificio.
Unas horas antes del amanecer siguiente, Ellen se despierta sobresaltada, mira por la ventana y ve a Nosferatu en la ventava la casa de enfrente mirando a ella.
Concluyendo que era el momento del sacrificio, ella lo invita a entrar. Y entonces despierta a Thomas, finge que está enferma y le pide que llame inmediatamente a un médico.
Así que Thomas se va, Nosferatu entra. Y en esta parte vemos la clásica escena de la sombra del vampiro subiendo las escaleras hacia el dormitorio. Es una de las escenas más famosas de la película.
Nosferatu muerde a Ellen y pasa las próximas horas bebiendo su sangre, hasta que un gallo empieza a cantar unos minutos antes que empiece a amanecer.
Al darse cuenta de lo que pasaba, el vampiro hace lo que puede para escapar, pero se desmaterializa cuando mira a la luz del Sol.
En el manicomio, Knock siente telepáticamente la muerte de Nosferatu.
En este momento, Thomas y el médico llegan. Pero Ellen se muere de anemia segundos más tarde.
En el mismo momento, la epidemia desaparece de la ciudad y el castillo de Nosferatu en Transilvania se convierte en ruinas.
Y la cinta termina.
La película fue inspirada en el libro Dracula (1897), de Bram Stoker. Pero a pesar de todos los cambios que la historia tuvo cuando fue hecha en película, su viuda se quejó por cuenta de los derechos de autor, presentó una demanda en contra de la película y consiguió que casi todas las copias fuesen destruidas. Sin embargo, algunas ya habían sido vendidas y llegado a otros países. Y eso es lo que permitió que la cinta haya llegado hasta nuestros días.
La película tuvo un remake, lanzado en 1979. Se llama Nosferatu: Phantom der Nacht (conocido en algunos países de Lengua Española como Nosferatu, Vampiro de la Noche).
Y en 2000, fue lanzada Shadow of the Vampire (La Sombra del Vampiro), una película superficialmente inspirada en situaciones que sucedieron durante el rodaje de Nosferatu. Pero los personajes históricos que aparecen aquí se representan tomando medidas nunca tomadas en la vida real y hasta mismo muriéndose de maneras diferentes de cómo se murieron en la vida real. Por lo tanto, esta película es considerada a menudo como una sátira de horror.
La película se supone que el actor Max Schreck, que interpretó a Nosferatu, era un vampiro real. Y el director F.W. lo convence a trabajar en la cinta a cambio de dejarle beber toda la sangre de la actriz Greta Schröder, que actuó como Ellen. Y esta última es mostrada como una gran estrella del Cine Alemán, pero en la vida real ella era una actriz poco famosa y con un curriculum muy simple en la época de Nosferatu.
Al final de la película, que se establece en 1921, Max bebe la sangre de Greta hasta matarla. Y también mata a Albin Grau y a Fritz Arno Wagner, antes de ser destruido al ser golpeado por la luz solar en la última escena.
En la vida real, Max se murió de un ataque de corazón en 1936, Fritz se murió en un accidente automovilístico en 1958, Greta se murió de una enfermedad no identificada en 1967 y Albin fue arrestado por nazis y visto por última vez en un campo de concentración en 1942 (aunque algunos historiadores afirmen que se huyó de allí y se murió en 1971).
Así, no esperes a ver una película épica aquí ni nada de eso, porque es mucho menos.

Até!