segunda-feira, 31 de julho de 2023

CASO CARLINHOS: MEIO SÉCULO DE MISTÉRIOS QUE UMA FAMÍLIA NÃO REVELA


Oi!!!

Nos próximos dias, vão se completar 50 anos de um dos maiores mistérios que o Rio de Janeiro conheceu durante todo o século XX: o Caso Carlinhos. Então, decidi fazer um post falando sobre isso.
Pra quem não sabe do que se trata, “Caso Carlinhos” foi como ficou conhecido o desaparecimento de um menino de 10 anos chamado Carlos Ramires da Costa, apelidado de Carlinhos, ocorrido em 1973.
Embora, a princípio, a coisa tenha parecido um sequestro, as pistas encontradas depois foram indicando que não era bem isso. E o menino foi visto e ouvido pela última vez exatamente no momento do suposto sequestro: ele nunca telefonou pra ninguém pedindo socorro nem nada parecido e também nunca mais foi visto vivo nem morto.
Antes de explicar melhor a história, acho melhor explicar como é o lugar onde a coisa aconteceu. De outro modo, fica meio difícil entender pra quem não conhece a cidade.
O Morro de São Judas Tadeu é uma colina relativamente florestal que separa os bairros de Laranjeiras e Santa Teresa, no Rio de Janeiro. E do lado sul desse morro fica a Rua Alice, que começa na Rua das Laranjeiras lá embaixo e sobe o morro até chegar ao Túnel do Rio Comprido (por isso mesmo, apelidado pelos moradores da região de “Túnel da Rua Alice”), no alto do morro.
Então, essa rua é uma ladeira cheia de curvas. E embora não faltem dezenas e dezenas de casas lá, a Rua Alice ainda hoje é cheia de terrenos baldios ocupados por matagais, ligados ao arvoredo do morro.
Bom, no início dos anos 70, numa casa que ficava na parte de cima do morro, a algumas dezenas de metros do túnel, morava uma família composta pelo pai João Costa, a mãe Maria Ramires e os 7 filhos deles (4 meninos chamados Carlos, Eduardo, João e Roberto e 3 meninas chamadas Carmen, Luciana e Vera).
Na noite chuvosa e fria de 02 de Agosto de 1973, o João, que produzia material farmacêutico num laboratório, saiu dizendo que ia fazer uma entrega, acompanhado das 2 crianças menores, ou seja, o Roberto e a Luciana (que tinham na época 8 e 3 anos) e de um funcionário do laboratório chamado Abel Silva.
A Maria ficou na casa vendo televisão com os 5 filhos mais velhos e os 3 cachorros da família.
De repente, as luzes se apagaram, o que fez todos estranharem a situação, pois dava pra ver que havia luz na rua e nas casas vizinhas.
Logo depois, um homem estranho apareceu dentro da casa, dizendo que queria a criança mais nova, enquanto os cachorros não manifestavam nem a mais leve reação.
Depois disso, demonstrando conhecer bem a localização dos cômodos da casa, o homem direcionou a Maria e os 4 filhos mais velhos pro banheiro, deixando claro que ia levar o Carlinhos, ou seja, a criança mais nova que tava ali na hora.
Enquanto o menino chorava, a Maria, sem se alterar, disse a ele pra ficar calmo e ir com o homem. E foi trancada no banheiro junto com os outros filhos, enquanto o homem misterioso deixava esse bilhete com eles:
Uma coisa que chama a atenção aí: por que o local da entrega do dinheiro era tão perto da casa da família?
Bom, quase imediatamente depois, o João, os 2 filhos menores dele e o Abel chegaram de carro. E o Abel, entrando primeiro na casa, ouviu os filhos da família gritando lá dentro do banheiro (a mãe se mantinha em silêncio e sem demonstrar nenhum espanto com a situação) e destrancou a porta, permitindo que eles saíssem.
Quando o Abel e o João foram informados do que tinha acontecido ali, correram pra rua e viram um homem que, aparentemente ao perceber que estavam olhando pra ele, pulou um muro e se perdeu de vista num dos matagais da rua.
O João entrou no matagal gritando pelo Carlinhos (embora não dê pra afirmar que o tal homem tinha o que quer que fosse a ver com essa história, não daria pra pensar outra coisa na hora, né?) enquanto o Abel desceu de carro pra Rua das Laranjeiras pra chamar a polícia. Mas os policiais que ele encontrou ali perto responderam que “criança sumida em matagal” não era assunto da polícia, e sim dos bombeiros. E aconselharam ele a ligar pros bombeiros, que realmente mandaram um carro até lá não muito tempo depois.
Claro que essa barulheira toda atraiu os vizinhos das casas próximas, que saíram pra rua pra ver o que se passava. E foi aí que alguém não muito bem identificado ligou pra imprensa, fazendo com que a situação fosse superficialmente noticiada num telejornal que passava na Globo na época.
É claro que isso atraiu vários jornalistas pra Rua Alice na mesma hora.
O 1º repórter que chegou foi o Celso de Martin Serqueira, que foi entrevistar diretamente a Maria e os filhos mais velhos. 
Ele perguntou se o sequestrador tava disfarçado ou armado. E todos concordaram que ele tava de cara limpa e sem nenhuma arma. E a única característica física que deu pra ver com detalhes na hora é que ele usava cabelo black power, indicando que ele era negro.
Aliás, uma das maiores esquisitices dessa história: nunca foi feito um retrato falado do sequestrador! Só ficou essa vaga informação de que era um homem de cabelo black power.
Bom, pouco mais de 1 hora depois que o Celso tinha chegado, ele viu um colega chamado Gilson da Silva Rebello, que trabalhava pro mesmo jornal, chegando ali pra substituir ele, já que ele tinha mais experiência em reportagens sobre crimes do que o Celso.
Esse último também não demonstrou grande interesse no caso, entregou o comando ao Gilson e foi embora (inclusive, até hoje muita gente pensa que o Gilson foi o primeiríssimo repórter a chega lá).
Mas tanto o Celso quanto o Gilson estranharam bastante o comportamento da Maria: agora que a luz tinha voltado, ela estava sentada no sofá tranquilamente e vendo televisão enquanto as pessoas entravam na casa... Reação meio estranha pruma mãe que tinha acabado de ver o filho de 10 anos ser levado de casa à força por um homem desconhecido de noite, né? Ainda mais levando em conta que ela não escondia de ninguém que aquele era o filho preferido dela. Será que ela não ia minimamente gritar pedindo socorro na hora em que o menino foi levado?
E conforme iam chegando mais repórteres, ela parecia se empolgar com a situação, sorrindo e acenando pras câmeras.
Enquanto isso, na rua, o João se comportava com desespero explícito, como se já tivesse certeza que alguma desgraça tinha acontecido.
Dava pra ver que ninguém ali parecia se preocupar muito em cuidar da casa, de aparência suja e desgastada, contrastando com as outras casas bem cuidadas daquele lado da rua.
Obviamente, a família estava bem longe de viver no luxo. E menos ainda tinha gente famosa morando na casa.
Fazer um sequestro numa família que não era rica nem famosa não parece fazer muito sentido...
Os vizinhos e professoras do Carlinhos que seriam indagados no futuro também deixariam claro que o comportamento dele não destacava ele em nada em relação às outras crianças da mesma idade e que moravam no mesmo bairro. Ele só chamava a atenção pela beleza, já que era muito mais bonito do que a maioria das outras pessoas da família dele.
Outra coisa que o Gilson estranhou bastante quando entrou na casa é que, na parede da sala, existiam 2 pôsteres de fotos em preto e branco: um deles mostrava os 7 irmãos juntos uns do lado dos outros e o outro mostrava o Carlinhos sozinho.
Bom, nos anos 70 era uma espécie de moda fazer esses pôsteres em preto e branco com crianças da família e enfeitar as paredes da casa com eles. O que é estranho nessa situação é o pôster do Carlinhos sozinho... Por que esse destaque especificamente pra ele? Afinal, ele não era o mais velho nem o mais novo dos 7.
Aí o Gilson começou a pensar que aquilo parecia ser algo montado pra chamar a atenção das pessoas pro Carlinhos...
Outra coisa estranha: pouco depois disso, o Abel disse ao Gilson que, quando ele tinha chegado de carro junto com o João, eles tinham visto o sequestrador entrando num taxi vermelho junto com o Carlinhos e fugindo dali no tal taxi... Mas absolutamente nenhuma outra pessoa presente ali na hora mencionou nenhum tipo de carro vermelho na rua e nem disse que o sequestrador entrou num carro com o menino.
A Maria foi intimada a ir à delegacia no dia seguinte prestar depoimento. E ali ela mudou bastante a história: ela disse que o sequestrador invadiu a casa armado e com um pano enrolado em volta da cabeça e ela omitiu completamente a parte de ficar trancada no banheiro junto com os outros filhos, alegando que ela e os filhos seguiram o sequestrador assim que ele saiu pela rua arrastando o Carlinhos, subindo a rua na direção do túnel.
Ela também disse que, enquanto o sequestrador ainda se encontrava na casa, ele deixou aquele bilhete com a família. E que, quando ela e os outros filhos chegaram na porta da rua, o carro do João chegou segundos depois e que todos ali ainda viram o sequestrador arrastando o Carlinhos pela rua, pulando um muro e puxando o menino junto com ele.
Por fim, ela disse que entregou o bilhete do sequestrador ao João, mas que ele não leu e que ele só começou a seguir o sequestrador depois que o cara já tinha pulado o muro junto com o Carlinhos e se perdido de vista.
É claro que a forma mais funcional de encontrar alguma pista do sequestrador seria analisar o bilhete, pois provavelmente haveria impressões digitais ali. Só que umas 50 pessoas seguraram no bilhete pra ler nos minutos de confusão que se seguiram à chegada dos bombeiros.
A propósito, o bilhete foi fotografado e a foto foi publicada nos jornais no dia seguinte! Ou seja: o país inteiro ficou sabendo da hora e do local do pagamento do resgate!
Bom, como vimos, o bilhete exigia que o dinheiro do resgate fosse deixado perto dali, 2 dias depois, às 2h da manhã. E na data e hora exigidas, simplesmente o lugar ficou cheio de repórteres (alguns até transmitindo ao vivo pras suas estações de rádio!) e curiosos esperando pra ver o que ia acontecer!
Fica difícil entender o que estavam pretendendo com isso, né? Será que alguém ali queria entrevistar o sequestrador e perguntar quando ele pretendia devolver o Carlinhos?rsrs
O delegado Osmar Peçanha, que permitiu essa situação, virou motivo de deboche entre os policiais sérios nos anos seguintes.
E é óbvio que qualquer pessoa que pretendesse ir ali pra pegar o tal dinheiro, se é que essa pessoa chegou a se aproximar de tal muvuca, não se mostrou em momento nenhum.
O sequestrador nunca mais entrou em contato depois disso?
Bom, a família não tinha telefone em casa, mas eles pediram a um jornal que publicasse o número de telefone de um dos vizinhos, caso alguém tivesse alguma informação que pudesse dar...
Não sei se a gente deveria chamar isso de inocência ou de ignorância. Mas o fato é que eles receberam ali incontáveis trotes (vamos lembrar que os telefones daquela época não tinham bina). E algumas vezes quem ligava dizia que era o sequestrador e até marcava novos lugares pra deixar o dinheiro do resgate (o caso mais famoso foi alguém que disse que devolveria o Carlinhos no Maracanã, se o dinheiro do resgate fosse deixado ali, mas é claro que ninguém apareceu na data combinada).
Mas a gente pode afirmar com 99,9% de certeza que isso eram só trotes, e não o verdadeiro sequestrador.
Ainda no dia seguinte ao sequestro, a Vera alegou que tinha reconhecido o sequestrador, dizendo que era um empregado de uma clínica que funcionava num pequeno prédio, vizinho de muro da casa da família, chamado Kléber Ramos.
O cara chegou a ser preso, mas testemunhas que tavam com ele no momento do sequestro confirmaram que ele tava bem longe dali naquela hora, possibilitando que a polícia soltasse ele.
Bom, toda essa situação chocou muito a sociedade da época: uma criança que se encontrava dentro de casa e na presença da família foi sequestrada! Isso passava uma ideia de insegurança total pra população. Afinal, qual seria a situação mais segura do que essa em que uma criança se encontraria?
Nos dias seguintes que se seguiram à muvuca que não deu em nada, vários repórteres se instalaram 24 horas por dia em frente à casa da família na Rua Alice, aguardando qualquer novidade que acontecesse ali pra noticiar nos jornais.
Uma coisa que chamou a atenção de muitos deles: de madrugada, a Maria costumava aparecer na janela que dava de frente pra rua cantando, como se ela tivesse apresentando um show musical pros repórteres!
Muitos ali começaram a se perguntar se ela tinha algum problema mental. E até concluíram que não valia a pena perguntar mais nada a ela.
A direção do Jornal O Globo contratou um detetive particular chamado Bechara Jalkh pra investigar o caso...
De qualquer forma, os comportamentos tanto do João quanto da Maria começaram a levantar suspeitas: o pânico exagerado do pai parecia demonstrar que ele tinha certeza que algo ruim e inevitável já tinha acontecido; a calma exagerada da mãe parecia demonstrar que ela sabia que o menino se encontrava em segurança...
Assim, ambos passaram a ser mais observados.
O bilhete que foi deixado pelo sequestrador foi analisado. E concluíram que os erros de concordância e a grafia que existiam ali foram escritos propositalmente pra parecer erros. Ou seja: uma pessoa instruída escreveu aquilo e tentou dar uma disfarçada pra fazer parecer que tinha sido um semianalfabeto que tinha feito aquilo.
Não demorou muito pra que descobrissem que o João vivia de aplicar pequenos golpes pra ganhar pequenas quantias aqui e ali. E mesmo assim, vivia cheio de dívidas, que foram aumentando muito nos meses anteriores ao desaparecimento do Carlinhos.
Logo surgiu a suposição de que ele teve a ideia de simular o sequestro de um dos filhos pra provocar uma comoção nas redondezas, entre os vizinhos que conheciam a criança (o fato do sequestrador ter marcado o local da entrega do dinheiro ali nas proximidades mesmo, pra que alguns moradores das redondezas vissem a situação com mais clareza, parece dar força a essa teoria). E assim, ele mandaria algum amigo ficar com a criança em casa, pediria dinheiro entre os vizinhos mais próximos pra pagar o suposto resgate, usaria isso pra pagar as dívidas dele e depois iria buscar a criança, dizendo que ela tinha sido devolvida pelo sequestrador mediante o pagamento do resgate.
O pôster em destaque na parede da sala seria pra que, quando os vizinhos entrassem pra prestar solidariedade à família, vissem com detalhes que aquela era a criança sequestrada.
O fato do sequestrador ter entrado na casa exigindo que entregassem a ele a criança mais nova já faz pensar que o alvo do sequestro era a Luciana. Afinal, se o plano do João era esse tal sequestro simulado, fazer isso com uma menina de 3 anos seria extremamente fácil: ela não entenderia direito o que estava se passando e, quando fosse trazida de volta, não conseguiria explicar direito as coisas que ela tinha visto enquanto estava ‘sequestrada’.
Vamos somar isso ao fato do João ter saído com a menina naquela ocasião (lembrando que era uma noite fria e chuvosa, ou seja, uma ocasião bem estranha pra sair de casa com uma criança de 3 anos) e ter chegado com ela pouco depois que o sequestrador tinha ido embora.
Talvez o plano fosse ele chegar naquele momento e o sequestrador chegaria na mesma hora e fingiria que interceptaria ele ali na entrada da casa, levando a menina no final. Mas houve algum mal entendido no que foi combinado e o sequestrador entendeu que era pra entrar na casa antes do João chegar e que a criança mais nova que ele tinha que levar já estava lá. Era o Carlinhos.
O desespero do João ao saber que o Carlinhos tinha sido levado pode ter acontecido exatamente porque ele viu que o plano tinha saído errado e ia acabar desandando dali pra frente. Afinal, fazer o que estava combinado com uma criança de 10 anos não surtiria o mesmo efeito que fazer aquilo com uma criança de 3: diferente da Luciana, o Carlinhos entenderia o que estava se passando ali e, ao ser devolvido, contaria tudo com toda a clareza.
Essa teoria foi defendida com força pelo escritor João Antônio, que pesquisou o caso a fundo.
É interessante lembrar que o João procurou o Carlinhos compulsivamente ao longo dos anos seguintes (inclusive viajando pra outras regiões do Brasil e até pra Europa), fazendo questão de mostrar essas procuras na imprensa. Então, ficava parecendo que ele queria que todo mundo visse que ele não sabia onde o menino estava e, portanto, ele não tinha nada a ver com isso.
Quanto à Maria, ela não demonstrava se preocupar em quase nada com a maioria dos filhos: enquanto não escondia que tinha preferência pelo Carlinhos e pela Vera, ela era quase indiferente à existência dos outros 5.
De acordo com o Celso, a polícia passou a evitar pegar muito pesado com ela quando descobriram que ela era aparentada com um dos coronéis mais influentes da ditadura militar da época. Mas a suposição da polícia em relação a ela era a de um plano de abandono de lar.
Ela teria planejado alguma coisa mais ou menos assim: um amante dela entraria na casa se passando por um sequestrador, levaria o filho preferido dela pra algum lugar que eles teriam combinado previamente, ela aguardaria uns poucos dias até que se juntasse o dinheiro do resgate exigido, roubaria o dinheiro e fugiria pra se encontrar com o amante, passando a viver junto com ele e com o filho preferido em algum lugar bem distante dali.
Mas, nos dias seguintes, quando o amante dela viu a proporção gigante que a coisa tava tomando, ele entendeu que seria linchado se fosse descoberto. E assim, ele matou o menino, largou o cadáver em algum lugar de difícil acesso e sumiu no Mundo.
Isso explicaria a reação indiferente dos cachorros: eles já teriam visto aquele homem entrar na casa diversas vezes pra transar com a Maria quando ela tava lá sozinha.
É bom lembrar que o sequestrador cortou a luz da casa quando entrou lá. E a caixa de luz da casa não ficava num lugar tão explícito assim. Ou seja, o sequestrador já tinha passado por ali e visto onde o mecanismo ficava.
Essa teoria foi defendida com força pelo Celso.
Em 1976, quando completavam 19 anos de casados, o João e a Maria se desquitaram (não existia divórcio naquela época, mas sim desquite). E embora todas as pessoas que convivessem com o casal concordassem que eles já não iam muito um com a cara do outro já fazia quase uns 10 anos, a Maria (ninguém além dela) começou a dizer a partir dali que tinha um casamento feliz com o João até a noite em que ocorreu o sequestro.
Isso claramente não é verdade, já que, em 1971, ela já tinha tido uma separação não oficial com ele, deixando os filhos e o marido e indo morar na casa dos pais dela no Rio Grande do Norte. Mas depois de algum tempo, acabou voltando.
Todos concordavam que o João só não tinha se desquitado da Maria antes porque não ele teria dinheiro pra pagar pensão a 7 filhos e à ex-esposa. Mas, na época em que o Carlinhos foi levado, ambos já demonstravam ter casos extraconjugais.
Foi também a partir dali que a Maria começou a contar situações que aconteciam no dia a dia, dando a entender que o João tinha desvios de caráter. Enfim, ela passou a tentar retratar ele como alguém que não prestava, né?
Ela também levantou suspeitas contra praticamente todos os homens com quem o João tinha contato e contra os homens da família dele, dando a entender que um deles poderia ser o sequestrador.
Uma curiosidade é que esse caso atraiu uma quantidade razoável de esquizofrênicos, que, ao longo dos anos que se seguiram, se apresentavam à polícia dizendo que eram os sequestradores do Carlinhos ou que sabiam onde o Carlinhos estava sendo mantido em cativeiro.
Quando a polícia ia investigar o que a pessoa tinha dito, não encontrava nada daquilo. Mas descobria que a pessoa tinha um histórico de comportamento mentalmente insano.
Claro que também apareceram pessoas que confessaram que tinham sequestrado o Carlinhos, depois foram soltas porque ficou provado que não tinham feito isso (as “provas do crime” que incriminavam elas se mostravam ridículas) e mais tarde ainda se descobriu que essas pessoas só confessaram porque foram torturadas pra confessar, já que a polícia queria mostrar serviço.
Isso aconteceu, por exemplo, com a empregada da família, chamada Ranulfa da Silva.
Daí pra frente, começou a aparecer uma suposição atrás da outra sobre o que deve ter acontecido naquela noite e por quais motivos aquilo teria acontecido.
Talvez a parte mais bizarra de tudo isso é que, nos anos seguintes, ninguém abriu um inquérito oficialmente pra investigar o sequestro: os policiais só fizeram investigações aleatórias!
Só em 1977 as coisas mudaram por causa de uma descoberta feita pelo Bechara: o carro do João tinha sido visto sem nenhum motivo aparente circulando por Campos dos Goytacazes, o que parecia levantar a possibilidade de que o Carlinhos tinha sido levado pra lá naquele carro.
Assim, o inquérito por fim foi aberto oficialmente!
Poucos meses depois, a Vera decidiu fazer uma revelação: na noite do sequestro, ela reconheceu o sequestrador, afirmando que era um dos empregados do João, chamado Sílvio Pereira.
A justificativa que ela deu é que ela tinha sentido, vindo do corpo do sequestrador, o cheiro dos produtos com os quais o Sílvio trabalhava e que ela achou que os olhos do sequestrador eram iguais aos olhos do Sílvio.
Quando questionada sobre por qual motivo ela demorou 4 anos pra dizer isso, ela ficava calada ou desconversava.
O Sílvio chegou a ser preso, mas o advogado dele entrou com um recurso e ele foi solto por falta de provas pouco depois.
Essa acusação da Vera nem tem muito sentido. Em 1º lugar porque ela já tinha feito uma acusação meio furada no dia seguinte ao sequestro. E em 2º lugar porque todos que chegaram a ver o sequestrador com alguma clareza concordaram que ele era negro e usava cabelo black power, características físicas que o Sílvio não tinha.
O mais provável é que ela tenha dado essa declaração sob instruções da mãe.
O próprio João chegou a ser preso, quando, somado às acusações que a Maria fazia contra ele, um homem se apresentou numa delegacia afirmando que ele era o sequestrador e que tinha levado o Carlinhos sob ordens do pai dele.
O João chegou a ser severamente torturado na prisão. Mas, quando concluíram que o homem que fez a acusação tinha problemas mentais, soltaram ele.
Em 2003, o programa Linha Direta apresentou um episódio sobre essa história. Mas foi muito tendencioso, talvez de forma nem tão intencional, por um problema simples: só a Maria e a Vera quiseram falar sobre o assunto. Os demais membros da família do Carlinhos e outras pessoas diretamente envolvidas chegaram a ser procuradas pelo programa, mas se recusaram a falar sobre o assunto.
Assim, o programa só mostrou o ponto de vista da Maria, o que obviamente desviou a culpa só pro João.
Aliás, ela cometeu ali uma contradição...
Lembram que ela dizia que tinha levado uma vida feliz ao lado do marido até a noite do sequestro? Pois no programa ela disse que a casa onde ela morava com o marido era uma casa de muito sofrimento e que o que aconteceu por último foi o sequestro.
A Vera, que pediu pra só aparecer contra a luz no programa, só falou algumas frases incompletas e deu informações pela metade. Então, a participação dela não contribuiu em muita coisa além de dar a entender que ela sabe de algo que não quer falar.
E uma 3ª possibilidade é que o Carlinhos tenha sido levado e morto por vingança.
Vamos lembrar que o João era cheio de dívidas. E alguns dos cobradores dele eram pessoas ricas e/ou perigosas.
Como o Carlinhos era um dos filhos preferidos da família, matar ele feriria a família mais do que qualquer outro tipo de vingança.
Bom, isso explicaria o fato da família fazer questão de se manter em silêncio na época... Mas será que hoje, 50 anos depois, eles ainda têm tanto medo assim da pessoa que se vingou deles? Essa pessoa ainda tem até hoje tanto poder assim pra fazer tanto mal a eles se eles contarem explicitamente o que sabem?
Outra pergunta que algumas pessoas ainda se fazem: será que o Carlinhos ainda está vivo?
Bom, em qualquer crime que envolve um desaparecimento e a pessoa desaparecida nunca foi encontrada viva nem morta, sempre levantam a possibilidade de que a pessoa ainda se encontre viva. Afinal, o cadáver é uma espécie de comprovante de que a pessoa morreu. Se não existe cadáver (muito teoricamente), não existe morte.
Como seja, vamos lembrar que o Rio de Janeiro tem várias e várias e várias regiões arborizadas. Não é nem um pouco difícil enterrar um cadáver de pequeno porte na parte mais isolada de qualquer um desses aglomerados de árvores de modo que ele nunca seja encontrado. Ainda mais nos anos 70, quando lugares monitorados por câmeras eram raríssimos e não havia como seguir os passos de quem fizesse isso.
Há quem levante a suposição de que o Carlinhos escapou do sequestrador de alguma forma, mas não soube como voltar pra casa depois. Por isso ele nunca apareceu...
Eu acho isso no mínimo bastante fantasioso. Porque mesmo que ele tivesse escapado, ele teria sido visto por alguém e direcionado pra polícia. O que não faltou nos anos que se seguiram a 1973 foi gente procurando ele pelo Brasil todo. E qualquer menino com o tipo físico parecido com o dele que fosse visto sozinho num lugar público já provocava alarmes falsos na delegacia de polícia mais próxima.
Bom, falando aqui da minha opinião, acho que mataram o Carlinhos muito pouco tempo depois que ele foi levado. Possivelmente nos dias seguintes.
Eu digo isso pelos motivos já mencionados acima: houve uma super procura por ele já a partir dos dias seguintes e que foi se intensificando cada vez mais.
Se ele estivesse vivo, por mais que ele fosse mantido escondido ou levado pra longe pelo cara que raptou ele, ia acabar sendo visto por alguém.
E imaginem o pânico em que o bandido entrou, imaginando o destino que ele ia ter se fosse descoberto! Ou seja: é claro que ele se livrou de todas as provas do crime antes de ser descoberto. E isso incluía o próprio Carlinhos.
Quanto ao pai e/ou a mãe dele terem alguma coisa a ver com o crime... Bom, se eles não tão envolvidos diretamente com isso, minimamente eles sabem muito mais do que falam. Todas as reações que eles tiveram desde a noite do crime até hoje demonstram isso claramente.
De qualquer forma, no último meio século, não chegou nenhuma nova informação sobre o Carlinhos.

O TERROR DA GRIPE AVIÁRIA


E hoje a gente também vai dar uma olhada no telefilme Flu Bird Horror, também conhecido como Flu Birds. E que no Brasil também foi lançado com 2 títulos: Asas do Terror e Vale dos Mortos.
Os primeiros rascunhos de Flu Birds começaram no ano 2000, quase 10 anos antes do filme ser lançado de fato. E dizem alguns sites que tinha um tema um pouquinho diferente (não sei se isso procede, porque não encontrei basicamente nenhuma informação sobre um roteiro pro filme anterior a 2005).
Nenhuma explicação é dada sobre a origem dos monstros vistos no filme. Mas, aparentemente, na ideia original eles seriam humanos infectados pelo vírus que eles agora transmitem. E isso fica claro quando vemos que as novas pessoas infectadas pelo vírus também se transformariam em criaturas do mesmo tipo. Mas como a produção tava sem tempo nem dinheiro pra mostrar isso, decidiram que os infectados iam simplesmente morrer.
De qualquer forma, a ideia do diretor era simplesmente retratar num filme de terror o medo que as pessoas manifestaram contra a gripe aviária na epidemia de 2005.
Na verdade, embora os personagens humanos se refiram aos monstros sempre como “aves”, eles parecem mais pterotátilos humanizados do que aves.
O Burt Reynolds foi convidado pra interpretar o personagem Garrett. Mas ele não aceitou, já que achou o cachê oferecido muito baixo.
O diretor do filme foi o Leigh Scott. E os roteiristas foram o Brian Smith e o Tony Daniel.
Flu Birds foi produzido na Alemanha e nos Estados Unidos, mas foi todo filmado na Romênia. E foi exibido pela 1ª vez nos Estados Unidos, em Agosto de 2008.
O filme começa mostrando 2 homens indo caçar numa floresta. E logo depois, uma monstruosa criatura alada ataca eles.
Um deles, apesar de ferido, consegue fugir, enquanto o monstro devora o outro.
Perto dali, vemos um grupo de 7 jovens reunidos num alojamento florestal do governo. E logo ficamos sabendo que são um bando de delinquentes juvenis, que tão ali observados por um supervisor pra passar por um processo de reeducação.
Eles se chamam Derrick, Gordon, Hank, James, Johnson, Eva e Lola.
Num momento em que o James entra na floresta pra cumprir um exercício e não volta, o supervisor vai atrás dele pra ver o que houve. Mas, logo depois, ele volta correndo e gritando pros garotos fugirem, enquanto várias daquelas criaturas aparecem voando atrás dele!
Todos começam a fugir correndo, depois de pegar a mochila do supervisor. E como o James volta ferido e cambaleando do meio das árvores, a Eva se apoia nele e ajuda ele a fugir também.
Eles encontram uma espécie de depósito abandonado no meio da floresta e conseguem se abrigar lá. Mas o cheiro de gás no ar mostra que tem um vazamento ali e uma explosão pode acontecer a qualquer momento. Principalmente porque há dinamite estocada ali.
Enquanto isso, um guarda florestal chamado Garrett encontra aquele caçador sobrevivente numa estrada da floresta. Ele recolhe o cara, leva pro hospital e vê que a médica que começa a atender ele é a ex esposa dele, chamada Jacqueline, que ele já não via fazia 10 anos.
Ela analisa os ferimentos do homem e vê que uma espécie de alergia estranha começou a se espalhar dali pro resto do corpo dele, enquanto ele delira falando “Aves... Aves...”.
Depois de um exame de sangue, a Jacqueline constata que o homem contraiu um tipo de gripe aviária superdesenvolvida. E isso significa que uma epidemia provavelmente vai se espalhar a partir do corpo dele!
Nesse instante, a Eva consegue encontrar um comunicador na mochila do instrutor e, ao acionar o aparelho, consegue entrar em contato com o comunicador do Garrett. Mas as baterias do comunicador tão no fim e ela só consegue dar informações muito superficiais a ele antes do contato cair.
O que o Garrett ouviu foi o suficiente pra ele identificar o local de onde a garota falou: é uma construção no meio da floresta que já tava fechada e só aguardando demolição.
Mas, quando ele começa a caminhar pra fora do hospital pra ir até lá, a Polícia Federal chega e coloca o hospital em quarentena.
Os policiais permitem que o Garrett e a Jacqueline saiam, mas explicam que eles não podem entrar de novo no hospital depois disso.
Outra médica chamada Giovanna assume o comando devido à saída da Jacqueline. Mas ela conclui que o vírus se espalha mais facilmente do que pensavam a princípio. E ela própria começa a apresentar sintomas da doença.
A Giovanna tenta fugir do hospital logo depois, mas um dos guardas mata ela com um tiro.
Ao mesmo tempo, a Polícia Federal manda uma equipe armada entrar na floresta. E eles encontram os monstros, mas as criaturas voam mais rápido do que os guardas conseguem fazer mira. Ou seja, todos os guardas viram comida de ave.
Não demora e a Polícia Federal resolve bombardear a parte da floresta onde as aves monstruosas se encontram...
No depósito, o Johnson, que é o único garoto com mais de 18 anos e também o mais perigoso, assume o controle do resto do grupo pela força, enquanto a Lola começa a se esfregar nele, se sentindo a primeira dama do grupo e superior aos outros por causa disso.
O Johnson começa a ameaçar os outros com uma arma. Mas o Derrick tenta tomar a arma dele e, durante a briga, eles acabam sem querer atirando no Hank e matando ele.
Como o James tá ferido, o Johnson obriga os outros a abandonar ele na entrada do depósito pra que os monstros se distraiam comendo ele, enquanto os outros correm pro meio das árvores.
O Garrett e a Jacqueline chegam em frente ao depósito abandonado e encontram ali a carcaça do James. E a Eva consegue entrar em contato outra vez com o transmissor do Garrett, dizendo que eles acabaram de passar por um riacho, o que dá a ele uma certa ideia de em que parte da floresta eles tão.
Os garotos escutam as aves se aproximando e saem correndo pela floresta. Até que chegam a uma casa aparentemente abandonada. E o Derrick se apressa em entrar lá, enquanto os outros acham uma carcaça humana caída a poucos metros dali.
O Derrick constata que a casa é segura. Mas, enquanto os outros entram, o Johnson pega uma arma caída ao lado da carcaça e ameaça Gordon, mandando ele inspecionar um galpão ali perto. E ele não vê nada lá além de caça estocada.
O Derrick começa a apresentar sinais da doença. E ele tenta esconder a princípio. Mas, no dia seguinte, ele amanhece babando e com feridas sanguinolentas na barriga, fazendo o Johnson decidir botar ele pra fora.
A briga é momentaneamente interrompida quando um dos monstros invade a casa. Mas os garotos matam eles a tiros.
Então, todos começam a se revoltar contra o Johnson, vendo que, mais cedo ou mais tarde, ele vai matar todos ali assim que começarem a atrapalhar ele. E a discussão acaba com o Derrick avançando no Johnson e cuspindo a baba na cara dele, obviamente infectando ele ao fazer isso.
Então, a Lola mostra todo o nível da lealdade verdadeira que tinha a ele, sendo a primeira a andar pra longe dele e passar a evitar contato com ele.
Depois disso, a Eva consegue entrar em contato de novo com o Garrett. E descrevendo a casa onde eles tão, ela faz ele identificar o lugar e correr pra lá. Mas, conversando pelo rádio com um oficial da Polícia Federal, ele fica sabendo que vão bombardear o local daqui a pouco!
O Garrett entra em contato com a Eva e avisa o que vai acontecer. E os garotos pensam num plano: a Eva e a Lola vão até o galpão pegar a caça estocada e espalhar pelo chão em frente à casa, enquanto o Gordon vão ficar armado dando cobertura a elas. Assim, as aves vão se distrair com a comida espalhada pelo chão e vão ignorar os garotos enquanto eles correm pela floresta.
Mas a coisa não funciona bem e as aves atacam os garotos. E o Derrick, vendo que vai morrer de qualquer jeito, resolve se sacrificar pra ajudar os outros, se oferecendo às aves e sendo devorado por elas.
Diante disso, os garotos fogem correndo e acabam chegando a uma estrada e encontrando o carro do Garrett e da Jacqueline. E os garotos entram lá com eles e fogem a alta velocidade. Mas, como uma das aves começa a perseguir o carro, eles acabam batendo.
Fugindo a pé, eles acabam voltando àquele depósito abandonado e cheio de gás onde os garotos tavam antes.
Enquanto isso, as aves atacam o helicóptero que ia fazer o bombardeio e derrubam ele, matando os tripulantes.
As aves começam a se agrupar na porta do depósito e já começam a fazer as primeiras tentativas de entrar pra pegar os humanos. Mas o Derrick diz que existe outra saída dali nos fundos do depósito. Só que, pra que alguns ali consigam fugir, alguém vai ter que ficar pra trás e segurar as aves.
A Eva se oferece pra fazer isso. Mas o Johnson toma o lugar dela, admitindo que ele não tem mais salvação, já que foi infectado.
Os outros saem correndo e, quando as aves finalmente conseguem entrar, o Johnson dá um tiro num embrulho de dinamites, explodindo tudo ali.
O resto do pessoal sai caminhando pela floresta. Todos tão admirados com o fato de um elemento como o Johnson se dispor a se sacrificar pra salvar alguém.
Eles se questionam se as aves todas morreram realmente, mas ninguém tem muita certeza sobre isso.
E enquanto sobem os créditos finais, ouvimos um grito ornítico, deixando em aberto se aquilo é o barulho de uma ave sobrevivente ou não.

Hoy vamos a hablar un poquito sobre la película para televisión Flu Bird Horror, también conocida como Flu Birds.
Los primeros borradores de Flu Birds comenzaron en el año 2000, casi 10 años antes de que se estrenara la película. Y algunos sitios dicen que tenía un tema ligeramente diferente (no sé si eso es cierto, porque básicamente no encontré ninguna información sobre otro guión para la película hecho antes de 2005).
No se da ninguna explicación sobre el origen de los monstruos que se ven en la película. Pero, al parecer, en la idea original serían humanos infectados por el virus que ahora transmiten. Y eso queda claro cuando vemos que las nuevas personas infectadas por el virus también se convertirían en criaturas del mismo tipo. Pero como la producción no tenía el tiempo ni el dinero para mostrar eso, decidieron que las personas infectadas simplemente morirían.
De todos modos, la idea del director era simplemente retratar en una película de terror el miedo que la gente expresó contra la gripe aviar en la epidemia de 2005.
De hecho, aunque los personajes humanos siempre se refieren a los monstruos como “aves” o “pájaros”, parecen más pterotáctilos humanizados que pájaros.
Se le invitó a Burt Reynolds que interpretara el personaje de Garrett. Pero él no lo aceptó, porque pensó que la tarifa ofrecida era demasiado baja.
El director de la película fue Leigh Scott. Y los guionistas fueron Brian Smith y Tony Daniel.
Flu Birds se produjo en Alemania y Estados Unidos, pero se filmó toda en Rumania. Y se mostró por primera vez en Estados Unidos, en Agosto de 2008.
La película comienza mostrando a 2 hombres que van a cazar en un bosque. Y poco después, una monstruosa criatura alada los ataca.
Uno de ellos, a pesar de estar herido, logra escapar, mientras el monstruo devora al otro.
Cerca de allí, vemos un grupo de 7 jóvenes reunidos en un albergue forestal del gobierno. Y pronto nos enteramos de que se trata de un grupo de delincuentes juveniles, que están siendo observados por un supervisor para someterse a un proceso de reeducación.
Se llaman Derrick, Gordon, Hank, James, Johnson, Eva y Lola.
Cuando James va al bosque a hacer un ejercicio y no regresa, el supervisor lo persigue para ver qué pasó. Pero, poco después, regresa corriendo y gritando para que los muchachos se escapen, ¡mientras varias de aquellas criaturas aparecen volando y persiguiéndolo!
Todos comienzan a huir, luego de agarrar la mochila del supervisor. Y cuando James regresa de los árboles herido y tambaleándose, Eva se apoya en él y lo ayuda a escapar también.
Ellos encuentran una especie de almacén abandonado en medio del bosque y logran refugiarse allí. Pero el olor a gas en el aire indica que allí hay una fuga y que en cualquier momento podría ocurrir una explosión. Principalmente porque hay dinamita almacenada allí.
O sea, no importa lo que hagan a partir de ahora: ¡encontrarán el riesgo de morir!

In Flu Birds (2008), un ranger del parco di nome Garrett trova un cacciatore orribilmente ferito in una strada forestale. Prende in braccio il ragazzo, lo porta in ospedale e vede che la dottoressa che inizia a prendersi cura di lui è Jacqueline, la sua ex moglie, che non vede da 10 anni.
Lei analizza le ferite dell’uomo e vede che una specie di strana allergia ha cominciato a diffondersi da lì al resto del suo corpo, mentre lui delira dicendo “Uccelli... Uccelli...”.
Dopo un esame del sangue, Jacqueline scopre che l’uomo ha contratto una forma troppo sviluppata di influenza aviaria. E questo significa che probabilmente un’epidemia si diffonderà dal suo corpo!
Nel frattempo, un gruppo di giovani delinquenti sottoposti a cure rieducative è stato attaccato nella foresta da uccelli mostruosi. Loro si chiamano Derrick, Gordon, Hank, James, Johnson, Eva e Lola. E sono riusciti a rifugiarsi in un magazzino abbandonato. Ed Eva attraverso un comunicatore riesce a mettersi in contatto con il comunicatore di Garrett. Ma le batterie del comunicatore sono scariche e lei può dargli solo informazioni molto superficiali prima che il contatto si perda.
Ciò che Garrett ha sentito gli è bastato per identificare il luogo di cui parlava la ragazza: si tratta di un edificio in mezzo alla foresta che era già chiuso e attendeva solo la demolizione.
Ma quando inizia a uscire dall’ospedale per andarci, arriva la Polizia Federale e mette in quarantena l’ospedale.
I poliziotti permettono a Garrett e Jacqueline di andarsene, ma spiegano che nessuno dei 2 può rientrare in ospedale dopo.
Un’altra medica di nome Giovanna prende in carico dovuto alla partenza di Jacqueline. Ma conclude che il virus si diffonde più facilmente di quanto pensassero inizialmente. E lei stessa inizia a mostrare i sintomi della malattia.
Giovanna cerca di scappare dall’ospedale poco dopo, ma una delle guardie le spara a morte.
Allo stesso tempo, la polizia federale invia una squadra armata nella foresta. E trovano i mostri, ma le creature volano più velocemente di quanto le guardie possano prendere la mira. Cioè, tutte le guardie si trasformano in cibo per uccelli.
Non ci vuole molto e la Polizia Federale decide di bombardare la parte della foresta dove sono stati visti gli uccelli mostruosi...
Al magazzino, Johnson, che è l’unico ragazzo di età superiore ai 18 anni e anche il più pericoloso, prende con la forza il controllo del resto del gruppo, mentre Lola inizia a offrirsi sessualmente a lui, sentendosi la prima donna del gruppo e per questo superiore a tutti gli altri.
Johnson inizia a minacciare gli altri con una pistola. Ma Derrick cerca di togliergli la pistola e, durante la loro colluttazione, finiscono per sparare accidentalmente a Hank e ucciderlo.
Poiché James è ferito, Johnson costringe gli altri ad abbandonarlo davanti al magazzino in modo che i mostri si distraggano mangiandolo, mentre gli altri corrono tra gli alberi.
Garrett e Jacqueline arrivano davanti al magazzino abbandonato e vi trovano la carcassa di James. Ed Eva riesce a rimettersi in contatto con il trasmettitore di Garrett, dicendo che hanno appena superato un ruscello, quello che dà a lui un’idea di dove si trovino nei boschi.
Ma c’è ancora molta strada da fare prima che le cose si calmino...

In Flu Birds (2008), a forest is infested with monstrous birds that, in addition to be very ferocious, transmit a deadly disease.
Park ranger Garrett and doctor Jacqueline are walking through the forest in search of a group of young people who are lost there, named Derrick, Gordon, Johnson, Eva and Lola.
As the teens run away from the birds, they arrive at an apparently abandoned house. And Derrick hurries in there, while the others find a fallen human carcass a few meters away.
Derrick notes the house is safe. But as the others enter, Johnson picks up a gun lying beside the carcass and threatens Gordon, ordering him to inspect a nearby shed. And he sees nothing there but stocked game.
Derrick begins to show signs of the disease. And he tries to hide it at first. But, the next day, he wakes up drooling and with bloody wounds on his belly, making Johnson decide to throw him out of the house.
The fight is momentarily interrupted when one of the monsters breaks into the house. But the teens shoot them to death.
So, everyone starts revolting against Johnson, seeing sooner or later he’ll kill everyone there once they start getting in his way. And the argument ends with Derrick attacking Johnson and spitting his drool in his face, obviously infecting him in doing so.
So, Lola, who until then had offered herself sexually to him out of interest, was the first one to walk away from him and starts avoiding contact with him.
Afterwards, Eva manages to contact Garrett over a communicator. And describing the house where they are, she makes him identify the place and run there. But, talking on the radio with a Federal Police officer, he learns they’ll bomb the place in a little while!
Garrett contacts Eva and lets her know what will happen. And the teens think of a plan: Eva and Lola are going to the shed to take the stocked game and spread it on the ground in front of the house, while Gordon will stay armed to cover them. Thus, the birds will be distracted by the food scattered on the ground and will ignore the teens while they run through the forest.
But things don’t work out and the birds attack the teens. And Derrick, seeing he’ll die anyway, decides to sacrifice himself to help others, offering himself to the birds and being devoured by them.
After that, the teens run away and end up reaching a road and finding Garrett and Jacqueline’s car. And the teens go in there with them and they drive away at high speed. But, as one of the birds starts chasing the car, they end up crashing.
Fleeing on foot, they end up arriving at an abandoned dynamite warehouse, where there’s a smell of gas in the air.
Meanwhile, the birds attack the helicopter that would do the bombing and they cause the vehicle to crash, killing the crew.
The birds begin to gather at the warehouse door and are already starting to make the first attempts to get in to catch the humans. But Derrick says there’s another way out of there at the back of the warehouse. However, for some of them have a chance to get away, someone will have to stay behind and distract the birds.
Eva offers to do this. But Johnson takes her place, admitting he’s beyond saving because he has been infected by the disease.
The others run out, and when the birds finally make it inside, Johnson shoots a bundle of dynamites, blowing up everything around.
The rest of the group go walking through the forest. Everyone is amazed that a hateful person like Johnson would be willing to sacrifice himself to save someone.
They wonder if the birds all really died, but nobody is really sure about that.
And as the final credits roll, we hear an ornithical cry, leaving it open whether that is the sound of a surviving bird or not.

Até Agosto!

sexta-feira, 30 de junho de 2023

UMA CAMISA DE SEDA VERMELHA: UMA SENTENÇA DE MORTE PRA UM HOMEM


Oi!!!

Fechando o mês, vamos falar sobre uma coisa que pode agradar a alguns de vocês, mas que pode levar vocês à pena de morte se vocês usarem em certos países: roupas de seda e roupas vermelhas.
É isso mesmo que vocês leram! Se um homem for a um país de maioria muçulmana e aparecer em público vestindo uma peça de roupa de seda ou uma peça de roupa vermelha, ele que se prepare pra enfrentar punições. E tudo isso porque o Islamismo proíbe que homens usem peças de roupa de seda e também proíbe que homens usem peças de roupa vermelhas.
E vocês sabem bem como funciona a sharia, ou seja, o conjunto de leis muçulmanas:

“Se você cometer um tipo de erro, mandam decepar a sua mão com um golpe de machado; se você cometer outro tipo de erro, mandam decepar o seu pé com um golpe de machado; se você cometer outro tipo de erro, mandam dar 80 chibatadas em você; se você cometer outro tipo de erro, mandam enforcar você; se você cometer outro tipo de erro, mandam apedrejar você até a morte; se você cometer outro tipo de erro, mandam atirar você do alto de um prédio...”

Então, se você aparecer em público com uma camisa de seda vermelha, por exemplo, muito provavelmente você vai receber a pena de morte. Ou, no mínimo, vai passar perto.
São coisas assim que ensina o Islamismo, que se autointitula “religião da paz” porque adora um deus “clemente e misericordioso”.

UMA HISTÓRIA SOBRE FUGIR DE UMA PRISÃO... MAS VERDADEIRA?


E hoje a gente também vai falar sobre o filme Papillon.
O filme foi inspirado no livro com o mesmo nome, lançado pelo francês Henri Charrière em 1969.
Embora esse livro seja sempre lembrado como uma autobiografia, contando as várias tentativas que esse homem fez pra fugir de uma prisão, os historiadores e geógrafos que analisaram o texto acharam muito pouco provável que a mesma pessoa tenha passado por todas as situações descritas ali. E ainda mais se deslocando entre lugares tão pouco acessíveis com tanta facilidade e sem manifestar nenhum esgotamento físico.
Além disso, o autor afirmou ali que passou por certos lugares. Mas ele descreveu tais lugares com uma aparência física completamente diferente da aparência que esses lugares tinham na prática, o que dá a entender que ele nunca foi até ali, mas sim que descreveu esses lugares da forma como entendeu que eles eram.
E se o livro já tem uma veracidade duvidosa, o filme tem mais ainda, já que mudou algumas passagens da história, como vamos ver mais abaixo.
Claro que a imagem do personagem principal aqui foi bastante fantasiada: o verdadeiro Henri Charrière foi um pós-adolescente que conviveu no contato mais direto possível com a ralé de Paris até ser preso quando tinha 25 anos. Então, é claro que um garoto que andava todo dia pelos bairros mais barra pesada da cidade junto com cafetões, prostitutas, ladrões e todos os demais rejeitados pela sociedade francesa tava longe de ser tão “inocente” e “preocupado com o próximo” quanto a figura que aparece no filme, né?
Mas vamos lembrar que isso aqui era um filme feito nos padrões hollywoodianos. Então, tinha que ter um protagonista de personalidade heroica. Até porque o público tinha que simpatizar com ele e torcer pra ele se dar bem no final.
Tem até uma cena em que ele tem um sonho no qual um tribunal condena ele. Não por ter cometido crimes, mas por ter desperdiçado a vida dele. E nesse ponto, ele se declara culpado diante do tribunal (embora ele nunca explique exatamente como ele desperdiçou a vida dele).
Já que mencionamos a idade do personagem, como o Steve McQueen, que protagonizou o filme, já tinha mais de 40 anos na época das filmagens, muita gente criticou a escolha dele pra interpretar o personagem (que seria uns 20 anos mais jovem do que ele).
O personagem Louis Dega foi retratado no livro como um personagem completamente secundário. Mas no filme ele é 2º personagem mais importante da história.
Parece que isso foi proposital, já que o Dustin Hoffman interpretaria o personagem e ficaram com medo de que ele rejeitasse o trabalho se achasse que o personagem era muito simples.
Outro presidiário chamado Joanes Clousiot, que é retratado no livro como o melhor amigo que o Henri fez enquanto ficou preso, foi quase ignorado no filme, sendo retratado como pouco mais do que um figurante.
O diretor de Papillon foi o Franklin J. Schaffner. E os roteiristas foram o Dalton Trumbo, o Lorenzo Semple Jr. e o William Goldman. Mas o Henri também foi consultado enquanto o roteiro era escrito.
O filme foi produzido pelos Estados Unidos e França. Mas também teve algumas cenas filmadas na Espanha e Jamaica. E foi exibido pela 1ª vez nos Estados Unidos, em Dezembro de 1973.
Papillon começa mostrando o pátio de um presídio na França europeia, onde o diretor comunica aos presos que eles foram condenados ao exílio na Guiana Francesa, território da América do Sul (até hoje) pertencente à França. Os condenados à prisão perpétua vão ficar lá pra sempre; os condenados a um determinado número de anos vão ser obrigados a ficar na Guiana Francesa até a pena acabar, podendo depois se mudar pra algum outro país. Mas pra todos eles a regra é a mesma: esqueçam os territórios europeus da França, pois não são mais bem-vindos ali!
Os presos ouvem o discurso pelados da cabeça aos pés. Mas quando o diretor termina o discurso, são autorizados a se vestir e se preparar pra viagem.
Aviso aos tarados de plantão: não dá pra ver nada, já que tão todos de costas pra câmera e são mostrados de longe.
Depois de atravessar a cidade em marcha se dirigindo pros navios, enquanto seus amigos e conhecidos fazem tímidos gestos de despedida entre a multidão que olha a marcha, os presos embarcam.
Um deles, chamado Henri Charrière, foi apelidado de Papillon, porque ele tem uma borboleta tatuada no tórax (‘papillon’ é ‘borboleta’ em Francês).
E sim: ele é o herói da história.rsrs
É verdade que ele é um criminoso de baixa periculosidade (é um ladrão, pra ser exato). Mas ele foi condenado por ter sido falsamente acusado do assassinato de um cafetão.
Entre os poucos presos de quem ele se aproxima durante viagem tá o Louis Dega, que foi condenado por falsificações e estelionatos.
E como o Papillon é mais fortão e o Louis é mais velho e franzino, além de todo mundo saber que ele tá carregando uma quantia considerável de dinheiro com ele, eles fazem um acordo: o Papillon vai servir como guarda-costas do Louis, se em troca ele ajudar o outro a fugir quando eles chegarem à Guiana Francesa.
Embora o Louis concorde em ajudar o Papillon a fugir, ele não tem a intenção de tentar fugir, já que ele tem a fantasia de que a esposa dele, que agora é rica porque ficou com o dinheiro quase todo dele, vai falar com os advogados pra dar um jeito de tirar ele de lá (isso que é ilusão né?).
Durante a viagem, os presos são tratados como poucos mais do que animais e recebem comida e água suficiente pra não morrer de fome e sede.
Quando desembarcam, o Papillon e o Louis são mandados a um campo de trabalhos forçados no meio de um pântano. E a coisa funciona num regime de escravidão mesmo, com um guarda dando chicotadas neles durante o trabalho e alguns presos morrendo de exaustão e sendo enterrados ali mesmo na hora em covas rasas.
De vez em quando, eles também têm que se desviar de algum jacaré ou sucuri.
Um dos trabalhos mais inusitados dos presos é caçar as borboletas do pântano, já que um homem que produz tinta feita com asas de borboleta vai até ali todo mês pra comprar material.
E o Papillon aproveita pra dar uma grana a ele, combinando uma possível fuga quando isso for possível.
Numa das vezes em que cabe ao Papillon e ao Louis enterrar um dos mortos, eles veem que se trata de um amigo do Louis, que visivelmente foi degolado e teve a barriga rasgada a faca recentemente. E ao ver isso, o Louis se afasta correndo alguns metros pra vomitar.
Furioso ao ver que ele abandonou o trabalho, um dos guardas começa a espancar o Louis. E o Papillon vai defender o Louis, acabando por ferir seriamente o guarda. E como ele sabe que isso não vai ficar impune, sai correndo pelo meio do pântano. Mas acaba sendo recapturado pouco depois e condenado à solitária por 2 anos.
É proibido falar nas celas da solitária e frequentemente aparecem moscas, baratas e morcegos ali. E em circunstâncias normais, os presos só recebem por dia meia cambuca com uma sopa rala e um barrilzinho com água (tanto pra beber quanto pra se lavar). Mas o Louis dá um jeito de mandar cocos pro Papillon dentro do barrilzinho, permitindo que ele se alimente melhor.
Quando isso é descoberto pelos guardas, eles botam um caranguejo dentro do barrilzinho pra ferir ele e exigem que ele identifique quem mandou os cocos pra ele.
Ele se recusa a falar. E em resposta, os guardas cobrem a cela dele com uma tábua, impedindo que entre luz ali e também passam a dar a ele só a metade da quantidade de comida que ele recebia pelos 6 meses seguintes.
Pra não morrer de fome, ele come as baratas e lacraias que encontra na cela.
Terminado o período de 2 anos, ele tá muito fisicamente fraco e sofrendo de alucinações e falta de memória. E assim, mandam ele pra enfermaria de prisão, em St-Laurent-du-Maroni.
O Louis, que nesse meio tempo se tornou um dos presos mais privilegiados da Guiana Francesa, desfrutando da simpatia de autoridades locais, vê o Papillon sendo levado pra enfermaria.
Ele providencia que um enfermeiro gay chamado Maturette leve sopa de carne pro Papillon e depois vai visitar ele pessoalmente.
O Papillon insiste em fugir e pede pro Louis conseguir um barco pra ele. E o Louis manda ele falar com o médico que faz raio X, dizendo que ele pode fazer isso.
Outro preso, chamado Clusiot, se apresenta ao Papillon, dizendo que quer fugir junto com ele.
O Papillon fala com o tal médico do raio X e combina com ele a noite em que vai ter um homem pra guiar eles até o tal barco.
Enquanto isso, ele vê que um guarda muçulmano tá assediando sexualmente o Maturette e tem uma ideia: o Papillon oferece dinheiro ao Maturette pra levar o muçulmano pro banheiro e distrair ele lá dentro por uns 10 minutos, enquanto o Papillon e o Clusiot fogem.
A princípio, o Maturette fica indignado com isso (até porque ele sente nojo do muçulmano). Mas depois ele concorda em ajudar o Papillon com algumas mudanças nos planos: em vez de receber dinheiro, ele quer fugir junto com o Papillon e o Clusiot; e em vez de transar com o muçulmano, ele vai só fingir que aceita isso, mas no último minuto os outros têm que ajudar ele a matar o muçulmano antes que aconteça qualquer coisa.
Os 3 fazem exatamente isso.
E vão nocauteando os guardas que vão encontrando pelo caminho.
Enquanto isso, do lado de fora do prédio, o Louis sabe de tudo. E assim, ele fica puxando conversa com os guardas que tão ao redor da enfermaria, pra que não prestem atenção nos 3 homens fugindo.
Como tão apresentando um show musical pras autoridades da prisão, a música também não deixa ninguém prestar muita atenção em barulhos eventuais que eles fazem enquanto saem do prédio.
O Papillon e o Maturette conseguem pular o muro da prisão. Mas o Clusiot se atrasa e, tentando seguir os outros, acaba se envolvendo numa briga com um guarda que tava no caminho e é morto por ele.
Enquanto isso, o Louis entrou no meio pra tentar defender o Clusiot e acaba matando o guarda também durante a luta. E como o barulho acorda um dos presos que tavam na enfermaria, ele aparece na janela e começa a gritar.
Sabendo que o que aconteceu ali não vai ficar impune, o Louis se vê obrigado a seguir o Papillon e o Maturette. Mas ele quebra um pé quando pula o muro da prisão.
O homem com quem o Papillon negociou o barco encontra os 3 do lado de fora do muro, guia eles até um barco à margem do rio próximo e, ao amanhecer, desembarca com eles em outro lado do pântano. E ali ele aponta um barco pra eles a alguns metros de distância da margem, exige o dinheiro cominado e se retira logo depois.
Enquanto o Maturette cuida do pé do Louis, o Papillon anda até o barco e, pra frustração de todos, vê que aquilo não passa de ruínas do que já foi um barco.
Pouco depois, eles escutam uma galinha d’angola cantando. E o Papillon segue o som, pensando em conseguir pelo menos uma refeição pros 3. Mas a galinha d’angola tá presa numa armadilha e o caçador que prendeu ela aparece e ameaça o Papillon com uma arma.
O cara pergunta se ele é um dos 3 presos que fugiram na noite anterior, pois a notícia da fuga já se espalhou pelas redondezas. E quando o Papillon confirma, o caçador se dispõe a ajudar eles.
O caçador mostra que ele matou 2 caçadores de recompensas que tavam ali de madrugada esperando por eles. E diz que o cara que vendeu o barco pra eles já aplicou esse golpe várias vezes antes.
O caçador também explica que o máximo que eles podem fazer agora é ir até uma ilha ali perto que é usada pra isolar leprosos. Eles têm barcos em boas condições lá e, se o Papillon tiver dinheiro, pode comprar um e usar isso pra navegar pra algum país próximo.
Os 3 fazem isso e, ganhando um certa simpatia dos leprosos, ainda ganham uma certa quantia em dinheiro deles como presente quando deixam a ilha.
Eles pretendem ir pra Honduras. Mas uma tempestade lança o barco deles numa área florestal do litoral da Colômbia.
Pro azar deles, desembarcam numa praia em que um grupo de policiais tinham acabado de prender um criminoso. E achando que os 3 homens ali eram comparsas do bandido, os policiais decidem prender eles.
O Papillon joga uma faca contra um dos policiais e tenta correr com o Maturette pra dentro de uma floresta próxima. Mas os policiais abrem fogo contra eles e acertam o Maturette, enquanto o bandido que eles prenderam antes aproveita a confusão e foge dali.
Ele encontra o Papillon um pouco à frente no meio da floresta e oferece parceria pra que ambos se ajudem na fuga. Mas os policiais mandam 2 caçadores indígenas atrás deles. E depois que o outro cara morre ao cair numa armadilha, os índios cercam o Papillon e atingem ele com dardos com algum tipo de líquido sonífero.
Isso faz ele perder os sentidos e cair num rio ali do lado.
O Steve McQueen fez questão de dispensar o dublê e fazer essa cena pessoalmente. E ele sempre disse que foi uma das experiências mais emocionantes da vida dele.
Mas enfim: o Papillon acorda no meio de uma aldeia indígena, sem ter ideia de como chegou ali (pela lógica, os caçadores indígenas desistiram de pegar ele achando que ele se afogou ao cair no rio e, mais à frente, algum índio daquela aldeia recolheu ele).
Ele passa algum tempo vivendo tranquilamente entre os índios, que são coletores de ostras e, consequentemente, vivem bem abastecidos com pérolas.
Uma manhã, quando acorda, o Papillon vê que todos os índios misteriosamente sumiram da aldeia. Mas deixaram um saquinho cheio de pérolas pra ele.
Algum tempo depois, já tendo conseguido comprar roupas com as pérolas que ganhou, ele pega um ônibus na direção de uma cidade. Mas num certo ponto, a polícia manda o ônibus parar pra pedir documentos aos passageiros.
Ao ver uma freira ali perto pedindo doações pro convento dela, o Papillon dá uma pérola a ela, pedindo, através de mímica, que ela leve ele prum lugar seguro.
A freira leva o Papillon pra falar com a madre superiora do convento dela, em Santa Marta. E como ela não demonstra querer ajudar muito, ele entrega a ela as pérolas que ganhou, pedindo que ela devolva isso a ele quando ele for embora.
Na manhã seguinte, a madre superiora não só não devolve as pérolas a ele como também chama a polícia. E ele acaba sendo preso e deportado de volta pra Guiana Francesa.
Sentenciado a mais 5 anos na solitária, o Papillon termina essa nova reclusão com a aparência de um velho.
Ele vê o Maturette também sendo libertado da solitária na mesma ocasião. Mas ele já tá doente e enfraquecido demais. E segundos antes de morrer, ele diz que pelo menos agora tá livre.
O Papillon vê o corpo do Maturette sendo jogado pros tubarões. E depois o Papillon é mandado pra Ilha do Diabo, que parece funcionar como uma espécie de asilo pros presos já velhos e combalidos. E por isso mesmo, os guardas dali nem prestam muita atenção no que os presos fazem ou deixam de fazer.
Ele encontra o Louis, já meio esclerosado, vivendo na ilha.
A princípio, o Louis pensa que o Papillon é um fantasma e foge dele. Mas depois, eles acabam retomando a amizade.
O Louis revela que a última notícia que ele teve da esposa dele é que ela se casou com o advogado dele. E também revela que o dinheiro todo que ele tinha trazido da Europa já acabou. Então, fugir da prisão é uma ideia que ele já abandonou definitivamente.
O Papillon, pelo contrário, insiste nisso. E depois de chegar num canto da ilha onde vê um paredão de pedra com uma entrada circular, ele percebe que, quando as ondas batem ali, elas voltam pra direção do mar aberto com a mesma força. Ou seja, se alguém puser uma embarcação ali, ela vai ser empurrada pro mar aberto pelas próprias ondas que batem no paredão de pedra.
Ele mostra isso ao Louis, mas esse explica a ele que é impossível jogar um barco na água de cima daquele paredão. Mas o Papillon diz que não pretende jogar um barco, e sim um saco de pano cheio de cocos secos. E depois, ele pode se jogar na água também, nadar até o saco e, sobre esse saco, remar com as mãos até chegar à praia mais próxima.
Ele joga um saco de cocos nessas condições pra ver o que acontece. Mas o saco se despedaça.
Depois, observando melhor o movimento da água, ele vê o momento exato em que tem que jogar o saco. E decide seguir em frente.
O Louis, a princípio, até se mostra disposto a ir com ele. Mas mostra que há uma possibilidade muito grande de que nada daquilo funcione. E o Papillon responde que, àquela altura, isso não faz mais diferença.
Depois que eles preparam 2 sacos de pano cheios de cocos secos e chegam na beira do paredão, o Louis começa a revelar que vai desistir. Mas o Papillon interrompe o amigo e diz que ele nem precisa continuar: ele já sabia que ele ia desistir.
O Louis ainda alerta o Papillon mais uma vez sobre o risco de morrer e pede pra ele não ir. Mas o outro já se decidiu. E entre morrer afogado e ficar ali, ele prefere morrer afogado.
Os 2 amigos se abraçam pela última vez e o Papillon joga o saco de pano lá embaixo e depois se joga também. E nadando até o saco, ele consegue fazer o que pretendia.
O Louis continua na beira do paredão olhando ele por mais algum tempo. E depois, volta pra casa dele, decidido a ficar lá fazendo hora pro resto da vida.
Na cena em que o Papillon se afasta deitado sobre o saco de cocos flutuando no Mar, dá pra ver um mergulhador embaixo do saco e segurando ele (provavelmente pra manter o saco pelo menos alguns centímetros acima da superfície da água).
Mas enfim: enquanto ele se afasta, a voz de um narrador conta ao público que, dessa vez, o Papillon conseguiu fugir. E não só viveu livre até o fim dos dias dele como também chegou a ver o fim do uso da Guiana Francesa como colônia penal.
Aí entram os créditos finais, ao mesmo tempo em que vemos imagens das ruínas que sobraram do presídio, sendo aos poucos devoradas pela selva.
E o filme acaba.
Bom, o filme não mostra tudo o que se passa no livro. Como vimos, o filme termina no momento em que o Papillon foge da ilha; o livro continua contando a história dele por mais um tempo considerável depois disso, enquanto ele vai fugindo cada vez mais pro Oeste (termina quando ele vai parar na Venezuela, país em que se fixou dali pra frente).

Oggi parleremo un po’ del film Papillon.
Il film è stato ispirato dal libro omonimo, pubblicato dal francese Henri Charrière nel 1969.
Sebbene questo libro sia sempre ricordato come un’autobiografia, raccontando i vari tentativi che questo uomo ha fatto per evadere da una prigione, storici e geografi che hanno analizzato il texto hanno trovato molto improbabile che la stessa persona avesse attraversato tutte le situazioni ivi descritte. Soprattutto con quella persona a muoversi tra luoghi così inaccessibili così facilmente e senza manifestare nessuna stanchezza fisica.
Inoltre, l’autore ha affermato nel libro di aver attraversato determinati luoghi. Ma ha descritto tali luoghi con un aspetto fisico completamente diverso da come apparivano in pratica, quello che suggerisce che lui non ci sia mai andato, ma piuttosto ha descritto questi luoghi come li intendeva dopo averne sentito parlare.
E se il libro ha già una dubbia veridicità, il film ne ha ancora di più, perché ha cambiato alcuni passaggi della storia, come vedremo in seguito.
Certo, l’immagine del personaggio principale qui è piuttosto addolcita: il vero Henri Charrière era un post-adolescente che viveva a stretto contatto possibile con la gente socialmente più mal vista di Parigi. Questa situazione si è interrotta solo quando è stato arrestato a 25 anni. Quindi, è chiaro che un ragazzo che era presente ogni giorno nei quartieri più pericolosi della città insieme a magnaccia, prostitute, ladri e tutti gli altri scarti della società francese era ben lungi dall’essere così innocente e preoccupato per il suo vicino come il personaggio mostrato nel film, giusto?
Ma ricordiamoci che questo era un film realizzato secondo gli standard di Hollywood. Quindi, il film doveva avere un protagonista dalla personalità eroica. Soprattutto perché il pubblico doveva simpatizzare con lui e sperare che avesse un lieto fine.
C’è anche una scena in cui fa un sogno in cui un tribunale lo condanna. Non perché abbia commesso crimini, ma perché ha sprecato la sua vita. E a quel punto si dichiara colpevole davanti al tribunale (anche se non spiega mai esattamente come ha sprecato la sua vita).
Dato che abbiamo menzionato l’età del personaggio, Steve McQueen, che ha recitato nel film, aveva già più di 40 anni al momento delle riprese. E così, molte persone hanno criticato la sua scelta di interpretare il personaggio (che sarebbe di circa 20 anni più giovane di lui).
Il personaggio di Louis Dega è stato ritratto nel libro come un personaggio del tutto minore. Ma nel film è il secondo protagonista.
Sembra che fosse apposta, perché Dustin Hoffman interpreterebbe il personaggio e avevano paura che lui rifiutasse il lavoro se avesse pensato che il personaggio fosse troppo semplice.
Un altro detenuto di nome Joanes Clousiot, che è ritratto nel libro come il migliore amico che Henri aveva mentre era imprigionato, è stato quasi ignorato nel film, essendo interpretato come poco più di un extra.
Il film non mostra tutto ciò che accade nel libro. In effetti (SPOILER AVANTI!), il film finisce proprio mentre Papillon fugge dall’Isola del Diavolo; il libro continua a raccontare la sua storia per un considerevole lasso di tempo dopo, mentre continua a fuggire sempre più a Ovest (il libro finisce dopo che lui arriva in Venezuela, il paese dove si è stabilito da quel momento in poi).
Il regista di Papillon è stato Franklin J. Schaffner. E gli sceneggiatori erano Dalton Trumbo, Lorenzo Semple Jr. e William Goldman. Ma anche il vero Henri è stato consultato durante la stesura della sceneggiatura.
Il film è stato prodotto da Stati Uniti e Francia. Ma aveva anche alcune scene girate in Spagna e in Giamaica. Ed è stato proiettato per la prima volta negli Stati Uniti, nel Dicembre del 1973.
Papillon comincia mostrando il patio di una prigione della Francia europea, dove il guardia carceraria dice ai prigionieri che sono stati condannati all’esilio nella Guyana Francese, territorio del Sud America (ancora oggigiorno) appartenente alla Francia. I condannati all’ergastolo vi rimarranno per sempre; i condannati a un certo numero di anni saranno costretti a rimanere nella Guyana Francese fino al termine della pena, dopodiché potranno trasferirsi in un altro paese. Ma per tutti la regola è la stessa: c’è bisogno di dimentica i territori europei della Francia, perché lì non sono più i benvenuti!
Gli uomini ascoltano il discorso nudi dalla testa ai piedi. Ma quando il guardia carceraria finisce il suo discorso, possono vestirsi e prepararsi per il viaggio.
Avvertenza per i maniaci del sesso: non si vede niente perché sono tutti di spalle alla telecamera e mostrati da lontano.
Dopo aver attraversato la città verso le navi, mentre i loro amici e parenti fanno timidi gesti di addio tra la folla che assiste alla marcia, i prigionieri salgono a bordo.
Uno di loro, di nome Henri Charrière, è stato soprannominato Papillon, perché ha una farfalla tatuata sul petto (“papillon” significa “farfalla” in Francese). E sì: è lui l’eroe della storia.
È vero che è un criminale a basso rischio (è un ladro, per l’esattezza). Ma è stato condannato per esser stato accusato ingiustamente dell’omicidio di un magnaccia.
Tra i pochi prigionieri a cui si avvicina durante il suo viaggio c’è Louis Dega, condannato per falso e appropriazione indebita. E siccome Papillon è più forte e Louis è più vecchio e più magro, oltre a che tutti sanno che lui porta con sé una notevole quantità di denaro, fanno un patto: Papillon fungerà da guardia del corpo di Louis, se in cambio lui aiuterà l’altro a fuggire quando raggiungono la Guyana Francese.
Sebbene Louis accetti di aiutare Papillon a scappare, non ha intenzione di tentare la fuga, perché immagina che sua moglie, che ora è ricca perché ha tenuto la maggior parte dei suoi soldi, parlerà con i suoi avvocati per trovare un modo per tirarlo fuori di lì (che illusione, vero?).
Durante il viaggio, i prigionieri vengono trattati come poco più che animali e ricevono soltanto il cibo e l’acqua che basta per non morire di fame e di sete.
Quando atterrano, Papillon e Louis vengono mandati in un campo di lavoro forzato nel mezzo di una palude. E la cosa funziona in un regime di vera e propria schiavitù, con una guardia che li colpisce con una frusta durante il lavoro e alcuni prigionieri che muoiono di sfinimento e vengono sepolti proprio lì sul posto in fosse poco profonde.
Di tanto in tanto, devono anche schivarsi di qualche alligatore o anaconda.
E passeranno ancora anni e anni prima che uno di loro veda la libertà...

In Papillon (1973), Henri Charrière, nicknamed Papillon, was arrested and sent to the penal colony of French Guiana. Just like Louis Dega.
They’re sent to a forced labor camp in a swamp. And one of the prisoners’ most unusual jobs is to hunt for butterflies in the swamp, because a man who produces paint made from butterfly wings goes there every month to buy material.
And Papillon takes the chance to give him money, arranging a possible escape when that’s possible.
In one of the times when it’s up to Papillon and Louis to bury one of the dead prisoners, they see it’s a friend of Louis, who visibly had his neck and belly torn open with a knife recently. And looking at it, Louis runs away a few meters to throw up.
Furious that he has abandoned his job, one of the guards begins to beat Louis. And Papillon goes to defend Louis, ending up seriously injuring the guard. And since he knows this won’t go unpunished, he takes off running across the swamp. But he’s recaptured shortly afterwards and sentenced to solitary confinement for 2 years.
It’s forbidden to talk in solitary confinement cells. And often flies, cockroaches and bats get in there. And under normal circumstances, prisoners only receive half a cup a day with thin soup and a small barrel of water (both for drinking and washing). But Louis manages to send Papillon coconuts into the barrel, allowing him to eat better.
When this is discovered by the guards, they put a crab inside the barrel to injure Papillon and they demand that he identify who sent him the coconuts.
He refuses to speak. And in response, the guards cover his cell with a board, preventing light from entering there and they also start giving him only half the amount of food he received for the next 6 months.
In order not to starve to death, he eats the cockroaches and centipedes he finds in his cell.
At the end of his 2 year period, he is very physically weak and suffering from hallucinations and poor memory. And so he’s sent to the prison infirmary at St-Laurent-du-Maroni.
Louis, who in the meantime has become one of the most privileged prisoners in French Guiana, enjoying the sympathy of local authorities, sees Papillon being taken to the infirmary.
He arranges for a gay nurse named Maturette to bring Papillon meat soup, and then he goes to visit his friend in person.
Papillon insists on running away and he asks Louis to get him a boat. And Louis sends him to the doctor who works with X-rays, saying he can do it.
Another prisoner, named Clusiot, approaches Papillon, saying he wants to run away with him.
Papillon talks to that X-ray doctor and he arranges with him the night there will be a man to guide them to that boat.
Meanwhile, he sees a muslim guard is sexually harassing Maturette. And he has an idea: Papillon offers Maturette money to take the muslim to the restroom and distract him there for about 10 minutes, while Papillon and Clusiot escape.
At first, Maturette is outraged by this (not least because he’s disgusted by that muslim). But later he agrees to help Papillon with some changes in plans: instead of receiving money, he wants to run away along with Papillon and Clusiot; and instead of having sex with the muslim, he will just pretend to go along with it, but at the last minute the others have to help him kill the muslim before anything happens.
The 3 men do just that. And they knock out the guards they see along the way.
Meanwhile, outside the building, Louis knows everything. And so, he keeps striking up a conversation with the guards that are around the ward, so they don’t pay attention to the 3 men running away.
As they’re putting on a musical show for the prison authorities, the music also doesn’t let anyone pay much attention to occasional noises they make as they exit the building.
Papillon and Maturette manage to jump over the prison wall. But Clusiot is late and, trying to follow the others, he ends up getting involved in a fight with a guard who was in the way and he’s killed by the man.
Meanwhile, Louis approaches to try to defend Clusiot and he ends up killing the guard as well during the fight. And as the noise wakes up one of the prisoners who were in the infirmary, he arrives at the window and starts screaming.
Knowing what happened there will not go unpunished, Louis is forced to follow Papillon and Maturette. But he breaks a foot when he jumps over the prison wall.
The man with whom Papillon negotiated the boat meets the 3 of them outside the wall, he guides them to a boat on the bank of the nearby river and, at dawn, he disembarks with them on another side of the swamp. And there he points the boat to them a few meters away from the shore, demands the money agreed and leaves soon after.
While Maturette takes care of Louis’ broken foot, Papillon walks over to the boat and, to everyone’s frustration, sees it’s nothing more than the ruins of what was once a boat.
Shortly after, they hear a guinea fowl screaming. And Papillon follows the sound, thinking of getting at least a meal for them 3. But the guinea fowl is already in a trap and the hunter who trapped it arrives there and threatens Papillon with a gun.
The guy asks if he is one of the 3 prisoners who escaped the night before, as the news of their escape has already spread around. And when Papillon confirms this, the hunter is willing to help them.
The hunter shows he killed 2 bounty hunters who were there late at night waiting for them. And he says the guy who sold them the boat has pulled this scam several times before.
The hunter also explains the most they can do now is going to a nearby island used to isolate lepers. They have boats in good condition there, and if Papillon has money he can buy a boat and use that to sail to some nearby country.
The 3 men do this and, gaining some sympathy from the lepers, they even get a certain amount of money from them as a gift when they leave the island.
But despite that successful start, it would take years for Papillon to find his freedom...

En Papillon (1973), Henri Charrière, apodado Papillon, es enviado a la colonia penal de la Guayana Francesa. Pero una vez logró escapar de allí en bote, junto con su amigo Louis Dega y otro prisionero llamado Maturette.
Pretenden huir a Honduras. Pero una tormenta lanza su bote hacia un área boscosa de la costa de Colombia.
Para su mala suerte, aterrizan en una playa donde un grupo de policías acababa de detener a un delincuente. Y pensando que los 3 hombres allí eran cómplices del bandido, la policía decide arrestarlos.
Papillon arroja un cuchillo a uno de los policías y luego intenta correr junto con Maturette hacia un bosque cercano (Louis no puede correr porque está herido). Pero la policía abre fuego contra ellos y hiere a Maturette, mientras que el bandido que arrestaron antes se aprovecha de la confusión y huye.
Encuentra a Papillon un poco más adelante en el bosque y le ofrece una sociedad para que ambos puedan ayudarse mutuamente en su escape. Pero la policía envía 2 cazadores indígenas tras ellos. Y después de que el otro tipo muere al caer en una trampa, los indios rodean a Papillon y lo golpean con jabalinas con algún tipo de líquido para dormir.
Eso lo hace perder el conocimiento y caer a un río por un costado.
Steve McQueen quiso actuar él mismo en esa escena. Y siempre dijo que fue una de las experiencias más conmovedoras de su vida.
Pero bueno: Papillon se despierta en un pueblo indígena, sin saber cómo llegó allí (por lógica, los cazadores indígenas desistieron de atraparlo, pensando que se ahogó al caer al río y, más tarde, algún indio de ese pueblo lo recogió).
Pasa algún tiempo viviendo tranquilamente entre los indios, que son recolectores de ostras y por lo tanto bien provistos de perlas.
Una mañana, cuando Papillon se despierta, ve que todos los indios han desaparecido misteriosamente del pueblo. Pero le dejaron una bolsa llena de perlas.
Tiempo después, habiendo logrado ya comprar ropa con las perlas que ganó, él toma un autobús en dirección a una ciudad. Pero en cierto momento, la policía detiene el autobús para pedir documentos a los pasajeros.
Al ver a una monja cerca pidiendo donaciones para su convento, él le entrega una perla, pidiéndole, a través de gestos, que lo lleve a un lugar seguro.
La monja lleva a Papillon a hablar con la madre superiora de su convento en Santa Marta. Y como ella no parece querer ayudar mucho, él le da las perlas que ganó, pidiéndole que se las devuelva cuando se vaya.
A la mañana siguiente, la madre superiora no solo no le devuelve las perlas, sino que también llama a la policía. Y él termina siendo arrestado y deportado a la Guayana Francesa.
Condenado a 5 años en régimen de aislamiento, Papillon termina su encarcelamiento con el aspecto de un anciano.
El ve a Maturette también siendo liberado de su confinamiento solitario al mismo tiempo. Pero ya está enfermo y demasiado debilitado. Y segundos antes de morirse, él dice que al menos ahora es libre.
Papillon ve que arrojan el cuerpo de Maturette a los tiburones. Y luego Papillon es enviado a la Isla del Diablo, que parece funcionar como una especie de asilo para los ya viejos y debilitados prisioneros. Y por eso mismo, los guardias allí ni siquiera prestan mucha atención a lo que hacen los prisioneros.
El encuentra a Louis, ya un poco esclerótico, viviendo en la isla.
Al principio, Louis piensa que Papillon es un fantasma y huye de él. Pero luego, terminan retomando su amistad.
Años antes, Louis esperaba que sus abogados lo rescataran, pero ahora lo ha olvidado. Y escapar de la prisión es una idea que ha abandonado para siempre.
Papillon, por el contrario, insiste en ello. Y tras llegar a un rincón de la isla donde ve un muro de piedra con una entrada circular, se da cuenta de que cuando las olas golpean allí, regresan hacia el mar abierto con la misma fuerza. Es decir, si alguien pone allí una barca, será empujada mar adentro por las mismas olas que chocan contra el muro de piedra.
Le muestra eso a Louis, pero este le explica que es imposible lanzar un bote desde lo alto de ese muro. Pero Papillon dice que no tiene la intención de lanzar un bote, sino una bolsa de tela llena de cocos secos. Y luego él también puede tirarse al agua, nadar hacia la bolsa y, sobre ella, remar con sus manos hasta llegar a la playa más cercana.
El lanza una bolsa de cocos en esas condiciones para ver qué pasa. Pero la bolsa se rompe.
Entonces, observando mejor el movimiento del agua, ve el momento exacto en el que tiene que tirar la bolsa. Y decide seguir adelante.
Louis, al principio, incluso está dispuesto a ir con él. Pero muestra que existe una posibilidad muy fuerte de que nada de eso funcione. Y Papillon responde que, llegados al punto actual, eso ya no hace ninguna diferencia.
Después de que preparan 2 bolsas de tela llenas de cocos secos y llegan al borde del muro, Louis comienza a revelar que no quiere ir. Pero Papillon interrumpe a su amigo y le dice que ni siquiera necesita continuar: ya sabía que se iba a rendir.
Louis todavía advierte a Papillon una vez más sobre el riesgo de morir y le pide que no se vaya. Pero el otro ya se ha decidido. Y entre ahogarse y quedarse ahí, prefiere ahogarse.
Los 2 amigos se abrazan por última vez y Papillon tira la bolsa de tela ahí abajo y luego él también salta. Y nadando hacia la bolsa, hace lo que pretendía.
Louis permanece en el borde del muro de piedra mirándolo por un rato más. Y luego regresa a su casa, decidido a quedarse allí por el resto de su vida.
En la escena en la que Papillon se aleja acostado sobre la bolsa de cocos flotando en el Mar, se puede ver a un buzo debajo de la bolsa y sosteniéndola (probablemente para mantener la bolsa al menos unos centímetros por encima de la superficie del agua).
Pero de todos modos: mientras se aleja, la voz de un narrador le dice a la audiencia que, esa vez, Papillon logró escapar. Y no solo vivió libre hasta el final de sus días como también vio el fin del uso de la Guayana Francesa como colonia penal.
Ahora vemos los créditos finales, al mismo tiempo que vemos imágenes de las ruinas que quedan de la prisión, siendo poco a poco devoradas por la selva.
Y la película termina.

Até Julho!