segunda-feira, 22 de abril de 2013

OS MOTIVOS PRA EU NÃO TER CELULAR


Oi!!!

Acho que não é novidade pra ninguém que celular (ou outros tipos de telefone móvel que as empresas produtoras não gostam que chamem de “celular”) se tornou quase um membro a mais do corpo das pessoas que vivem em centros urbanos e suburbanos do Brasil ou em cidades menores e menos urbanizadas do Brasil. E até mesmo de algumas pessoas que vivem em cidadezinhas de poucas centenas de habitantes e que nem aparecem na maioria dos mapas do Brasil.
Também não é difícil ver uma pessoa que tem 3 ou 4 celulares e usa cada um num dia da semana pra aproveitar as promoções que aparecem.

Bom, nesse ambiente de globalização de celulares, eu sou uma grande exceção, porque moro na Zona Sul do Rio e não tenho celular nenhum.
Posso enumerar 2 motivos básicos pra isso:

1º nunca precisei. Até porque, se eu precisar me comunicar com alguém por motivos pessoais ou profissionais, geralmente eu ligo pra pessoa do telefone da minha casa mesmo ou, se eu tiver na rua, vou a um orelhão e isso já resolve.

2º não quero dar a oportunidade de alguém ficar me apurrinhando com bobagens. Mas, como esse motivo é mais extenso, vamos dissertar...

Existem pessoas que, quando se enervam com alguma coisa, se irritam com alguma coisa ou se preocupam no geral com alguma coisa, têm aquela característica de precisar ficar falando horas seguidas pra conseguir se acalmar. Só se acalmam depois que já falaram muito.
E se uma dessas criaturas descobre o seu número de celular, é isso que você vai ter que aturar.
Eu compreendo que existam momentos em que a pessoa tá precisando conversar com alguém em quem ela confia. Mas ‘conversar’ significa ‘dizer ao outro o que você tem a dizer e, em troca, ouvir do outro o que ele tem a dizer’. ‘Conversar’ não significa ‘falar sozinho por 3 horas seguidas’.
E a coisa se agrava mais ainda se isso começa a acontecer SEMPRE, né?
Ora, se a criatura quer ficar falando sozinha por horas seguidas, ela que procure um psicólogo ou que procure um padre, né? ESSES é que têm a função de ficar calados ouvindo a outra pessoa falar pelo tempo que ela quiser.
Além disso, existem também pessoas que são sem noção o suficiente pra alugar o outro e empatar o outro com falação e achar que não tão fazendo nada de errado.
Isso eu acho que todo mundo que tem qualquer tipo de telefone (celular ou fixo) já encontrou, né? Mas que eu observo que acontece com mais frequência com celular, porque a criatura sabe que tem mais chance de achar você ligando pro seu celular do que pro seu fixo.
Mas enfim: é aquela pessoa que liga pra você nos momentos mais inoportunos e fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala...
Aí você responde umas 3, 4 ou 5 frases dizendo que não pode falar agora. Mas a criatura não se toca e responde alguma coisa mais ou menos assim:

“Eu sei. Mas deixa eu te contar só mais uma coisinha. Não vai demorar nem 1 minuto...”

E aí, continua falando, falando, falando, falando, falando, falando, falando, falando, falando, falando...
É bom lembrar que esse tipo de criatura tem falta de bom senso o suficiente pra ligar pra você de madrugada, pra ligar pra você quando ainda tá amanhecendo e às vezes você ainda tava dormindo...
E em 90% dessas ligações, ela liga pra você pra falar coisas inúteis, que não interessam em NADA a você.
Bom, são esses os meus motivos pra não ter celular.
Eu não digo que nunca vou ter celular de jeito nenhum. Pelo contrário: tô até vendo que vou precisar ter em breve. Mas olhando pra trás e vendo a totalidade de tempo em que já vivi sem celular, eu vejo também a quantidade de apurrinhações que já evitei!
Vou deixar esse texto só em Português porque ficaria complicado traduzir pra outras línguas.

Até!

domingo, 21 de abril de 2013

MITOLOGIA GREGA 4

O Príncipe Agamenon era filho do Rei Atreu e da Rainha Aerope. E tinha 1 irmão chamado Menelau e 1 irmã chamada Anaxíbia. Em outras palavras, eles eram a Família Real de Micenas.
Outra versão conta que o Atreu teve um filho no início da adolescência chamado Plistenes. E esse filho, no início da adolescência dele, se casou com a Aerope, pondo no Mundo o Agamenon e o Menelau.
Dono de uma saúde muito frágil, o Plistenes morreu logo depois do casamento. E o Atreu, pra amparar a nora viúva, se casou com ela e adotou os netos como filhos.
O Atreu tinha um irmão chamado Tiestes, que tinha sido exilado de Micenas por ele, pois pretendia pegar o trono (o Atreu só tinha chegado ao Trono de Micenas depois de vencer uma disputa com o Tiestes). E entre vários atos de ódio que os irmãos tinham praticado um contra o outro, o Atreu descobriu que o Tiestes tinha tido um caso com a Aerope, o que levou ele a mandar matar a esposa.
Poucos anos depois, uma estrangeira de aspecto desorientado, chamada Pelópia, chegou a Micenas. E o Atreu acolheu ela, acabando por ser afeiçoar e se casar com a jovem.
A Pelópia contou que tinha sido estuprada por um homem desconhecido num lugar deserto e escuro. E tendo ficado grávida, abandonou o bebê num campo logo depois que ele nasceu e saiu andando sem rumo até chagar a Micenas. Mas agora queria o garoto de volta.
O Atreu mandou que vasculhassem a região onde ela disse que tinha deixado o bebê e conseguiu encontra ele, levando pra Micenas e adotando ele como filho. E manteve o nome de Egisto, dado ao garoto pela família que tinha achado ele.
A Pelópia deu ao Egisto uma espada, que o estuprador tinha deixado cair na noite em que atacou e que ela recolheu, na esperança de identificar o estuprador um dia.
Cerca de 15 anos depois, o Atreu mandou que o Agamenon, o Menelau e o Egisto saíssem pelo Mundo em busca do Tiestes, prendessem ele e levassem pra Micenas, pra que o Atreu se livrasse de vez do incômodo irmão.
Quem encontrou o Tiestes foi o Egisto, que levou ele preso pra Micenas. Mas ao ver a espada que o garoto levava, o Tiestes perguntou onde ele tinha conseguido aquilo...
O Egisto contou o que sabia e depois chamou a mãe pra dar mais esclarecimentos... E o Tiestes e a Pelópia se reconheceram: eram pai e filha!
Mais do que isso, o Tiestes revelou que foi ele que tinha estuprado a Pelópia, pois, de acordo com um oráculo que ele tinha consultado, o destino do Atreu era ser assassinado por um sobrinho nascido de um estupro incestuoso. E se o Egisto nascesse nessas condições, ele poderia matar o Atreu no futuro.
Meio surtados com o que descobriram, a Pelópia se suicidou e o Egisto matou o Atreu, entregando o Trono de Micenas ao Tiestes.
Em função disso, o Agamenon e o Menelau foram exilados de Micenas e saíram vagando pela Grécia até chegar à cidade de Esparta, onde foram acolhidos pelo Rei Tíndaro, que logo desenvolveu uma relação de afetividade com os 2 príncipes.
Outra versão conta que o Agamenon e o Menelau ainda eram crianças quando o Atreu foi morto pelo Egisto. E uma das escravas do palácio, vendo que os 2 iam ser as próximas vítimas do Egisto, conseguiu mandar eles pra longe de Micenas pra ficarem sob a guarda de reis aliados do Atreu.
Nisso, eles acabaram chegando às mãos do Tíndaro, que levou eles pra Esparta e terminou de educar eles.
Uma das filhas do Tíndaro, chamada Helena, era dona de uma beleza fora do comum, ficando conhecida nas redondezas como “a mulher mais bela do Mundo”. E com essa fama, que foi se espalhando por terras cada vez mais distantes dali, a cada dia chegava a Esparta um rei ou príncipe diferente pedindo a mão da princesa ao Tíndaro.
Os próprios Agamenon e Menelau se candidataram, mesmo com o número de pretendentes ainda aumentando todo dia... A coisa só se estabilizou quando, além do Agamenon e do Menelau, outros 97 homens das mais variadas famílias reais já estavam instalados no Palácio Real de Esparta esperando uma resposta do rei.
Com medo daqueles 99 reis e príncipes começarem uma guerra entre si pra disputar a princesa, o Tíndaro aceitou uma sugestão do Rei Ulisses, que era um dos pretendentes: antes de ouvir uma resposta, todos os 99 pretendentes tinham que jurar respeitar a escolha que fosse feita e também ajudar o escolhido a manter o casamento.
Todos prestaram o juramento e o Tíndaro chamou a Helena, perguntando qual era a escolha dela. E ela escolheu o Menelau.
Ao mesmo tempo, começaram as demonstrações de arrogância e eventual violência que marcariam a vida do Agamenon, motivadas por uma antiga maldição lançada sobre a família dele pelo cocheiro Mírtilo...
Ele ficou sabendo que outra filha do Tíndaro, chamada Clitemnestra, tinha se casado com um filho do Tiestes, tendo um bebê dele. E pra se vingar do Tiestes, o Agamenon matou o marido e o filho recém-nascido da Clitemnestra e obrigou ela a se casar com ele como forma de insultar o marido morto.
Furiosos, os outros filhos do Tíndaro atacaram o Agamenon. Mas o Tíndaro, tentando, dentro do possível, não piorar a situação mais ainda, conseguiu conter a fúria dos filhos e reconheceu o casamento do Agamenon com a Clitemnestra. Mas, evidentemente, não conseguiu abrandar o ódio crescente que ela desenvolveria pelo marido pelo resto da vida...
Escoltado pelo exército do Tíndaro, o Agamenon marchou contra Micenas, expulsou o Tiestes e o Egisto de lá e assumiu o poder como Rei de Micenas, levando a Clitemnestra pra lá como rainha.
Embora a Grécia fosse dividida em cidades independentes umas das outras, cada uma com seu próprio rei, todos esses reis parecem ter passado a reconhecer o Agamenon como uma espécie de ‘rei maior’ acima de todos a partir do momento em que ele pegou o Trono de Micenas.
Algumas versões do mito também mencionam ele como Rei de Argos e Rei de Amiclas.
Apesar de ser lembrado como um rei guerreiro, lutar numa guerra só pra se engrandecer não parecia ser uma prioridade pro Agamenon, já que o herói Adrasto chegou mesmo a convidar ele pra participar da Guerra de Tebas e ele recusou, por achar que aquilo não daria em nada.
Do casamento que começou e seguiu mal com a Clitemnestra, o Agamenon teve 1 filho chamado Orestes e 3 filhas. Essas últimas se chamavam Crisótemis, Ifianassa e Laódice ou Crisótemis, Ifigênia e Electra, de acordo com diferentes versões do mito.
Outra versão conta que, entre todos esses filhos, a Ifigênia não era filha biológica do Agamenon nem da Clitemnestra, mas que ele nunca soube. É que, aparentemente durante um período de ausência do Agamenon enquanto a Clitemnestra estava grávida, ela abortou. E a Helena, que tinha sofrido um estupro, teve uma filha nascida desse ato. Mas, pra não revelar o ocorrido a ninguém, entregou a menina à Clitemnestra. Essa deu à bebê o nome de Ifigênia e, quando o Agamenon voltou, disse que aquela era a criança que tinha nascido.
Pouco depois disso, a Helena traiu o Menelau com o príncipe troiano Páris e fugiu pra Tróia junto com ele.
Obrigados por aquele antigo juramento a ajudar o Menelau a manter o casamento com a Helena, os ex 98 pretendentes, incluindo o Agamenon, tiveram que se juntar a ele pra tentar trazer a Helena de volta. E como eram todos reis e príncipes, cada um foi escoltado por um exército.
Reunidos todos eles, sob o comando do Agamenon como autoridade máxima e do Menelau como 2º no comando, embarcaram em seus navios de guerra e seguiram em frente. Mas, como nem sabiam direito onde ficava Tróia, foram parar numa terra da Ásia Menor achando que tinham chegado lá.
Vendo aquele exército armado desembarcar lá, os habitantes reagiram, resultando em algumas batalhas equivocadas. Mas, logo depois, os gregos entenderam o erro e fugiram dali, voltando aos seus navios.
Só que uma forte tempestade acabou jogando cada navio numa direção diferente e fazendo com que se perdessem de vista. E aí cada um decidiu voltar à sua cidade na Grécia até que todos conseguissem se reagrupar. E só conseguiram fazer isso 8 anos depois.
Nesse meio tempo, enquanto caçava numa floresta de Micenas, o Agamenon matou uma corça. E com a sua habitual arrogância, cometeu o erro de dizer:

“Nem Ártemis teria feito isso melhor do que eu!”

Ártemis, deusa da caça, que já não ia muito com a cara da família do Agamenon por causa de um insulto que o Atreu já tinha cometido contra ela, se enfureceu ao ouvir o rei falar isso (sem contar que a corça que ele matou era uma das preferidas dela). E começou a traçar planos pra castigar aquele mortal insolente...
Quando finalmente o Agamenon e o Menelau conseguiram recuperar o contato com os outros 97 ex pretendentes e seus respectivos exércitos, marcaram um encontro com eles no porto de Áulis, de onde embarcariam pra Tróia.
Enquanto passeava pela região esperando os aliados chegarem, o Agamenon viu um rapaz lindíssimo chamado Argeno tomando banho pelado num rio. E excitadíssimo com a bunda do rapaz, o rei tirou a roupa e foi correndo até ele, querendo encaixar naquela bunda.
Assustado ao ver o Agamenon se aproximando dele com aquele cacetão duro enorme, o Argeno saiu correndo. Mas horas depois, já sem forças e com o rei ainda correndo atrás dele, o rapaz se jogou no rio pra tentar fugir nadando. Só que já estava cansado demais pra isso e morreu afogado.
O Agamenon lamentou o fato e mandou fazer um funeral luxuosíssimo pra ele.
Bom, reunidos todos os participantes da guerra, na hora de embarcar, o Mar assumiu uma calma absoluta, sem nem vestígio de onda ou vento! E isso impedia qualquer embarcação de seguir em frente.
Os reis consultaram o profeta Calcas, que explicou que o fenômeno era causado pelo poder de Ártemis, furiosa com o Rei de Micenas.
Tentando acalmar a deusa, o Agamenon rezou falando sem pensar e prometeu a ela que sacrificaria a criatura mais linda nascida num determinado ano... Depois, fazendo as contas, viu que o ano ao qual ele tinha se referido era a data de nascimento da Ifigênia! E que ela foi considerada, na época, a criatura mais linda nascida naquele ano!
Feita a promessa, não se podia voltar atrás. Ou a fúria de Ártemis aumentaria de uma forma que os resultados seriam imprevisíveis! Assim, embora o rei a princípio se recusasse a matar a filha, foi pressionado por todos a fazer o que agora não podia mais ser mudado.
O Agamenon mandou uma mensagem pra Clitemnestra dizendo que ele tinha dado a Ifigênia em casamento ao maior dos guerreiros dele. Assim, a rainha tinha que levar a filha pra Áulis imediatamente.
Depois que chegou e foi informada da verdade, a princesa marchou pro altar de sacrifício. Mas todos que estavam presentes, arrasados com a situação, cobriram os olhos por uns poucos segundos... E foi ali que Ártemis teve a sua grande vingança: pegando uma corça que tinha capturado, a deusa transformou a corça em Ifigênia, teletransportou a verdadeira Ifigênia prum templo longe dali e colocou a corça transformada no lugar da verdadeira Ifigênia, deixando a situação seguir dali pra frente sem nunca revelar nada a ninguém.
A intenção da deusa com isso era fazer o Agamenon passar o resto da vida se culpando por uma tragédia que nunca aconteceu.
Feito o sacrifício, Ártemis declarou que perdoava o rei pelas blasfêmias cometidas e fez o Mar voltar ao normal. E assim eles seguiram pra Tróia. Mas ao testemunhar o que aconteceu com a ‘filha’, a Clitemnestra estremeceu de ódio contra o Agamenon, se decidindo agora a destruir ele por completo assim que pudesse...
Ainda preocupado em acalmar Ártemis, antes de partir de vez pra Tróia, o Agamenon mandou construir um templo pra ela no lugar onde o jovem Argeno se afogou.
Na viagem pra Tróia, o Agamenon teve algumas brigas com o Aquiles, que se revelaria o maior dos guerreiros gregos ao longo da guerra. E os 2 se estranhariam cada vez com mais intensidade dali pra frente...
Chegando finalmente a Tróia, os gregos viram que o rei, chamado Príamo, já não governava mais de fato. Quem fazia isso era o filho mais velho dele, o Príncipe Heitor, que também era um guerreiro terrível.
Ao longo dos primeiros anos de guerra, o Agamenon foi ouvindo todas as profecias que podia que mencionavam como derrotar Tróia. E foi cumprindo todas as exigências feitas por elas pra garantir a vitória dos gregos.
Também nesse meio tempo, o Rei Ulisses, que tinha velhas contas a ajustar com um dos guerreiros do Menelau, chamado Palamedes, aproveitou pra se vingar: ele entregou ao Agamenon uma carta falsa do Rei Príamo dirigida ao Palamedes, na qual esse último era mencionado como um espião dos troianos entre os gregos.
Furioso e sem nem constatar se a carta era verdadeira ou não, o Agamenon mandou os soldados dele apedrejarem o Palamedes até a morte.
Mensageiros de confiança fizeram isso chegar ao conhecimento do pai e do irmão do Palamedes, que decidiram vingar a morte do guerreiro.
E indo a Micenas sob o pretexto de visitar a Clitemnestra, eles disseram a ela que o Agamenon tinha outra esposa em vista, pretendendo se divorciar dela assim que voltasse e colocar outra mulher como Rainha de Micenas (na Grécia Antiga, o marido tinha o direito de manter o casamento ou se divorciar de acordo com a vontade dele; a esposa não tinha voz ativa no assunto).
Embora odiasse o Agamenon, a Clitemnestra não estava disposta a perder a posição de rainha. Assim, claro que isso também aumentou mais ainda a aversão dela contra o marido.
Sabendo dos sentimentos meganegativos da Rainha de Micenas contra rei, o Egisto viu ali a chance de se vingar do velho inimigo Agamenon. E voltando a Micenas, ele se ofereceu sexualmente a ela da forma mais escancarada possível.
No mesmo peso e na mesma medida, a Clitemnestra viu no Egisto a chance de destruir o Agamenon sem dificuldades. E ela pegou esse inimigo mortal do marido com o maior prazer, obrigando o povo a reconhecer o Egisto como novo Rei de Micenas!
Depois disso, os 2 começaram a traçar planos pra matar o Agamenon assim que ele voltasse de Tróia...
Já no 9º ano da guerra, o Agamenon e o Aquiles atacaram alguns povoados perto de Tróia. E nessas ocasiões, prenderam alguns habitantes pra usar como escravos. Entre os quais, o Agamenon ficou com uma jovem chamada Criseis e o Aquiles ficou com uma prima dela chamada Briseis.
O pai da Criseis, que era um sacerdote do deus Apolo, foi até o acampamento grego pedir ao Agamenon que devolvesse a filha a ele. Mas o rei se recusou e expulsou o velho de lá.
O sacerdote rezou a Apolo pedindo ajuda. E o deus, ouvindo a súplica, mandou uma epidemia de peste contra o acampamento grego que fez dezenas de vítimas.
Pressionado por todos, o Agamenon devolveu a Criseis ao pai, fazendo Apolo retirar a epidemia. Mas ordenou ao Aquiles que desse a Briseis a ele pra substituir a Criseis.
O Aquiles obedeceu. Mas, furioso com a situação, se afastou dos gregos e abandonou a guerra.
Sem seu principal guerreiro, os gregos sofreram várias derrotas e o próprio Agamenon, depois de matar alguns guerreiros troianos, foi gravemente ferido numa das lutas, acabando por ceder, vendo que não venceria sem o Aquiles lutando junto com ele. Mas, mesmo devolvendo a ele a Briseis e fazendo um pedido formal de perdão, o Agamenon não conseguiu fazer o Aquiles voltar tão facilmente.
Só quando o Heitor matou o guerreiro Pátroclo, amante do Aquiles, é que ele voltou com força total à guerra e matou o Heitor, agora incentivando os gregos a se empenharem cada vez mais na derrota definitiva de Tróia.
Um pouco antes da batalha final, o Agamenon e o Aquiles parecem ter se reconciliado definitivamente. E logo depois esse último foi morto pelo Páris com uma flechada no calcanhar.
No funeral do Aquiles, o Agamenon discursou reconhecendo a grandeza do herói.
Pela mesma época, o pai da Criseis decidiu que ela tinha que voltar pra junto do Agamenon (provavelmente pra ganhar a simpatia do rei e impedir que ele fizesse alguma coisa contra ele e a filha mais tarde). E se oferecendo ao Agamenon, a Criseis teve 1 filho e 1 filha com ele. Mas, aparentemente, o rei se desinteressou dela pouco depois, mandando ela de volta pra perto do pai junto com os filhos que ela teve com ele.
Outra versão diz que ele levou os filhos embora com ele quando voltou pra Micenas. Mas o navio dele foi atacado por piratas que raptaram a menina. E o menino morreu pouco depois.
Terminada a guerra, com a vitória dos gregos, os reis e príncipes sobreviventes começaram a voltar pra casa com seus respectivos guerreiros. Mas antes, dividiram entre si os troianos sobreviventes, que levaram com eles como escravos. E o Agamenon tomou como escrava uma das princesas sobreviventes da Família Real de Tróia, chamada Cassandra.
Enquanto os outros gregos iam embora, ele decidiu ficar mais um pouco por ali, pra fazer algumas oferendas à deusa Atena, agradecendo pela vitória.
Finalmente, quando o Agamenon já estava pra embarcar, o espírito do Aquiles apareceu pra ele e alertou sobre desgraças que aguardavam ele se voltasse pra Micenas, ou seja, que seria melhor que ele não voltasse e ficasse morando por ali mesmo pro resto da vida. Mas o Agamenon não deu importância aos avisos e decidiu seguir em frente.
O espírito também pediu que ele matasse a Princesa Polixena, uma das filhas do Rei Príamo.
O Agamenon obedeceu, embora o motivo do pedido dessa morte varie de acordo com as versões do mito. Mas a própria princesa se mostrou feliz em ser morta, pois, se sobrevivesse, seria dada como escrava aos gregos. E ela própria dizia que preferia a morte do que a escravidão.
Durante a viagem de volta pra Micenas, o Agamenon estuprou a Cassandra várias vezes, fazendo ela parir 2 gêmeos alguns meses depois.
Quando chegou ao Palácio Real de Micenas, o Agamenon encontrou o Egisto, com ares pacíficos, propondo ao rei uma reconciliação e explicando que tinha preparado uma festa pra ele... Cercado por seus guardas, o Agamenon aceitou e entrou com o Egisto no salão da festa. Mas não tinha ideia de que 20 guerreiros do Egisto estavam escondidos no salão. E que, no momento combinado, avançaram no Agamenon e nos guardas dele, matando a todos.
Outra versão conta que o Agamenon foi recebido no palácio pela Clitemnestra, que, se fazendo de feliz com a volta do marido, convenceu ele a ir tomar um banho pra relaxar. E depois do banho, quando ele se levantou da banheira, ela foi vestir ele com uma camisa, sem revelar que tinha costurado as mangas da camisa.
Assim, quando o Agamenon começou a se vestir e as mãos não encontraram por onde sair nas mangas, ele acabou se emaranhando na camisa, como esperava a Clitemnestra, permitindo que ela sacasse uma faca e matasse ele com 3 golpes.
Outra versão conta a mesma coisa, mudando só a arma e o local do crime: depois de ser recebido pela Clitemnestra, o Agamenon foi fazer um ritual de louvor aos deuses e, ao ficar de costas pra ela por alguns segundos, permitiu que ela sacasse uma machadinha e cravasse nas costas dele.
E a Cassandra e os bebês dela foram mortos pela Clitemnestra a golpes de machado.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

HÁ 530 ANOS 2 CRIANÇAS DESAPARECERAM E NUNCA MAIS FORAM VISTAS...


Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada no quadro Les Enfants d’Edouard, do Paul Delaroche, e na passagem da História na qual ela foi inspirada.
O quadro foi terminado em 1831 e se encontra atualmente no Museu do Louvre, na França. E mostra uma passagem de uma das maiores tragédias misturadas com mistérios da História da Inglaterra.
Começando do começo, o Rei Edward IV York, da Inglaterra, era casado com a Rainha consorte Elizabeth Woodville, com quem teve 3 filhos e 6 filhas.
Em 09 de Abril de 1483, o Edward IV morreu. E como exigiam a lei e a tradição, o filho homem mais velho dele se tornou o novo Rei da Inglaterra, assumindo o nome de Edward V... Até aí, nada demais, se não fosse o fato do novo rei ter apenas 12 anos de idade.
Conclusão: o irmão do pai dele, o Príncipe Richard York, assumiu o poder como regente, começando a governar o país em nome do sobrinho. Mas se engana quem pensa que ele era um tio preocupado... Poucos dias depois de assumir o poder, o Richard determinou que o jovem rei devia ser mandado pra Torre de Londres, onde, de acordo com o Richard, ele viveria mais protegido.
O Duque de York, na época com 9 anos, era o único outro filho homem do Edward IV que ainda estava vivo. E em Junho do mesmo ano, o Richard mandou ele pra Torre de Londres também, prendendo ele na mesma cela pra onde o irmão tinha sido mandado... E os 2 garotos nunca mais foram vistos depois disso!
É interessante lembrar 3 coisas: 1ª, eles ainda tinham 5 irmãs mulheres vivas; 2ª, o fato de uma mulher ocupar um trono era uma coisa tão rara na época que mal era discutida; 3ª, nenhuma dessas 5 princesas desapareceu misteriosamente... Coincidência?
Bom, depois de mandar as 2 crianças pra Torre de Londres, o Richard criou um documento de casamento falso afirmando que o Edward IV já era casado com outra mulher quando se casou com a Elizabeth, o que anulava o casamento oficial do Edward IV com a Elizabeth e dava aos filhos deles o título de “bastardos do rei”.
As leis e tradições da sucessão do Trono da Inglaterra proibiam (e proíbem até hoje) que uma pessoa ocupe esse trono se os pais dela nunca tiverem sido casados oficialmente. Então, o Edward V foi destituído da função de rei. E o Richard, como irmão do Edward IV, se declarou o legítimo herdeiro dele. Ou seja, ele se autonomeou o Rei Richard III, da Inglaterra.
Juntando as pistas, tudo leva a crer que o Richard III matou ou mandou matar os 2 únicos sobrinhos homens, pra deixar o Trono da Inglaterra sem herdeiros diretos e assim poder se declarar o novo rei sem dificuldades.
Embora tudo pareça provar isso, o fato nunca foi confirmado oficialmente. E o mistério sobre o sumiço dos garotos (nem os corpos nunca foram encontrados) permanece desde 1483 até hoje.
O quadro que é tema desse post foi inspirado na explicação mais seguida (de que o Richard III mandou prender os sobrinhos na Torre de Londres só pra depois sumir pra sempre com eles). E mostra exatamente os 2 garotos, sentados na cama da cela deles, aparentemente já tendo entendido qual vai ser o destino deles.
Um está rezando e o outro está lendo a Bíblia. E esse último parece estar prestando atenção em alguma coisa que está acontecendo ao lado.
À esquerda do quadro, um cachorrinho de orelhas levantadas demonstra que algum barulho fora do comum está acontecendo ali na hora. E muito provavelmente é nisso que o príncipe está prestando atenção.
Talvez eles estejam ouvindo os passos do assassino no corredor se aproximando da porta da cela. Ou mesmo o barulho da fechadura da porta se abrindo.

Today we’ll talk a little about Les Enfants d’Edouard, a painting by Paul Delaroche.
The painting was completed in 1831 and is currently at the Louvre Museum, in France. And it shows a moment of one of the most frightening tragedies/mysteries in the History of England.
Starting from the beginning: King Edward IV York of England and Queen-consort Elizabeth Woodville had 3 sons and 6 daughters.
On April 9, 1483, Edward IV died. And as demanded by law and tradition, his eldest son became the new King of England, taking the name of Edward V… So far, nothing unusual. Except because the new king was only 12 years old.
Conclusion: his father’s brother, Prince Richard York, took over as a ruler, becoming his nephew’s regent. And… Oh, no! He was not a loving uncle! A few days after starting to govern, Richard determined that the young king was to be sent to the Tower of London. According to the regent, the king would be better protected there.
The then 9-year-old Duke of York was the only other male child of Edward IV who was still alive. And in June of the same year, Richard sent him to the Tower of London as well, trapping him in the same cell where his brother had been sent to… And the 2 boys have never been seen again since then!

Es interesante recordar 3 cosas sobre Eduardo V de Inglaterra: primero, él tenía todavía 5 hermanas mujeres vivas cuando fue visto por la última vez; segundo, el hecho de que una mujer ocupando un trono era algo tan raro en su época que poco se hablaba de eso; tercero, ninguna de las 5 princesas desapareció misteriosamente, a diferencia de él y de su único hermano hombre vivo entonces... ¿Coincidencia?
Bueno, los 2 niños desaparecieron después de haber sido enviados a la Torre de Londres por su tío Ricardo. Y este creó un falso documento de matrimonio declarando que el padre de los chicos, Eduardo IV, ya estaba casado con otra mujer cuando se casó con su madre, Isabel. Y eso anulaba el matrimonio oficial de Eduardo IV con Isabel y daba a su hijos el título de “bastardos del rey”.
En aquella época (y todavía actualmente), las leyes y las tradiciones de sucesión al Trono de Inglaterra prohibían que una persona ocupase dicho trono si sus padres nunca hubiesen sido casados oficialmente. Así, Eduardo V fue depuesto. Y Ricardo, como hermano de Eduardo IV, se declaró su heredero legítimo. Es decir, se autoproclamó el Rey Ricardo III de Inglaterra.
Juntando a las pistas, todo nos hace creer que Ricardo III mató o mandó matar a sus 2 únicos sobrinos hombres, para el Trono de Inglaterra quedarse sin herederos directos, para que así él pudiese declararse el nuevo rey y sin dificultades.

Il dipinto Les Enfants d’Edouard ci mostra Edoardo V York d’Inghilterra insieme a suo fratello seduto nel letto della loro cella. Si vede che hanno già capito quale sarà il loro destino.
Uno sta a pregare e l’altro sta a leggere la Bibbia. E questo sembra prestare attenzione a qualcosa che sta succedendo prossimo.
Alla sinistra del quadro, un piccolo cane presta attenzione a qualche rumore diverso, dimostrando che qualcosa sta succedendo lì in quel momento. E il principe sta sicuramente a guardarla.
Forse stanno già ascoltando i passi dell’assassino nel corridoio a avvicinarsi alla porta della cella. O il rumore dell’apertura della porta.
La spiegazione più comune per la scomparsa di Edoardo V e suo fratello dice che Riccardo III York ha ordinato l’arresto dei suoi nipoti nella Torre di Londra per poi ucciderli (questo lo farebbe il nuovo re). Ma anche se tutto sembra dimostrarlo, il fatto non è mai stato confermato ufficialmente. E il mistero della scomparsa dei bambini rimane dal 1483 fino ad oggi.

Até!

terça-feira, 16 de abril de 2013

ELE CHEGOU AOS 60 DANÇANDO


Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada no ator, dançarino e coreógrafo brasileiro Carlinhos de Jesus.
Carlos Augusto de Jesus nasceu aqui no Rio, em 27 de Janeiro de 1953.
No início da juventude, ele trabalhou como visitador social (uma espécie de assistente social que tem a função de localizar as famílias de adolescentes infratores).
No tempo livre, o Carlos sempre ia dançar em festas e outros eventos sociais dos subúrbios do Rio. E foi devido a isso que, com 32 anos, ele decidiu passar a trabalhar com dança, ficando conhecido logo depois com o nome de Carlinhos de Jesus. Mas algumas vezes também apareceria como Carlinhos Jesus ou Carlos Jesus.
Em 1986, ele teve o 1º trabalho como ator: um pequeno personagem no filme A Ópera do Malandro.
Mas o Carlinhos nunca se dedicou muito à carreira de ator e só teve até hoje 8 trabalhos no cinema e televisão. Foram as carreiras de coreógrafo e dançarino que sempre vieram em 1º plano pra ele. E em ambas ele é reconhecido como um dos grandes nomes do Brasil.
Na festa de aniversário do ator Maurício Mattar em 2008, o Carlinhos chamou a atenção do público gay ao dar um delicioso selinho no aniversariante...
Muita gente queira tá no lugar do Carlinhos, né?rsrs
Por falar nisso, podem clicar aqui pra ver um post sobre o Maurício:


Bom, o Carlinhos acabou de completar 60 anos e, pra idade dele, ainda tá com tudo em cima, né?
Aliás, ele sempre foi magro.
O Carlinhos nunca foi aquele artista de vir a público pra ficar expondo fofocas sobre as intimidades dele. Assim, não são muitas as informações que a gente encontra sobre a vida pessoal dele. Mas se sabe que ele foi casado 2 vezes. Do 1º casamento nasceu o cantor Dudu de Jesus e do 2º nasceu a publicitária Tainah de Jesus.
O Dudu foi assassinado por motivos não muito claros em Novembro de 2011 (há a hipótese de que ele tava tendo um caso com a namorada de um bandido, mas nada ficou provado até agora). Mas os assassinos parecem ter sido presos recentemente.

Hoy vamos a hablar un poco sobre el actor, bailarín y coreógrafo brasileño Carlinhos de Jesus.
Carlos Augusto de Jesus nació en Rio de Janeiro, el 27 de Enero de 1953.
En la primera juventud, él trabajó como visitador social (una especie de asistente social que tiene la tarea de localizar a las familias de los delincuentes juveniles).
En su tiempo libre, Carlos siempre estaba bailando en fiestas y otros eventos sociales en los suburbios de Rio de Janeiro. Y fue por eso que, con 32 años, decidió empezar a trabajar con la danza, pasando a usar poco después el nombre artístico de Carlinhos de Jesus. Pero algunas veces su nombre también sería visto como Carlinhos Jesus o Carlos Jesus.

Il debutto di Carlinhos come attore è stato un personaggio minore in un film del 1986 intitolato A Ópera do Malandro.
Ma lui non si è mai dedicato così tanto alla sua carriera di attore. Ed è stato un attore di Cinema e TV solo per 8 volte fino ad oggi. Per lui, le sue carriere come coreografo e ballerino sono sempre venute prima. Ed è riconosciuto come uno dei grandi del Brasile.
Alla festa di compleanno dell’attore Maurício Mattar nel 2008, Carlinhos ha catturato l’attenzione del pubblico gay perché ha dato un bacio delizioso nel suo amico...
Molti gay volevano essere al posto di Carlinhos, vero?rsrs
Tra l’altro, è possibile fare clic sul link qui sopra per vedere un post su Maurício.

Well, Carlinhos has just completed 60 years. And as we can see above, for a man of that age he still has a nice body, doesn’t he?
By the way, he’s always been a thin guy.
Carlinhos has never been that kind of celebrity who comes to public in order to expose gossips about him. Then, we can find few pieces of information about his personal life. Anyway, we know he’s been married for 2 times. His 1st marriage produced a son named Dudu de Jesus (a singer) and the 2nd one produced a daughter named Tainah de Jesus (a publicist).
Dudu was murdered in November 2011 for reasons that remain unclear (there’s the possibility that he was having an affair with the girlfriend of a gangster, but nothing has been proved so far). But the killers seem to have been arrested a few days ago.

Até!