Oi!!!
Bem-vindos ao fim do 1º
semestre do ano!rs Só mais 30 dias pra começar o 2º semestre...
Bom, vou fazer a
pergunta desse mês diretamente porque depois tenho várias considerações a
fazer: você não acha um protesto inútil da comunidade GLBT dar “beijos gays”
dentro de igrejas?
Talvez o episódio desse
tipo que mais chamou a atenção da mídia no Brasil tenha sido um casal de
lésbicas que deu um beijo na boca durante um culto pentecostal (ou
neopentecostal, nem sei qual é o segmento em questão ao qual o dito culto
pertence) do Marco Feliciano.
Eu faria a seguinte
pergunta a esse casal de lésbicas: vocês querem lutar pelos nossos direitos ou
vocês querem simplesmente tomar atitudes que agridam os nossos inimigos?
Se a intenção de vocês
foi essa última, tudo bem. Vocês conseguiram. Mas não ajudaram em nada na luta
pelos nossos direitos.
Uma mensagem que eu
deixo a todas as pessoas que não são heterossexuais e estão lendo esse texto:
se você tem a intenção de lutar pelos nossos direitos, não faça isso dentro do
território dos inimigos, porque isso não vai produzir nenhum resultado prático.
Fazendo isso, você vai
apenas afrontar eles, irritar eles... Mas e daí? Em quê isso está diminuindo a
discriminação deles contra nós?
Um protesto muito mais
funcional do que isso é exatamente nós NÃO ENTRARMOS no território deles.
Talvez alguns estejam
pensando: “Nesse caso, será que nós também devemos evitar que eles entrem no
nosso território?”.
Eu respondo: é
exatamente o que EU faço.
Sei que algumas pessoas
que não são héteros e que estão lendo esse texto com certeza têm amigos
evangélicos que frequentam as suas casas e tal. E sei que, entre essas pessoas,
muitas vão dizer que nem todo evangélico tem miso-homia (ódio contra
homossexuais), que têm amigos evangélicos que não são miso-hômicos e tal... Mas
os evangélicos que não são miso-hômicos andam junto com os que são, né?
Então, se você anda
junto com evangélicos na sua vida pessoal e não vai deixar de andar, é um
direito seu. Não pense que eu vou tentar mudar a sua cabeça. Mas, nesse caso,
desconsidere o que eu vou dizer daqui pra frente.
SIM: evitar que
evangélicos entrem no nosso território pessoal é uma forma de resolver o
problema.
E agindo dessa forma,
você não está cometendo nenhum atentado contra os direitos civis de ninguém.
Juridicamente falando, você não é obrigado a sair com nenhum evangélico por
motivos pessoais, você não é obrigado a frequentar a casa de nenhum evangélico (nem
a trazer nenhum deles na sua casa), você não é obrigado a conversar com nenhum
evangélico sobre assuntos pessoais e você não é obrigado a ser amigo pessoal de
nenhum evangélico.
E você pode chegar pra
qualquer evangélico e falar explicitamente e com todas as letras:
“Eu não tenho nenhuma
obrigação jurídica de sair com você por razões pessoais.”
“Eu não tenho nenhuma
obrigação jurídica de ir à sua casa (nem de levar você na minha).”
“Eu não tenho nenhuma
obrigação jurídica de expor a minha privacidade pra você.”
“Eu não tenho nenhuma
obrigação jurídica de ser seu amigo.”
“Se você acredita na
Bíblia, é um direito todo seu. Que continue acreditando. Eu não tenho que me
meter nisso. Mas eu não tenho nenhuma obrigação jurídica de acreditar também.”
Veja de quantas
atitudes você dispõe pra lutar pelos nossos direitos, protestando contra tudo o
que os evangélicos dizem e fazem contra nós. Faça uso DESSES protestos.
Sem dúvida nenhuma, isso
vai produzir muito mais resultados práticos do que dar um “beijo gay” dentro de
uma igreja.

Um comentário:
Disse tudo.
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