Oi!!!
Bom, como a maioria de
vocês devem saber, a novela Babilônia,
exibida pela Globo, acabou de acabar.
Como foi uma das
novelas que registraram um índice de audiência mais baixo e algumas pessoas
atribuíram isso ao fato da novela abordar a homossexualidade, me achei no dever
de manifestar a minha opinião sobre o assunto.
Acho essa explicação um
tanto descabida. Principalmente porque várias outras novelas da Globo que já
abordaram a homossexualidade não registraram baixa audiência.
Basta ver o caso de Amor À Vida (2013), na qual o casal gay
Félix e Niko terminou sendo ovacionado pela maioria do público.
Bom, eu não vi Babilônia do início ao fim. Mas, pelas
chamadas que vi passando na televisão, pelo último bloco de cada capítulo que
muitas vezes eu via (esperando pra ver o programa que vinha depois) e pelas
críticas que li na Internet e nos jornais, o problema é que a novela
praticamente se limitou a mostrar as maldades recíprocas praticadas pelas
personagens da Gloria Pires e da Adriana Esteves. Assim, pelo menos o que me
pareceu, é que a história não decolou, não teve evolução em relação ao
desenvolvimento dos personagens e ficou perdendo muito tempo mostrando quase
exclusivamente a mesma coisa.
Pode ser que eu esteja
errado: como eu disse, não vi a novela toda. Mas me pareceu que não agradou
muito mais por causa disso.
Beijos gays e beijos
lésbicos? Sim. Aconteceram. Mas e daí? Outras novelas mostraram beijos gays e
beijos lésbicos antes. E a audiência não caiu por causa disso.
Então, minha gente,
acho que a baixa audiência da novela não teve nada a ver com a questão da
homossexualidade.
Agora, mudando de
assunto, Babilônia foi mal vista por muitos evangélicos pelo fato de mostrar
uma família evangélica preconceituosa e agressiva contra quem tivesse qualquer
comportamento diferente do que era seguido por ela.
Um dos membros da
família era um político evangélico desonesto, trapaceiro e hipócrita, filho de
uma evangélica grosseira, escandalosa e obstinada em julgar os homossexuais.
Bom, por acaso alguém
que está lendo esse texto nunca encontrou uma família evangélica com essas
características ou nunca viu um político evangélico com essas características?
Eu duvido que não. E digo isso com a maior convicção.
Então, por que muitos
evangélicos se sentiram ofendidos? Provavelmente porque muitos vestiram a
carapuça. Muitos se viram retratados ali.
Quanto aos políticos
evangélicos da vida real com essas características, nem preciso comentar, né? É
só prestar atenção no que acontece em Brasília, no governo de certos estados e
no governo de certos municípios e os fatos falam por si.
Quanto à velha
evangélica escandalosa e grosseira, é só dar uma volta aí pelos centros urbanos
do Brasil que também posso dizer que os fatos falam por si. Já vi várias vezes
esse tipo de mulher fazendo escândalo no meio da rua, no meio do mercado, no
metrô...
Principalmente aquelas
que usam aquele cabelo ressecado amarrado na nuca, aquelas blusas de gola
redonda abotoada até o pescoço, aquelas mangas chegando até a metade das mãos e
aquele saião arrastando no chão. E elas inclusive têm até uma aparência meio
suja e carregam aquela bíblia suada e com a capa descascando.
Se você chegar a ver
alguma assim se aproximando de você, sugiro que você saia de perto. Se você
deixar ela se aproximar, pode ter certeza de que vem apurrinhação e muito
provavelmente também vem um escândalo: a criatura vai começar a berrar frases
da Bíblia fora de ordem, vai dizer que você tem que ir à igreja dela (e é
sempre a igreja tal, que fica na rua tal, número tal), vai atacar você se você
responder qualquer coisa que não concorde com o que ela está falando e daí pra
baixo.
Então, se Babilônia teve algum mérito principal,
eu diria que foi retratar a realidade tanto dos políticos evangélicos quanto
dos populares evangélicos.
Quero lembrar que, com
esse texto, não estou dizendo pra ninguém deixar de ser evangélico: se você é
evangélico, gosta de ser e está feliz sendo, continue sendo. Não tenho nada com
isso. Só não queira convencer a mim (nem a nenhuma pessoa racional) a ser
também.
Até porque, como
mostrei nesse texto, já conheci pessoalmente e já vi com os meus próprios olhos
qual é a realidade em que você e os seus semelhantes vivem.
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