sábado, 29 de agosto de 2015

UMA PALAVRINHA SOBRE ‘BABILÔNIA’, OS HOMOSSEXUAIS E OS EVANGÉLICOS

Oi!!!

Bom, como a maioria de vocês devem saber, a novela Babilônia, exibida pela Globo, acabou de acabar.
Como foi uma das novelas que registraram um índice de audiência mais baixo e algumas pessoas atribuíram isso ao fato da novela abordar a homossexualidade, me achei no dever de manifestar a minha opinião sobre o assunto.
Acho essa explicação um tanto descabida. Principalmente porque várias outras novelas da Globo que já abordaram a homossexualidade não registraram baixa audiência.
Basta ver o caso de Amor À Vida (2013), na qual o casal gay Félix e Niko terminou sendo ovacionado pela maioria do público.
Bom, eu não vi Babilônia do início ao fim. Mas, pelas chamadas que vi passando na televisão, pelo último bloco de cada capítulo que muitas vezes eu via (esperando pra ver o programa que vinha depois) e pelas críticas que li na Internet e nos jornais, o problema é que a novela praticamente se limitou a mostrar as maldades recíprocas praticadas pelas personagens da Gloria Pires e da Adriana Esteves. Assim, pelo menos o que me pareceu, é que a história não decolou, não teve evolução em relação ao desenvolvimento dos personagens e ficou perdendo muito tempo mostrando quase exclusivamente a mesma coisa.
Pode ser que eu esteja errado: como eu disse, não vi a novela toda. Mas me pareceu que não agradou muito mais por causa disso.
Beijos gays e beijos lésbicos? Sim. Aconteceram. Mas e daí? Outras novelas mostraram beijos gays e beijos lésbicos antes. E a audiência não caiu por causa disso.
Então, minha gente, acho que a baixa audiência da novela não teve nada a ver com a questão da homossexualidade.
Agora, mudando de assunto, Babilônia foi mal vista por muitos evangélicos pelo fato de mostrar uma família evangélica preconceituosa e agressiva contra quem tivesse qualquer comportamento diferente do que era seguido por ela.
Um dos membros da família era um político evangélico desonesto, trapaceiro e hipócrita, filho de uma evangélica grosseira, escandalosa e obstinada em julgar os homossexuais.
Bom, por acaso alguém que está lendo esse texto nunca encontrou uma família evangélica com essas características ou nunca viu um político evangélico com essas características? Eu duvido que não. E digo isso com a maior convicção.
Então, por que muitos evangélicos se sentiram ofendidos? Provavelmente porque muitos vestiram a carapuça. Muitos se viram retratados ali.
Quanto aos políticos evangélicos da vida real com essas características, nem preciso comentar, né? É só prestar atenção no que acontece em Brasília, no governo de certos estados e no governo de certos municípios e os fatos falam por si.
Quanto à velha evangélica escandalosa e grosseira, é só dar uma volta aí pelos centros urbanos do Brasil que também posso dizer que os fatos falam por si. Já vi várias vezes esse tipo de mulher fazendo escândalo no meio da rua, no meio do mercado, no metrô...
Principalmente aquelas que usam aquele cabelo ressecado amarrado na nuca, aquelas blusas de gola redonda abotoada até o pescoço, aquelas mangas chegando até a metade das mãos e aquele saião arrastando no chão. E elas inclusive têm até uma aparência meio suja e carregam aquela bíblia suada e com a capa descascando.
Se você chegar a ver alguma assim se aproximando de você, sugiro que você saia de perto. Se você deixar ela se aproximar, pode ter certeza de que vem apurrinhação e muito provavelmente também vem um escândalo: a criatura vai começar a berrar frases da Bíblia fora de ordem, vai dizer que você tem que ir à igreja dela (e é sempre a igreja tal, que fica na rua tal, número tal), vai atacar você se você responder qualquer coisa que não concorde com o que ela está falando e daí pra baixo.
Então, se Babilônia teve algum mérito principal, eu diria que foi retratar a realidade tanto dos políticos evangélicos quanto dos populares evangélicos.
Quero lembrar que, com esse texto, não estou dizendo pra ninguém deixar de ser evangélico: se você é evangélico, gosta de ser e está feliz sendo, continue sendo. Não tenho nada com isso. Só não queira convencer a mim (nem a nenhuma pessoa racional) a ser também.

Até porque, como mostrei nesse texto, já conheci pessoalmente e já vi com os meus próprios olhos qual é a realidade em que você e os seus semelhantes vivem.

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