quinta-feira, 29 de março de 2018

EU NÃO SOU OBRIGADO A SER FEMINISTA NEM MACHISTA



Oi!!!

Fechando o mês, e aproveitando que esse mês foi comemorado o Dia Internacional da Mulher, eu decidi dar uma palavra sobre a questão do feminismo nos dias atuais.
No ano passado, também em Março, eu fiz um post sobre o assunto explicando que, pra assegurar a igualdade de direitos entre os homens e as mulheres, não é preciso ser feminista. Basta ser democrata.
Então, na nossa realidade de hoje (Brasil - 2018), o feminismo é desnecessário.
Se você não viu o post, dê uma clicada aqui:


Bom, acho que já ficou bem claro aí que ‘não ser feminista’ não significa ‘ser contra os direitos e deveres das mulheres’. Então, eu digo com bastante tranquilidade que eu não sou feminista. E também não sou machista, porque sou a favor da democracia (e a democracia assegura os direitos de todos).
Sim: eu não sou obrigado a ser feminista, assim como não sou obrigado a ser machista.
É claro que, se você disser isso a alguma militante, ela vai responder (ou gritar, provavelmente) alguma coisa mais ou menos assim:

“SE VOCÊ NÃO É FEMINISTA, VOCÊ É MACHISTA!!!”

Bom, a débil mental que diz isso está se igualando em gênero e número àqueles evangélicos fanáticos que gritam:

“SE VOCÊ NÃO É DA MINHA IGREJA, VOCÊ É DO DIABO!!!”

É a mesmíssima postura, né?
Chegue pra alguma ativista feminista e diga que não concorda com o que quer que seja que ela disse. Ou então, diga que não concorda com o que a líder do segmento feminista que ela segue disse.
Mesmo que você seja mulher, você vai ouvir alguma coisa mais ou menos assim:

“QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA ME QUESTIONAR???”

“QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA QUESTIONAR A SIMONE DE BEAUVOIR E A LOLA???”

Ah, sim: “Lola”, pra quem não sabe, é o Nick de uma líder feminista que tem por aí.
Só estou esclarecendo porque, fora do movimento feminista, ela é uma ilustre desconhecida. Mas, dentro do movimento, é uma das líderes que as ativistas defendem a unhas e dentes. Então, se você chegar pra alguma ativista e disser que não concorda com as ideias da Lola ou que simplesmente não conhece ela, o resultado vai ser isso que eu descrevi acima. Se é que não vai ser mais agressivo ainda.
Novamente: ela está se comportando igual àqueles evangélicos fanáticos que surtam quando você não concorda com o que os pastores deles falam.
Já sei que alguém vai dizer:

“Mas você é homossexual! Então, você TEM que ser feminista porque só o movimento feminista é que não ataca os homossexuais.”

Bom, em 1º lugar, eu não TENHO que fazer nada que eu não queira fazer. E não é alguma feminista fanática e descontrolada que vai decidir por mim o que eu TENHO que fazer.
E em 2º, no Brasil atual, só quem eu vejo atacando de frente e explicitamente os homossexuais são os evangélicos e os católicos conservadores. Outros grupos são, no mínimo, mais tranquilos com a gente. Podem até não receber a gente de braços abertos, mas não são tão agressivos quanto os evangélicos e os católicos conservadores.
Então, não são só as feministas que não atacam a gente.
Depois de poucos minutos de conversa com qualquer pessoa mais equilibrada que defende o feminismo atual, com alguns exemplos de extremismo que você vai dar, ela não vai mais ter como negar que muitas ativistas se manifestam de uma forma descontrolada. Aí vai dizer:

“Ah, eu sei que o movimento feminista não é perfeito... Eu sei que tem algumas feministas extremistas por aí... Mas o feminismo tem que ser mantido porque muitas mulheres são assassinadas no Brasil.”

A velha história do feminicídio. Ou seja, sempre que uma mulher morre assassinada, as feministas tentam fazer parecer que ela foi assassinada só porque era mulher.
Um exemplo recente disso foi o assassinato da Vereadora Marielle Franco, há poucos dias atrás.
Mesmo com as várias investigações que foram feitas sobre o assunto até agora, ainda não sabemos o motivo do crime. Mas isso não impediu que, no mesmo dia, as ativistas feministas já corressem pra função de advogadas e juízas do caso e dessem os veredictos delas:

“Mais uma mulher foi assassinada!!!”

Bom, eu acho muito pouco provável que ela tenha sido assassinada só por ser mulher. Nós temos centenas de mulheres exercendo a função de vereadoras no Brasil todo e eu não vi nenhuma dizendo que sofreu qualquer tentativa de assassinato só por ser mulher.
E outra coisa que nunca é dita pelas ativistas feministas: de cada 10 pessoas que morrem assassinadas todos os dias no Brasil, 9, em média, são homens.
Dos 134 policiais militares assassinados em 2017 no Rio (em 2018 a conta ainda não fechou), a única mulher entre eles era a soldado Franciene Soares Souza. Todos os outros 133 eram homens.
Curioso: a gente não vê nenhum grupo de homens machistas se juntando e dizendo:

“Eles foram assassinados só porque eles eram homens.”

É evidente que eu não estou dizendo que a quantidade de mulheres assassinadas seja baixa. Mas dá pra ver sem fazer muito esforço que uma quantidade muito maior de homens são assassinados do que de mulheres. Por que as ativistas feministas fazem de conta que é ao contrário?
Outra falácia é dizer que mulher sempre apanha mais do que homem.
Você, homem, que está lendo esse texto, vai me dizer que, ao longo da sua infância e adolescência, nunca apanhou de outros meninos ou de adultos que participaram da sua criação?
Já quando se trata de uma menina, se o pai dela briga com ela falando de uma forma mais rígida e ela começa a chorar, o pai já pega ela no colo e fala:

“Ah... Não, minha princesinha... Não chora... Papai não quis gritar com você...”

Mas é aquele problema: a matéria-prima do feminismo nos dias atuais é o vitimismo.

“Eu sou mulher... Ai! Cotadinha de mim por causa disso!!! Como eu sofro por causa disso!!!”

Ou então:

“Nenhum homem presta e os homens são sempre os culpados por tudo o que acontece de ruim na vida das mulheres.”

Acho pouco provável que você nunca tenha ouvido frases pelo menos parecidas com essas saindo da boca de alguma ativista feminista.
Bom, eu concordo em gênero e número com frases desse tipo quando são pronunciadas por mulheres que moram em países dominados por leis muçulmanas.
Aliás, as ativistas feministas brasileiras deviam dar uma volta lá pelos países muçulmanos, pra ver, aí sim, o que é uma mulher ser tratada como lixo e não ter direito a nada.
Pra encerrar, só vou lembrar mais uma coisinha: pelo que a gente sempre vê em relação ao feminismo, ele está muito associado à moda da época. Tem certos momentos da História em que entra na moda se declarar feminista.
Até as feministas mais extremistas são obrigadas a admitir que o feminismo se manifesta no que elas chamam de “ondas”: teve a época da 1ª onda do feminismo, a época da 2ª onda e agora é a época da 3ª onda.
E aí as celebridades da época aderem logo ao movimento, vão aos meios de comunicação pra se declarar feministas...
Só que uns 2 ou 3 anos depois, quando essa moda começa a passar, essas mesmas celebridades nem tocam mais no assunto quando aparecem em público.
Quem tem mais de 40 anos com certeza já viu esse filme outras vezes no passado.
É claro que não vamos esquecer as feministas extremistas: aquelas que atacam os homens e glorificam as mulheres durante os 365 dias de cada ano da vida delas, independente da época. Mas, quando a moda passa, você vê que ESSAS, na verdade, são minoria. O resto se dizia “feminista” pra ser bem vista na época.
Se alguém duvida, espere mais alguns poucos anos. Você vai ver a concretização disso que eu estou dizendo aqui.
Então, eu não sou feminista. Porque isso que chamam de “feminismo” hoje é simplesmente um poço sem fundo de extremismo, fanatismo, histeria, tentativas de imposição de opinião e principalmente vitimismo.
Sem falar nas várias contradições que a gente vê as militantes expressando.
Bom, fica aí algo pra pensar.

Até Abril!

2 comentários:

Anônimo disse...

O Milo Yiannopoulos, que é gay assumido, diz que o feminismo atual se resume a tratar homens como lixo e demonstrar alegria ao fazer isso.
Ele lembra que, embora o feminismo diga que quer a igualdade entre homens e mulheres, na verdade ele não tem mais nada a ver com igualdade entre os sexos. O que as feministas defendem é uma espécie de rancor e ódio contra os homens. Atacar homens, na verdade, é o que aparece mais nos discursos feministas.
Muitas pessoas que acreditam na igualdade entre os sexos não se declaram feministas por causa disso.

Leo Natura disse...

Não concordo com tudo o que ele fala. Mas, nesse ponto, sim.
Eu estou entre esses que defendem igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, mas não usam o título de ´´feministas``.