Oi!!!
Bem-vindos a Agosto!
E vamos à enquete do mês:
Quando um homem ou uma mulher que não se declara feminista chama uma feminista de “vadia” ou de “puta” as feministas reclamam. Mas por quê?
Eu faço essa pergunta esse mês porque as feministas adoram usar esses termos quando se referem a elas mesmas na marcha das vadias, por exemplo.
Outro exemplo: em Outubro de 2019, a deputada do PSOL Isa Penna, uma feminista extremista, fez um discurso na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo recitando um poema em que ela falou várias vezes seguidas a frase “Sou puta!” (sem mencionar outros palavrões que ela falou na mesma ocasião).
E continuou repetindo isso depois que foi advertida pelo presidente da casa pra moderar a linguagem dela.
Então, já que as próprias feministas gostam tanto de falar “Sou puta!” e “Sou vadia!”, por que elas se sentem ofendidas se alguém chama elas disso?
Não são elas mesmas que dizem que todo mundo tem que concordar com tudo o que elas falam? Não são elas mesmas que dizem que outro ponto de vista diferente do delas é desnecessário? Se alguém manifesta a mais vaga discordância da opinião delas, não são elas mesmas que dizem que isso é “mansplaining” e “mansterrupting”?
Então, qual é o problema em alguém apenas repetir o que elas falam e concordar que elas são putas e vadias?
Quanto às pessoas que se manifestaram contra o comportamento da “puta” Isa Penna (não sou eu que estou dizendo que ela é puta: estou apenas repetindo o que ela mesma falou em público), já sei que alguém vai dizer:
“Ah, mas isso é atentar contra a liberdade de expressão dela.”
Então, abrindo um parêntesis aqui na enquete pra falar sobre liberdade de expressão:
Em 1º lugar, ninguém impediu a dita deputada de forma prévia de falar nada, tanto que ela falou o que quis várias vezes seguidas. Então, só até aí, já está claro que não se pode falar em falta de liberdade de expressão nesse caso.
Mas o fato de você falar o que você quer não obriga as pessoas que estão ouvindo a gostar do que você está falando. E assim como você tem o direito de falar aquilo, as pessoas que estão ouvindo têm o direito de falar que não gostaram de ouvir aquilo e a autoridade que esteja presente ali naquele momento tem o direito de exigir que você modere a sua linguagem. Ou então, saia dali e vá falar o que você quer em outro lugar (ninguém impediu ela de fazer isso).
Então, cadê a falta de liberdade de expressão aí nesse caso???
Em 2º lugar, liberdade de expressão não é você sair por aí falando um monte de palavrão em qualquer lugar que você queira e na frente de qualquer pessoa que você queira (você até pode fazer isso, mas depois responda pelas consequências dos seus atos). Liberdade de expressão é você ter o direito de expressar a opinião que você quiser, SIM, mas tendo consciência de que o que você vai expressar não é uma lei que todas as pessoas que estão ouvindo são obrigadas a seguir. Aliás, elas não são obrigadas nem sequer a gostar da sua opinião. Imagine seguir!
Você pode viver no seguinte estilo de vida:
“Quero falar um monte de merda em público!”
OK. Desde que depois você arque com as consequências das merdas que você falou. Mas você não pode viver na base do:
“Quero falar um monte de merda em público e todo mundo tem a obrigação de achar o máximo todas as merdas que eu falei em público!”
Não. Não é assim que funciona. Mas é assim que as feministas pensam que funciona quando elas falam qualquer coisa, é claro.




Um comentário:
Pois é, cara.
Infelizmente o feminismo deixou de ser uma luta pelos direitos das mulheres e virou um bando de mulheres histéricas e barraqueiras falando um monte de baixarias e achando que todo mundo tem que concordar com as baixarias delas.
Essa marcha das vadias já resume tudo.
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