Oi!!!
Bem-vindos a Maio!
Bom, já que esse é
considerado o mês das mães, a enquete desse mês vai exatamente mencionar um
assunto relacionado a isso.
Como eu já mencionei em
posts anteriores, diferentes estatísticas mostram que, em 70% dos casos de violência
doméstica grave contra crianças, o agressor é a mãe.
Qual é a justificativa
que as próprias mães dão pra isso?
Bom, uma das que eu
mais escuto é mais ou menos assim:
“Isso estaria errado se
fosse outra pessoa que fizesse. Eu posso fazer porque eu sou mãe. Mãe pode
TUDO!!!”
Eu duvido que qualquer
pessoa que esteja lendo esse texto nunca tenha ouvido uma mulher falar alguma
coisa desse tipo. Talvez com meia dúzia de palavras diferentes do que eu
escrevi acima. Mas você com certeza já ouviu alguma mulher falar frases no
mínimo parecidas com essas pra dar a entender que a mãe é uma espécie de ser
acima do bem e do mal e ela pode transgredir qualquer princípio ético (ou até
mesmo jurídico) quando ela lida com o filho.
“Patada de galinha não
mata pinto.”
Você vai negar que já
ouviu isso por aí?
Não que eu ache errado
chamar esses poços sem fundo de arrogância de “galinhas”. Aliás, essas mulheres
merecem ser xingadas de coisas 50 vezes piores. Que me perdoem as galinhas
(aves)!
Mas eu fico pensando no
seguinte: já que a mulher se tem em tão alta conta, já que ela se vê como um
ser tão onipotente, já que ela acha que pode passar por cima da ética e da lei
com uma justificativa do tipo “Eu sou mãe, então eu posso.” e já que própria
mídia escancaradamente protege a mulher que se posiciona dessa forma, adianta a
gente fazer alguma coisa pela criança que é vítima de violência doméstica vinda
da mãe?
Eu digo a vocês que eu,
sinceramente, não faço nada quando vejo alguma situação desse tipo. Afinal, o
que eu posso fazer?
Se o próprio pai da
criança chega lá na hora a faz alguma coisa, a mulher olha pra ele e fala:
“Ah! Cala a boca! Você
tem filho, mas você não é mãe, então você não é nada! Imagina! Um homem
querendo ensinar a uma mãe como é que se cria um filho! Que absurdo!”
Já vi muito isso!
Então, se eu, que nem
sou pai, chegar lá e tentar me meter, vai adiantar alguma coisa? Óbvio que não.
Até as outras pessoas
que estiverem em volta na hora vão olhar pra mim e vão dizer alguma coisa mais
ou menos assim:
“Ah, coitada... Ela é
mãe, né? Mãe é mãe. Mãe nunca faz nada por mal! A gente tem que entender porque
ela é mãe!”
Então, sinceramente, eu
lavo as minhas mãos.
Se eu perceber que a
agressão está tomando um rumo mais sério e que vai dar em alguma merda nos
próximos minutos, eu simplesmente me levanto a saio de perto pra não servir de
testemunha.
Depois, se alguém
chamar a polícia, eu vou dizer: seu delegado, eu não estava aqui, não vi nada
do que aconteceu e nem conheço essa gente aí direito.
Não estou brincando,
não!
Nem perco meu tempo de
ligar pro Disque-Denúncia nem nada disso. Porque eu sei que não vai adiantar. O
que é que a polícia vai fazer? Vai tentar tirar esse filho dessa mãe? VAMOS
ACORDAR PRA REALIDADE, GENTE! Tirar filho de mãe no Brasil?
Pros tapados que nunca
perceberam, o Brasil é um dos países onde é mais inquestionável que a mãe fique
com a guarda do filho. Por mais desequilíbrios mentais que ela apresente, por
mais desvios de caráter que ela apresente, por menos condições financeiras que
ela tenha pra criar esse filho...
Então, mesmo que você
chame a polícia ao ver um caso desse tipo, a polícia vai fazer o quê? No máximo
vai registrar a ocorrência, mas aquela criança vai continuar com aquela mãe.
Eles não podem fazer nada pra tirar.
Podem acionar o Juizado
de Menores? Podem. Mas só vai ter lá um blá-blá-blá de algumas horas com algum
oficial de justiça e depois aquela mãe vai voltar pra casa com o filho e vai
continuar tudo na mesma.
Se fosse o pai batendo
na criança, aí tudo bem. Resolveriam na mesma hora. Mas como é a mãe, ela pode
espancar a criança o quanto ela quiser que não acontece NADA com ela e, em
maior ou menor grau, ainda vão dizer que ela está certa!
E é essa a sociedade
que as mulheres chamam de “machista”!
Então, não há o que
fazer nesse tipo de situação. Só mesmo se afastar e dizer que não viu nada e
não sabe de nada.
Agora vai a minha
pergunta desse mês: quando você vê uma situação desse tipo, você tenta
interferir?
2 comentários:
O que você diz é muito sério. Mas tenho que concordar que tem um fundo de verdade.
É o que as martas suplicys da vida defendem. Aquelas mesmas feministas que se fazem de amigas dos gays e soltam frases homofóbicas de vez em quando, mas todo mundo finge que não vê.
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