quinta-feira, 1 de maio de 2014

17ª ENQUETE

Oi!!!

Bem-vindos a Maio!
Bom, já que esse é considerado o mês das mães, a enquete desse mês vai exatamente mencionar um assunto relacionado a isso.
Como eu já mencionei em posts anteriores, diferentes estatísticas mostram que, em 70% dos casos de violência doméstica grave contra crianças, o agressor é a mãe.
Qual é a justificativa que as próprias mães dão pra isso?
Bom, uma das que eu mais escuto é mais ou menos assim:

“Isso estaria errado se fosse outra pessoa que fizesse. Eu posso fazer porque eu sou mãe. Mãe pode TUDO!!!”

Eu duvido que qualquer pessoa que esteja lendo esse texto nunca tenha ouvido uma mulher falar alguma coisa desse tipo. Talvez com meia dúzia de palavras diferentes do que eu escrevi acima. Mas você com certeza já ouviu alguma mulher falar frases no mínimo parecidas com essas pra dar a entender que a mãe é uma espécie de ser acima do bem e do mal e ela pode transgredir qualquer princípio ético (ou até mesmo jurídico) quando ela lida com o filho.

“Patada de galinha não mata pinto.”

Você vai negar que já ouviu isso por aí?
Não que eu ache errado chamar esses poços sem fundo de arrogância de “galinhas”. Aliás, essas mulheres merecem ser xingadas de coisas 50 vezes piores. Que me perdoem as galinhas (aves)!
Mas eu fico pensando no seguinte: já que a mulher se tem em tão alta conta, já que ela se vê como um ser tão onipotente, já que ela acha que pode passar por cima da ética e da lei com uma justificativa do tipo “Eu sou mãe, então eu posso.” e já que própria mídia escancaradamente protege a mulher que se posiciona dessa forma, adianta a gente fazer alguma coisa pela criança que é vítima de violência doméstica vinda da mãe?
Eu digo a vocês que eu, sinceramente, não faço nada quando vejo alguma situação desse tipo. Afinal, o que eu posso fazer?
Se o próprio pai da criança chega lá na hora a faz alguma coisa, a mulher olha pra ele e fala:

“Ah! Cala a boca! Você tem filho, mas você não é mãe, então você não é nada! Imagina! Um homem querendo ensinar a uma mãe como é que se cria um filho! Que absurdo!”

Já vi muito isso!
Então, se eu, que nem sou pai, chegar lá e tentar me meter, vai adiantar alguma coisa? Óbvio que não.
Até as outras pessoas que estiverem em volta na hora vão olhar pra mim e vão dizer alguma coisa mais ou menos assim:

“Ah, coitada... Ela é mãe, né? Mãe é mãe. Mãe nunca faz nada por mal! A gente tem que entender porque ela é mãe!”

Então, sinceramente, eu lavo as minhas mãos.
Se eu perceber que a agressão está tomando um rumo mais sério e que vai dar em alguma merda nos próximos minutos, eu simplesmente me levanto a saio de perto pra não servir de testemunha.
Depois, se alguém chamar a polícia, eu vou dizer: seu delegado, eu não estava aqui, não vi nada do que aconteceu e nem conheço essa gente aí direito.
Não estou brincando, não!
Nem perco meu tempo de ligar pro Disque-Denúncia nem nada disso. Porque eu sei que não vai adiantar. O que é que a polícia vai fazer? Vai tentar tirar esse filho dessa mãe? VAMOS ACORDAR PRA REALIDADE, GENTE! Tirar filho de mãe no Brasil?
Pros tapados que nunca perceberam, o Brasil é um dos países onde é mais inquestionável que a mãe fique com a guarda do filho. Por mais desequilíbrios mentais que ela apresente, por mais desvios de caráter que ela apresente, por menos condições financeiras que ela tenha pra criar esse filho...
Então, mesmo que você chame a polícia ao ver um caso desse tipo, a polícia vai fazer o quê? No máximo vai registrar a ocorrência, mas aquela criança vai continuar com aquela mãe. Eles não podem fazer nada pra tirar.
Podem acionar o Juizado de Menores? Podem. Mas só vai ter lá um blá-blá-blá de algumas horas com algum oficial de justiça e depois aquela mãe vai voltar pra casa com o filho e vai continuar tudo na mesma.
Se fosse o pai batendo na criança, aí tudo bem. Resolveriam na mesma hora. Mas como é a mãe, ela pode espancar a criança o quanto ela quiser que não acontece NADA com ela e, em maior ou menor grau, ainda vão dizer que ela está certa!
E é essa a sociedade que as mulheres chamam de “machista”!
Então, não há o que fazer nesse tipo de situação. Só mesmo se afastar e dizer que não viu nada e não sabe de nada.

Agora vai a minha pergunta desse mês: quando você vê uma situação desse tipo, você tenta interferir?

2 comentários:

Anônimo disse...

O que você diz é muito sério. Mas tenho que concordar que tem um fundo de verdade.

Anônimo disse...

É o que as martas suplicys da vida defendem. Aquelas mesmas feministas que se fazem de amigas dos gays e soltam frases homofóbicas de vez em quando, mas todo mundo finge que não vê.