segunda-feira, 25 de agosto de 2014

COMEMORANDO O DIA DO SOLDADO

E já que hoje, 25 de Agosto, é comemorado o Dia do Soldado, vamos lembrar aqui de um filme de temática gay sobre isso: Sargento Garcia.
O filme foi inspirado num conto do Caio Fernando de Abreu e adaptado pro cinema pelo Tutti Gregianin, que começou a projetar isso ainda no final dos anos 90.
O ator Gedson Castro, que interpretou o personagem Hermes, tinha ainda 17 anos quando o filme começou a ser produzido. E como ele tinha que aparecer numa cena de nu frontal e depois numa cena de sexo, tiveram que esperar até ele fazer 18 pra poder começar a gravar o filme.
E assim, Sargento Garcia foi lançado em Agosto do ano 2000.
O filme começa mostrando um garoto brincando com os amigos. E por outras cenas que vemos mais tarde (cenas assim aparecem ao longo do filme todo), ficamos sabendo que isso são lembranças de infância do personagem Hermes.
Logo depois, vemos um grupo de rapazes nus sendo avaliados por um sargento num quartel, nos anos 70.
Esse sargento comete aquelas costumeiras humilhações contra os soldados. Mas ele se prende mais a um rapaz chamado Hermes, que responde a ele com medo, mas tentando se controlar.
Enquanto responde as perguntas do sargento, o Hermes pensa na vida pessoal dele, querendo trabalhar como artista plástico e tendo essa ideia rejeitada pela família, se masturbando na cama de madrugada quando não consegue dormir, lamentando a total falta de amigos na vida dele...
Ao saber que o Hermes vai cursar Filosofia, o sargento visivelmente se surpreende. Mas tudo o que ele faz é dispensar o garoto do serviço militar, enquanto esfrega na cara dos outros rapazes que o Hermes não pertence ao mundo deles, mas tem um destino melhor esperando por ele.
Aparentemente alguns minutos depois, enquanto o Hermes volta pra casa, o sargento chega de carro e para ao lado dele, oferecendo uma carona.
Até ali, o sargento tinha exigido ser chamado pelo Hermes de “Meu Sargento”. Mas a partir dali, pede pra ser chamado de “Garcia”.
Ele deixa claro que admira pessoas mais cultas e eruditas, mas também explica que não entende nada de cultura e que sabe que o caminho que ele segue é outro.
Aí ele convida o Hermes pra ir a um certo lugar, enquanto começa a passar a mão no saco do garoto e fazer o garoto passar a mão no saco dele.
O Hermes pede um cigarro ao Garcia, demonstrando ter uma certa admiração pela forma como o sargento fuma sem se incomodar com a fumaça. Mas, na 1ª tragada, o garoto começa a tossir...
Uma cena de flashback mostra que ele não tem boas experiências com cigarro, já que, quando ele era mais novo, o pai dele obrigava ele a fumar pra ele “provar que era homem”.
De qualquer forma, ele topa ir com o Garcia pro tal lugar que ele sugeriu, que é simplesmente um motel pobre, administrado por um travesti.
Pelo papo do Garcia com o travesti, ele parece frequentar o lugar sempre, acompanhado por rapazes.
Bom, eles vão pro quarto e, em meio a muitos beijos, o Hermes dá a bunda pro Garcia.
Mas foge assustado logo depois que eles terminam de transar.
Ele chega no meio de uma praça, onde encontra estátuas de deuses do Helenismo. E chegando à conclusão de que a vida dele mudou dali pra frente, lembrando do Garcia fumando, ele declara:

“Amanhã sem falta eu começo a fumar.”

Bom, os problemas que o Hermes enfrenta são bem costumeiros de qualquer gay adolescente: o pai tentando forçar ele a “virar macho”, a família querendo impedir ele de trabalhar numa profissão que eles consideram “coisa de viado”, a dificuldade em encontrar amigos, a masturbação usada pra acalmar ao mesmo tempo o desejo sexual e a incerteza sobre o futuro, a vontade de ser mais forte, a satisfação misturada com espanto total quando acaba de ter a 1ª experiência sexual...
Já os problemas que o Garcia enfrenta são costumeiros do gay que teve que se embrutecer pra não ser pisado: ele sabe que existe uma erudição no Mundo que ele nunca alcançou e nunca vai conseguir alcançar porque ele enveredou por outro caminho e agora já chegou longe demais pra voltar atrás, ele admira essa cultura e as pessoas que se dedicam a ela, ele tem que manter uma imagem de autoritarismo em todas as situações menos quando tá se relacionando com algum parceiro sexual, ele tem uma vida sexual que tem que ser vivida 100% escondida...
Enfim, os 2 personagens são extremamente realistas, né? Eu aposto que muita gente com esses 2 tipos de experiência de vida já passou aqui pelo blog. Sem falar nos que a gente encontra pessoalmente por aí.
Mas o que chama a atenção no caso do Garcia é quantos homossexuais e bissexuais militares se encontram exatamente na mesma situação dele, né?
Outra curiosidade do filme é a libertação que o Hermes encontra ao ficar diante das imagens de deuses que não odeiam os homossexuais nem condenam os homossexuais, ao contrário do deus judaico-cristão.
Podemos entender que nessa cena ele se liberta da repressão do Cristianismo e aí vai viver as alegrias e tristezas da vida dele (lembrando que TODOS os estilos de vida que existem vêm com alegrias e tristezas incluídas: não há como fugir disso), e não o que a família dele escolheu pra ele viver contra a vontade dele.

Bom, até mais!

5 comentários:

ALESSANDRO SKYWALKER disse...

ainda não vi na íntegra, apenas as cenas picantes ...

Leo Natura disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leo Natura disse...

Eu também só vi o filme TODO há pouco tempo.
Aliás, ele tá todo no YouTube.

Anônimo disse...

um deve acontecer muito isso tem muito sargento q come os recrutas

Leo Natura disse...

Na verdade, a gente vê isso mais entre oficiais já de uma certa idade, que são casados com mulheres, têm filhos...
Eles mantêm relações com outros oficiais nas mesmas condições. E aí, teoricamente, ninguém desconfia de nada.
Já ouvi falar de vários casos.