Oi!!!
Hoje a gente vai dar uma olhada em outro personagem histórico gay: o sacerdote, fotógrafo, historiador e etnólogo francês Pierre Verger.
Já falei sobre ele uma vez no Gringo-lindo, mas aqui vai uma reedição:
Pierre Édouard Léopold Verger nasceu em Paris, em 04 de Novembro de 1902.
De família rica, ele passou uma juventude bem confortável e teve todos os namorados que quis. Mas sempre teve ideias igualitárias em relação às pessoas, se opondo às ideias preconceituosas e discriminatórias da sociedade em que vivia.
Em 1932, parece que um lado novo despertou no Pierre, ao descobrir a paixão pela fotografia. E com a morte da mãe (o único parente vivo que ele tinha), resolveu sair pelo Mundo, disposto a fazer da fotografia o prazer pessoal dele pra sempre. E de Dezembro de 1932 a Agosto de 1946, o Pierre viajou pelo planeta, negociando as fotografias dele com agências de turismo, centros de pesquisa e jornais. E quanto mais conhecia o Mundo, mais queria conhecer, pois mais coisas novas ele via pra conhecer.
Mas foi exatamente em 1946 que o Pierre chegou ao Brasil, mais especificamente a Salvador. E aí essa sede insaciável de andar pelo Mundo começou a mudar (pelo menos, um pouco): seduzido pelos homens, pela calma, pela hospitalidade e pela cultura do povo que encontrou, ele decidiu que seria aqui a nova pátria dele.
E estudando essa cultura tão sedutora, o Pierre ficou encantado e conseguiu uma bolsa pra estudar a Cultura Iorubá-Jeje na própria África Ocidental, em 1948. E depois de ir pra lá, ele se tornou sacerdote de Ifá, o orixá do futuro, sendo batizado com o nome de Pierre Fatumbi Verger, em 1953.
É bom lembrar que isso não faz dele nenhuma autoridade: no Candomblé, os sacerdotes e sacerdotisas não são ministros de Deus; eles são apenas zeladores das tradições da religião. Os ministros de Deus são as próprias divindades intermediárias, ou seja, os orixás.
E as pesquisas que o Pierre realizou a partir daí tão entre as mais importantes que já existiram pra História do Brasil... Podemos dizer, sem medo de exagerar, que o Pierre Verger foi pro Candomblé a mesma coisa que o Moisés foi pro Judaísmo.
E desde a 1ª vez que ele teve na África até 1988, ele fez várias viagens de lá pra cá e daqui pra lá, levando e trazendo as mais preciosas informações.
E foi mesmo em 1988 que o Pierre transformou a própria casa num centro cultural, criando a Fundação Pierre Verger (FPV), da qual era presidente, mantenedor e doador.
O livro mais conhecido dele talvez seja Orixás, Deuses Iorubás Na África e No Novo Mundo (1981).
Embora os amigos mais íntimos soubessem da homossexualidade dele, o Pierre só resolveu assumir mesmo já tendo chegado na velhice.
Ele morreu em Salvador, em 11 de Fevereiro de 1996, 3 meses depois de completar 93 anos.
Quem quiser mais informações sobre o Candomblé pode dar uma clicada nos links abaixo e ver posts sobre as divindades cultuadas nessa religião.
Oggi parleremo un po’ di un altro personaggio storico gay: il sacerdote, fotografo, storiografo ed etnologo francese Pierre Verger.
Pierre Édouard Léopold Verger è nato a Parigi, il 4 Novembre del 1902.
Nato ricco, lui ha avuto una gioventù molto confortevole ed ha avuto tutti gli amanti che voleva. Ma ha sempre avuto delle idee egualitarie sulle persone, opposte alle idee discriminatorie della società in cui viveva.
Nel 1932, Pierre ha scoperto la sua passione per la fotografia. E dopo la morte di sua madre (la sua unica parente viva), ha deciso di viaggiare per il Mondo, disposto a usare la fotografia come suo piacere personale per sempre. E dal Dicembre del 1932 all’Agosto del 1946, ha viaggiato in diversi paesi, negoziando le sue foto con agenzie di viaggio, centri di ricerca e giornali. E quanto più conosceva il Mondo, più voleva conoscerlo, perché vedeva delle altre cose nuove da conoscere.
En 1946, Pierre llegó a Brasil. Concretamente, llegó a la ciudad de Salvador. Y allí, él fue seducido por los hombres, por la calma, por la hospitalidad y por la cultura de las personas aquí encontradas por él. Y se decidió que, a contar de allí, su nuevo país sería aquí.
Y al estudiar más profundamente la cultura tan seductora que encontró, él se quedó encantado y consiguió una beca para estudiar la Cultura Iorubá-Jeje en la propia África Occidental, en 1948. Y luego después de llegar allí, él se convirtió en un sacerdote de Ifá, el dios del futuro, siendo después bautizado con el nombre religioso de Pierre Fatumbi Verger, en 1953.
Vamos a recordar que eso no convierte Pierre en una autoridad candomblecista: en el Candomblé, los sacerdotes y sacerdotisas no son ministros de Dios; ellos solamente son guardianes de las tradiciones religiosas. Lo que podemos llamar “ministros de Dios” en dicha religión son las propias deidades intermediarias (orichás, voduns y nkisis).
Pierre’s researches are among the most important ones that have already existed in the History of Brazil… We can affirm with no exaggeration that Pierre Verger was to Candomble the same that Moses was to Judaism.
From 1954 to 1988, he traveled several times from and to West Africa and Brazil, exchanging the most valuable pieces of information.
Also in 1988, Pierre founded his own cultural center in Brazil: Fundação Pierre Verger (FPV). The place where it worked was originally the house where he had lived.
His most famous book is probably Orixás, Deuses Iorubás Na África e No Novo Mundo (1981), about the West-African gods and goddesses’ worship in their homeland and also in the American Continent.
Although Pierre’s closest friends have always known about his homosexuality, he just decided to talk about it in public when he had already reached old age.
He died in Salvador, on February 11th, in 1996, 3 months after his 93rd birthday.
If you want more information about Candomble, you can click on the links above and see posts about the worshipped deities in this religion.
Até!

2 comentários:
Vi um comentario sobre a vida dele na tv a cabo um tempo atrás, era em francês com legenda. Grande heroi da civilização!
É verdade!
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