sexta-feira, 25 de maio de 2018

UMA VOLTA AOS CONTOS DE FADA SOMBRIOS



Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada no filme El Laberinto del Fauno, lançado no Brasil com o nome traduzido de O Labirinto do Fauno.
O filme foi escrito, dirigido e produzido pelo Guillermo del Toro.
El Laberinto del Fauno foi todo filmado na Espanha, mas uma parte foi produzida nos Estados Unidos e México. E o 1º país onde foi lançado foi a França, em Maio de 2006.
É interessante que, embora seja classificado como “terror” por alguns sites (e eu concordo que se trata de terror light), ele apenas retrata os contos de fada da forma como eram contados na Idade Média. Afinal, se você pensa que os contos de fada de séculos atrás eram aquelas estorinhas bonitinhas que aparecem nos desenhos da Disney, procure se informar mais.
Mas uma curiosidade: embora El Laberinto del Fauno tenha criaturas sobrenaturais e tenha cenas de violência fortes, quem comete os atos mais aterrorizantes não são as criaturas sobrenaturais, mas sim os vilões humanos do filme.
Foi o filme que ganhou mais prêmios em 2006.
El Laberinto del Fauno começa mostrando a situação da Espanha de meados do século XX...
Em 1944, com o fim da Guerra Civil Espanhola, os poucos grupos rebeldes que ainda existem vivem escondidos nas florestas e montanhas, usando suas últimas forças pra derrubar o Franquismo, a ditadura que se instalou.
É nesse cenário que vemos uma menina caída no chão e mortalmente ferida, se lembrando de alguma coisa...
Então, um narrador conta que, num mundo subterrâneo onde todos eram felizes, há séculos vivia uma princesa que queria muito conhecer o mundo dos humanos na superfície da Terra. E um dia, ela fugiu pra cá. Mas, não suportando as dificuldades do mundo que encontrou, ela morreu.
Desde então, o povo subterrâneo vive ansioso pra que a alma dela volte um dia, em outro corpo e outra época.
Finalmente, vemos uma viúva chamada Carmen, que acabou de se casar de novo com um capitão franquista chamado Vidal e tá viajando de carro por uma floresta pra encontrar o marido.
Ela tá grávida e tá indo junto com a filha do 1º casamento, chamada Ofelia, a mesma menina que vimos morrendo no início, que é fã de contos de fada.
A menina, é claro, odeia o mundo em que vive. E quando fica sozinha, ela enxerga coisas relacionadas a contos de fada.
Bom, o tal capitão vive num antigo moinho no meio da floresta que ele agora usa como base. E perto dali fica um misterioso labirinto, aparentemente construído na época do Império Romano, onde ninguém entra, com medo de se perder.
Quando elas chegam ao moinho, a única pessoa que dá atenção à Ofelia é a empregada Mercedes. A Carmen só passa o dia inteiro cheirando o rabo do marido. E ele não tá preocupado com nada a não ser com exterminar os últimos rebeldes que ainda existem e com o filho que vai nascer.
Aliás, quando o Vidal vê que a gravidez da Carmen é de alto risco, ele deixa claro pro médico que, se tiver que escolher entre salvar ela e salvar o bebê, que se salve o bebê.
Claro que o autoritarismo dele passa de todos os limites, chegando mesmo a matar qualquer pessoa que simplesmente fale na frente dele sem a autorização dele.
E ele não sabe, mas a Mercedes faz parte de um dos grupos de rebeldes que vivem na floresta. E assim, ela rouba comida pra eles e leva informações sempre que pode.
Bom, na 1ª madrugada depois de chegar ao moinho, a Ofelia acorda e vê que tem uma fada no quarto. E seguindo a criatura, ela é guiada até o labirinto lá fora.
No fundo do labirinto, ela encontra o Fauno...
...que explica que ela é a reencarnação daquela princesa que deixou o reino subterrâneo. E que dentro do labirinto existe uma passagem pra ela voltar pra lá. Mas, pra fazer com que a passagem se abra, ela tem que confirmar que não perdeu a essência de criatura encantada...
Antes da Lua-Cheia, a Ofelia vai ter que cumprir 3 provas, que só vão ser reveladas a ela no momento de serem cumpridas.
O Fauno dá a ela um livro com páginas em branco, mas que, nos momentos certos, vai mostrar a ela o que ela deve fazer.
No dia em que o Vidal vai dar um jantar pra alguns aliados dele, a Carmen faz a Ofelia usar um vestido novo. Mas o livro mostra a ela que ela deve entrar numa caverna lamacenta que fica embaixo de uma árvore seca na floresta.
Lá embaixo, vive um sapo monstruoso e enorme que não deixa a árvore crescer.
E ela tem que fazer ele engolir 3 pedras de âmbar, pois isso vai fazer ele morrer e deixar a árvore em paz.
A Ofelia faz isso. Mas quando o sapo morre, vomita uma espécie de chave, que ela pega.
Claro que ela não pode participar do jantar, porque saiu da caverna coberta de lama. Mas ela também não tá nem aí pra isso.
Depois disso, a Carmen sofre um princípio de aborto e tem que ficar acamada daqui pra frente.
O Fauno ensina um feitiço à Ofelia pra dar saúde à mãe dela, deixando uma mandrágora embaixo da cama dela. E ele manda ela executar a próxima prova...
A Ofelia deve ir a uma catacumba onde vive um monstro sem olhos. E ali ela vai encontrar uma mesa servida com um grande banquete e um prato com os olhos do monstro. Mas ela não pode comer nem beber nada ali, por mais que pareça apetitoso. E deve deixar apenas que as fadas guiem ela lá dentro.
O livro ensina que ela deve desenhar uma porta com giz numa parede, entrar por ali e deixar uma ampulheta do lado de fora. Mas, quando a areia da ampulheta terminar de cair, a porta vai se fechar.
A porta leva à tal catacumba, onde o monstro fica sentado à mesa dele, inconsciente.
E o teto do lugar é decorado com afrescos que mostram a criatura devorando crianças, ao mesmo tempo em que a Ofelia vê um monte de sapatos de crianças amontoados perto dali.
Perto da mesa fica um cofre. E a Ofelia pega a chave que ela conseguiu quando matou o sapo e abre o cofre, encontrando lá dentro um punhal encantado, que ela pega.
Mas, na hora de voltar, fascinada com a comida posta na mesa, ela come algumas uvas.
Isso acorda o monstro, que encaixa os olhos deles nas mãos...
...come as fadas que tavam acompanhando a Ofelia e depois tenta pegar ela. Mas ela consegue sair correndo, desenhar uma nova porta e fugir de volta pro quarto dela.
Embora o monstro pareça ser uma representação da forma como a Ofelia vê o Vidal (a própria mesa em que ele se senta é igual à mesa do Vidal), ele parece funcionar como uma nova versão da Bruxa de João e Maria: ele devora as crianças que chegam até ele e, pra atrair elas, deixa comida exposta no lugar onde ele mora.
Uma curiosidade: o monstro foi interpretado pelo ator Doug Jones, o mesmo que interpretou o Fauno.
Quando o Fauno descobre que a Ofelia quebrou as regras, ele abandona ela.
O Vidal descobre a mandrágora embaixo da cama da Carmen e começa a brigar com a Ofelia por ter posto aquilo ali. E isso acaba com a Carmen jogando a mandrágora numa lareira.
Logo depois, ela entra em trabalho de parto, mas morre quando tem o filho.
Ao mesmo tempo, o Vidal começa a desconfiar que a Mercedes tá conspirando contra ele. E ela decide fugir, levando a Ofelia junto. Mas elas são capturadas na floresta.
O Vidal tranca a Ofelia no quarto e leva a Mercedes pra ser torturada. Mas ela consegue se soltar e, depois de arrebentar ele com uma faca, consegue correr pra floresta e ser resgatada pelos amigos dela.
A partir daí, eles começam a tramar um ataque definitivo contra o moinho...
No quarto, a Ofelia vê o Fauno se reaproximar dela, dizendo que as autoridades subterrâneas decidiram dar uma nova chance a ela. E se ela cumprir a última prova sem questionar, pode voltar pro antigo reino dela.
O Fauno se limita a explicar que ela deve levar o irmão recém-nascido dela até o labirinto e encontrar ele lá. E ela aproveita pra pegar o bebê na hora em que os rebeldes tão atacando o moinho.
Mas o Vidal vê a Ofelia pegando o bebê e persegue ela entre as explosões do ataque.
Ele perde ela de vista por alguns instantes e ela consegue entrar no labirinto e encontrar o Fauno. E esse explica que eles têm que ferir o bebê com o punhal que ela pegou no cofre do monstro, pois isso vai fazer a passagem pro reino subterrâneo se abrir.
A Ofelia responde que, se for pra fazer isso, ela prefere renunciar ao reino subterrâneo e viver entre os humanos pra sempre.
Nesse instante, o Vidal entra no labirinto e vê a Ofelia com o bebê no colo. Mas ele não enxerga o Fauno, embora ele teja na frente dela.
O Vidal toma o bebê da Ofelia e dá um tiro nela. E aí ela cai agonizando, na cena que vimos no início do filme.
O Vidal sai do labirinto com o bebê no colo. Mas vê que os rebeldes tomaram o moinho, mataram os soldados dele e agora cercaram o labirinto. E vendo que não tem mais saída, ele entrega o bebê à Mercedes e pede pra ela dizer que o pai dele foi um herói e patati-patatá.
Mas ela responde que o bebê nem vai saber quem ele foi. E eles matam o franquista com um tiro na cara.
Depois disso, eles entram no labirinto e encontram a Ofelia terminando de morrer.
Mas a cena seguinte mostra ela chegando ao reino subterrâneo e encontrando os pais dela. E eles explicam que ela acabou de cumprir a última prova pra voltar pra lá: morrer defendendo um inocente.
A cena final mostra que as partes ressecadas da floresta voltaram a florir, enquanto o narrador explica que a princesa reinou feliz por muitos anos no seu antigo reino. Mas deixou pra trás marcas da passagem dela que só uns poucos conseguem perceber.
A cena em que o Vidal vê a Ofelia conversando com ‘nada’ no labirinto dá a entender que todas as coisas sobrenaturais que ela via eram fruto da imaginação dela, o que não é impossível, já que ela sempre tava sozinha quando essas situações aconteciam; mas vários objetos que ela ganhou do Fauno são vistos e tocados por outros personagens depois desses encontros, o que também deixa possível que tenha sido tudo verdade (quando a Ofelia é trancada no quarto pelo Vidal e depois consegue fugir dali sem explicação nenhuma, só podemos concluir que o Fauno ajudou).
É interessante lembrar que a música que alguns personagens ficam entoando em algumas cenas parece ter sido inspirada no tema musical de um filme de terror de 1972 chamado The Legend of  Boggy Creek.

Hoy vamos a hablar un poco sobre la película El Laberinto del Fauno.
Fue escrita, dirigida y producida por Guillermo del Toro.
El Laberinto del Fauno fue toda filmada en España, pero una parte fue producida en Estados Unidos y México.
Es interesante que, aunque sea clasificado como “horror” por algunos sitios, esta película sólo retrata los cuentos de hada de la forma que eran en la Edad Media. Si piensas que los cuentos de hada de siglos atrás eran igual a aquellas estoritas lindas que aparecen en los dibujos animados de Disney, procura informarte más.
Pero una curiosidad: aunque El Laberinto del Fauno tenga seres sobrenaturales y también tenga escenas de violencia fuertes, quien comete los actos más aterrorizantes no son los seres sobrenaturales, sino los villanos humanos de la película.
Fue la película que tuvo más premios en 2006.
El Laberinto del Fauno comienza mostrando la situación de España en mediados del siglo XX...
En 1944, con el fin de la Guerra Civil Española, los pocos grupos rebeldes que aún existen viven escondidos en los bosques y las montañas, usando sus últimas fuerzas para derribar el Franquismo, la dictadura que se ha instalado.
Es en ese escenario que vemos a una niña caída en el suelo y mortalmente herida, recordando algo...
Entonces, un narrador cuenta que, en un mundo subterráneo donde todos eran felices, hace siglos vivía una princesa que quería mucho conocer el mundo de los humanos en la superficie de la Tierra. Y un día, ella vino aquí. Pero, no soportando las dificultades del mundo que encontró, se murió.
Desde entonces, la gente subterránea vive ansiosa por que su alma vuelva un día, en otro cuerpo y otra época.
Finalmente, vemos a una viuda llamada Carmen, que acabó de casarse de nuevo con un capitán franquista llamado Vidal. Y ella está viajando en coche por un bosque para encontrar al marido.
Ella está embarazada y está viajando junto a su hija de la primera boda, llamada Ofelia, la misma niña que vimos muriéndose antes.
La niña, por supuesto, odia el mundo en que vive. Y cuando se queda sola, ve cosas relacionadas con cuentos de hada.
Bueno, dicho capitán vive en un antiguo molino en medio del bosque y que ahora usa como su base. Y cerca de allí hay un misterioso laberinto, aparentemente construido en la época del Imperio Romano, donde nadie entra, con miedo de perderse.
Cuando llegan al molino, la única persona que da atención a Ofelia es la criada Mercedes. Carmen pasa el día entero sólo endiosando a su marido. Y él no está preocupado por nada sino con exterminar a los últimos rebeldes que aún existen y con su hijo que va a nacer.
Por otra parte, cuando Vidal percibe que el embarazo de Carmen es de alto riesgo, deja claro al médico que si es necesario elegir entre salvarla o salvar al bebé, que se salve al bebé.
Claro que su autoritarismo pasa de todos los límites. El llega hasta mismo a matar a cualquier persona que simplemente hable delante de él sin su autorización.
Y él no lo sabe, pero Mercedes forma parte de uno de los grupos de rebeldes que viven en el bosque. Y así, ella roba comida para ellos y les lleva informaciones siempre que puede.
Bueno, en la primera madrugada después de llegar al molino, Ofelia se despierta y ve que hay un hada en la habitación. Y siguiendo a la criatura, ella es guiada hasta el laberinto allá afuera, donde sus aventuras van a empezar...

In El Laberinto del Fauno (2006), conosciuto in Italia come Il Labirinto del Fauno, Ofelia è la figlia della vedova Carmen, che ha sposato un capitano franchista di nome Vidal.
Una notte, lei scende in fondo a un labirinto, dove incontra il Fauno. E lui spiega che lei è la reincarnazione di una principessa proveniente da un regno sotterraneo. E che dentro il labirinto c’è un passaggio per lei per andare lì. Ma prima deve confermare che ha l’essenza di una creatura incantata...
Prima della Luna Piena, Ofelia dovrà completare 3 test. E questi test le saranno rivelati solo al momento.
Il Fauno le dà un libro con pagine bianche che, al momento giusto, le mostrerà cosa deve fare.
Il giorno in cui Vidal invita alcuni dei suoi alleati per una cena, Carmen dà a Ofelia un vestito nuovo. Ma il libro le mostra che deve entrare in una caverna fangosa sotto un albero secco nella foresta.
Laggiù, c’è un’enorme e mostruosa rana, che non lascia crescere l’albero. E lei deve farle inghiottire 3 pietre d’ambra, perché ciò la farà morire e lasciare l’albero in pace.
Ofelia lo fa. Ma quando la rana muore, vomita una specie di chiave, che lei prende.
Certo che Ofelia non può andare a cena perché è uscita completamente sporca dalla grotta. Ma lei non è preoccupata per questo.
Dopo di ciò, Carmen ha quasi subito un aborto e deve restare a letto d’ora in poi.
Il Fauno insegna a Ofelia un incantesimo per dare salute a sua madre, lasciando una mandragola sotto il suo letto. E annuncia che è ora di fare il nuovo test...
Ofelia deve andare in una catacomba dove vive un mostro senza occhi. E lì, troverà una tavola servita con un grande banchetto e un piatto con gli occhi del mostro. Ma lei non può mangiare o bere niente lì. E deve lasciare che le fate la guidino mentre lei sia lì dentro.
Il libro insegna che lei deve disegnare una porta su un muro, entrarci e lasciare una clessidra all’esterno. Ma quando la sabbia della clessidra sia caduta, la porta si chiuderà.
La porta conduce a quella catacomba, dove il mostro è seduto alla sua tavola, incosciente. E il soffitto è decorato con affreschi che mostrano la creatura divorando dei bambini. Allo stesso tempo, Ofelia vede un sacco di scarpe per bambini rannicchiate nelle vicinanze.
Vicino al tavolo c'è una cassaforte. E Ofelia prende la chiave che ha preso quando ha ucciso la rana e apre la cassaforte, trovando lì un pugnale incantato.
Dopo questo, affascinata dal cibo servito sulla tavola, lei mangia delle uve.
Questo sveglia il mostro, che divora le fate che accompagnavano Ofelia. E poi cerca di fare lo stesso con lei. Ma lei può scappare, disegnando una nuova porta e fuggendo alla sua camera da letto.
Anche se il mostro sembra essere una rappresentazione di come Ofelia vede Vidal, sembra funzionare come una nuova versione della Strega di Giovanni e Maria: divora i bambini che vengono a lui e, per attirarli, lascia il cibo esposto nel posto dove vive
Una curiosità: il mostro è stato interpretato da Doug Jones, lo stesso attore che ha interpretato il Fauno.
Quando il Fauno scopre che Ofelia ha infranto le regole, lui l’abbandona.
Vidal scopre la mandragora sotto il letto di Carmen e inizia a combattere con Ofelia perché l’ha messa lì. E la discussione si conclude con Carmen lanciando la mandragola in un camino.
Poco dopo, lei va in travaglio, ma muore quando dà alla luce il bimbo.

In El Laberinto del Fauno (2006), known in English as Pan’s Labyrinth, Vidal is a francoist captain who lives at a base in a forest with his stepdaughter Ofelia.
The housekeeper Mercedes is a spy for a conspiracy against Vidal. And Ofelia believes that she’s a princess of an underground kingdom.
Vidal begins to distrust Mercedes. And she decides to run away, taking Ofelia with her. But they’re caught in the forest.
Vidal locks Ofelia in the bedroom and takes Mercedes to be tortured. But she’s able to break free, and after she has blasted him with a knife, she can run into the forest where she’s rescued by her friends.
From then, they begin to plot a definite attack against Vidal…
In Ofelia’s bedroom, the Faun tells her if she can pass a test without question, she can go back to her old kingdom.
The Faun merely says she must take her newborn brother to the labyrinth and meet him there. And she takes the baby by the time the rebels are attacking the base.
But Vidal sees Ofelia picking up the baby and he chases her among the explosions of the attack.
He loses her sight for a moment. And she gets into the labyrinth and meets the Faun. And he explains they have to hurt the baby with a dagger, because it will make the passage to the subterranean kingdom open.
Ofelia replies that, if she has to do this, she prefers to renounce her kingdom and live among humans forever.
At that moment, Vidal enters the labyrinth and he sees Ofelia with the baby in her arms. But he doesn’t see the Faun, even though he’s in front of her.
Vidal takes the baby from Ofelia and shoots her. And so, she falls agonizing.
Vidal leaves the labyrinth with the baby in his arms. But he sees the rebels took the base, killed his soldiers and now surrounded the labyrinth. And understanding there’s no way out, he gives the baby to Mercedes and asks her to say that his father was a hero and other uselessness of a failed soldier.
But she replies the baby won’t even know who he was. And they kill the son of a whore with a shot in his face.
After that, they enter the labyrinth and find Ofelia finishing dying.
But the next scene shows her at the underworld and meeting her parents. And they explain she just completed the test to go there: she died defending an innocent.
The final scene shows that the parched parts of the forest have re-flowered, while the narrator explains that the princess reigned happily for many years in her kingdom. But she left behind marks of her passage that only a few can see.
The scene in which Vidal sees Ofelia talking to “nothing” in the labyrinth implies that all the supernatural things she saw were just fruit of her imagination. And it’s not impossible, because she was always alone when these situations happened. But several objects she won from the Faun are seen and touched by other characters after these encounters. And this also makes it possible that everything has been true (when Ofelia is locked in her bedroom by Vidal and then she can escape without any explanation, we can only conclude that the Faun helped her).
It’s interesting to remember that the lullaby some characters sing in some scenes seems to have been inspired by the musical theme of a 1972 horror film called The Legend of Boggy Creek.

Até!

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