sábado, 30 de março de 2013

MITOLOGIA GREGA 3

O Príncipe Atreu era filho do Rei Pélopes e da Rainha Hipodâmia.
A quantidade de irmãos que ele tinha varia de acordo com as versões do mito, mas o mais famoso era o Tiestes. E junto com eles, o Atreu formava a Família Real de Pisa.
Devido a um ato de ingratidão cometido pelo Pélopes contra o cocheiro Mírtilo, esse lançou uma maldição contra todos os descendentes do rei. E logo essa maldição começaria a fazer vítimas: entre todos os descendentes do Pélopes, alguns sofreriam grandes violências físicas (e eventualmente morreriam em consequência delas); outros não seriam atingidos fisicamente, mas padeceriam ao testemunhar a desgraça dos seus pais, filhos ou irmãos.
Um dia, chegou ao palácio um adolescente chamado Crisipo, afirmando ter nascido de uma transa sem compromisso que o Pélopes tinha tido com uma ninfa no passado.
O rei acolheu esse filho no Palácio Real de Pisa, o que provocou a fúria da Hipodâmia. E pra se livrar do Crisipo, ela chamou o Atreu e o Tiestes e mandou eles matarem o irmão.
Como os garotos se recusaram, a própria Hipodâmia pegou uma espada e feriu mortalmente o Crisipo. Mas o Pélopes ainda teve tempo de encontrar o filho caído no chão com vida. E assim, ele contou o que tinha se passado ao pai, que exilou a Hipodâmia de Pisa.
Outra versão conta que o Atreu e o Tiestes acataram a ordem da mãe e mataram o Crisipo. E quando o Pélopes soube, matou a Hipodâmia e exilou os 2 filhos de Pisa.
De qualquer forma, o Crisipo foi a 1ª vítima da maldição do Mírtilo.
Depois de vagar mendigando pelas estradas da Grécia, os 2 adolescentes chegaram à cidade de Micenas, onde foram acolhidos pelo Rei Estênelo, marido de uma das irmãs deles.
Em Micenas, o Atreu conheceu a Princesa Aerope, filha do Rei de Creta, que tinha sido exilada de lá pelo pai... Acontece que a Aerope era uma menina sapeca que adorava brincar com os cacetes dos escravos do pai. E quando o rei descobriu, irritado, expulsou a filha de Creta.
O Atreu se casou com a Aerope. Mas, desde o início, ela começou a olhar com um certo interesse pro cunhado Tiestes. E não demorou a ir ver qual era o gosto do cacete dele.
De qualquer forma, a Aerope teve com o Atreu 2 filhos, chamados Agamenon e Menelau, e 1 filha, chamada Anaxíbia.
Outra versão conta que, no início da adolescência, o Atreu teve um filho com uma mulher de nome não mencionado. E garoto, de saúde frágil, foi chamado de Plistenes.
Igualmente no início da adolescência, o Plistenes se casou com a Aerope, tendo com ela o Agamenon e o Menelau. Mas, com seus problemas de saúde, ele morreu poucos anos depois do casamento. E o Atreu se casou com a Aerope pra amparar ela, adotando os 2 netos como filhos.
Como seja, além da Aerope, o Tiestes tinha como amante uma ninfa, com quem ele teve 3 filhos e 1 filha mais velha. E essa filha, chamada Pelópia, foi mandada logo depois pra cidade de Sicione por motivos desconhecidos, não chegando a ter contato com o tio nem com os primos.
Pouco depois da chegada dos príncipes a Micenas, o Rei Estênelo morreu, sendo sucedido no trono pelo filho Euristeu, que conquistou a cidade de Midéia, mandando pra lá os 2 príncipes pra governarem a cidade em nome dele.
Parece que, na época, o Atreu começou uma criação de carneiros. E prometeu à deusa Ártemis que sacrificaria a ela o carneiro mais bonito que encontrasse ali, achando, logo depois, um carneiro com pelo de ouro entre os demais do rebanho.
Ele sacrificou o carneiro a Ártemis, como tinha prometido. Mas, dominado pela ambição, guardou pra ele a pele de ouro, em vez de depositar no altar da deusa, como deveria ser.
A partir dali, o Atreu já começou a ganhar uma certa antipatia por parte dos deuses...
Sabendo do que tinha acontecido, a Aerope roubou a pele de ouro do lugar onde o marido tinha deixado e deu de presente ao amante Tiestes.
Quando o Euristeu morreu, não deixando herdeiros pro trono, os sacerdotes celebraram uma série de rituais pra saber quem deveria ser o novo Rei de Micenas... Os deuses responderam com sinais que desejavam que um estrangeiro, filho do Pélopes, governasse Micenas. Mas os sacerdotes não conseguiam ler nos sinais QUEM seria esse homem. E assim, comunicaram ao Atreu e ao Tiestes que os 2 deveriam disputar o trono. Até lá, a cidade seria governada por uma assembleia de moradores.
Sem perda de tempo, o Tiestes propôs à assembleia que reconhecesse como rei aquele que mostrasse ao povo a pele de um animal de ouro. E o Atreu, ouvindo isso e pensando que ainda tinha a pele guardada, aceitou imediatamente a proposta, achando que seria declarado rei facilmente assim.
Então, Zeus, que desejava ver o Atreu como rei, se manifestou, impondo que os habitantes de Micenas esquecessem a história da pele e se curvassem diante do Tiestes se o Sol seguisse seu rumo normal, mas que reconhecessem o Atreu como rei se o Sol voltasse pro nascente.
Espantados, todos olharam pro Céu pra ver o que aconteceria a seguir... E pelo poder de Zeus, o Sol voltou pro nascente.
Apesar de ser aclamado Rei de Micenas sob o reconhecimento do próprio Zeus, o Atreu decidiu exilar o Tiestes e os filhos dele de Micenas, com medo de, por algum motivo, perder o trono pra eles.
Algum tempo depois, sabendo das trepadas da Aerope com o Tiestes, o Atreu mandou jogar ela no Mar e matou ela afogada. E começou a desenvolver um ódio contra o Tiestes que nunca mais se aquietou!
Depois disso, o 1º e mais perverso ato do rei contra o irmão foi um plano macabro...
Fingindo querer se reconciliar com o irmão, o Atreu convidou ele pra ir a Micenas, dizendo que estava preparando um banquete em homenagem a ele. Mas pediu que o Tiestes mandasse primeiro os 3 filhos dele irem a Micenas. E sem suspeitar de nada fora do comum, ele aceitou.
Quando os 3 garotos chegaram ao Palácio de Micenas, o Atreu sacou a espada e foi pra cima deles. As crianças saíram correndo e foram se refugiar junto a um altar de Zeus, onde, pelos dogmas do Helenismo, ninguém que buscasse proteção podia ser perseguido. Mas o Atreu, num ato de sacrilégio extremo, matou as crianças ali mesmo e ainda cortou em pedaços!
E assim outras vítimas foram atingidas pela maldição do Mírtilo, ao mesmo tempo em que Zeus abandonava o rei, furioso com o sacrilégio e com o ato perverso dele.
O Atreu jogou os pedaços das crianças num caldeirão e cozinhou. E quando o Tiestes chegou, o rei ofereceu a ele o tal banquete, dando como prato principal o conteúdo do tal caldeirão. Mas o Atreu deixou o irmão comer sozinho, sem nem tocar na comida. E quando o Tiestes terminou de comer, o Atreu mandou os escravos trazerem uma bandeja com as cabeças e braços decepados das 3 crianças, dizendo que aqueles foram os animais que ele tinha comido.
Sem reação, o Tiestes foi exilado de Micenas de novo pelo Atreu, acabando por ir se refugiar junto da filha Pelópia em Sicione.
Passado o estado de choque, o Tiestes consultou os deuses através de um ritual, querendo saber de que forma podia destruir o irmão pra vingar a morte dos filhos. E ficou sabendo que o destino do Atreu era ser morto por um sobrinho nascido de um estupro incestuoso.
Se aproveitando de uma ocasião em que a Pelópia foi sozinha a um lugar deserto de madrugada pra fazer um ritual, o Tiestes seguiu ela e estuprou ela, querendo assim gerar aquele que tinha as condições de matar o Atreu. E fugiu logo depois, sem perceber que tinha deixado a espada dele cair ao lado da filha quando estuprou ela.
Se levantando do chão, a Pelópia percebeu a arma caída ali. E como não chegou a ver a cara do estuprador por causa da escuridão, guardou a espada, na esperança de um dia identificar ele.
Desnorteada ao perceber que tinha engravidado do estuprador, a Pelópia esperou o filho nascer, abandonou ele num campo de Sicione logo depois do parto e saiu andando sem rumo pelas estradas da Grécia, até chegar a Micenas, provavelmente guiada por Zeus e Ártemis, querendo castigar o Atreu pelos sacrilégios que ele tinha cometido contra eles.
Quando o rei viu a adolescente recém-chegada e desorientada andando por Micenas, sem saber de quem se tratava, resolveu acolher ela, talvez por piedade. E acabando por desenvolver um certo afeto pela Pelópia, se casou com ela.
Assim que pôde, ela contou ao marido sobre o passado dela e, arrependida por ter abandonado o filho, pediu que o Atreu mandasse procurar o garoto. E esse foi encontrado sendo criado por uma família de camponeses e levado pra Micenas, onde foi adotado pelo Atreu como filho.
Os camponeses que adotaram ele tinham dado o nome de Egisto. E o Atreu resolveu manter esse nome.
Sem mais esperanças de achar o estuprador que tinha atacado ela, a Pelópia acabou dando ao filho a espada que tinha recolhido na madrugada do estupro.
Cerca de 15 anos depois, ainda obcecado por levar a desgraça ao Tiestes, o Atreu mandou o Egistou sair pelo Mundo, achar ele, levar ele pra Micenas e matar...
De acordo com algumas versões, o Menelau e o Agamenon também participaram dessa busca.
Encontrado, e agora velho e acabado depois de tudo o que já tinha passado, o Tiestes foi facilmente preso e levado pra Micenas pra ser executado. E o Atreu foi à praia fazer uma oferenda aos deuses do Mar pra agradecer.
Mas o Tiestes, ficando sozinho com o Egisto no lugar onde seria a execução, ao ver a espada que ele carregava, reconheceu a arma. E aí, perguntou ao garoto onde ele tinha conseguido aquilo. Ele contou o que sabia e acabou mandando chamar a mãe pra contar o resto da história. E no encontro entre o Tiestes e a Pelópia, todas as dúvidas foram esclarecidas.
Surtada ao conhecer toda a tragédia de que tinha sido vítima, a Pelópia tomou a espada das mãos do Egisto e se matou com ela, se tornando mais uma vítima da maldição.
Fora de si, o Egisto tirou a espada do cadáver da mãe-irmã e foi até a praia falar com o Atreu. E esse, ao ver o garoto segurando a espada suja de sangue, começou a delirar de prazer, concluindo que ele tinha matado o Tiestes.
Furioso com a reação do Atreu, o Egisto matou ele com um golpe da mesma espada, dando mais uma vítima à maldição. E soltando o Tiestes, entregou a ele o Trono de Micenas e exilou o Agamenon e o Menelau da cidade.
Mas novas tragédias ainda se abateriam sobre as próximas gerações dessa família...

quarta-feira, 27 de março de 2013

MINERVA e CERES



MINERVA

Não parece haver dúvidas de que essa era uma deusa louvada na Etrúria antes que seu culto chegasse a Roma.
Sobre a época em que isso aconteceu, embora a tradição dê a entender que Minerva começou a ser cultuada em Roma no início do século VII a.C., provavelmente foi só uns 100 anos depois disso.
Vista desde o início como uma deusa guerreira associada à sabedoria, ela foi sincretizada com a deusa grega Atena pouco depois de começar a ser louvada em Roma. E provavelmente Minerva foi ganhando importância exatamente por causa desse sincretismo, já que Atena era uma das deusas mais valorizadas pelos gregos.
Assim, Minerva foi incluída na 2ª Grande Tríade, ao lado de Júpiter e Juno. E se tornou uma das deusas mais cultuadas ao longo de toda a extensão do Império Romano.
Sendo Atena a deusa das artes manuais entre os gregos, Minerva também passou a ser vista como tal entre os romanos.
E como característica independente de Atena, Minerva passou a ser vista como uma deusa curandeira, que tira as doenças dos humanos.
A quase totalidade das lendas sobre ela são remakes dos mitos sobre Atena, com essa sendo substituída por Minerva na história.
Pra ver informações sobre Atena, clique aqui:


It seems there’s no doubt that Minerva was praised in Etruria before her worship could arrive at Rome.
About when it happened, although the tradition says she began to be worshipped in Rome at the beginning of the 7th century B.C., probably it happened only 1 century later.
Minerva was seen from the start as a warrior goddess connected with wisdom. So she was syncretized with the Greek goddess Athena shortly after start being worshipped in Rome. And probably Minerva began to gain importance precisely because this syncretism. After all, Athena was one of the most important goddesses in Greece.
Then, Minerva became one of the members of the Later Capitoline Triad, alongside Jupiter and Juno. And she became one of the most worshipped goddesses over the entire length of the Roman Empire.
Athena was the goddess of handicrafts among the Greeks. Then, Minerva became the goddess of handicrafts among the Romans.
And regardless of Athena, Minerva was seen as a healer goddess: she removes diseases from humans.
Almost all the legends about her are remakes of the myths about Athena, with this one being replaced by Minerva.
You can click on the link above to see more information about Athena.

Parece que no hay duda de que Minerva fue adorada en Etruria antes que su adoración hubiera llegado a Roma.
Acerca de cuando eso sucedió, la tradición dice que ella comenzó a ser venerada en Roma a principios del siglo VII a.C. Pero probablemente eso sucedió sólo 1 siglo más tarde.
Minerva fue vista desde el principio como una diosa guerrera conectada con la sabiduría. Y por eso ella se asoció a la diosa griega Atenea poco después de empezar a ser adorada en Roma. Y probablemente, Minerva comenzó a ganar importancia precisamente por cuenta de este sincretismo. De todos modos, Atenea era una de las diosas más importantes de Grecia.
Entonces, Minerva se convirtió en uno de los miembros de la Tríada Capitolina Clásica, junto a Júpiter y Juno, convirtiéndose en una de las diosas más veneradas en toda la longitud del Imperio Romano.
Atenea era la diosa de la artesanía entre los griegos. Así, Minerva pasó a ser la diosa de la artesanía entre los romanos.
Y fuera de su sincretismo con Atenea, Minerva fue vista como una diosa sanadora: se quita las enfermedades de los seres humanos.
Casi todas las leyendas acerca de ella son remakes de los mitos acerca de Atenea, con esta siendo sustituída por Minerva en la historia.
Se puede hacer clic en el enlace arriba para ver más información acerca de Atenea.

Sembra che non c’è dubbio che Minerva era adorata in Etruria prima che il suo culto potrebbe arrivare a Roma.
A proposito di quando questo è successo, anche se la tradizione dice che lei ha cominciato ad esser adorata a Roma all’inizio del secolo VII aC, probabilmente questo sarebbe successo solo 1 secolo dopo.
Minerva è stata vista fin dall’inizio come una dea guerriera collegata con la saggezza. Così, è stata sincretizzata con la dea greca Atena poco dopo l’arrivo del suo culto a Roma. E probabilmente Minerva ha cominciato a ricevere importanza proprio dovuto a questo sincretismo. Non dimenticare che Atena era una delle dee più importanti di Grecia.
Poi, Minerva è diventata uno dei membri della Seconda Triade Capitolina, insieme a Giove e Giunone. E lei è diventata una delle dee più venerate per l’intera lunghezza dell’Impero Romano.
Atena era la dea dell’artigianato tra i greci. Così, Minerva è diventata la dea dell’artigianato tra i romani.
E a prescindere di Atena, Minerva era vista come una dea guaritrice: le malattie vengono rimosse dagli esseri umani grazie a lei.
Quasi tutte le leggende su di lei sono remakes dei miti su Atena, con Minerva come lei.
Potete fare clic sul link sopra per vedere altre informazioni su Atena.
CERES

A Terra era cultuada como deusa, aparentemente, por todos os povos pré-históricos e pela maioria dos povos que viveram nos primeiros milênios depois da Pré-História. E não foi diferente entre os primeiros habitantes da Península Itálica.
Há a suposição de que Ceres, a princípio, era simplesmente uma das várias formas como a Terra era representada na península. Mas acabou passando a ser vista como uma deusa independente.
Ela virou a deusa das colheitas. E as primeiras frutas e grãos recolhidos eram dados a ela como oferenda. Assim como bois eram sacrificados a ela pelo mesmo motivo.
Também pelo mesmo motivo, quem usava ilicitamente um campo alheio, botando seus rebanhos pra pastar ali ou cortando trigo dali sem consentimento do dono, era condenado à morte como um ato de louvor a Ceres.
Embora a deusa grega Deméter já fosse cultuada nas colônias gregas do Sul da Península Itálica provavelmente desde o século VII a.C., o culto dela só passou a ser exercido oficialmente em Roma no início do século V a.C. E no mesmo instante, Deméter foi apelidada pelos romanos com o nome de Ceres, criando um sincretismo indissolúvel entre as 2 deusas, que passaram a ser vistas como a mesma.
As sacerdotisas que Ceres passou a ter a partir dali eram gregas. E transformaram o culto de Ceres numa imitação do culto de Deméter.
Com essa nova face, Ceres passou a ser cultuada em outras regiões do Império Romano, como as ilhas ao redor da península e o Norte da África. E ali, foi recebendo características de deusas locais, passando a ser vista como deusa do casamento e acolhedora dos cadáveres que são enterrados.
Depois disso, foi estabelecido que, no dia consagrado a ela, celebrado no Outono, os romanos tinham que ficar em jejum e não podiam beber vinho.
Quanto às lendas sobre Ceres, são só remakes dos mitos sobre Deméter, com essa sendo substituída por Ceres na história.
Pra ver informações sobre Deméter, podem clicar no link acima.

Earth was worshipped as a goddess apparently by all prehistoric peoples and by the majority of the peoples who lived in the 1st millennia after Prehistory. And it wasn’t different among the 1st inhabitants of the Italian Peninsula.
There’s the supposition that Ceres at first was simply one of several representations in which Earth was represented around the peninsula. But the local people began to see her as an independent goddess after some time.
She became the goddess of the harvest. The first fruits and grains collected were given to her as an offering. And oxen were slaughtered in sacrifice to her for the same reason.
And who illegally used a field of others, putting his cattle there to graze wheat or cutting away without consent of the owner, was sentenced to death as an act of praising Ceres.
Well, the Greek goddess Demeter was worshipped at the Greek colonies of the Southern Italian Peninsula probably since the 7th century BC. But her cult happened to be officially exercised in Rome just in the early 5th century BC. And at the same moment, Demeter was nicknamed Ceres by the Romans, creating an indissoluble syncretism between the 2 goddesses, who came to be seen as the same one.
The priestesses who Ceres had from then were Greek. And they turned Ceres’ cult in an imitation of Demeter’s.
This new version of Ceres was worshipped at other parts of the Roman Empire (for example, on the islands around the peninsula and in North Africa). And there she received characteristics of local goddesses. So she became the goddess of marriage and the deity who welcomes dead bodies under the ground.
After that, it was established that on the day consecrated to her (celebrated in the Autumn) Romans had to fast and could not drink wine.
And the legends about Ceres are remakes of the myths about Demeter, with this one being replaced by Ceres.
To see more information about Demeter, you can click on the link above.

Al parecer, la Tierra fue adorada como una diosa por todos los pueblos prehistóricos y por la mayoría de los pueblos que vivieron en los primeros milenios después de la Prehistoria. Y no fue diferente entre los primeros habitantes de la Península Italiana.
Existe la suposición de que Ceres, en un principio, era simplemente una de varias representaciones en el que la Tierra era mostrada por la península. Pero la gente que vivía allí comenzó a verla como una diosa independiente después de algún tiempo.
Se convirtió en la diosa de la cosecha. Los primeros frutos y granos colectados eran entregados a ella como ofrendas. Y bueyes eran sacrificados a ella por la misma razón.
Y quién utilizaba ilegalmente el terreno de otra persona, poniendo allí a su ganado o cortando el trigo allí sin el consentimiento del dueño, era condenado a muerte como un acto de adoración a Ceres.
Bueno, la diosa griega Deméter era adorada en las colonias griegas del Sur de la Península Italiana, probablemente, desde el siglo VII a.C. Pero su culto pasó a ser oficialmente ejercido en Roma sólo en el siglo V a.C. Y en el mismo instante, Deméter fue apodada Ceres por los romanos, creando un sincretismo indisoluble entre las 2 diosas, que desde entonces fueron vistas como la misma.
Las sacerdotisas que Ceres tuvo desde entonces eran griegas. Y cambiaron su culto en una imitación del culto de Deméter.
Esta nueva versión de Ceres fue adorada en otras partes del Imperio Romano (por ejemplo, en las islas alrededor de la península y en el Norte de África). Y allí, ella recibió características de las diosas locales. Así, ella se convirtió en la diosa del matrimonio y en la deidad que da la bienvenida a los cadáveres bajo la tierra.
Después de eso, se estableció que en el día consagrado a ella (celebrado en el Otoño), los romanos tenían que ayunar y no podían beber vino.
Y las leyendas sobre Ceres son remakes de los mitos acerca de Deméter, con ésta siendo sustituida por Ceres.
Para ver más información acerca de Deméter, puedes hacer clic sobre el enlace de arriba.

La Terra è stata venerata come una dea, a quanto pare, da tutti i popoli preistorici e dalla maggior parte dei popoli che vivevano nei primi millenni dopo la Preistoria. E non era differente tra i primi abitanti della Penisola Italiana.
C’è l’ipotesi che Cerere, in un primo momento, era semplicemente una delle varie rappresentazioni in cui si vedeva la Terra alla penisola. Ma dopo un certo tempo la gente che viveva lì ha cominciato a vederla come una dea indipendente.
È diventata la dea delle messi. I primi frutti e cereali raccolti erano dati a lei come offerta. E dei buoi erano macellati in sacrificio a lei per lo stesso motivo.
E una persona che illegalmente utilizzava il campo di un’altra persona, mettendo il suo bestiame a pascolare lì o tagliando le verdure senza il consenso del proprietario, era condannata a morte come un atto di adorazione a Cerere.
Beh, la dea greca Demetra era adorata nelle colonie greche della Penisola Italiana Meridionale probabilmente fin dal secolo VII aC. Ma il suo culto è arrivato ufficialmente a Roma solo nel secolo V aC. E allora, Demetra è stata soprannominata Cerere dai romani, creando un sincretismo indissolubile tra le 2 dee, che sono venute a esser viste come la stessa.
Le sacerdotesse che Cerere ha avuto da allora erano greche. E loro hanno trasformato il culto di Cerere in una imitazione del culto Demetra.
Questa nuova versione di Cerere è stata venerata in altre parti dell’Impero Romano (per esempio, nelle isole attorno la penisola e nel Nord dell’Africa). E lì ha ricevuto delle caratteristiche di dee locali. Così è diventata la dea del matrimonio e anche la divinità che accoglie i corpi dei morti sotto la terra.
Dopo di che, è stato stabilito che al giorno consacrato a lei (celebrato in Autunno) i romani non potevano mangiare niente né bere vino.
E le leggende su Cerere sono remakes dei miti su Demetra, con questa essendo sostituita da Cerere.
Per altre informazioni su Demetra, è possibile fare clic sul link qui sopra.

domingo, 24 de março de 2013

NÃO FOI BEM ISSO QUE ACONTECEU EM 07 DE SETEMBRO DE 1822


Oi!!!

Hoje a gente vai falar sobre o quadro Independência ou Morte, do Pedro Américo.
O quadro tem 7, 60m de largura e 4, 15m de altura. E terminou de ser pintado em 1888. Mas não se sabe ao certo se o pintor deu a ele o nome de Independência ou Morte ou, como afirmam alguns historiadores, Grito do Ipiranga.
Mas enfim: o quadro tenta retratar um evento ocorrido em 07 de Setembro de 1822, quando o Imperador Pedro I de Bragança gritou “Independência ou morte!”, se referindo à independência da monarquia do Brasil, que assim se separava da monarquia de Portugal (o monarca do Brasil deixava de ser o Rei de Portugal e passava a ser o Imperador do Brasil).
Vemos ali uma cena se passando às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo. À esquerda do quadro, cercado por alguns partidários e pelo próprio Pedro Américo, o Pedro I ergue a espada dele pro Céu e espanta os soldados portugueses, retratados do lado direito do quadro... Supostamente, seria nesse momento que ele teria dado o grito.
Bom, embora seja um dos quadros mais famosos do Brasil, ele seguramente NÃO retrata a situação da forma exata que aconteceu na realidade.
Em 1º lugar, como eu já disse, o próprio pintor Pedro Américo se retratou ali: vemos ele vestindo um casaco marrom e montado num cavalo branco uns 2 metros à direita do Pedro I. Mas ele nasceu em 1843, 21 anos depois do evento mostrado. A presença dele no quadro é mais do que fictícia.
O imperador e seus acompanhantes estão todos usando trajes de gala e chapéus... Será que alguém se veste assim ao ir encarar um exército num embate militar?
A presença de cavalos ali também é completamente fictícia: nesse tipo de situação, no Brasil, se usava mulas, que são mais resistentes que cavalos.
O cenário também não é muito fiel...
A casa retratada do lado direito do quadro realmente existe, mas só seria construída uns 60 anos depois, por volta de 1880. E fica bem mais afastada do rio do que aparece no quadro.
E o principal: é muito possível que o famoso grito do imperador não tenha sido dado na frente do Exército Português, mas sim numa reunião do Pedro I com seus partidários num lugar mais calmo.
Acontece que, naquele dia, o imperador estava passando mal, com uma séria desidratação. Então, o mais provável é que ele tenha dado o grito quando estava sentado com os outros, traçando os planos de batalha. E num momento de empolgação durante a conversa é que ele teria gritado “INDEPENDÊNCIA OU MORTE!!!”.

Independência ou Morte is an allegorical picture that shows the foundation of the Brazilian monarchy by Emperor Peter I Braganza.

Independência ou Morte es una imagen alegórica que muestra la fundación de la monarquía brasileña por el Emperador Pedro I de Braganza.

Independência ou Morte è un quadro allegorico che mostra la fondazione della monarchia brasiliana per l’Imperator Pietro I Braganza.

Até!

sexta-feira, 22 de março de 2013

“NINGUÉM TEM 15 MINUTOS PRA NINGUÉM!” SERÁ MESMO?

Oi!!!

Esse mês, em vez de mandar o link do post de utilidade pública no fim do mês, como sempre faço, vou adiantar e fazer isso logo agora, linkando aqui o site do Ameo. Lá vai:

http://www.ameo.org.br/

O motivo de adiantar o link é que, acompanhando há um tempo a questão da doação de medula óssea através do blog Gilberto Cinema, do meu amigo Gilberto Carlos, fiquei sabendo que, pras pessoas que tão esperando por uma transfusão de medula óssea, a possibilidade média de encontrar um doador com a medula 100% ideal é de 1 entre 100000 doadores. Assim, quem tá precisando dessa doação tá precisando com URGÊNCIA mesmo! Porque, mesmo com um grande número de doadores, demora até encontrar um 100% compatível. Então, tem que ser a maior quantidade possível de pessoas indo ao hemocentro o mais depressa possível e fazendo um cadastro de doador de medula óssea. Eu, inclusive, já fiz o meu.
Bom, vamos ao tema do post de hoje...
Eu vou falar sobre uma queixa que a gente costuma ouvir vinda geralmente de quem é sentimental:

“Hoje em dia, ninguém tem 15 minutos pra dar atenção a ninguém.”

Mas, se a gente pensar bem, será mesmo que é isso? Ou será que tão lendo a história de trás pra frente?
Até onde eu posso ver, não é que ninguém tenha 15 minutos de atenção pra dedicar a outra pessoa. O problema é que certas pessoas não aceitam receber só 15 minutos de atenção. Mesmo sabendo que, mais tarde, a outra pessoa vai voltar pra dar mais atenção ou mesmo que já tenha recebido atenção antes.
Uma situação que não é difícil de se ver, por exemplo, é aquela mulher que passa o dia inteiro com o namorado e, de noite, quando chega a hora do namorado ir embora, ela fala:

“Ai, fulano, fica um pouquinho comigo!”

Ou seja, ele já ficou com ela o dia inteiro, mas ela quer mais!
Isso é típico de pessoas sentimentais: mesmo que elas recebam 24 horas por dia de atenção, nunca vai ser o suficiente; elas sempre vão querer mais atenção do que aquilo!
É óbvio que eu não estou criticando a necessidade de atenção, desde que ela tenha fundamento racional. É inquestionável que todo ser humano, em maior ou menor grau, precisa de algum tipo de atenção vinda de outro ser humano, mas dentro de certos limites.
Até porque você nunca vai encontrar alguém que se dedique a você e que viva em função de você 24 horas por dia e 365 dias por ano. Isso é delírio de um cérebro corrompido por emocionalismo. É como querer ser a Cinderella ou a Bela Adormecida e esperar o “príncipe encantado”.
Enfim, essa reclamaçãozinha de que “Hoje em dia, ninguém tem 15 minutos pra ninguém.”, pelo menos na maioria das vezes me parece simplesmente frescura, e não exatamente necessidade de atenção.
Bom, fica aí algo pra refletir.
Vou deixar esse texto só em Português, porque ficaria meio complicado traduzir isso pra outras línguas.

Até mais!

quinta-feira, 21 de março de 2013

OS EVANGÉLICOS E A HIPOCRISIA DE ‘LEVÍTICO’ E ‘ROMANOS’

Oi!!!

Hoje vou mencionar uma questão que a gente vê basicamente todo dia: evangélicos brasileiros se aproximando de qualquer pessoa que não seja heterossexual pra recitar Levítico e Romanos.
Aliás, tenho a impressão de que essas são as únicas partes da Bíblia que alguns deles decoram, pois parece que só sabem recitar isso.
Mas enfim: o posicionamento mais arrogante deles em relação a isso é que cada evangélico que se aproxima de nós menciona essas passagens da Bíblia como se ELE fosse o primeiríssimo a nos comunicar isso. Cada evangélico acha que, se não fosse por ELE, nós nunca tomaríamos conhecimento dessas passagens da Bíblia (mesmo com a campanha de repetição em massa que eles fazem dessas 2 partes da Bíblia). Mas essa arrogância é comum em evangélicos. Cada um deles se considera a última bolacha do pacote, a última coca-cola do deserto e tal.
Outra coisa: ainda que essas passagens falem alguma coisa contra mim, como eles insistem, o que é que eu tenho com isso? Eu não sou judeu e não sou cristão. Portanto, dogmas do Judaísmo e do Cristianismo que falem qualquer coisa contra mim não mudam NADA na minha vida.
E pra terminar: eles são tão hipócritas que dizem que seguem o Levítico, mas seguem SÓ a parte que diz “Não te deitarás com varão como se fosses mulher: é abominação.”. Esquecem que o Levítico tem outras partes completamente inadequadas aos dias de hoje, que você não pode seguir nem que você queira.
Bom, estou dizendo isso a pessoas equilibradas e psicologicamente normais que estejam lendo esse texto, certo? É só pra vocês pensarem no assunto. Mas, por favor, não tentem explicar nada disso a nenhum evangélico porque ele não vai nem parar pra ouvir o que vocês estão dizendo. E, se por acaso ouvir, é provável até que ele tenha lá na hora um ataque histérico e parta pro ataque verbal (e, em alguns casos, físico) contra vocês.
Então, não discuta com esse tipo de criatura (até porque não vai adiantar). Só se afaste dela. E pense nas questões que eu mencionei acima.

ALGO PRA LEMBRAR NO DIA DE LUTA PELA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL

Lembrando que hoje, 21 de Março, é o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, vamos lembrar também que o atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados do Brasil declarou com todas as letras que os negros são uma raça amaldiçoada.
Lembrem-se também que ele é um pastor evangélico e que os evangélicos apoiam as palavras dele.
Preciso dizer mais alguma coisa?

OUTONO DE 2013

E ontem começou o Outono de 2013.
Salve todos os deuses e deusas associados a esse período! Que eles afastem de nós todas as energias de decadência desse período.
Que assim seja e que assim se faça, em nome do Fogo, da Água, do Ar e da Terra.

terça-feira, 19 de março de 2013

GRAVATA BORBOLETA NÃO É GRAVATA


Oi!!!

O post de hoje vai ser só uma curiosidade simples.
A gravata, considerada uma peça de roupa indispensável por alguns e simplesmente uma coisa muito chata por outros (inclusive por mim: só usei gravata na minha vida nas ocasiões em que eu fui obrigado a usar, como pra tirar foto pra certos documentos e tal), só é considerada uma gravata de forma unânime quando tem a forma clássica de tira pendurada do pescoço caindo sobre a barriga.
Eu falo em unanimidade porque, de acordo com alguns estilistas, a gravata borboleta, que foge bastante a essa forma, não é uma gravata, mas sim um laço de pescoço.
Bom, não podemos negar que essa ideia faz sentido, né? Afinal, evidentemente isso é um laço.
Mas, se eu tiver que escolher entre uma e outra, eu prefiro a gravata borboleta. Ou, como preferem alguns, o laço de pescoço.
Enfim, cada um manda no seu pescoço, né? E cada um decide o que deve ou não pendurar nele.

According to some designers, bow ties aren’t ties.

Según algunos estilistas, pajaritas no son corbatas.

Secondo alcuni stilisti, le cravatte a farfalla non sono cravatte.

Até!