quinta-feira, 23 de julho de 2015

GUSTAV III HOLSTEIN-GOTTORPSKA 1746-1792

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada em outro personagem histórico homossexual: o Rei Gustav III, da Suécia.
Já fiz um post sobre ele uma vez no Gringo-lindo. Mas aqui vai uma reedição.
O Príncipe Gustav Holstein-Gottorpska nasceu em Estocolmo, em 13 de Janeiro de 1746.
Ele era o filho mais velho do Rei Adolf Fredrik I Holstein-Gottorpska e da Rainha consorte Lovisa Ulrika Hohenzollern.
Como toda criança criada num ambiente palaciano, o Gustav foi ensinado desde cedo a ser dissimulado. E sempre foi carismático e capaz de convencer as pessoas a fazerem o que ele queria.
Com 20 anos, em 1766, ele se casou por motivos políticos com a Princesa Sophie Magdalena, filha do Rei da Dinamarca. O casamento nunca foi feliz, até porque a Lovisa odiava a nora e se metia no casamento deles o tempo todo. E o Gustav mesmo também nunca foi com a cara da esposa e nem sequer chegava perto dela na época (nem é preciso dizer que o casamento passou longe de ser consumado, né?).
Com 25 anos, ele foi pra Paris, tentando manter boas relações com o Rei da França, pensando em alianças futuras. Só que, enquanto ele ainda tava lá, em 12 de Fevereiro de 1771, o pai dele morreu, passando ele a ser o novo rei.
Em 19 de Maio de 1772, foi realizada a cerimônia de coroação: ele foi coroado com o título de Sua Majestade, o Rei Gustav III, da Suécia.
Até o início do século XVIII, o tipo de monarquia dominante na Europa era o Absolutismo: o rei (ou a rainha) era considerado o representante de Deus naquele país, o que dava a ele o direito de governar o país com autoridade absoluta, não podendo ser desobedecido.
Mas é claro que isso era cada vez mais contestado. Na Inglaterra, por exemplo, a monarquia já tinha deixado de ser absolutista e virado constitucional: o rei passava a ser só uma figura representativa, sem autoridade política quase nenhuma.
Já que os outros reis absolutistas do século XVIII viram que essa era a tendência a ser seguida pelas demais monarquias, eles decidiram apelar prum plano pra manter o poder: disfarçar o Absolutismo. Como? Mudando a ética: o rei tinha o direito de governar o país com autoridade absoluta, mas não por ser o representante de Deus ali, e sim por ser a pessoa mais intelectual e mais esclarecida do país, o que fazia dele a pessoa mais preparada pra governar. Ou seja, a justificativa pro poder do rei deixava de ser a religião e passava a ser a erudição dele.
É claro que, pra isso, esses reis passaram a patrocinar vários artistas e a receber a visita constante de intelectuais, transformando as cortes deles em verdadeiros centros culturais.
Esse novo Absolutismo passou a se chamar Despotismo Esclarecido. E o Gustav III, é claro, foi um dos reis que foram nessa onda. Até porque ele realmente se interessava muito por arte (ele chegou inclusive a escrever várias peças de teatro). E conheceu pessoalmente mais da metade dos artistas europeus da época.
Assim que o Gustav III assumiu o poder, ele impôs a Constituição e, logo depois, legalizou a liberdade de imprensa.
O rei sempre andava acompanhado por um nobre da corte, o Adolf Fredrik Munck, que aconselhava ele a se aproximar da Sophie, porque era preciso dar um herdeiro pro trono.
Então, finalmente, depois de 9 anos de casados, o rei e a rainha consorte passaram a dormir juntos. Mas a forma como isso acontecia é contada de formas diferentes pelos historiadores... Há quem diga até que o Gustav III, o Adolf e a Sophie faziam umas surubas de vez em quando! Outros dizem que não chegou a tanto, mas que o Adolf realmente virou amante da Sophie pra ‘fazer esse favor’ ao amigo, já que ele não gostava.
Seja como tenha sido, 3 anos depois, nasceu o 1º filho da Sophie: o Príncipe Gustav Adolf.
Na época, a própria Lovisa começou a dizer que o Gustav III nunca tinha tocado na Sophie, e o filho dela seria do Adolf, o que acabou fazendo o filho e a nora se afastarem dela de vez, expulsando a velha da corte!
Ah! E claro que também tinham rumores de que o Gustav III e o Adolf eram amantes.
Aparentemente, o relacionamento mais fixo da vida do Gustav III foi com o Hans Axel, nomeado por ele Conde de Fersen.
Até que era bonitinho, né?rs
Ele era um oficial da guarda do rei, que, desde 1774, era mandado à França com uma certa frequência pra manter as boas relações entre as famílias reais dos 2 países. Mas também servia de informante ao Gustav III de tudo o que se passava na corte francesa. Até porque ele conseguiu se tornar amante da Rainha consorte da França, a Marie Antoinette!
Finalmente, em 1781, o Gustav III legalizou a liberdade religiosa na Suécia, o que enfureceu os fanáticos de todos os grupos.
No ano seguinte, a Sophie teve outro filho, o Duque de Smäland, que morreu com 1 ano. Depois disso, o casal real se afastou pra sempre.
Em 1783, ele decidiu fazer uma excursão às terras italianas. Em parte por lazer, em parte pra ficar de olho pessoalmente no que os políticos da Europa Central andavam fazendo. E levou junto o Hans.
Dizia uma fofoca da época que, quando os 2 foram visitar o Vesúvio, o Gustav III ameaçou se jogar dentro da cratera do vulcão, se o Hans não largasse a Marie Antoinette.
Mas isso a gente vê de longe que era só uma fofoca mesmo: esse relacionamento era super proveitoso pro Gustav III, pois fazia do Hans o informante mais bem informado que ele tinha na França.
Em meados de 1784, terminaram as ‘férias’ italianas e o rei voltou à Suécia, mandando o amante de volta pra França.
Em 1789, prevendo os resultados que a Revolução Francesa podia ter (e com medo de que se criasse uma Revolução Sueca), o Gustav III decidiu se colocar acima da Constituição, alegando ao povo que fazia isso pela união e segurança da Suécia. Alguns historiadores até chamam esse período de “Volta do Absolutismo”.
Por outro lado, o Gustav III foi estabelecendo alianças com os reis e rainhas dos outros países pra ajudar o Rei da França.
Na madrugada do dia 16 de Março de 1792, ele foi a um baile de máscaras no Teatro de Ópera Real Sueco. E lá ele recebeu um tiro nas costas de um tal de Jacob Johan Anckarström.
O motivo desse atentado nunca ficou 100% claro. Tem historiadores que dizem que o cara era simplesmente um neurótico, outros dizem que era um fanático religioso, outros dizem que era um partidário dos inimigos políticos do rei...
Mas enfim: o Gustav III morreu 13 dias depois, com uma infecção causada pelo tiro, com 46 anos.
Ele entrou pra História da Suécia como o maior governante que o país teve no século XVIII.

Hoy hablaremos un poquito de otra figura histórica homosexual: el Rey Gustavo III de Suecia.
Ya hablé una vez acerca de él en el Gringo-lindo. Pero aquí está una reedición.
El Príncipe Gustavo Holstein-Gottorpska nació en Estocolmo, el 13 de Enero de 1746.
Era el primer hijo del Rey Adolfo Federico I Holstein-Gottorpska y de la Reina consorte Luisa Ulrika Hohenzollern.
Típico niño criado en lugares monárquicos, Gustavo siempre fue carismático y capaz de convencer a la gente a hacer lo que él quería.
Cuando tenía 20 años, en 1766, él se casó por razones políticas con la Princesa Sofía Magdalena, hija del rey danés. El matrimonio nunca fue feliz, también porque Luisa odiaba su nuera y se entrometía en su matrimonio todo el tiempo. Y a Gustavo nunca le gustó su esposa y tampoco se acercaba de ella.
Cuando tenía 25 años, él se fue a París, tratando de mantener buenas relaciones con el rey francés, pensando en futuras alianzas. Pero mientras él todavía estaba allí, el 12 de Febrero de 1771, su padre se murió. Ahora él era el rey.
Fue coronado el 19 de Mayo 1772, como Su Majestad, el Rey Gustavo III de Suecia.
Unos años más tarde, debido a chismes de Luisa sobre la vida sexual de Gustavo III y Sofía, el hijo y la nuera se apartaron de ella, ¡expulsando a la vieja de la corte!
Entre los amantes del rey, hay historiadores que hablan de Adolf Fredrik Munck y Hans Axel.
Este útimo era un oficial de la guardia del rey, que, desde 1774, era enviado a Francia casi siempre para mantener las buenas relaciones entre las familias reales de los 2 países. Pero también informaba a Gustavo III de todo lo que pasaba en la corte francesa. De hecho, logró a convertirse en amante de la Reina consorte de Francia, ¡María Antonieta!

By the early 18th century, the dominant kind of monarchy in Europe was Absolutism: the king (or queen) was seen as God’s representative in that country, which allowed him to rule the country with absolute authority. Nobody was allowed to be against him.
But of course this was being increasingly challenged. In England, for example, the monarchy had already ceased to be absolutist and had become constitutional: the monarch came to be just a figurehead, with an almost non-existent political authority.
The other absolutist monarchs of the 18th century understood this was the trend to be followed by other monarchies. So they decided to do a political maneuver to maintain their power: the Absolutism had to be disguised. But how? Under another concept: the monarch would retain the right to rule the country with absolute authority not because he was God’s representative there, but because he was the greatest intellectual of that country. And that made him the most prepared person to rule the country. In other words, the justification for the monarch’s power was no longer religion, but his intellectuality (this new Absolutism was called Benevolent Despotism).
Of course, because of that, these monarchs began sponsoring many artists and were constantly visited by intellectuals. Their courts became real cultural centers.
And Gustav III was one of these monarchs. Even because he loved art. And he personally met most of the European artists of his time.
Shortly after Gustav III took office, he legalized the freedom of the press.
As far as we know, the king was homosexual. But he was always accompanied by a nobleman named Adolf Fredrik Munck who advised him to approach his wife: it was necessary to give an heir to the throne.
So, after 9 years married, the king and queen-consort began to sleep together. But the way this happened is told in different ways by historiographers… Some say Gustav III banged his wife with Adolf once in a while! Others say there was no group sex, but Adolf really became the queen-consort’s lover in order to father a child.
Anyway, she gave birth to her 1st child 3 years later. It was Prince Gustav Adolf.

Nel 1781, Gustavo III ha legalizzato la libertà religiosa in Svezia, quello che ha infuriato i fanatici di tutti i gruppi.
Nel 1783, lui ha deciso di fare una gita nelle terre italiane. In parte per vacanze, in parte per osservare personalmente quello che i politici dell’Europa Centrale stavano facendo. E il suo amante Hans era con lui.
Secondo un pettegolezzo di quei giorni, quando sono andati a visitare il Vesuvio, Gustavo III ha minacciato di saltare nel cratere del vulcano, se Hans non abbandonasse Maria Antonietta di Francia, anche lei sua amante.
Possiamo facilmente vedere che questo è stato solo un pettegolezzo: questo rapporto è stato super utile per Gustavo III perché faceva di Hans l’informatore più esperto che lui aveva in Francia.
Dopo questo, il re è tornato in Svezia e il suo amante è tornato in Francia.
Nel 1789, Gustavo III ha previsto i risultati che la Rivoluzione Francese avrebbe ed ha deciso di mettere a sé stesso sopra la Costituzione. Ha detto alla gente che lo faceva per l’unità e la sicurezza della Svezia.
D’altra parte, Gustavo III ha iniziato a costruire alleanze con i re e regine degli altri paesi per aiutare il Re di Francia.
Il 16 Marzo del 1792, lui è andato a una mascherata al Teatro dell’Opera Reale Svedese. E lì è stato colpito alla schiena da un uomo chiamato Jacob Johan Anckarström.
Non sappiamo esattamente perché. Ci sono storiografi che dicono che il tipo era solo pazzo, altri dicono che era un fanatico religioso, altri dicono che era un partigiano dei nemici politici del re...
Comunque sia, Gustavo III è morto 13 giorni dopo, a causa di un’infezione causata dal tiro. Lui aveva 46 anni.
Si parla di lui nella Storia della Svezia come il principale sovrano del paese nel secolo XVIII.

Até!

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