Oi!!!
Hoje a gente vai dar uma olhada em outro personagem histórico gay: o artista plástico e arquiteto brasileiro Roberto Burle Marx.
Ele nasceu em São Paulo, em 04 de Agosto de 1909.
Filho de pais muito eruditos e amantes das artes, o Roberto sempre teve contato direto com cultura.
A mãe dele tinha uma coleção de várias plantas. E despertou nele desde criança o amor pelos vegetais e pela decoração de canteiros.
Em 1913, a família do Roberto se mudou aqui pro Rio.
Em 1928, ele se mudou pra Alemanha pra fazer um tratamento de saúde (ele tava com um problema ótico). E ali, entrou em contato com vários artistas europeus.
De volta ao Brasil em 1930, o Roberto foi estudar na Escola Nacional de Belas Artes, onde conheceu vários outros arquitetos brasileiros famosos, como o Oscar Niemeyer.
Em 1934, o Roberto começou com os seus grandes projetos de Arte Moderna, que se espalhariam por diferentes partes do Brasil e de outros países. Mas se centralizariam principalmente aqui no Rio.
Mais tarde, ele passaria a se dedicar mais à Arte Abstrata.
O Roberto nunca se casou, nunca teve filhos e não se sabe de nenhum namoro dele com qualquer pessoa que seja. Mas há quem diga que viu ele várias vezes frequentando bares gays da Zona Sul do Rio.
Ele morreu em 04 de Junho de 1994, exatamente 2 meses antes de completar 85 anos.
Atualmente, quando surge o assunto da homossexualidade do Roberto, os parentes dele geralmente não negam nada, mas tentam desconversar. Dizem que só o que interessa é que ele era muito discreto, dizem que as obras dele são mais importantes do que a sexualidade dele...
Bom, ninguém tá tirando a importância das obras dele. Mas, numa sociedade onde tentam implantar uma mentalidade evangélica miso-hômica, os homossexuais e bissexuais precisam saber sempre quem foram os gays importantes da História. Até pra que esses sejam usados como referência na luta contra a miso-homia.
Oggi parleremo un po’ di un altro personaggio storico gay: l’artista e architetto brasiliano Roberto Burle Marx.
Lui è nato in São Paulo, il 4 Agosto del 1909.
Figlio di genitori molto eruditi che erano amanti delle arti, Roberto ha sempre avuto un contatto diretto con la cultura.
Sua madre aveva una collezione di varie piante. E lei ha svegliato in lui fin dall’infanzia l’amore per le piante e per le decorazioni dei giardini.
Nel 1913, la famiglia di Roberto si è trasferita a Rio de Janeiro.
Nel 1928, lui si è trasferito in Germania per avere un trattamento sanitario negli occhi. E lì è venuto in contatto con numerosi artisti europei.
Roberto estudió en la Escola Nacional de Belas Artes, donde concoció a muchos otros arquitectos brasileños famosos, como Oscar Niemeyer.
En 1934, Roberto comenzó con sus grandes proyectos de Arte Moderna, que se distribuyen en diferentes partes de Brasil y otros países. Pero la mayor parte está en Rio de Janeiro.
Más tarde, se dedicaría más al Arte Abstracta.
Roberto nunca se casó, nunca tuvo hijos y no sabe de cualquier persona de quien haya sido novio. Pero algunos dicen que lo vieron frecuentar repetidamente bares gay de la Zona Sur de Río de Janeiro.
Roberto died on June 4th, in 1994, exactly 2 months before reaching the age of 85.
Currently, when somebody mentions his homosexuality, his relatives generally don’t deny anything, but they try to change the subject. They say he was just very discreet, they say his works are much more important than his sexual behavior…
Well, nobody is diminishing the importance of Roberto’s works. But the current Brazil is a society where some sons of whores try to impose a homophobic pentecostal mentality. Thus, homosexuals and bisexuals need to know about the important LGBT people in our History. Even for these to be used as a reference in the fight against homophobia.

2 comentários:
isto é que é o preconceito de uma das formas mais sutis e cruéis.
a pessoa vive a vida inteira no armário, muitas vezes por causa da família (ainda que muitas vezes tenham vida sexual ativa, é tudo sempre escondido, com todo o terror de viver este tipo de situação).
e nem depois de morto pode ser tirado do armário.
quando não negam veemente, apesar de todos os indícios, ou dizem que a suposta homossexualidade de fulano é uma ofensa à memória dele, ou á família, ou na impossibilidade de negar, dissociam a sexualidade e a obra dele, dizendo que sexualidade dele não tem relação com o trabalho, a memória, a vida, a biografia, etc.
basta lembrar a reação da família do fernando pessoa.
no entanto quando se trata de heterossexuais, ninguém dissocia as coisas.
só para citar um exemplo, ernest hemingway, ninguém dissocia a vida, a obra, a biografia, da sexualidade e das mulheres com quem ele se envolveu.
Exatamente.
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