domingo, 29 de dezembro de 2013

ENTRE SER REI DE SÃO PAULO E CONTINUAR VIVO, ELE PREFERIU CONTINUAR VIVO

E no mês passado não deu tempo de fazer o post sobre o quadro o mês, né? Então, lá vai ele:
A gente vai falar sobre Aclamação de Amador Bueno da Ribeira.
Embora tenha sido pintado pelo Oscar Pereira da Silva em 1909, ele retrata uma situação bem anterior a isso...
Em 1640, o Rei Felipe IV de Habsburgo, que governava Espanha e Portugal, perdeu esse último país pro Duque de Bragança, que foi reconhecido como o novo Rei de Portugal, com o nome de João IV.
No início de 1641, quando a notícia chegou aqui, os índios e os colonos portugueses que moravam perto da Vila de São Paulo do Ipiranga começaram a pensar em seguir os passos dos lisboetas, ou seja, não aceitar mais um rei estrangeiro: queriam que as terras deles fossem governadas por um rei nativo das terras deles.
Ao mesmo tempo, os colonos de origem espanhola não gostaram nada de ver o rei deles perdendo Portugal, que tinha sido governado por reis espanhóis desde 1580. E então, provavelmente como vingança, resolveram dar força às ideias dos portugueses revoltados e dos índios em não reconhecer o novo Rei de Portugal como soberano deles.
E em Abril de 1641, um grupo de rebeldes reconheceram como Rei de São Paulo um fazendeiro local chamado Amador Bueno da Ribeira, escolhido por ser o habitante mais rico da vila. Mas parece que fizeram isso sem nem consultar ele!
Assim, quando os paulistas chegaram em público diante do cara e anunciaram a ele o que tinham decidido, gritaram:

“Salve Amador I, Rei de São Paulo!”

E ele teve o bom senso de responder:

“Viva João IV, Rei de Portugal, de quem eu sou um leal vassalo!”

Furiosos, os rebeldes perseguiram ele até que ele conseguiu se refugiar no monastério beneditino da vila, sendo protegido pelos monges. E é essa parte da história que o quadro retrata.
Bom, só com a intervenção dos monges e depois de muita falação, o Amador fez os rebeldes entenderem que qualquer um que se tornasse Rei de São Paulo naquelas condições não continuaria nesse trono (e nem mesmo continuaria vivo) nem sequer por mais 1 ano: com menos de 2000 habitantes de origem europeia, sem exército nenhum, sem muro de proteção nem fortaleza nenhuma e apoiado (sendo otimista) por algumas poucas centenas de colonos de outras regiões, o Reino de São Paulo seria destruído a mando do João IV no máximo depois de poucos meses. E imaginem o que fariam com os habitantes!
Então, evidentemente, a ideia foi abandonada.

El cuadro de que hablaremos este mes es Aclamação de Amador Bueno da Ribeira.
Nos fue dejado por Oscar Pereira da Silva en 1909, pero muestra una situación muy más antígua...
El Rey Felipe IV de Habsburgo era el señor de España y Portugal. Pero el Duque de Bragança se le quitó este último país en 1640. Pasaría a ser el Rey Juan IV, de Portugal.
A principios de 1641, la noticia llegó a Brasil. Y los indios y los colonos portugueses que vivían en Vila de São Paulo do Ipiranga comenzaron a pensar de seguir los pasos de los portugueses: no aceptarían otro rey extranjero, pero querían que su tierra fuera gobernada por un rey nativo de su tierra.
Y así, hicieron lo que pudieron para aclamar un rey brasileño en 1641. Pero nada ocurrió en la práctica.

In 1641, a group of Brazilian rebels decided to crown a farmer named Amador Bueno da Ribeira as King of São Paulo. They did that because he was the richest man who lived nearby at that time. But they didn’t ask him anything before that!
So when they arrived before the man in public and announced to him what they had decided, they shouted:

“Save Amador I, King of Sao Paulo!”

Well, he was intelligent enough to reply:

“Save John IV, King of Portugal!”

Furious, the rebels chased him until he could take refuge in the benedictine monastery of the village, where he was protected by the monks. And this is what the picture portrays.

Alcune persone hanno cercato di trasformare São Paulo in una monarchia indipendente nel secolo XVII. Ma la città aveva meno di 2000 abitanti di origine europea, non aveva esercito, non aveva nessun muro di protezione e nessuna fortezza e sarebbe sostenuta al massimo da poche centinaia di coloni provenienti da altre regioni se armasse una rivolta contro Portogallo.
Chiunque diventerebbe Re di São Paulo in quelle condizioni non continuerebbe su quel trono (e nemmeno vivo) per 1 anno in più: il Regno di São Paulo sarebbe distrutto sotto gli ordini del Re Giovanni IV di Braganza al massimo dopo pochi mesi. E si può immaginare che cosa i portoghesi farebbero con la gente!
Poi, naturalmente, l’idea è stata abbandonata.

Até!

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