E no mês passado não deu
tempo de fazer o post sobre o quadro o mês, né? Então, lá vai ele:
A gente vai falar sobre
Aclamação de Amador Bueno da Ribeira.
Embora tenha sido
pintado pelo Oscar Pereira da Silva em 1909, ele retrata uma situação bem
anterior a isso...
Em 1640, o Rei Felipe
IV de Habsburgo, que governava Espanha e Portugal, perdeu esse último país pro
Duque de Bragança, que foi reconhecido como o novo Rei de Portugal, com o nome
de João IV.
No início de 1641,
quando a notícia chegou aqui, os índios e os colonos portugueses que moravam
perto da Vila de São Paulo do Ipiranga começaram a pensar em seguir os passos
dos lisboetas, ou seja, não aceitar mais um rei estrangeiro: queriam que as
terras deles fossem governadas por um rei nativo das terras deles.
Ao mesmo tempo, os
colonos de origem espanhola não gostaram nada de ver o rei deles perdendo
Portugal, que tinha sido governado por reis espanhóis desde 1580. E então,
provavelmente como vingança, resolveram dar força às ideias dos portugueses
revoltados e dos índios em não reconhecer o novo Rei de Portugal como soberano
deles.
E em Abril de 1641, um
grupo de rebeldes reconheceram como Rei de São Paulo um fazendeiro local
chamado Amador Bueno da Ribeira, escolhido por ser o habitante mais rico da
vila. Mas parece que fizeram isso sem nem consultar ele!
Assim, quando os
paulistas chegaram em público diante do cara e anunciaram a ele o que tinham
decidido, gritaram:
“Salve Amador I, Rei de
São Paulo!”
E ele teve o bom senso
de responder:
“Viva João IV, Rei de
Portugal, de quem eu sou um leal vassalo!”
Furiosos, os rebeldes
perseguiram ele até que ele conseguiu se refugiar no monastério beneditino da
vila, sendo protegido pelos monges. E é essa parte da história que o quadro
retrata.
Bom, só com a
intervenção dos monges e depois de muita falação, o Amador fez os rebeldes entenderem
que qualquer um que se tornasse Rei de São Paulo naquelas condições não
continuaria nesse trono (e nem mesmo continuaria vivo) nem sequer por mais 1
ano: com menos de 2000 habitantes de origem europeia, sem exército nenhum, sem
muro de proteção nem fortaleza nenhuma e apoiado (sendo otimista) por algumas
poucas centenas de colonos de outras regiões, o Reino de São Paulo seria
destruído a mando do João IV no máximo depois de poucos meses. E imaginem o que
fariam com os habitantes!
Então, evidentemente, a
ideia foi abandonada.
El cuadro de que
hablaremos este mes es Aclamação de Amador Bueno da Ribeira.
Nos fue dejado por Oscar
Pereira da Silva en 1909, pero muestra una situación muy más antígua...
El Rey Felipe IV de
Habsburgo era el señor de España y Portugal. Pero el Duque de Bragança se le
quitó este último país en 1640. Pasaría a ser el Rey Juan IV, de Portugal.
A principios de 1641,
la noticia llegó a Brasil. Y los indios y los colonos
portugueses que vivían en Vila de São Paulo do Ipiranga comenzaron a pensar de
seguir los pasos de los portugueses: no aceptarían otro rey extranjero, pero
querían que su tierra fuera gobernada por un rey nativo de su tierra.
Y así, hicieron lo que
pudieron para aclamar un rey brasileño en 1641. Pero nada ocurrió en la
práctica.
In 1641, a group of Brazilian
rebels decided to crown a farmer named Amador Bueno da Ribeira as King of São
Paulo. They did that
because he was the richest man who lived nearby at that time. But they didn’t
ask him anything before that!
So when they arrived before the man in public and announced to him what
they had decided, they shouted:
“Save Amador I, King of Sao Paulo!”
Well, he was intelligent enough to reply:
“Save John IV, King of Portugal!”
Furious, the rebels chased him until he could take refuge in the benedictine
monastery of the village, where he was protected by the monks. And this is what the
picture portrays.
Alcune persone hanno
cercato di trasformare São Paulo in una monarchia indipendente nel secolo XVII.
Ma la città aveva meno di 2000 abitanti di origine europea,
non aveva esercito, non aveva nessun muro di protezione e
nessuna fortezza e sarebbe sostenuta al massimo da poche centinaia di coloni provenienti
da altre regioni se armasse una rivolta contro Portogallo.
Chiunque diventerebbe Re
di São Paulo in quelle condizioni non continuerebbe su quel trono (e nemmeno
vivo) per 1 anno in più: il Regno di São Paulo sarebbe distrutto sotto gli
ordini del Re Giovanni IV di Braganza al massimo dopo pochi mesi. E si può immaginare che cosa i portoghesi farebbero con la gente!
Poi, naturalmente, l’idea
è stata abbandonata.
Até!

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