POMOS DE OUROS DAS
HESPÉRIDES
Pouco depois do início
do Mundo, quando terminou a guerra entre os deuses e os titãs, esses últimos
foram derrotados e, quase todos, destruídos.
Entre os poucos que
receberam castigos alternativos se destaca o titã Atlas, condenado a passar o
resto da eternidade segurando o peso do Céu pra impedir que ele se choque
contra a Terra.
Mais ou menos na mesma
época, Zeus se casou com Hera. E a divina noiva recebeu como presente de
casamento da deusa Gaia 3 pomos de ouro.
Desejando que o tesouro
não fosse tocado por ninguém, Hera deixou os 3 pomos no Jardim dos Deuses,
localizado no Extremo Ocidente do Mundo. E nomeou ninfas conhecidas como
Hespérides como guardiãs do jardim.
Pra ajudar as ninfas a
proteger o jardim, lá foi colocado um dragão de 100. E Hera determinou que os
pomos nunca poderiam sair do Jardim dos Deuses.
Roubar os pomos de ouro
guardados pelas Hespérides e levar pra Micenas foi o 11º trabalho do Hércules.
Depois de passar por
uma série de aventuras e enfrentar vários perigos enquanto se encaminhava pro
Jardim dos Deuses, o herói ouviu um conselho do titã Prometeu: não entrar
pessoalmente no Jardim dos Deuses, mas sim pedir ao Atlas que fosse até lá e
pegasse os pomos.
Chegando diante do
titã, o Hércules fez a ele esse pedido, se oferecendo pra segurar o Céu
enquanto ele ia lá buscar os pomos. Mas quando o Atlas voltou, disse que ele
mesmo iria a Micenas levar os pomos.
O Hércules fingiu
aceitar. Mas pediu ao Atlas que segurasse o Céu só por alguns segundos enquanto
ele cobria os ombros com uns panos pra se proteger do peso do Céu. E o titã
deixou os pomos no chão e fez o que ele pediu. Mas o herói, nesse mesmo
instante, pegou os pomos e voltou pra Micenas.
Outra versão conta que
o Hércules foi pessoalmente ao jardim, matou o dragão (ou esperou que ele
dormisse) e roubou os pomos de ouro quando as Hespérides não estavam vendo,
voltando pra Micenas logo depois.
Ao perceberem o roubo,
as Hespérides entraram em pânico e se transformaram em árvores, procurando
assim escapar do castigo de Hera, que certamente viria quando a deusa ficasse
sabendo do roubo.
Cumprido o trabalho, o
Hércules entregou os pomos à deusa Atena, que recolocou eles no Jardim dos
Deuses.
Outra versão conta que
o trabalho do herói consistia em livrar as Hespérides dos ataques do Rei do
Egito.
Nessa versão, elas eram
pastoras de carneiros, dos quais o soberano egípcio queria se apropriar. E o
Hércules resolveu o problema pra elas.
CAPTURA DO MONSTRO
CÉRBERO
Quando um praticante do
Helenismo morre, o espírito dele vai ao Hades, o mundo dos mortos helenos, onde
vai ser julgado pra receber recompensa ou castigo, de acordo com o tipo de vida
que tenha levado.
Mas antes do
julgamento, ao passar pela entrada do Hades, cada espírito heleno vê o monstro
Cérbero montando guarda ali.
A função principal dele
é impedir que qualquer criatura entre no Hades a não ser os próprios espíritos dos
mortos. Mas, caso alguém entre, ele tem que impedir de sair.
Capturar o Cérbero e
levar ele até Micenas foi o 12º e último trabalho do Hércules.
Entrando em contato com
Plutão, o rei dos deuses da morte, o herói recebeu dele a autorização pra levar
o monstro, desde que não usasse nenhum tipo de arma ao fazer isso.
Descendo ao Hades, o Hércules
se atracou com o Cérbero. E mesmo levando várias mordidas profundas e dolorosas
do monstro, o herói conseguiu dominar ele com as próprias mãos e foi arrastando
ele até Micenas.
Cumprido o trabalho, o
Hércules levou o Cérbero de volta até a entrada do Hades e soltou ele lá.
Embora a aparência do
Cérbero varie um pouco de uma versão pra outra do mito, ele é sempre descrito
como uma criatura parecida com um cachorro, com várias cabeças (a quantidade
varia de uma versão pra outra) e com serpentes enlaçadas em volta do corpo
dele.
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