Oi!!!
Hoje a gente vai dar uma olhada em outro personagem histórico gay: o adestrador de cães brasileiro Edson Néris da Silva.
Como acabou de ser comemorado o Dia Mundial Contra a Miso-Homia, é interessante a gente se lembrar dele aqui, já que, tragicamente, ele entrou pra História dos Diretos Humanos no Brasil.
O Edson nasceu em São Paulo, em 1964.
Na madrugada de 06 de Fevereiro do ano 2000, ele foi passear com o namorado na Praça da República, em São Paulo.
De repente, os 2 foram abordados por um bando de pitboys, que começaram a bater neles. E embora o namorado dele tenha conseguido fugir correndo, o Edson foi derrubado no chão e, durante cerca de 20 minutos, recebeu centenas de chutes e de golpes de ripas de madeira, correntes e socos ingleses.
Com traumatismo craniano, ferimentos múltiplos e várias hemorragias internas, ele morreu logo depois.
Pela 1ª vez na História do Brasil, a polícia se mobilizou pra investigar o assassinato de um homossexual explicitamente morto pelo fato de ser homossexual. E conseguiram localizar e prender 18 bandidos que participaram do ataque e depois foram tomar cerveja num bar pra comemorar o que tinham feito.
Além desses 18, tinham cerca de 10 outros no bando que não puderam ser presos porque eram menores.
Foi a partir dessa situação que o Código Penal Brasileiro começou a acordar mais (pelo menos, comparado ao que era antes) pra questão dos crimes de ódio contra homossexuais e bissexuais, dando um pouco mais de força à questão dos Direitos Humanos.
Mas enfim: é por causa de situações desse tipo que qualquer pessoa que não é heterossexual tem que ficar eternamente defendendo os seus direitos no Brasil.
NÓS NÃO QUEREMOS PRIVILÉGIOS! Queremos apenas direitos e não queremos ser agredidos nem mortos só porque alguém não concorda com o nosso comportamento sexual.
Mas, quando você explica tudo isso didaticamente e racionalmente a alguém que é contra nós, principalmente quando você explica tudo isso didaticamente e racionalmente a pentecostais e neopentecostais, eles simplesmente tapam os ouvidos e dão aquelas respostas que a gente conhece bem:
Preciso acrescentar mais alguma coisa?
Fica aí algo pra refletir.
Até a próxima!


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