Oi!!!
Como sabemos, 08 de Março é o Dia Internacional da Mulher. Então, eu quero aproveitar a oportunidade pra falar sobre o feminismo.
Uma vez eu fiz um post no Super CECG&B sobre o machismo. Se alguém quiser ver, acho que ele complementa um pouco esse post aqui. Lá vai o link:
Bom, se alguém me perguntar se o feminismo já foi necessário, eu respondo tranquilamente que sim. Nas épocas em que as mulheres não tinham vez nem voz na sociedade.
Existem situações específicas em que um extremismo só é derrubado (ou pelo menos enfraquecido) com o extremismo oposto. E esse foi o caso do feminismo contra a sociedade patriarcal.
Numa época em que nenhuma mulher ocupava nenhum posto de liderança social, numa época em que as mulheres casadas só podiam trabalhar e votar com autorização por escrito dos maridos, numa época em que nenhuma mulher nunca tinha sido nem sequer prefeita na política brasileira (sim: mais ou menos até o meio do século XX as coisas funcionavam assim!), ALI foi necessário que o feminismo viesse com toda a força que pudesse.
As mulheres não tinham os mesmos direitos que os homens aos olhos da lei. Portanto, era preciso NAQUELA ÉPOCA conquistar esses direitos, evidentemente.
Mas hoje esses direitos já foram conquistados. Não podem nem mais dizer que nenhuma mulher nunca foi eleita Presidente do Brasil. E depois reeleita, não se esqueçam!
No Brasil, a mulher JÁ TEM os mesmos direitos sociais que o homem. Então, pra falar em feminismo em 2017, só se você quiser que a mulher tenha MAIS direitos do que o homem, e não os mesmos direitos que o homem.
Aí vai ter gente que vai dizer:
“Ah, mas mesmo na política a quantidade de mulheres é muito menor do que a quantidade de homens. Então, ainda não existe igualdade.”
Bom, pelo menos quando se trata de um sistema político democrático (e o Brasil pretende ser um), a gente só pode votar nos candidatos que aparecem. E caso alguém ainda não tenha percebido, a quantidade de candidatos homens é bem maior do que a quantidade de candidatas mulheres.
Se as mulheres querem que a quantidade delas aumente na política, elas têm que se candidatar mais a cargos políticos. Eu não posso votar na Fulana de Tal se a Fulana de Tal não se candidatou.
Agora revisando uma parte lá de cima do texto, eu mencionei o feminismo como uma forma de extremismo, o que eu já sei que muitas feministas vão dizer que não é verdade.
Bom, é só prestar atenção nos discursos feministas que a gente vai perceber em pouco tempo muito mais palavras de aversão contra os homens do que de busca pelos direitos das mulheres.
Vou dar um exemplo simples. Na última eleição pra Prefeitura do Rio de Janeiro, a candidata Jandira Feghali declarou:
“O que os prefeitOs não fizeram, uma prefeitA terá coragem de fazer.”
Agora imaginem se fosse ao contrário. Se um determinado posto de comando tivesse sido ocupado até hoje só por mulheres, se agora um homem se candidatasse a esse posto e se ele chegasse em público e falasse:
“O que as mulheres que ocuparam esse posto não fizeram, um homem terá coragem de fazer.”
No dia seguinte iam ter passeatas feministas, com frases de ódio contra esse homem escritas em cartazes em letras garrafais. Além de feministas com olhos arregalados, rangendo os dentes e exigindo que a candidatura dele fosse cassada.
Embora muitas mulheres feministas não assumam isso, o que elas chamam de “feminismo” na prática é o simples fato de passar o tempo todo reclamando dos homens e falando mal dos homens.
Na verdade, o feminismo parte do princípio de que nenhum homem presta, mas toda mulher é uma santa.
Bom, pelo que eu já vi ao longo da minha vida, santo ninguém é. Você pode pensar na pessoa mais boazinha que você conhece que você vai ver que, pelo menos em determinados momentos, ela tomou atitudes que foram no mínimo questionáveis em termos de honestidade (não importa se ela tem um pênis ou uma vagina entre as pernas). É ou não é?
Quanto a prestar ou não prestar, lamento informar a quem tem uma visão idealizada de um determinado grupo, mas em todo grupo de pessoas existe gente que presta e gente que não presta.
Então, se você quiser dividir a Humanidade em ‘grupo dos homens’ e ‘grupo das mulheres’, fatalmente você vai encontrar gente que presta e gente que não presta dos 2 lados. E a mesma coisa se você dividir a Humanidade em ‘grupo dos homossexuais’ e ‘grupo dos heterossexuais’, ‘grupo dos ocidentais’ e ‘grupos dos orientais’ e por aí vai.
Partir do princípio de que um grupo de pessoas está sempre certo não importa qual seja a situação e outro grupo está sempre errado não importa qual seja a situação é o 1º passo pra chegar ao extremismo.
Você nunca percebeu que qualquer ato de fanatismo esportivo, de fanatismo religioso ou de fanatismo político começou exatamente por causa disso?
“O MEU GRUPO ESTÁ CERTO E O TEU ESTÁ ERRADO!!! ENTÃO, VOU ATACAR O TEU GRUPO E VOU TE METER A PORRADA!!!”
Esse é um discurso comum de qualquer fanático quando encontra alguém que pensa diferente dele. Quando uma torcida organizada de um time de futebol encontra outro time, quando um grupo de petistas encontra um grupo que não apoia o Lula nem Dilma ou quando um bando de pentecostais encontra um candomblecista, você sempre ouve alguma coisa parecida com isso saindo da boca dos membros desse grupo. Podem até não chegar à agressão física, mas muito provavelmente vão passar bem perto disso. Minimamente vão acontecer agressões verbais em fase extrema.
E quando uma feminista manifesta as ideias dela e a pessoa que está ouvindo não concorda com o que ela falou ali, o que a gente vê muitas vezes é exatamente esse tipo de reação. Você vê explicitamente nos atos, no tom de voz e nas demais reações dessa feminista que, se ela pudesse, ela voaria em cima da pessoa que não concordou com ela e despedaçaria essa pessoa a dentadas!
Principalmente se a pessoa em questão for homem, é claro.
Aí entra aquela ideia das feministas extremistas (denominadas “femistas” ou “feminazistas” em alguns casos) de que o homem tem que ser odiado a qualquer preço. Não importa o que ele pensa. Ele só tem que calar a boca e baixar a cabeça quando uma mulher fala.
Quando uma feminista desse tipo encontra um homem que não reage assim, antes de tudo ela chama ele de “machista”. E daí pra frente, ela surta, tem um ataque histérico e cacareja um monte de coisas sem sentido.
Na verdade, ESSE tipo de feminista é que acaba produzindo mais ódio contra TODAS as feministas. Da mesma forma que um cristão que faz um discurso agressivo, extremista e fanático acaba produzindo ódio contra TODOS os cristãos. É o mesmo processo.
O mais curioso é que criaturas desse tipo nem percebem que elas só conseguem o apoio de pessoas que são extremistas no mesmo nível que elas em relação a defender as mesmas ideias. Entre as pessoas mais sensatas, na melhor das hipóteses, todos os tipos de extremistas viram motivo de piada.
Aliás, a tendência é que qualquer pessoa mais sensata (que pode até defender as mesmas ideias, mas com um discurso mais equilibrado, mais racionalizado) vá fugir desse tipo de extremista e vá passar a rejeitar qualquer contato direto com quem se expressa assim.
Já que eu mencionei agressões físicas (ou a quase chegada a elas) nos exemplos acima, por que só são levadas em conta as agressões praticadas por um homem contra uma mulher? Por que a situação é sempre banalizada e desconsiderada quando uma mulher agride um homem?
É evidente que, se um homem bateu numa mulher, ele tem que responder juridicamente pelo que fez. Mas por que não existe a mesma consciência quando uma mulher bate num homem? Por que tratam a situação como se ela não tivesse feito nada de errado?
Não venham me falar em diferença de força física! Se você já tentou segurar uma mulher adulta que estava irritada com alguém, sem dúvida que você já viu que ela não é tão “frágil e indefesa” quanto certos discursos hipócritas pregam. E o que você encontra nas situações de agressão física praticadas por uma mulher (muitas vezes contra crianças, contra homens velhos ou contra homens com deficiências físicas inclusive) quase sempre é exatamente uma mulher adulta irritada com alguém.
Mais uma coisa: é claro que existem homens machistas que acham que têm o direito de bater nas mulheres só porque são homens e outras situações parecidas com essa. Alguém aqui está defendendo isso? Óbvio que não. E se algum homem fez isso, chamem e polícia e ele que se entenda com a lei. Mas eu também já vi situações em que o homem só bateu na mulher quando ele perdeu a paciência, depois que ELA tinha dado vários tapas e vários socos nele primeiro. Por que os tapas e o socos que ela deu nele não foram levados em conta?
É essa a “igualdade” que o feminismo prega?
E mesmo que você queira defender a “fragilidade física feminina”, se a mulher está com uma arma na mão, a força física nem tem como ser levada em conta (ao contrário do que os discursos feministas defendem exacerbadamente).
Mesmo quando a agressão que acontece não é física, uma feminista sempre acha que ela tem o direito de gritar com qualquer homem, mas quer botar na cadeia qualquer homem que grite com ela. Ela sempre acha que ela tem o direito de xingar qualquer homem, mas quer botar na cadeia qualquer homem que xingue ela.
Concluímos que é essa a “igualdade” que o feminismo defende.
Agora lembrando atitudes ditas “feministas” que não têm sentido, vamos ver 1 dos exemplos: a tal da “marcha das vadias”.
As mulheres que participam dessa manifestação enchem a boca pra dizer que aquilo ali é uma manifestação feminista e que elas estão ali lutando pelos direitos das mulheres.
Bom, o que a gente vê ali na prática? Um monte de mulheres aparentemente bêbadas e/ou drogadas, nuas ou seminuas no meio da rua, com frases agressivas contras os homens escritas pelo corpo.
Se um repórter se aproxima pra pedir uma explicação do motivo de elas se comportarem assim, muitas delas não respondem nada. Só dão aquelas risadas de bêbadas e ficam rodando a cabeça e se jogando pra lá e pra cá.
Eu só não entendi uma coisa: um monte de mulheres bêbadas ou drogadas (se elas não estão, tudo demonstra que estão), nuas ou seminuas em público, com frases agressivas escritas pelo corpo, rindo de forma insana em vez de dar explicações lógicas está ajudando a lutar pelos direitos de quem? Aliás, isso está ajudando quem no que quer que seja?
E o pior é que isso acaba prejudicando os gays, porque tem gente que pensa que aquilo ali é a parada gay.
Pra encerrar, quero destacar um erro que muita gente comete: achar que o feminismo veio trazer a igualdade entre o homem e a mulher... Sinceramente, depois de tudo o que a gente colocou em questão até agora, vocês viram algum igualdade sendo pregada pelo feminismo?
Não estou nem falando do que eu escrevi nesse texto aqui, mas das manifestações feministas que a gente vê sempre no dia a dia em todo lugar.
Se você é a favor da igualdade pra todos, você não é feminista. Você é democrata. Democracia não é feminismo. Aliás, passa longe de ser.
Querem algumas pequenas provas do que eu acabei de dizer? Pois não. Vamos lá:
A democracia parte do princípio de que os homens e as mulheres têm que ser iguais em direitos e deveres, ou seja, aí sim, igualdade entre homens e mulheres; o feminismo, como vimos em vários exemplos acima e como também vemos em outros exemplos no dia a dia nos mais variados lugares, parte do princípio de que as mulheres têm que ter mais direitos do que os homens (e não os mesmos direitos que os homens) e de que as mulheres não têm que ter nenhum dos deveres dos homens. Ou seja, PRIVILÉGIOS (sim, porque direito sem dever não é direito, é privilégio) das mulheres sobre os homens.
A democracia parte do princípio de que cada indivíduo (homem ou mulher) sabe o que é bom pra si; o feminismo parte do princípio de que SÓ A MULHER SABE O QUE É BOM, tanto pra ela quanto pro homem.
A democracia entende que cada indivíduo pode escolher se quer ou não ter alguém ao lado dele (se quer ser acompanhado por um homem, por uma mulher ou simplesmente por ninguém); o feminismo parte do princípio de que todo homem TEM QUE TER uma mulher ao lado dele, porque mulher vive numa boa sem homem, mas homem não tem condições de sobreviver sem mulher.
A democracia defende como um dos seus principais fundamentos que cada indivíduo tem o direito de manifestar a sua opinião, mas ninguém é obrigado a concordar com essa opinião; o feminismo parte do princípio de que toda mulher tem o direito de dar a sua opinião, de que todos os homens têm o dever e a obrigação de concordar com qualquer opinião emitida por uma mulher e de que as opiniões dos homens não têm valor nenhum e, por isso mesmo, eles devem até ser impedidos de dar qualquer opinião sempre que possível (a famosa frase “CALA A BOCA PORQUE VOCÊ É HOMEM!!!”, que tantas feministas gostam tanto de gritar nos seus frequentes momentos de histeria).
A democracia também defende como outro dos seus principais fundamentos que a maioria das pessoas que se manifestam em qualquer situação devem decidir o que deve ser feito; o feminismo parte do princípio de que as mulheres sempre devem decidir o que deve ser feito, mesmo quando elas não são a maioria.
Deu pra perceber a diferença entre feminismo e democracia? Pois é.
Fica aí algo pra refletir.
Até a próxima!