Oi!!!
Fechando o mês, a gente vai dar uma olhada no filme She-Wolf of London, lançado no Brasil como A Fera de Londres e A Mulher Lobo de Londres.
No post abaixo desse aqui, eu falei sobre Werewolf of London (1935). E me parece que esse aqui recebeu o nome de She-Wolf of London por motivos marketeiros, pra pegar carona na fama do outro, como se fosse uma continuação, já que ambos os filmes são da Universal Studios... Mas não é uma continuação.
She-Wolf of London foi todo gravado em Dezembro de 1945, na California. E foi lançado pela 1ª vez nos Estados Unidos em Maio de 1946.
O diretor foi o Jean Yarbrough e os roteiristas foram o Dwight V. Babcock e o George Bricker.
O ano em que o filme se passa nunca é dito explicitamente. Só se menciona que é na virada do século (ou seja, em algum momento entre 1895 e 1905).
A história começa com a Scotland Yard intrigada com vários cadáveres encontrados recentemente num parque de Londres. E eles têm sempre marcas de unhas e dentes que parecem ter sido deixadas por um animal feroz. E como alguém viu uma mulher usando um longo vestido e um capuz andando pelo parque nessas ocasiões, começaram alguns boatos de que tem um lobisomem no parque. E de que a tal mulher deve ser o monstro...
A crença na presença do lobisomem parece ser reforçada pelo fato de que todos os cachorros que vivem nas proximidades tão agindo de modo estranho (uivando a madrugada toda sem parar e atacando seus donos sem nenhum motivo aparente), como se tivessem nervosos com alguma coisa.
Enquanto isso, uma garota rica, chamada Phyllis, que mora numa mansão perto do parque, tá feliz da vida com a aproximação do casamento dela com o noivo Barry.
Na mansão, ela mora com uma mulher que ela acredita ser uma tia dela, chamada Martha, e a filha dessa, chamada Carol.
Acontece que a Martha não tem nenhum parentesco com a Phyllis: ela era empregada dos pais da garota e, quando eles morreram, aparentemente quando a Phyllis ainda era muito pequena, ela inventou essa história de que era tia dela pra ficar com a mansão e a fortuna da família. E agora, se a Phyllis se casar, o testamento e os documentos da casa vão ser lidos e a farsa dela vai ser descoberta!
Por outro lado, a Phyllis vive traumatizada com uma lenda sobre a família dela: dizem que existiam lobisomens entre os antepassados dela.
E assim, frequentemente, ela tem pesadelos quando dorme, nos quais ela se vê se comportando como um lobisomem. Na verdade, ela morre de medo de ter herdado essa maldição dos antepassados.
Dizendo que quer acalmar a sobrinha, a Martha prepara copos de leite quente pra ela todas as noites. E quando a garota acorda de manhã, vê que a barra da saia dela tá suja de lama, assim como tem sempre um par de sapatos sujos de lama perto da cama, como se ela tivesse saído há poucas horas. Mas ela não se lembra de nada além dos pesadelos que teve.
As coisas pioram quando, numa manhã, a Phyllis acorda com as mãos sujas de sangue.
Quando fica sabendo das mortes no parque, ela começa a ficar perturbada, já que ela acha que é ela que tá fazendo aquilo. E começa a se trancar no quarto e não querer ver ninguém. Nem mesmo o Barry! Enquanto a Martha aproveita a oportunidade pra tentar separar o casal de vez...
Mas o Barry, depois de muita insistência, consegue se reaproximar da Phyllis.
Depois da mesma situação se repetir várias vezes com a Phyllis, ela vai conversar com a Carol e diz que acha que ela é o lobisomem que tá matando as pessoas no parque.
A Carol não acredita nisso, mas entende que tem alguma coisa muito estranha acontecendo ali e resolve chamar a polícia.
A empregada da casa, chamada Hannah, também conclui que tá acontecendo alguma coisa fora do comum e decide seguir os passos da Martha pela casa.
Ela entra de novo no quarto da ‘sobrinha’ com uma faca escondida e dá mais um copo de leite pra ela. E quando a garota começa a ficar grogue, ela revela todo o plano dela...
A Martha é a assassina do parque. E se aproveitou dos traumas que a Phyllis tem sobre a maldição da família dela exatamente pra fazer ela pensar que era um lobisomem, drogando ela com um sonífero forte todas as noites e sujando as roupas e sapatos dela com lama, ao mesmo tempo em que lambuzava os dedos dela com sangue, enquanto ela tava dopada.
A Martha pretendia que a Phyllis enlouquecesse e fosse mandada prum hospício. E aí ela poderia ficar com a casa e com a fortuna da família dela pra sempre.
Mas agora que a Carol foi falar com a polícia, a Martha decidiu matar a Phyllis e depois dizer que ela se suicidou.
Na porta do quarto, a Hannah escuta tudo e, antes que a outra machuque a garota, ela diz que vai chamar a polícia.
A Martha corre atrás dela, mas tropeça e cai em cima da faca que ela tava carregando pra matar a Phyllis.
Nesse momento, a Carol chega com o Barry e a polícia e a Hannah conta tudo o que ouviu.
O Barry vai até o quarto da Phyllis e diz a ela que agora ela tá a salvo.
E o filme acaba.
Como vemos, tem algumas coisas bem mal explicadas no filme.
Pra início de conversa, as vítimas no parque eram encontradas com marcas de unhas e dentes que não pareciam ter sido deixadas por um ser humano, certo? Mas vemos claramente que não tem nenhum lobisomem na história.
Se a assassina do parque era uma mulher comum, e já com mais ou menos uns 50 anos, como ela conseguia com tanta facilidade matar tantas pessoas? E algumas dessas pessoas eram homens adultos e saudáveis.
É interessante lembrar que, em relação à identidade da assassina do parque, o diretor também tenta desviar as suspeitas do público pra Carol, já que, desde o início, vemos que a Martha não é uma personagem do bem. Se não tivesse outra suspeita, desde o início o público deduziria que era ela.
A Carol, sempre que pode, sai de casa de madrugada usando um vestido longo e um capuz. Mas isso é só pra não ser vista, já que ela tá interessada num homem de quem a mãe dela não gosta.
Trocando em miúdos, não passa de um filmezinho de suspense bastante simples.
The last post of the month is about She-Wolf of London.
In the previous post, I talked about Werewolf of London (1935). And it seems to me that this film here was called She-Wolf of London for marketing reasons, to use the fame of the other film. The title suggests it’s a sequel. And both films are from Universal Studios... But it’s not a sequel.
She-Wolf of London was all filmed in December 1945, in California. And it was released in the States in 1946.
It was directed by Jean Yarbrough and scriptwritten by Dwight V. Babcock and George Bricker.
The year in which She-Wolf of London takes place is never said explicitly. They only mention it’s sometime in the late 19th or early 20th century.
The film has some contradictions and unanswered situations.
For starters, some people were found killed in a park of London with injuries from nails and teeth that don’t seem to have been left by a human being. But there’s no monstrous beast in this story.
Yes: the killer was just a common woman named Martha. And she was already around her 50s. So how could this weak motherfucker massacre so many people so easily? And don’t forget some of these people were healthy adult men.
Regarding the killer’s identity, the director also tries to divert suspicion from the audience to another character named Carol. You see, from her first scenes, we already see Martha is not a good person. If there were no other suspects, the audience would understand from the beginning that she was the criminal.
Whenever she can, Carol leaves her house late at night wearing a long dress and a hood. But that’s only because she doesn’t want to be seen, since she’s interested in a man who her mother doesn’t like.
Simply put, it’s just a very simple short thriller.
In She-Wolf of London (1946), conosciuto in Italia come La Donna Lupo a Londra, vediamo la Scotland Yard incuriosita da diversi cadaveri recentemente trovati in un parco di Londra. E i cadaveri hanno sempre lesioni di unghie e denti che sembrano esser state lasciate da un animale selvatico. E come qualcuno ha visto una donna misteriosa camminando attraverso il parco in quelle occasioni, c’è chi dice che esiste un lupo mannaro nel parco e che quella donna è il mostro...
La loro fede nella presenza del lupo mannaro sembra esser rafforzata dal fatto che tutti i cani che vivono nelle vicinanze hanno cominciato a comportarsi in modo strano, come se fossero nervosi per qualcosa.
Nel frattempo, una ricca ragazza di nome Phyllis, che vive in un palazzo vicino al parco, è felice con l’approccio del suo matrimonio con il suo fidanzato Barry.
Nel palazzo, lei vive con Martha, una donna che pensa che è sua zia, e sua figlia Carol.
In realtà, Martha non ha nessuna relazione biologica con Phyllis: lei era una cameriera dei genitori della ragazza e, quando loro sono morti, ha inventato la storia che era una zia per avere il palazzo e il patrimonio della famiglia. E ora, se Phyllis si sposerà, la documentazione del palazzo sarà letta e la sua farsa sarà scoperta!
D’altra parte, Phyllis vive traumatizzata da una leggenda sulla sua famiglia: si dice che c’erano lupi mannari tra i suoi antenati.
E così, lei spesso ha degli incubi in cui si vede comportandosi come un lupo mannaro. In realtà, lei è terrorizzata di aver ereditato la maledizione dei suoi antenati.
Dicendo che vuole calmare sua nipote, Martha prepara bicchieri di latte caldo per lei ogni sera. E quando la ragazza si sveglia al mattino, vede che la sua gonna è sporca di fango, così come c’è un paio di scarpe sporche di fango vicino al suo letto. Ma non riesce a ricordare nulla (soltanto i suoi incubi).
Lei non può vedere si tratta di un piano cattivo di Martha...
En She-Wolf of London (1946), Phyllis vive en una mansión con un mujer llamada Martha, que piensa que es su tía (en verdad es una criada que quiere apoderarse de su dinero), y la hija de ella, llamada Carol.
En una mañana, Phyllis se despierta con sus manos sucias de sangre.
Personas aparecen muertas cada mañana en un parque cerca de su casa. Y cuando ella se entera de eso, empieza a ser molestarse, porque piensa que lo está haciendo. Ella se encierra en su habitación y no quiere ver a nadie. ¡Ni mismo a su novio Barry!
Pero Barry, después de mucha insistencia, puede acercarse de nuevo a Phyllis.
Después de que la misma situación se repite varias veces con Phyllis, ella va a hablar con Carol y le dice que piensa que ella es una mujer lobo que está matando a la gente en el parque.
Carol no se lo cree, pero entiende que hay algo muy extraño pasando allí y decide llamar a la policía.
La criada de la casa, llamada Hannah, también llega a la conclusión de que está pasando algo raro y decide seguir los pasos de Martha en la casa.
Ella va a la habitación de la “sobrina” con un cuchillo oculto y le da un vaso de leche para ella. Y cuando la chica empieza a aturdirse, ella se le revela todo su plan...
Martha es la asesina del parque. Y ella se aprovechó de un trauma que Phyllis tiene sobre su familia (dicen algunos que había hombres lobos entre sus antepasados) para hacerla pensar que es una mujer lobo, se la drogaba con un fuerte somnífero a cada noche y manchaba sus dedos con sangre mientras ella estaba drogada.
Martha quería que Phyllis se volviese loca y fuese enviada a un hospital psiquiátrico. Y entonces, se podría controlar la casa y la fortuna de la familia para siempre.
Pero ahora que Carol estaba hablando con la policía, Martha decidió matar a Phyllis y después decir que ella se había suicidado.
En la puerta del dormitorio, Hannah escucha todo y, antes que la otra haga daño a la chica, ella dice que va a llamar a la policía.
Martha la persigue, pero se tropieza y cae sobre el cuchillo que usaría para matar a Phyllis.
En este momento, llegan Carol, Barry y la policía. Y Hannah se les dice lo que escuchó.
Barry va a la habitación de Phyllis y le dice que ahora está segura.
Y así acaba.
Até Março!
























