quinta-feira, 31 de julho de 2014

ABRAHAM ANGEL 1905-1924

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada em outro personagem histórico gay: o artista plástico mexicano Abraham Angel.
Abraham Angel Card Valdés nasceu em Estado de México, em 07 de Março de 1905.
O pai dele era uma espécie de aventureiro galês e sumiu no Mundo pouco depois que ele nasceu.
Assim, o irmão mais velho do Abraham, chamado Adolfo, um cristão conservador fanático, se tornou uma espécie de chefe da família.
Quando o Abraham tinha cerca de 15 anos, ele conheceu o pintor Manuel Rodríguez Lozano, com quem começou a ter um romance.
Pouco depois disso, o Abraham decidiu estudar pintura na Escuela Nacional de Bellas Artes. Mas o Adolfo, como todo cristão conservador, via qualquer estilo de vida diferente do dele como “coisa do diabo”. Então, não deixou o Abraham fazer o curso. Mas ele disse que ia fazer assim mesmo. E assim, o Adolfo tomou a atitude que se esperaria de qualquer cristão conservador: expulsou o irmão de casa.
O Abraham foi morar com o Manuel. E assumiu o nome artístico de Abraham Angel, cortando os sobrenomes que tinha pra mostrar ao irmão que eles não eram mais da mesma família.
O Abraham produziu cerca de 30 pinturas. Inclusive o quadro que ilustra esse post, que é um autorretrato dele.
Quando ele tinha 19 anos, o Manuel terminou o namoro com ele e começou a ter relações com outro pintor, chamado Julio Castillejos.
O Abraham não suportou o fim do relacionamento. E em 27 de Outubro de 1924, foi encontrado morto.
Exames no cadáver revelaram que ele teve uma overdose de cocaína. Mas nunca se soube se foi um suicídio ou um exagero praticado num momento de descontrole.

Hoy hablaremos un poquito de otro personaje histórico gay: el artista mexicano Abraham Angel.
Abraham Ángel Card Valdés nació en el Estado de México, el 7 de Marzo de 1905.
Su padre era un tipo de aventurero galés que se desvaneció en el Mundo poco después de que él naciera.
Por lo tanto, el hermano mayor de Abraham, llamado Adolfo, un cristiano conservador fanático, se convertió en una especie de cabeza de familia.
Cuando Abraham tenía unos 15 años, conoció al pintor Manuel Rodríguez Lozano, con quien comenzó a tener una releción romántica.

When Abraham was 16, he decided to start painting studies at Escuela Nacional de Bellas Artes. But his brother Adolfo, as any other conservative christian, was always ready to see any different lifestyle as “devil’s work”. Then he forbade Abraham to attend this course, in order to force him to live as a christian boy. But he said he would go ahead anyway. And so, Adolfo took the only attitude that you would expect from any conservative christian: he expelled his brother from home.
Abraham went to live with his lover Manuel. And he took the stage name of Abraham Angel, abdicating to the last names he had to show his brother that they were no longer members of the same family.

Abraham ha prodotto circa 30 dipinti. E questo comprende il quadro visto sopra, che è un autoritratto suo.
Quando lui aveva 19, il suo amante Manuel ha rotto con lui: ha cominciato ad avere rapporti con un altro pittore, di nome Julio Castillejos.
Abraham non ha accettato la fine della loro relazione. E il 27 Ottobre del 1924, è stato trovato morto.
Prove sul cadavere hanno rivelato che lui ha avuto un’overdose di cocaina. Ma nessuno ha mai saputo se questo è stato un suicidio o un’esagerazione commessa in un momento di disperazione.

Até Agosto!

terça-feira, 29 de julho de 2014

RENATO RUSSO 1960-1996

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada em outro personagem histórico bissexual: o cantor e compositor brasileiro Renato Russo.
Renato Manfredini Júnior nasceu aqui no Rio, em 27 de Março de 1960.
Ele nasceu numa família de antepassados italianos.
O Renato estudou no Colégio Olavo Bilac.
Em 1973, a família dele se mudou pra Brasília.
Na adolescência, devido a problemas de saúde causados pela epifisiólise, o Renato teve que ficar 6 meses deitado numa cama. E naquele período, como se dedicou basicamente a ouvir músicas, acabou se especializando no assunto meio sem querer.
Ainda na adolescência, ele revelou à família que era bissexual.
Em 1978, o Renato se tornou baixista da banda Aborto Elétrico, na qual ficou até 1981. E foi ali que ele passou a usar o nome artístico de Renato Russo.
Depois de um breve período cantando sozinho, ele entrou pra banda Legião Urbana em 1982.
Aparentemente, no final dos anos 70 e início dos 80, o Renato levou uma vida de muito sexo sem compromisso e sem prevenções.
Mesmo depois de se tornar famoso, ele nunca chegou propriamente a esconder que era bissexual. Mas também nunca chegou a defender os direitos GLBT em público.
Em 1989, o Renato descobriu que tinha sido contaminado pelo HIV. Mas nunca declarou isso em público.
Na mesma época, ele adotou um filho: o atual produtor cultural Giuliano Manfredini.
O Renato morreu em 11 de Outubro de 1996, faltando 5 meses pra completar 37 anos, devido a complicações causadas pela AIDS.
O filme Somos Tão Jovens (2013) é inspirado na vida dele.

Oggi parleremo un po’ di un altro personaggio storico bisessuale: il cantante e compositore brasiliano Renato Russo.
Renato Manfredini Júnior è nato in Rio de Janeiro, il 27 Marzo del 1960.
Lui è nato in una famiglia di origine italiana.
Renato ha studiato al Colégio Olavo Bilac.
Nel 1973, la sua famiglia si è trasferita a Brasília.
Quando Renato era ragazzo, a causa di problemi di salute causati da epifisiolisi, ha dovuto rimanere 6 mesi sdraiato su un letto. E in quel periodo, si è dedicato principalmente ad ascoltare musica, specializzandosi in questo involontariamente.

Cuando era todavía un muchacho, Renato dijo a su familia que era bisexual.
En 1978, se convirtió en bajista de la banda Aborto Elétrico, en que se quedó hasta 1981. Y fue allí que comenzó a usar el nombre artístico de Renato Russo.
Después de una temporada breve cantando solo, él se conectó con la banda Legião Urbana en 1982.
Al parecer, en los finales de los años 70 y principios de los 80, Renato tuvo una vida con mucho sexo sin compromiso y sin prevenciones. Y probablemente por eso fue infectado con SIDA.

Even after becoming famous, Renato never hid that he was bisexual. But he never got to defend LGBT rights in public.
In 1989, he discovered he had been infected with HIV (presumably because of his promiscuous lifestyle in his post-adolescence). But he never declared that in public.
At the same time, Renato adopted a son: Giuliano Manfredini.
Renato died on October 11th, in 1996, 5 months before his 37th birthday, due to complications caused by AIDS.
In 2013, a film based on his life was released. It’s called Somos Tão Jovens.

Até!

domingo, 27 de julho de 2014

ARISTÓTELES 384-322 a.C.

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada no, biólogo, filósofo, físico, historiador, metafísico, poeta e político grego Aristóteles.
Já fiz um post sobre ele uma vez no Gringo-lindo. Mas aqui vai uma reedição.
Ele nasceu em 384 a.C., na Macedônia, região que tinha uma cultura completamente grega na classe alta.
O pai do Aristóteles era o médico do Imperador Amintas II, o que fazia dele um cara de destaque na corte... Mas, aos 16 anos, com a morte do pai, ele saiu da Macedônia e foi morar em Atenas, pra estudar. E ingressou na Academia do Platão, que, a partir daí, virou o mestre dele pelos próximos 21 anos, até morrer, assim como o Sócrates também tinha sido o mestre do Platão antes.
O Aristóteles e o Platão tiveram contatos sexuais? Bom, podemos afirmar com 99% de certeza que sim.
Mas, antes de continuar, acho que é preciso esclarecer uma coisa: devido a certas deturpações religiosas, a imagem que a maioria das pessoas têm dos gregos antigos é de que era um povo 100% homossexual...
Na verdade, o que acontecia era o seguinte: na sociedade grega, a relação entre o marido e a esposa, entre o pai e a filha, entre a mãe e o filho ou entre o irmão e a irmã podia ser de respeito recíproco, mas rarissimamente de amizade. Não havia a noção de que um homem e uma mulher pudessem ser amigos.
AMIZADE era vista como uma relação entre 2 homens ou entre 2 mulheres. Mas, principalmente, entre 2 homens...
Os homens eram, desde crianças, instruídos sempre por outros homens, passando quase a totalidade da vida cercados por outros homens. E consequentemente, a amizade masculina era vista como um ideal: todo homem tinha que ter um amigo inseparável; aquele que não tivesse era visto como um anormal e excluído socialmente.
Então, mesmo sendo casado, cada homem tinha esse companheiro, com quem convivia mais do que com a esposa. E entre eles rolava sexo frequentemente, até por uma questão de aproximação.
Então, além do Aristóteles, do Platão e do Sócrates, todos os grandes gregos como o Ésquilo, o Aristófanes e o Péricles, tiveram experiências homossexuais.
A gente pode dizer, mais ou menos, que na Grécia Antiga não existia nenhum homem 100% heterossexual nem 100% homossexual: todo homem grego era um bissexual. Ou, pelo menos, todo homem grego passava por experiências com homem e com mulher ao longo da vida toda.
Bom, com a morte do Platão, a direção da Academia passou pro sobrinho dele. E como o Aristóteles, agora com 37 anos, não ia muito com a cara do garoto, deixou Atenas e se mudou pra Assos, que era governada pelo Rei Hérmias, um fã do Platão.
Casando com a sobrinha do Hérmias, o Aristóteles não teve dificuldades em fundar um círculo de intelectuais em Assos. Mas, como aconteceu um golpe de Estado que terminou no assassinato do rei, o Aristóteles, com medo de ser o próximo a ser apagado, fugiu pra Lesbos, onde passou um tempo estudando Biologia. Mas acabou voltando pra Macedônia, já com fama de grande intelectual.
Naquela época, o Amintas II já tinha morrido e o imperador agora era o filho dele, o Felipe II.
Não se sabe se rolou alguma coisa entre ele e o Aristóteles. Talvez. E nada impediria, né? Mas o fato é que o imperador não só recebeu o Aristóteles na corte como entregou a ele a guarda do filho, chamado Alexandre. E durante 7 anos, o Aristóteles educou o Alexandre, até que o Felipe II morreu e o filho subiu ao trono, ficando conhecido como Imperador Alexandre III ou, como entraria pra História, Alexandre, o Grande.
Podem clicar aqui pra ver um post sobre ele:


Sem ter mais o que fazer na Macedônia, o Aristóteles, já com 48 anos, voltou pra Atenas. E passou a ministrar aulas de todos os assuntos que ele dominava: Biologia, Física, História Natural, Metafísica, Poesia, Política, Psicologia, Retórica e Zoologia. Isso é que é gênio, né?
O aluno de maior destaque no Liceu que o Aristóteles fundou em Atenas, chamado Teofrasto, foi o último companheiro dele.
Mas, em 323 a.C., com a morte do Alexandre III, um grupo de atenienses descontentes com a política dele começaram a ameaçar o Aristóteles, pois ele representava pra esses atenienses a inspiração de tudo que o Alexandre III tinha feito.
E o Aristóteles, preocupado de novo em salvar o pescoço, entregou a direção do Liceu ao Teofrasto e fugiu pra Eubeia, onde morreu no ano seguinte, aos 62 anos.
É claro que toda a cultura que ele adquiriu não morreu com ele. Ela foi passada adiante durante séculos... O Aristotelismo, ou seja, o apanhado geral das ideias do Aristóteles, se tornou uma das bases principais da mentalidade ocidental. E até hoje é assim.
Desonestamente, o Catolicismo Romano se apoiou em muitas dessas ideias pra manter o poder político dela, desde que foi fundado.
A gente pode ver nessa pintura medieval da Corte Macedônica, encomendada pela Igreja Católica Romana, o Imperador Felipe II e a Imperatriz Olímpia (pais do Alexandre) retratados como um rei e uma rainha medievais, o próprio Alexandre como um principezinho medieval e o Aristóteles como um frade católico!
Um frade católico que viveu mais de 300 anos antes de Jesus nascer?!rs Sim. Era uma forma da Igreja Católica Romana deturpar a História real de acordo com as próprias conveniências.
E a gente vê aí um dos lados mais hipócritas do Catolicismo Romano: através das ideias de Santo Agostinho, ele se apoiou com todas as forças que pôde nas palavras do Aristóteles. O mesmo Aristóteles que, se for pela vontade dos conservadores da mesma igreja, agora tá queimando no Inferno, porque teve relações homossexuais.
Já que pros católicos conservadores todo homossexual é uma coisa tão detestável, qual é a honestidade que eles demonstram em se apoiar nas ideias de um homossexual?
Não foi à toa que na Renascença, o grande intelectual holandês Desiderius Erasmus Roterodamus, quando questionou os abusos do Catolicismo Romano e redescobriu o brilhantismo dos gregos antigos, disse que eles eram pessoas muito mais dignas do que vários santos católicos. E lançou até uma oração como desafio ao Catolicismo: “Sancte Socrates, ora pro nobis” (“São Sócrates, orai por nós”)!
Pois eu respondo a essa oração: Amém!!!

Aristóteles era el hijo del médico del Emperador Amintas II, de Macedonia. Pero, después de la muerte de su padre, cuando tenía 16 años, se fue a estudiar en la Academia de Atenas, ante Platón, del mismo modo que Platón, anteriormente, estudió ante Sócrates.
Aristóteles y Platón se quedaron juntos durante 21 años.
Cuando Platón se murió, la dirección de la Academia pasó a su sobrino. Y Aristóteles, que detestaba al muchacho, se fue de Atenas.
El llegó a Assos cuando tenía 37 años. Y fue recibido por el Rey Hérmias, admirador de Platón.

Quando Aristotele è riuscito ad organizzare un gruppo di uomini sapienti in Asso, il Re Ermia è stato assassinato per dei traditori politici. E lui è andato da Asso a Lesbo, dove ha studiato Biologia.
Dopo questo, lui è tornato in Macedonia.
Lui è stato ricevuto nella corte dell’Imperator Filippo II. E questo gli ha dato la funzione di precettore di suo figlio Alessandro.
Quando Filippo II è morto, suo figlio è diventato l’Imperator Alessandro III (Alessandro Magno). Ed Aristotele, che aveva allora 48 anni, è tornato ad Atene, dove ha insegnato Biologia, Fisica, Metafisica, Poesia, Politica, Psicologia, Retorica, Storia Naturale e Zoologia.
Quando Alessandro III è morto, degli uomini di Atene che erano nemici dell’imperatore hanno cominciato a minacciare Aristotele. E lui ha deciso andarsene ad Eubea, per non essere assassinato.
Lui è morto in Eubea, ai 62 anni.

We can see here one of the strongest Catholic hypocrisies:
Roman catholic conservatives want every homosexual person in Hell. They say gays, lesbians and bisexuals are the worst kind of people... But they used the words of Aristotle, a homosexual genius, to get power!
Many popes used not only Aristotle’s ideas, but also Socrates’, Plato’s, and many other gay geniuses’ to justify their tyranny (a pope has an absolutist, infallible, and unquestionable authority over all catholic people: it’s being a tyrant). But, of course, the popes have disfigured these geniuses’ ideas since the beginning of catholic history, according as their interests.
If we compare Roman Catholicism to religions like Buddhism, Candomblé, Shinto, and Wicca, at least, we can see these 4 ones are more honest.
And not only because these ones don’t persecute gays...

NÃO DEEM HOLOFOTES AO NOVO CLODOVIL

Mais uma coisinha.
Como todo mundo já deve saber, há poucos dias estreou na Globo a novela Império, de autoria do Aguinaldo Silva.
Bom, depois do lançamento do personagem Crô, em Fina Estampa (2011), um personagem que passava uma imagem 150% caricata de todos os gays, pois dava a entender que TODOS os gays eram aquilo, o Aguinaldo Silva, que é gay assumido, passou a aparecer em várias listas de homofóbicos brasileiros famosos. Dando uma procurada aí pela rede, você encontra várias dessas listas.
E quando ele escuta isso, geralmente ele faz caras e bocas afetadas e diz que adora ser odiado pelos gays e coisas desse tipo.
Ao mesmo tempo, ele diz que as donas de casa adoram ele.
Bom, pra quem ainda não percebeu ou pra quem não se lembra mais, nós já passamos por uma situação igual a essa na época do falecido Clodovil Hernandes.
Eu nem sou o 1º a fazer essa comparação. Procurando pela rede você já encontra outros sites que dizem isso. Mas é isso mesmo!
Na época do “Clô, o Vil”, como foi apelidado pelas frequentes grosserias com que tratava todo mundo em qualquer lugar, a linha que ele seguia era essa mesma: supervalorizar a imagem do gay escandaloso (uma espécie de travesti ainda meio vestido de homem) e que passa uma imagem de viadagem em fase extrema; e ao mesmo tempo divertir as donas de casa de classe média pra baixo. E ele fez a fama dele em cima disso.
O que o Aguinaldo Silva tem feito desde Fina Estampa é seguir exatamente os mesmos passos do Clodovil. E também tá fazendo a fama dele em cima disso.
Bom, compete a nós, que não somos ESSE tipo de gay (até porque esse tipo de gay é extremamente excepcional: eu mesmo nunca vi nenhum assim, apesar de já ter conhecido centenas) não concordarmos com essa imagem passada dos gays, evidentemente.
Mas nós vamos fazer isso colocando o nome dele em listas de homofóbicos e falando mal dele em ‘desabafos’ na Internet? No meu entender, não. Simplesmente porque isso não vai resolver NADA DE NADA! Mesmo que ele seja odiado pelos gays, ele vai continuar retratando personagens do mesmo tipo do Crô, ele vai continuar dando declarações que imitam as coisas que o Clodovil falava e, o pior de tudo, NÓS vamos contribuir pra que ele faça a fama dele em cima disso!
O melhor que nós temos que fazer é ignorar ele. Excluir ele e mostrar que ele não nos representa. Deixem ele lá, passando a imagem dele de viadagem escrota e sendo cultuado pelas donas de casa pobres. Nós temos que continuar cuidando da nossa vida, lutando pelos nossos direitos, mostrando sempre que nós (e a maioria esmagadora dos gays) não somos iguais aos personagens gays dele e não dando holofotes a ele, porque é exatamente isso que ele está querendo.
Então, por isso mesmo, não pretendo mais tocar nesse assunto aqui no blog.
Fica aí algo pra refletir.

Até a próxima!

sábado, 26 de julho de 2014

ELES PAGARAM, ENTRARAM... MAS E PRA SAIR?

Oi!!!

Hoje a gente vai lembrar aqui de um dos slashers mais famosos dos anos 80: The Funhouse, conhecido no Brasil como Pague Para Entrar, Reze Para Sair.
O título brasileiro do filme é a tradução do subtítulo que ele tem em Inglês: “Pay to get in. Pray to get out.”.
Embora exista um livro de 1980 chamado The Funhouse com uma história bem parecida com a do filme, esse não foi exatamente inspirado no livro...
O roteiro do filme e o texto do livro foram escritos de forma relativamente simultânea, respectivamente pelo Lawrence Block e pelo Dean Koontz: parece que a intenção deles era lançar o livro & o filme em dobradinha. Mas, como as gravações do filme acabaram se atrasando um pouco, ele acabou sendo lançado quase 1 ano depois do livro, em Março de 1981.
The Funhouse foi gravado na Florida e o diretor foi o Tobe Hooper.
O filme dá lá umas pequenas derrapadas com cenas meio contraditórias ou que ficam sem explicação. Mas nada que comprometa muito o resultado como um todo.
Uma contradição boba, mas que a gente percebe, é que o parque de diversões visto na história tá na sua última noite na cidade, mas os pais da heroína tão combinando de ir lá no próximo fim de semana de tarde.
A própria origem do vilão, uma espécie de aberração demente e monstruosa, nunca é explicada com clareza. Só dá pra fazer umas suposições...
O ator Kevin Conway interpretou 3 funcionários do parque... Bom, em alguns momentos, o dono do parque se refere ao parque como “família”, o que explicaria o fato de algumas pessoas ali se parecem fisicamente (embora nunca fique claro que TODOS ali são parentes biológicos).
Isso lança uma pequena suposição de que os pais do personagem, que trabalhavam no parque, eram parentes biológicos. E ele nasceu aberrante por ser fruto de uma relação incestuosa.
Ou, já que a mãe dele nunca é mostrada no filme e já que ela teve outro filho aberrante além dele, podemos supor que ela também era uma aberração, pois o pai dele tem uma forma humana comum.
The Funhouse também conseguiu fugir de alguns clichês de slashers...
Uma garota boazinha que namora um garoto bonzinho (e eles nunca passam dos beijos) e uma garota tarada que dá a xereca prum garoto brigão aparecem em 99% dos slashers, né? E aqui temos a garota boazinha namorando o garoto brigão (e transando com ele numa boa) e a garota tarada namorando um nerd.
O vilão também não é gratuitamente mau nem gosta de matar, ao contrário da maioria dos ‘colegas’ dele de outros slashers. Ele só mata quando se descontrola de alguma forma e não é muito difícil pros outros personagens levar ele na coversa e convencer ele a fazer o que eles querem. Numa definição simplificada, ele é só um debiloide de aparência monstruosa.
Pra quem quiser ver, o filme tá todo no YouTube, dublado em Português. Lá vai o link:


The Funhouse começa com a câmera em 1ª pessoa mostrando a visão de alguém, num quarto cheio de pôsteres de filmes de terror, máscaras e armas.
Essa pessoa se arma com uma faca, põe uma máscara no rosto e sai do quarto, chegando ao banheiro da casa, onde uma garota, chamada Amy, tá tomando banho.
Abrindo a cortina do boxe, a figura misteriosa dá várias facadas na Amy, que se desespera por alguns segundos. Mas logo percebe que não teve nenhum arranhão: a faca é de borracha. E quem ‘atacou’ ela era simplesmente o irmão mais novo dela, fazendo uma brincadeira.
O garoto sai correndo e a Amy sai furiosa atrás dele. Mas tudo o que ela consegue é levar outro susto que ele dá nela com outra máscara.
A cena termina com a câmera fechando no pôster do Monstro de Frankenstein, na parede do quarto do garoto.
Na cena seguinte, vemos o pai e a mãe da Amy na sala da casa assistindo Bride of Frankenstein (1935), conhecido no Brasil como A Noiva de Frankenstein.
Já vimos que o diretor do filme tá fazendo o máximo pra chamar a atenção do público pra imagem do Monstro de Frankenstein, né? Vocês já vão entender por quê.
Bom, quando o pai da Amy vê que ela vai sair, adverte ela pra não ir ao parque de diversões que tá instalado na cidade: coisas estranhas aconteceram em todos os lugares por onde esse parque passou. E na última cidade onde ele teve, 2 crianças sumiram depois de terem passado por ali e as carcaças delas só foram encontradas depois, despedaçadas de tal forma que só foi possível identificar elas através de um exame de arcada dentária.
A Amy diz ao pai que vai ao cinema e sai logo depois, indo se encontrar com o namorado, chamado Buzz, exatamente pra encontrar 2 amigos deles, chamados Richie e Liz, e ir ao tal parque.
E o irmão da Amy resolve seguir eles sem ninguém ver.
Aliás, o personagem desse garoto só serve pra encher linguiça em algumas cenas, já que ele não acrescenta nada à história.
Bom, depois que eles chegam ao parque, passam um bom tempo só brincando nas atrações que o parque oferece.
Numa das barracas, que mostra animais aberrantes, eles veem um feto deformado exposto dentro de um tubo de vidro.
Mas não conseguem grandes informações sobre ele.
Quando as garotas vão ao banheiro, encontram lá uma mendiga, que diz que Deus está espiando elas. Mas elas não dão muita importância à velha.
Esse é um dos grandes clichês de slashers, né? Sempre aparece alguém, geralmente uma pessoa mais velha, que se aproxima dos jovens e ‘prevê’ que alguma coisa ruim vai acontecer com eles em breve, mas raramente diz com clareza que coisa ruim é essa.
Bom, o que chama mais a atenção da Amy é que vários funcionários do parque têm a cara bem parecida.
Quando os 4 já tão pra ir embora, sem perceber que tão sendo observados de longe pelo irmão da Amy, o Richie tem a ideia de passar a noite dentro do trem fantasma, chamado Funhouse, que tem na entrada uma boneca gorda com cara de gueixa que fica gargalhando incessantemente.
E depois que os outros relutam por uns poucos segundos em aceitar a ideia do Richie, acabam topando.
As garotas ligam pra casa e dizem aos pais que vão dormir na casa de amigas e depois eles entram no trem fantasma, saltando dos carrinhos lá dentro.
Quem empurra os carrinhos pra dentro do trem fantasma é um cara meio esquisito fantasiado de Monstro de Frankenstein... Ele nunca fala nenhuma palavra e é visivelmente meio retardado. E até vê quando os 2 carrinhos saem lá de dentro vazios, estranha, mas não faz nada.
De qualquer forma, pela fantasia, vocês já entenderam que esse cara vai dar algum trabalho a alguém no filme, né?
O irmão da Amy também estranha o fato dos 4 terem ficado dentro do trem fantasma. E aí fica rondando o brinquedo.
Bom, o parque fecha e os 4 ficam lá dentro. E quando escutam um barulho estranho, eles olham por um buraco no chão e veem que, na sala abaixo de onde eles tão, o cara que empurra os carrinhos pra dentro do trem fantasma resolveu pagar à vidente do parque pra transar com ele.
Mas, mesmo assim, ele se recusa a tirar a fantasia que veste.
Bom, ele deita no chão da sala e, quando a vidente começa a masturbar ele, ele acaba gozando antes do tempo.
A vidente se recusa a fazer mais do que isso e quer ir embora. Mas o cara quer mais. E como ela continua se recusando, ele avança nela e acaba quebrando o pescoço dela sem querer. E depois ele sai dali às pressas.
Os garotos veem tudo e resolvem fugir dali e esquecer o que viram. Mas depois de muito andarem pelo trem fantasma fechado, a única coisa que conseguem é entrar na sala onde a mulher foi morta.
O Richie resolve se aproximar do corpo pra, de acordo com ele, ter certeza de que ela morreu. E os outros continuam procurando uma saída. Mas, sem nada conseguir, os 4 voltam pro lugar onde tavam antes.
De repente, eles voltam a ouvir uma voz na sala lá de baixo e olham de novo pelo buraco no chão.
Quem tá lá é o cara que matou a mulher, que voltou acompanhado pelo dono do parque, que revela ser o pai dele.
Curiosamente, nenhum desses 2 personagens tem o nome revelado durante o filme inteiro. Aliás, a gente sente uma certa falta de saber isso.
Mas enfim: o coroa tá realmente furioso com a situação. Principalmente pelo fato do filho ter matado uma das funcionárias do parque: ele deixa claro que não se importa com que mal o filho faça a estranhos, mas quem trabalha no parque não pode ser tocado.
Mesmo assim, ele diz que vai ajudar o filho a sumir com o corpo da vidente.
De qualquer forma, ao dar uma olhada na caixa onde guarda o dinheiro dele, que fica naquela mesma sala, o dono do parque vê que a caixa tá vazia (pois é: foi o Richie que pegou o dinheiro). E achando que foi o filho que pegou o dinheiro, o dono do parque começa a gritar com ele. Até que, em meio a um ataque histérico, ele finalmente arranca a máscara de Monstro de Frankenstein e revela uma cara horrivelmente deformada.
Assustado, o Richie acaba derrubando o isqueiro dele, que cai do lado do dono do parque. E esse, percebendo que toda a situação foi testemunhada por alguém que tá lá em cima, resolve se livrar dos intrusos com a ajuda do filho...
Bom, os garotos voltam a andar pelo trem fantasma pra procurar uma saída.
Enquanto isso, o irmão da Amy continua rondando o trem fantasma. Mas quando encontra uma abertura e olha lá pra dentro, o monstro aparece ali e tenta pegar ele. Mas o garoto consegue fugir correndo e acaba esbarrando num dos funcionários do parque, desmaiando nos braços dele.
O cara consegue descobrir o telefone dos pais dele (não sei como, já que o garoto se mantém em estado de choque o tempo todo) e chama eles. E aí eles vão lá buscar ele.
Chegando ao lado de um dos motores do trem fantasma, a Amy olha por uma abertura na parede e vê os pais lá fora. Mas, por mais que ela grite pedindo ajuda, eles não escutam nada, por causa do barulho do motor.
Ao mesmo tempo, o dono do parque se reúne com o filho num dos cantos do trem fantasma e lembra a ele de uma situação trágica do passado deles, envolvendo a mãe e o irmão dele em Dallas.
O que aconteceu no passado deles nunca é revelado explicitamente. Em meio a frases incompletas, o dono do parque só dá a entender que ele impediu que alguma coisa acontecesse com o filho, ou seja, não deixou que ele tivesse o mesmo fim que a mãe e o irmão...
Na verdade, aquele feto deformado que tá exposto na barraca de aberrações é o tal irmão do monstro...
Mais uma: além das deformações, é possível ver bem no meio da cara do monstro uma espécie de cicatriz, que até parece partir o nariz dele em 2...
Bom, somando todas essas informações, isso faz pensar que, em algum momento do passado, o monstro tava junto com a mãe, que tava grávida. E aí eles sofreram algum tipo de violência física (provavelmente, alguém tentou matar eles por causa da aparência dele e/ou da mãe), até que o pai chegou lá e salvou ele, mas não conseguiu salvar a mãe.
Se alguém tem outra explicação que faça mais sentido do que essa, tamos ouvindo.rs
O que fica mais estranho aí é que o dono do parque pegou o feto que a suposta esposa dele tava gestando e colocou numa barraca do parque pra ser exposto como uma aberração. E ele mesmo deixa claro que essa situação incomoda ele.
Então, é outra contradição que o filme apresenta.
Outrazinha: há poucos minutos o monstro tava tentando pegar o irmão da Amy... Mas agora ele aparece do lado do pai como se não tivesse saído de perto dele desde que eles descobriram que tavam sendo observados pelos garotos. Estranho, né?
Mas enfim: depois disso, eles partem pra pegar os garotos.
Eles começam laçando o Richie com uma corda e puxando ele prum lugar não visto.
Uma curiosidade nessa cena é que todas as notas de dinheiro que o Richie roubou caem dos bolsos dele e ninguém pega, ou seja, a cena deixa claro que os vilões não tão mais interessados em reaver o dinheiro roubado, mas apenas em se livrar dos garotos.
Logo depois, o Buzz, a Amy e a Liz veem um dos carrinhos indo na direção deles com um vulto sentado ali. E pensando que é o monstro, o Buzz pega um machado que um dos bonecos do trem fantasma segurava e bate na cabeça da figura que aproxima... E aí ele vê que era o Richie!
Segundos depois, um alçapão se abre sob os pés da Liz e ela cai num buraco, indo parar perto de um dos motores.
Ali, o monstro encurrala ela. Mas ela se oferece pra ele se ele deixar ela ir embora em paz. E ele parece concordar com isso. Mas quando ele se aproxima, ela dá uma facada nas costas dele. E ele, furioso, mata ela.
Enquanto isso, o Buzz e a Amy continuam procurando a saída do trem fantasma. Mas o dono do parque se aproxima deles apontando uma arma.
Aproveitando um momento de distração do coroa, o Buzz segura a arma e começa a lutar contra ele, até que consegue cravar ele na espada que um dos bonecos do trem fantasma segura.
Pouco depois, o monstro chega lá e, ao ver o pai morto, se enfurece e mata o Buzz.
A Amy consegue correr pra casa de máquinas do trem fantasma, mas é seguida pelo monstro.
Ela luta contra ele. E ele acaba dando um golpe sem querer numa instalação elétrica na parede e sendo eletrocutado. Mas, apesar de mortalmente ferido, ele ainda tá vivo. E consegue agarrar a Amy pelo braço.
Mas ela consegue empurrar ele na direção de 2 grandes engrenagens da casa de máquinas. E isso aparentemente mata ele.
Só digo APARENTEMENTE porque a cena termina em aberto e não vemos ele morrendo (muito provavelmente, o diretor pretendia fazer uma continuação do filme, então deixou indefinido se o monstro morria ou não pra deixar uma porta aberta pra retomar a história um dia).
A cena seguinte, já de manhã, mostra a Amy finalmente conseguindo sair do trem fantasma (só não se explica como, mas vamos supor que ela andou por ali por mais algumas horas e aí finalmente achou a saída rsrs).
A boneca que fica na entrada do trem fantasma se liga sozinha, dá mais umas poucas risadas e depois emperra pra sempre, mostrando que o comando do brinquedo foi destruído, depois de tudo que aconteceu lá dentro nas últimas horas.
Ferida, esfarrapada e ainda em estado de choque, a Amy sai andando pra longe dali, aparentemente voltando pra casa, enquanto os funcionários do parque começam a desmontar os brinquedos sem dar nenhuma atenção a ela e aparentemente sem nem terem percebido nada do que aconteceu dentro do trem fantasma naquela noite.
E o filme acaba.

Hoy hablaremos acerca de uno de los slashers más conocidos de los a 80: The Funhouse, conocido en los países hablantes de Español como Carnaval del Horror, Carnaval del Terror o La Casa de los Horrores.
Aquí en Brasil se llama Pague Para Entrar, Reze Para Sair, traducción del subtítulo en Inglés “Pay to get in. Pray to get out.”.
Aunque exista un libro de 1980 llamado The Funhouse con una historia muy similar a la película, dicha cinta no fue inspirada precisamente por el libro... El guión de la película y el texto del libro fueron escritos relativamente simultáneamente, por Lawrence Block y Dean Koontz: parece que su intención era lanzar el libro y la película al mismo tiempo. Pero a medida que las grabaciones de la película se retrasaron un poco, ella fue lanzada casi 1 año después de que el libro, en Marzo de 1981.
The Funhouse fue rodado en la Florida y su director es Tobe Hooper.
La película tiene algunas escenas inexplicadas o contradictorias. Pero nada que nada que haga mucho daño al resultado como un todo.
Una contradicción tontita, pero que se ve, es que el parque de atracciones visto en la historia está en su última noche en la ciudad, pero los padres de la heroína dicen que se van allí en el próximo fin de semana.
El villano es una especie de aberración loca y monstruosa. Sin embargo, nunca se explica su origen con claridad. Sólo se pueden hacer algunas suposiciones...
El actor Kevin Conway actuó como 3 funcionarios del parque... Bueno, a veces, el dueño del parque se refiere al parque como “familia”, lo que explicaría el hecho de que algunas personas allí se parecen físicamente.
Eso muestra una pequeña suposición de que los padres del personaje, que trabajaban en el parque, eran parientes biológicos. Y él habría nacido aberrante porque sería el resultado de una relación incestuosa.
O bien, desde que su madre nunca es vista en la película y desde que ella tenía otro hijo aberrante, podemos suponer que ella también era un ser monstruoso, porque el padre tiene una forma humana común.
Aquí no hay algunos clichés comunes de slashers...
Una chica altruista que tiene una relación con un chico altruista (pero hay solamente besos entre ellos) y una chica ninfómana que da su coño un chico camorrista aparecen en el 99% de los slashers, ¿verdad? Pero acá tenemos la chica altruista saliendo con el chico camorrista (y claramente tienen contactos sexuales) y la chica ninfómana saliendo con un nerd.
Y el villano no es gratuitamente malvado y no le gusta matar. El mata sólo cuando pierde el control y dominarlo con palabras y convencerlo para hacer lo que quieren no es muy difícil para los demás personajes. En una definición simplificada, es sólo un idiota de aspecto monstruoso.
The Funhouse se inicia con la cámara en la vista de primera persona, en una habitación llena de carteles de cintas de horror, máscaras y armas.
Esta persona se arma con un cuchillo, se pone una máscara en la cara y sale de la habitación. Y llega al baño de la casa, donde una chica llamada Amy está duchándose.
La figura misteriosa se abre la cortina de la ducha y le da varias puñaladas a Amy, que está desesperada por unos pocos segundos. Pero pronto se da cuenta de que nada se le ocurrió: el cuchillo es de goma. Y quien la “atacó” fue simplemente su hermano menor, haciendo una broma.
El niño se escapa y Amy lo sigue furiosa. Pero lo único que le pasa es otro susto, con otra máscara de su hermano.
La escena termina con la cámara cerrando en el cartel del Monstruo de Frankenstein en la pared de la habitación del chico.
En la escena siguiente, vemos al padre y a la madre de Amy en la sala de estar viendo Bride of Frankenstein (1935).
Hemos visto ya que el director está haciendo todo lo posible para llamar la atención del público sobre la imagen del Monstruo de Frankenstein, ¿verdad? Bueno, más tarde se ve que este es el disfraz del villando de la cinta.
Pues bien, cuando el padre de Amy ve que ella salirá, él la advierte para que no va al parque de diversiones instalado en la ciudad: cosas extrañas han sucedido en todas partes donde este parque ha estado. Y en la última ciudad donde estuve, 2 chiquillas desaparecieron después de haber pasado por allí y sus cadáveres sólo fueron encontrados más tarde. Estaban tan destrozadas que sólo fue posible identificarlas a través de un examen de los registros dentales.
Amy le dice al padre que va al cine. Y ella se va poco después, encontrándose con su novio, llamado Buzz. Ellos encontrarán 2 amigos suyos, llamados Richie y Liz, sólo para ir a aquel parque.
Y el hermano de Amy los sigue.
Por cierto que el personaje de este chico no añade nada a la historia. Pero los otros encontrarán situaciones terribles en las próximas horas...
Puedes clicar sobre el enlace arriba para ver la cinta doblada en Portugués.

In The Funhouse (1981), Buzz, Richie, Amy and Liz go to a traveling carnival. And Amy’s young bro is looking at them by far.
When the girls go to the restroom, they meet there a beggar who says God is watching them. But they don’t give much importance to the crazy granny.
This is one of the great slasher clichés, right? The teens always meet someone (usually an older person) who approaches them and “predicts” that something bad will happen to them soon.
Well, what Amy thinks most strange is that several park employees have the same physiognomy.
When the teens are ready to go home, Richie has the idea of ​​spending the night in the Funhouse. And the others are reluctant for a few seconds before accepting  ​​Richie’s idea. But even so they end up going ahead.
On the top of the Funhouse there’s a geisha-like fat puppet which laughs incessantly. And in the last scenes of the film, this puppet turns on by itself, gives a few more laughs and then gets stuck forever (this situation is supposed to portray the destruction of the Funhouse.).
The girls call home and tell their parents they’ll sleep at the home of female friends. And after that, all of them enter the Funhouse and leave their cars when they’re inside it.
A weird guy dressed as Frankenstein’s monster pushes the cars into the Funhouse… He never speaks a word and clearly has some kind of mental retardation. And he even sees when the 2 cars leave empty from the Funhouse, but he does nothing about it.
Amy’s brother also strange the fact that 4 teens have stayed inside the Funhouse. And then he keeps hanging around the place.
Well, the park closes and the teens stay there. And when they hear a strange noise, they look across a hole in the floor and watch the room below where they are. The guy who pushes the cars into the Funhouse decided to pay the “park gypsy” to have sex with him.
But even so, he refuses to take off the costume he wears.
Well, he lays on the floor and, when the woman begins to masturbate him, he ends up ejaculating prematurely.
The woman refuses to do more than that and wants to leave. But he wants more. And as she continues refusing, he attacks her and ends up breaking her neck unintentionally. Then, he leaves.
The teens see everything and decide to run away and forget what they saw. But after a long walk across the Funhouse, the only thing they get is entering the room where the woman was killed.
Richie goes in the room to (according to him) be sure she’s dead. The others continue walking across the Funhouse. But they find no exit and return to the place where they were before.
Suddenly, they hear something at the room bellow…
The guy who killed the woman is back. And then we see the barker is his father and is going in there with him.
Curiously, their names are never revealed.
Well, the middle-aged man is really furious because his son killed “one of them”. He makes it clear that no matter about what his son do against strangers, but people who work at the park can’t be touched.
Still, he says he’ll help his son to carry away the woman’s dead body.
Anyway, the barker takes a look in the box where he keeps his money, which stays in that same room… And it’s empty! Oh, yes: Richie stole it! The barker thinks it was his son who took the money and starts yelling at him. And then he hysterically destroys his own Frankenstein mask and reveals his horribly deformed face.
Richie panics and drops his lighter near the barker. And this one understands there’s some kind of witness in the room above them. And he decides to make the intruders disappear…
Well, the teens continue looking for an exit.
Meanwhile, Amy's brother continues walking around the Funhouse. But when he finds an opening and looks inside, the monster appears there and tries to catch him. Anyway, the boy can run away and ends up being caught by one of the park staff, swooning in his arms.
The guy can discover his parents’ phone number (I don’t know how, since the boy remains in shock the whole time). And he calls them and they go there to pick the boy up.
Amy arrives next to an engine, looks for an opening in the wall and sees her parents out there. But as she screams for help, they can’t hear anything because of the noise of the engine.
So she can’t count on anyone but herself to escape from that place…

In The Funhouse (1981), conosciuto in Italia come Il Tunnel dell’Orrore, vediamo Buzz, Richie, Amy e Liz intrappolati in una Funhouse, dove hanno visto che uno degli impiegati di quel luna park, un pazzo deformato che è filgio del proprietario, ha ucciso una donna.
Parlando a suo figlio, il proprietario del luna park gli ricorda una situazione tragica del loro passato, che coinvolge sua madre e suo fratello a Dallas.
Che cosa è successa nel loro passato non è mai esplicitamente rivelata. Parlando frasi incomplete, il proprietario del luna park dice solo che ha impedito un problema serio che sarebbe accaduto al figlio. Cioè, lui gli ha impedito di avere la stessa fine che sua madre e suo fratello...
In una delle tende del luna park, che mostra animali aberranti, c’è un feto deformato esposto all’interno di un tubo di vetro. E questo à il fratello del mostro.
Bene, oltre la malformazione, si può vedere nel mezzo della faccia del mostro una specie di cicatrice, che sembra dividere il suo naso in 2 parti...
Beh, l’aggiunta di tutte queste informazioni ci fa pensare che, in qualche momento del passato, il mostro era con sua madre, che era incinta. E allora hanno ricevuto qualche forma di violenza fisica (probabilmente, anche la madre era un essere mostruoso e qualcuno ha cercato di uccidere lei e suo figlio a causa del loro aspetto). In ogni caso, suo padre è arrivato lì e l’ha salvato, ma non è riuscito a salvare la madre.
Quello che è strano è che il proprietario del luna park ha preso il feto che sua presunta moglie aspettava e l’ha messo in una tenda del luna park per esser esposto come un’aberrazione. E lui si rende chiaro che questa situazione l’infastidisce.
Quindi è una contraddizione che il film ci presenta.
Comunque sia, dopo questo vanno a prendere i ragazzi.
Iniziano prendendo Richie con una corda e tirandolo in un luogo non visto.
Poco dopo, Buzz, Amy e Liz vedono un carro andando verso di loro con una figura seduta lì tra le ombre. Buzz pensa che sia il mostro, afferra un’ascia da una delle bambole della Funhouse e colpisce la testa della figura che si stava avvicinando... Ma era Richie!
Pochi secondi dopo, una botola si apre sotto i piedi di Liz e lei cade in un buco.
Lì, il mostro si avvicina. Ma lei dice che si offre sessualmente a lui se lui la lascerà andare via. E lui sembra essere d’accordo con questo. Ma quando lui si avvicina, lei lo pugnala alla schiena. E lui, con rabbia, l’uccide.
Nel frattempo, Buzz e Amy stanno cercando l’uscita. Ma il proprietario del luna park si avvicina a mano armata.
Approfittando di un momento di distrazione dell’uomo, Buzz afferra la pistola e inizia a combattere fino a quando l’infilza mortalmente con la spada di una delle bambole della Funhouse.
Poco dopo, il mostro arriva lì. E quando vede suo padre morto, diventa furioso e uccide Buzz.
Amy corre verso la zona di manutenzione della Funhouse. Ma il mostro la segue.
Lei combatte contro di lui. E lui dà involontariamente un colpo in un cablaggio nel muro e viene folgorato. Ma, sebbene mortalmente ferito, lui è ancora vivo. E riesce ad afferrare il braccio di Amy.
Ma lei lo può spingere verso 2 grandi ingranaggi della zona di manutenzione. E a quanto pare, questo l’uccide.
Dico A QUANTO PARE perché non lo vediamo veramente morto (molto probabilmente, il regista voleva fare un sequel del film, così ha lasciato indefinito se il mostro è morto o no, con l’intenzione di un giorno continuare la storia da questo punto).
La scena successiva, a quanto pare pochi minuti dopo l’alba, mostra Amy finalmente lasciando la Funhouse (non si spiega come lei l’abbia fatto, ma si suppone che lei è rimasta in giro dentro la casa per un paio di ore e poi finalmente ha trovato l’uscita rsrs).
Ferita, quasi indossando stracci e ancora sotto shock, Amy si allontana dalla Funhouse, apparentemente ritornando a casa sua. E gli impiegati del luna park cominciano a smontare le loro tende, senza dare nessuna attenzione a lei e apparentemente non avendo notato nulla di tutto quello che è accaduto all’interno della Funhouse la notte scorsa.
E così finisce.

Até!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

TAOISMO

Oi!!!

Hoje a gente vai começar a falar aqui sobre as divindades do Taoismo.


Mas antes de mais nada é preciso lembrar que o Taoismo, até um certo ponto, se encontra nas mesmas condições que o Druidismo: os dogmas variam bastante de um grupo pro outro, o que permite a existência de taoistas com formações e com sensos de moral bem diferentes uns dos outros.
Então, vamos à pergunta que talvez nos interesse mais: o Taoismo é uma religião homofóbica ou não homofóbica?
Bom, pelo fato de não ser uma religião judaico-cristã e pelo fato de ser uma religião de conexão com a Natureza, ela é basicamente não homofóbica. Mas, pelo que eu disse mais acima, claro que vocês já entenderam que vão aparecer alguns taoistas homofóbicos pelo caminho se vocês fizerem uma pesquisa sobre o assunto. Principalmente em 2 casos:

1º- O Taoismo é uma religião de origem chinesa. E a China, devido às condições políticas ditatoriais em que ela viveu ao longo de todo o século XX, é um país que adquiriu tendências repressoras em relação à liberdade do indivíduo (portanto: tendências homofóbicas).

2º- Taoistas que foram influenciados por ideias judaico-cristãs, muito provavelmente, vão defender ideias homofóbicas.

Posto isso, vamos às propostas feitas pela religião:
O Taoismo é simplesmente a busca do Tao. E o Tao, que se divide em 2 partes igualmente onipresentes e importantes (Yang e Yin), é a essência que faz com que todo o Universo funcione.
A organização do Taoismo é atribuída ao sábio chinês Lao Tsé. Pois teria sido ele quem escreveu o livro chamado Tao Te Ching, que teria sido a base do Taoismo.
Tudo isso é questionável, já que a própria existência do Lao Tsé como pessoa é questionada por alguns historiadores (alguns defendem que ele é só um personagem lendário, e não uma pessoa de carne e osso que viveu na Antiga China).
De qualquer forma, o que o Tao Te Ching ensina não são práticas religiosas, mas sim um código de comportamento que defende a importância do Yang e do Yin no mesmo peso e na mesma medida dentro do Tao, a conexão com a Natureza, o autoconhecimento, o autocontrole e o não uso da violência.
Inspirados nisso e influenciados por algumas religiões do Extremo Oriente que já existiam na época (como o Budismo e o Xintoísmo), alguns chineses acabaram atribuindo um valor religioso ao Taoismo, que, aí sim, acabou virando uma religião.
As bases dessa religião continuaram sendo o que o Tao Te Ching ensina. Mas agora, junto com isso, passou a haver a presença de deuses e deusas e foi organizado um esquema de culto pra se aproximar desses deuses e deusas e agradar todos eles.
Pelos motivos que eu já expliquei, é claro que a forma como se realiza esse culto varia bastante de um grupo taoista pro outro. Mas vamos ver, a partir de agora, quem são os principais deuses e deusas do Taoismo, quais os bens que eles oferecem aos humanos e, quando for possível, quais são as formas de se aproximar deles ensinadas pelo Taoismo.
No post abaixo desse, começamos o nosso papo sobre isso, que vai se seguir pelos próximos meses com 1 post por mês.