Oi!!!
O post de hoje vai ser
mais uma reflexão que eu quero fazer sobre um determinado assunto: os trabalhos
domésticos.
Devido à reformulação
de leis que aconteceram esse ano em relação aos direitos dos empregados
domésticos, muita gente deixou de ter condições de ter alguém pra cuidar da
casa. E assim, tiveram que botar a mão na massa.
Dessa forma, acho que o
assunto ‘trabalhos domésticos’ passou a ser mais do interesse de todos, né?
Bom, pelo menos na
maioria dos casos, eu diria que isso não é nenhum bicho de 7 cabeças.
Afinal, venhamos e
convenhamos, a casa, apartamento ou outro tipo de residência onde nós moramos
tem que estar simplesmente limpa o suficiente pra se encontrar em boas
condições de higiene. E tem que estar organizada o suficiente pra você
conseguir transitar pela casa e conseguir ter acesso aos objetos que você
quiser que estejam ali dentro da casa.
Se a casa se encontra
nessas condições, ela já está arrumada.
Se você consegue
varrer, arrumar a roupa, cozinhar e fazer outros serviços domésticos que
permitam que você chegue só a esse ponto, já está ótimo. Não tem que ficar se
preocupando com o detalhe do detalhe de alguma coisa inútil.
O problema é que tem
gente que não se limita a querer morar numa casa arrumada: quer morar numa casa
idealizada!
É aquele tipo de
criatura que, mesmo que já tenha conseguido todas as coisas principais que
esperava da vida, vem sempre aquela voz de choramingo falando frases do tipo:
“Ai... Sonhei tanta
coisa pra mim... Esperei tanto da vida e não veio nada...”
Eu diria que mais da
metade dos homens héteros escutam coisas assim quando se casam, né? Ainda bem
que eu sou gay e nunca vou ter que aturar isso!
Mas enfim: pra esse
tipo de criatura, por mais arrumada que a casa esteja, nunca vai ser o
suficiente. Pode estar tudo arrumado e organizado da forma mais prática e
objetiva possível. Mas a criatura vai sempre soltar críticas do tipo:
“Ai... Mas não é assim
que tem que arrumar a roupa...”
“Ai... Você guardou a roupa,
mas não guardou do jeito que tem que guardar...”
“Ai... Mas não é assim
que tem que varrer...”
“Ai... Mas não é assim
que se segura na vassoura...”
“Ai... Mas não é assim
que tem que lavar a louça...”
“Ai... Mas não é assim
que tem que guardar a louça...”
“Ai... Você arrumou as
compras na geladeira, mas não arrumou do jeito que tem que arrumar...”
“Ai... Você lavou o
banheiro, mas não lavou do jeito que tem que lavar...”
“Ai... A casa tá limpa,
mas você não limpou do jeito que tem que limpar...”
E geralmente quem ouve
cobranças e reclamações desse tipo ouve isso de 10 em 10 minutos!
O curioso é que, depois
disso, ainda tem gente que não entende por quê os homens héteros fogem tanto do
casamento. Será mesmo que é tão difícil assim entender?
Mas enfim: como vocês
veem, cuidar da casa é algo que evidentemente não chega a ser fácil (pois exige
tempo e uma certa disposição física), mas que também não é tão difícil, desde
que seja levado de forma mais racional e menos emocional (e principalmente de
forma menos idealizada).
E sobre a questão dos
empregados domésticos começarem a exigir um excesso de direitos (pelo que eu
vejo sendo mostrado nos telejornais todo dia, eles estão querendo ter mais
direitos do que os trabalhadores de outras áreas), eu acho que isso é um tiro
no pé. Afinal, nas condições em que eles querem trabalhar, eles vão ter cada
vez menos emprego. Porque vão ter cada vez menos pessoas com dinheiro pra pagar
um empregado doméstico, mesmo que queiram.
Em poucos anos, só rico
é que vai ter dinheiro pra ter empregado doméstico no Brasil. Ou seja, só uma
minoriazinha da população.
Por essas e por outras,
nós temos que nos acostumar cada vez mais a cuidar das nossas residências com
as próprias mãos. E como eu disse, preferencialmente de uma forma mais
racional.
Fica aí algo pra
refletir.
Até!





















