Oi!!!
A maioria de vocês que acompanham o blog devem saber que eu evito usar a palavra “homofobia”, porque ela não dá uma definição exata sobre contra o que nós lutamos: ao pé da letra, essa palavra define “medo dos homossexuais”, e não é isso que nós combatemos, mas sim o ódio contra os homossexuais. Por isso, eu prefiro dizer miso-homia.
Mas não adianta lutar contra o ódio enquanto ele é só um sentimento; nós temos que lutar contra o ódio quando ele se transforma em atitudes. E é exatamente sobre isso que eu quero falar hoje, já que, no dia 17, se comemora o Dia Internacional contra a Miso-Homia.
Atitudes que são indiscutivelmente de agressividade contra os homossexuais e bissexuais são quando, por você ser gay ou bi, alguém tenta tirar de você os mesmos direitos que os héteros têm, quando alguém acha que pode decidir por você que você tem que “virar hétero”, quando alguém xinga você, quando alguém joga algum objeto contra você pra ferir você, quando alguém comete alguma agressão física direta contra você ou quando alguém incentiva outras pessoas a tomar uma dessas atitudes.
Entretanto, se tudo o que a outra pessoa fez foi deixar claro que não gosta de você e não quer aproximação pessoal com você, lamento, mas isso não caracteriza agressão nem ódio.
Era exatamente aí que eu queria chegar:
NÓS TEMOS QUE PARAR COM ESSA MALDITA MANIA QUE ALGUNS GRUPOS MIDIÁTICOS ADQUIRIRAM NOS ÚLTIMOS ANOS DE QUERER SER UNANIMIDADES!!!
Desde que começou esse papo de “empoderamento das minorias”, em que parece que a regra passou a ser pegar grupos específicos e fazer com que esses grupos se revoltem contra o resto da sociedade, a gente tem visto na mídia esse nonsense dos ativistas gays querendo ser unanimidades, das feministas querendo ser unanimidades, dos nordestinos querendo ser unanimidades...
Em outras palavras, os representantes midiáticos desses grupos defendem que todo o resto da sociedade tem que gostar desses grupos e tem que concordar cegamente com tudo o que eles falam e fazem.
Não é assim que funciona, nunca foi assim que funcionou e provavelmente nunca vai ser assim que vai funcionar.
E mesmo que você seja um homem, heterossexual, loiro, de olhos azuis, rico e morando num centro urbano dos Estados Unidos você nunca vai ser unanimidade. Sempre vai ter alguém contra você.
Por que isso acontece?
Em 1º lugar, ninguém é OBRIGADO a gostar de ninguém. Eu não sou obrigado a gostar de você, você não é obrigado a gostar de mim e quem quer que seja não é obrigado a gostar de quem quer que seja.
Em 2º lugar, ninguém é OBRIGADO a concordar com ninguém. E vemos aí o mesmo processo: eu não sou obrigado a concordar com você, você não é obrigado a concordar comigo e quem quer que seja não é obrigado a concordar com quem quer que seja.
Você sempre vai encontrar algumas pessoas que gostam de você e algumas pessoas que concordam com você. Mas nunca vão ser TODAS!!!
Ninguém é unanimidade. E nem vai passar a ser (não importa quais sejam as ideias que essa pessoa defende).
Se você não sabia que era assim, bem-vindo ao mundo real!
Então, em vez de ficar dando chiliques e pitis porque você encontrou alguém que simplesmente não gosta de você ou não concorda com você, mas também nunca cometeu nenhuma agressão contra você, vamos nos focar naquilo que são problemas de fato. Vamos nos mobilizar contra aqueles que xingam os gays só porque são gays, que batem nos gays só porque são gays, que querem converter os gays à religião deles contra a própria vontade dos gays...
Esse indivíduo, sim, é seu inimigo. Não é alguém que simplesmente não concorda com você, não quer se aproximar de você, mas também não faz nada contra você.
Simplificando: menos mimimi e mais foco nos verdadeiros inimigos.
Fica aí algo pra refletir.
Até!


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