Oi!!!
Fechando o mês, eu decidi dar uma analisada num poema que algumas feministas começaram a usar como definição de ser uma “mulher empoderada”.
O poema se chama Sou Puta, Sou Mulher e foi escrito por uma feminista chamada Helena Ferreira. Vamos ver:
Sou puta quando uso a boca vermelha, meu salto agulha e meu vestido preto.
Sou puta.
Mordo no final do beijo.
Não fico reprimindo desejo e nem me escondo na aparência de menina.
Sou uma puta de primeira.
Acordo às 6:30.
Pego ônibus debaixo de chuva.
Não dependo de salário de macho e compro a pílula no final do mês.
Sou uma puta com P maiúsculo.
Dispenso o compromisso.
Opto pela independência.
Não morro de amor.
Acordo sozinha.
Cresço sozinha.
Vivo na minha.
Bebo em um bar de esquina.
Vomito no chão da cozinha.
Sou uma putinha.
Passo a noite em seus braços, mas não me prendo no laço que você quer me prender.
Sou puta.
Você tem o meu corpo porque eu quis te dar.
E quando essa noite acabar eu não vou te pertencer.
E se de mim você falar eu não vou me importar porque um homem que não me faz gozar nunca terá meu endereço.
E não é gozo de buceta.
É gozo de alma, é gozo de vida, é me fazer sentir amada, valorizada e merecida.
E se de puta você me chamar, eu vou agradecer.
Porque a puta aqui foi criada por uma puta brasileira, que ralava pra sustentar os filhos e sofria de racismo na feira.
Foi espancada e desmerecida.
E mesmo sofrida, sorria o dia inteiro.
Uma puta mulher ela foi e puta também eu quero ser.
Porque ser mulher independente, resolvida, segura, divertida, colorida e verdadeira assusta os homens e os machos.
Faz acontecer um alvoroço.
Onde já se viu mulher com voz?
Tem que ser prendada e educada.
E se por acaso for “amada”, tem direito de ser morta pelo parceiro.
Cachorra adestrada pelo povo brasileiro.
Sai pelada na revista, excita, dança, bate uma, cai de boca, mama ele e os amigos e depois vai ser encontrada num bueiro, num beco, estuprada.
Porque tava de batom vermelho, tava pedindo, foi merecido.
E se foi crime “passional”, pobre do rapaz, apaixonado estragou a própria vida.
Por isso que eu sou puta.
Porque sou forte, sou guerreira, não sou reprimida nem calada.
Sou feminista.
Sou revoltada.
Indignada.
E sou rotulada assim.
Como PUTA!
Então que eu seja puta.
E não menos do que isso.
Bom, se alguém quer recitar esse poema, OK. Nós estamos num país que pelo menos pretende ser democrático. Então, você fala o que você quiser. Mas isso não quer dizer que o que você está falando tenha algum valor de fato.
Quer falar merda? Tudo bem: fale merda. Mas a merda que você falou não vai deixar de ser merda só porque você gosta de falar aquilo.
Certo. Vamos ver as partes talvez principais dessa merda aí em cima (não vou analisar tudo porque é um texto tão idiota que nem vale o meu tempo, mas serve como exemplo pra gente ver o que é o feminismo):
A parte em que a personagem do poema diz “Não dependo de salário de macho” já não é muito verdadeira. Porque a gente sabe que o feminismo geralmente acaba no 1º pneu furado ou no 1º total de contas a pagar.
Não é difícil ver uma mulher junto com um homem numa mesa de restaurante dizendo que é feminista, que é autônoma, que é independente, que não precisa de homem pra nada... Ela fala isso pro homem ao lado dela e também faz o possível pra ser ouvida pelas mesas todas ao redor, né? Mas todo esse discurso desce pelo ralo assim que o garçom traz a conta do jantar. Porque aí ela vai achar que o homem é que tem que pagar.
Depois a personagem diz “Bebo em um bar de esquina. Vomito no chão da cozinha”...
Bom, se qualquer pessoa, homem ou mulher, quer encher a cara num bar e depois vomitar tudo o que bebeu quando chegar em casa, OK. Não é um ato muito saudável, mas cada um faz o que quiser da própria vida.
Entretanto, será que uma mulher precisa fazer isso pra se sentir “empoderada”? Afinal, é isso que o texto acima dá a entender.
E o mais curioso aí: há poucos anos atrás, as mulheres viviam criticando os homens que enchiam a cara nos bares e elas diziam que isso era horrível; nos dias de hoje, elas querem fazer isso e acham que todo mundo é obrigado a achar lindo elas fazendo isso?
O poema também critica a mulher que “sai pelada na revista” e “dança”...
Ué! Mas não é isso que as feministas fazem na marcha das vadias? Não tem lá aquele monte de mulher pelada, suja de menstruação e dançando com trejeitos de drogada no meio da rua? Como é que o feminismo vai criticar uma coisa que as próprias feministas adoram fazer?
Mas a gente sabe que falar só por 5 minutos seguidos que seja sem se contradizer não é muito próprio das feministas.
Depois a personagem diz “Sou feminista. Sou revoltada”.
Bom, até aí, é pleonasmo, né? Toda feminista é revoltada. Aliás, o simples fato de saber que existem homens respirando nesse planeta já deixa as feministas revoltadas.
Bom, vou parar de analisar por aqui, porque não vou mais perder o meu tempo com uma babaquice tão grande. Mas vou dar mais umas palavrinhas não exatamente sobre o poema, e sim sobre as consequências dele.
Claro que muitas feministas, principalmente as lacrateens que têm uma idade próxima da Maísa Silva, sem dúvida nenhuma acham que recitar esse poema é “lacrar”. Mas dá pra esperar muita inteligência vindo da Maísa? Então, também não dá pra esperar isso vindo das semelhantes dela, né?
A defesa que se faz pra esse poema é que ele critica o fato das mulheres serem chamadas de “putas” pelos homens independente do que elas façam...
Ué! Mas aí fica mais difícil ainda de entender! Sempre que um homem emite uma opinião, as feministas não dizem que essa opinião é “mansplaining”, é “mansterrupting” e é um “ponto de vista desnecessário”?
As expressões entre aspas, pra quem não sabe, fazem parte do vocabulário dominante entre as feministas pra definir qualquer coisa que um homem fale.
Então, se a opinião de um homem é algo tão insignificante assim, por que as feministas se revoltam tanto quando um homem chama uma mulher de “puta” a ponto de uma delas precisar escrever um poema pra criticar essa opinião masculina? Coisas tão insignificantes assim a gente nem deveria perceber que existem, né?
Aliás, a personagem também diz “E se de puta você me chamar, eu vou agradecer”.
Então, parece que a teoria das defensoras do poema não faz muito sentido: não incomoda a ela ser chamada de “puta”. Portanto, o poema não é uma crítica contra quem faz isso.
Quando não há como defender alguma coisa, inventa-se uma desculpinha esfarrapada pra tentar fazer isso da forma que der, né?
Assim, esse post é só mais um exemplo do conteúdo do feminismo pra vocês refletirem.

2 comentários:
LEO,
MEU BLOG ESPANTA DESGRAÇAS!!!
APROVEITE.
MUSICA É FELICIDADE.O FINO
DA BOA MUSICA.FAÇA A SUAGESTÃO DA MUSICA QUE VOCÊ QUISER E COLOCAREMOS LÁ TAMBÉM.
PASSE POR LÁ E XÔ MESMICE TENEBROSA.
UM ABRAÇÃO CARIOCA.
Cara, estou devendo umas visitas aos blogs de alguns amigos. Mas vou ver se até o fim desse semana eu passo em todos. Inclusive no seu.
Um abração carioca também!
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