terça-feira, 1 de março de 2016

39ª ENQUETE



Oi!!!

Bem-vindos a Março!
E vamos à enquete do mês...
Bom, dessa vez, a pergunta vai ser voltada especificamente pros gays que tão pensando em adotar um filho, pois já percebi que não é tão baixa a quantidade dos que pretendem fazer isso.
O que eu pergunto dessa vez é: você já pensou que o seu filho pode virar evangélico quando crescer?

A maioria dos homossexuais e bissexuais que têm um evangélico dentro de casa (o pai, a mãe ou um irmão, por exemplo) certamente não vivem em paz durante a maior parte do tempo. Principalmente se o evangélico em questão for pentecostal ou neopentecostal.
Imagine alguém 24 horas por dia recitando passagens da Bíblia que falam de castigo e punição contra qualquer prática sexual que não sejam as práticas usadas pelos hebreus de 2000 anos atrás!
Afinal, quando um evangélico descobre que alguém não é heterossexual, a atitude básica dele é falar dessas partes da Bíblia compulsivamente pra essa pessoa.
Isso quando ele não começa a bater os pés no chão, falar aos gritos em tom de raiva, repreender o diabo que ele diz que está dentro de você, dizer que você está amarrado em nome de Jesus e coisas desse tipo.
Depois, ele vem com aquele cinismo, dizendo que vai orar por você, que ama você e odeia o pecado que você comete ou qualquer outra coisa parecida com isso.
Ele só vai se dar com você se você, em tempo integral, defender os mesmos radicalismos que ele.
Pois é. A forma como um pentecostal ou neopentecostal se dirige a um homossexual ou bissexual se resume basicamente a isso. E se você tiver um deles dentro da sua casa, como eu já disse, pode se preparar pra ver e ouvir coisas desse tipo de manhã até de noite. Afinal, é isso que o “pastô” da igreja dele manda ele fazer. E pentecostais ou neopentecostais seguem sem questionar o que o “pastô” manda eles fazerem.
Uma amizade que não dá certo permite que você desmanche a amizade com essa pessoa e aí ela vira um ex amigo, um casamento que não dá certo permite que você desmanche o casamento com essa pessoa e aí ela vira um ex marido ou uma ex esposa... Mas uma relação com um filho que não dá certo não permite que você desmanche o fato dessa pessoa ser seu filho. Não existe ex filho. Vocês podem até não se dar e não se aproximar, mas isso não muda o fato de que ele é seu filho.
É por isso que, se a gente já tem que pensar 1000 vezes antes de casar, tem que pensar 1 milhão de vezes antes de ter filho.
Se você já teve ou já adotou um filho e ele virou evangélico, acho que não há muito que fazer. Ou você aceita conviver com ele aturando o fanatismo e as agressões verbais dele ou você se afasta dele.
Mas, se você ainda não adotou, mas está pensando no assunto, esse é um ponto que você tem que levar muito em conta antes de seguir em frente.
Pense nisso!

2 comentários:

Anônimo disse...

Cara, se eu tivesse um filho, eu ia criar ele como minha mãe me criou, desde cedo incentivando leitura, filmes legais, me falando sobre várias religiões, me explicando desde, sei lá, os 6 anos o que é gay ("é um homem que namora outro homem, filho"), o que é ditadura, o que é votar, porque eu não devia ver certas coisas na tv, me dizendo aos 10 anos que se eu fosse gay quando crescesse não teria problema, me incentivando a fazer as coisas que eu gostava, me levou pra terreiro, centro espírita, missa, eu fui muito privilegiado. Eu não acredito que uma pessoa educada, apoiada pra aprender a agüentar as barras da vida, e que sabe que tem coisa melhor no mundp, vá optar pela religião evangélica, ainda mais pentecostal. Eu teria mais medo de ter um filho neocon, coxinha, ou que entrasse em seitas hindus malucas, porque isso é esparrela em que até gente inteligente às vezes cai. Mas eu, pai de filho crente? Inconcebível.

Anônimo disse...

E complementando, é por esse motivo que eu nunca adotaria criança grande. Sinto muito por toda a campanha de adoção, pra acabar com o preconceito, de casais que só querem adotar bebês branquinhos, que são minoria na fila e bla bla bla, mas no meu caso, tenho motivo sério. Não ia querer como filho alguém que vai chegar sabe deus com que idéia na cabeça, Zeus me livre de viver algo como aquele filme europeu Patrick Age 1.5, em que um casal gay adota um adolescente homofóbico. E cá entre nós, embora a idéia de ser pai até que me atraia, só de pensar na merda que é pruma criança ter pai gay nesta republiqueta das bananas que é o Brasil, o bullying que a criança pode sofrer, me faz pensar dez vezes. Acho que isso nunca vai acontecer, a menos que eu me apaixone por um cara que já tenha filho.