Oi!!!
Bem-vindos a Maio!
Já que a gente tá comemorando no Brasil o Dia do Trabalho, achei interessante fazer a enquete sobre isso. Mas antes de fazer a pergunta, quero lembrar algumas coisinhas.
As feministas costumam sempre bater na tecla de que as mulheres ganham menos do que os homens... Mas será que isso é verdade?
Em alguns casos, é claro que sim. Mas isso acontece em TODOS os casos?
Antes da gente se aprofundar no assunto, quem fala isso está comparando qual cargo com qual cargo? Porque se quem fala isso está comparando um homem que ocupa um cargo administrativo ou de gerência de uma empresa com uma mulher que fica na recepção da mesma empresa, acho meio evidente que ele vá ganhar ‘um pouquinho’ mais do que ela, né?rs
Mas vamos dizer que sejam 2 profissionais que exercem mesma função.
Bom, se TODAS as instituições pagassem menos pras mulheres do que pros homens pra exercer a mesma função, acho que aí, por uma questão de lógica, TODAS as instituições contratariam SÓ mulheres, certo? Porque teriam um lucro gigantescamente maior.
Já que não é isso que acontece, só se pode chegar a 2 conclusões: ou os empresários gostam muito de gastar dinheiro à toa, ou então a historinha de que TODO homem ganha mais do que TODA mulher pra exercer a mesma função não é tão verdadeira assim.
É bom lembrar que, principalmente em empresas particulares, a pessoa vai recebendo aumentos de salário por tempo de serviço. Então, se um homem já está lá há mais de 1 ano e uma mulher exerce a mesma função que ele mas ela acabou de chegar lá, não parece normal que ele ganhe mais do que ela?
Quando se trata de uma profissão que exige que a pessoa viaje ou que a pessoa vá com frequência a lugares mais perigosos, geralmente é um homem que se apresenta pra exercer essa função. Quando uma mulher é escalada pelo patrão pra essa função, ela geralmente diz que não pode (principalmente quando ela tem que ir sozinha) e aí ela negocia com um colega homem pra ir no lugar dela. Portanto, quem vai tem uma certa remuneração maior por causa disso? Só que isso geralmente enfurece as feministas, que não aceitam que um homem ganhe mais porque trabalhou mais.
Aliás, quando se trata de trabalhos extras em geral, as feministas só defendem o pagamento de extras quando uma mulher se dispõe a fazer um trabalho extra.
E até no caso de demissão por justa causa ocasionada por uma briga com algum colega de trabalho, as feministas querem dar à mulher mais privilégios do que ao homem.
Afinal, se um homem é despedido porque ele bateu num colega de trabalho, ninguém fala nada. Mas se uma mulher é despedida porque ela bateu num colega de trabalho da mesma forma, na mesma hora aparece alguém falando frases do tipo:
“Ah, coitada... Ela tava com TPM quando ela fez isso... A culpa não é dela...”
“Ah, coitada... Ela tava com depressão pós-parto quando ela fez isso... A culpa não é dela...”
“Ah, coitada... Ela brigou com um namorado há 3 anos e ainda tá traumatizada por causa disso... As mulheres são muito indefesas e muito sensíveis... Se emocionam com muita facilidade... A culpa não é dela...”
E quando se trata de trabalhadores autônomos? Será que TODO homem também ganha mais do que TODA mulher?
Não vamos esquecer que o modelo homem mais bem pago do Mundo pode receber, fazendo força, a terça parte do salário da Gisele Bündchen.
E na hora da aposentadoria, quando um homem se aposenta e uma mulher que exerceu a mesma função profissional se aposenta, tem gente que diz que aí fica a prova definitiva de que ele ganhou mais do que ela. Somando tudo, na maioria das vezes, o valor total que ele recebeu como salário ao longo da vida foi maior que o dela.
É, né? Nessa hora ninguém se lembra de que, na maioria das vezes, a mulher interrompe a carreira profissional por alguns anos pra cuidar da vida pessoal (casamento, filhos e adjacências), enquanto, na maioria das vezes, o homem não interrompe. Então, ele continuou recebendo porque continuou trabalhando. Ela parou de receber porque parou de trabalhar. Simples, né?
Quero encerrar a reflexão lembrando que ninguém aqui está dizendo que não existe discriminação nenhuma contra a mulher no mercado de trabalho. Mas, do jeito que as feministas falam, o que a gente vê é um esforço sobre-humano delas pra retratar as mulheres como mártires inocentes e os homens como privilegiados completos no mercado de trabalho. E não é bem isso que a gente vê.
Mas a política do feminismo é sempre essa, né?
Feitas essas reflexões, vamos à pergunta do mês: será que as mulheres são tão maltratadas, tão oprimidas e tão reprimidas no mercado de trabalho quanto as feministas dizem?

Um comentário:
Leo, isso que vc descreve é uma vertente radical específica do feminismo, o "feminismo da 3a onda". É uma merda e mesmo as feministas mais sensatas repudiam o movimento da 3a onda, porque queima o filme delas. É por culpa desse movimento que "feminista" virou insulto hoje em dia, quase um palavrão.
Eu sou totalmente a favor das idéias do que foi o feminismo até a geração da minha mãe. Mas o feminismo contemporâneo, que se desenvolveu com a internet e a comunicação de massa, é pura misandria.
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