Oi!!!
Bem-vindos a Março!
E vamos logo à pergunta da enquete desse mês, porque depois eu tenho várias coisas pra comentar sobre isso.
Aproveitando que vem aí o Dia Internacional contra a Discriminação Racial (21 de Março), a pergunta é: o que você acha do sistema de cotas das universidades do Brasil?
Bom, acredito que nenhum brasileiro tenha muitas dúvidas do que é isso. Mas, supondo que haja aqui algum visitante de outro país, que estuda Português e está interessado pela Cultura Brasileira, vamos explicar: se trata de uma lei posta em prática a partir de 2004, que determina que 25% das vagas pra estudantes universitários no Brasil têm que ser reservadas só pra negros e índios.
A justificativa disso é que, “como os negros e os índios sempre tiveram menos oportunidades sociais do que os brancos ao longo de toda a História do Brasil, então agora tem que haver uma reparação histórica em que se faça força no sentido contrário, porque só assim vai haver igualdade”.
Como a população indígena no Brasil atual é muito reduzida, principalmente nos centros urbanos, que é exatamente o lugar onde as universidades são abundantes, na prática quem usufrui desses 25% na grande maioria das vezes são só os negros.
Só até aí, a gente já viu que os índios não saem favorecidos em quase nada com o sistema de cotas.
Aí alguém vai dizer:
“Ah, mas pelo menos os negros estão sendo favorecidos.”
Bom, é óbvio que ALGUNS negros estão sendo favorecidos. Mas é uma pequena parte e que já desfruta de certas vantagens sociais. Vocês podem ter certeza de que esses ALGUNS estão bem distantes de serem a maioria dos negros.
A última pesquisa do IBGE mostrou que 3 quartos da população pobre do Brasil é constituída por negros. E entre esses, uma certa porcentagem nunca foi à escola, uma porcentagem maior começou o ensino fundamental e não terminou (teve que parar de estudar e começar a trabalhar pra ajudar em casa) e uma porcentagem maior ainda só terminou o ensino fundamental e não teve nenhuma formação além disso.
Não sei se certos ‘cérebros pensantes’ nunca se lembraram disso, mas, pra chegar a entrar numa universidade brasileira, primeiro a pessoa tem que terminar o ensino fundamental, depois tem que terminar o ensino médio e depois tem que passar na prova do Enem ou do vestibular da universidade pra qual essa pessoa quer entrar.
Então, será que quem vai chegar até esse último estágio que eu acabei de mencionar são os negros analfabetos ou semianalfabetos que moram em favelas e que representam a maioria da população pobre do Brasil?
Acho que está bastante óbvio que o sistema de cotas só vai favorecer na prática aos negros que tiveram acesso integral ao estudo. Ou seja, os de classe média pra cima, que não são a maioria.
Aí alguém vai dizer:
“Ah, mas eu conheço uns 2 ou 3 negros muito pobres que conseguiram terminar até o ensino médio.”
Pois é. Uns 2 ou 3. Isso mesmo. Agora compare isso com todos os negros muito pobres do Brasil.
Além disso, fiquem atentos aos negros que chegaram à universidade fazendo uso do sistema de cotas e DIZENDO que são muito pobres e que depois foram desmascarados: eram pessoas de classe média e até de classe alta.
Um dos exemplos mais famosos é a Poliana Kamalu, que foi identificada como ativista do feminismo negro.
Em 2015, essa criatura invadiu salas de aula da USP interrompendo as aulas, dizendo que era uma negra favelada, berrando um monte de palavrões, chamando os brancos de “RAÇA DO CARALHO!!!”, dizendo que era filha de uma negra pobre que foi explorada por brancos, dizendo que branco tem que ter vergonha de ser branco, dizendo que os brancos devem até a alma aos negros...
E ainda disse que os brancos tinham que ficar calados porque, de acordo com ela, “quando o oprimido fala, o opressor se cala”.
Engraçado: foi ela quem invadiu salas de aula, interrompeu aulas e fez escândalos de forma vulgar. Então, se não me engano, quem estava oprimindo alguém ali era ela.
Podem clicar aqui pra ver algumas manifestações dela:
Interessante que, se um branco chegasse prum grupo de negros e falasse a 10ª parte disso, ele sairia dali algemado e direto pra cadeia. Então, quem é mesmo que tem o direito de oprimir quem? E sem ter que responder por isso, né?
É importante lembrar que, no YouTube, você encontra vários vídeos de negros se manifestando completamente contra essa situação bizarra e grotesca.
Aliás, cliquem aqui pra ver um exemplo de como os membros do movimento negro tratam um negro que simplesmente não se junta a eles (não deixem de ver esse vídeo, porque é importante):
Ou seja, a maioria esmagadora dos negros não tem nada a ver com essas atitudes que a gente viu aí na USP e com outras bizarrices do mesmo tipo. Isso aí é coisa de gente histérica.
Mas enfim: a questão é que a idiota que fez esse escândalo é tão burra que ela deixou no Facebook dela as fotos da escola particular caríssima onde ela já estudou (o Colégio Pentágono Morumbi), as fotos de todas as viagens turísticas que ela já fez por vários países do Mundo, as fotos dos restaurantes caríssimos onde ela costuma almoçar...
Enfim, ela está bem longe de ser uma negra favelada filha de outra negra favelada e que nunca teve oportunidades na vida, que foi como ela se apresentou. Aquilo tudo nas salas de aula foi uma encenação classe Z.
Essa feminista negra é tão burguesa, tão capitalista e tão patricinha quanto os brancos que ela foi lá xingar. Ou até mais!
Aí ela foi correndo publicar textos em alguns sites dizendo que, apesar de ter estudado numa escola cara, sempre estudou com bolsa de estudo e patati-patatá. Aqueles panos quentes que os extremistas tentam botar quando caem em contradição, né?
No caso dela, é a velha dupla que a gente já conhece: feminismo & hipocrisia.
Mas o que eu quero dizer com esse exemplo (e se vocês procurarem vocês vão encontrar outros exemplos do mesmo tipo) é o seguinte: enquanto essa vagabunda desocupada brinca de grande revolucionária em salas de aula da USP, os negros analfabetos e pobres que moram em favelas ou que vivem como mendigos continuam na mesmíssima miséria em que viviam antes de criarem o sistema de cotas. Nada mudou nem vai mudar pra eles por causa do sistema de cotas.
Só o que pode ajudar a população mais pobre na prática é melhorar a educação de base. É preciso melhorar o ensino fundamental, e não criar facilidades pra entrar numa universidade. Se pouca gente vai chegar ao final do caminho, o que adianta facilitar as coisas só no final do caminho?

Um comentário:
Essas manifestações que chamam de MOVIMENTO NEGRO está muito longe de ser um grupo único. Na verdade são vários movimentos negros, que começaram em épocas diferentes e em partes diferentes do Brasil. E por causa disso tem lá seus grupos calminhos e também tem seus grupos radicais.
Essa Poliana Camela aí é repudiada por todos os negros que eu conheço que não são radicais. Pode procurar no Google os sites que tem o nome dela que você vai ver que de 100 pessoas que comentam 99 falam contra ela.
Só quem apoia essa patricinha fantasiada de favelada são aquelas garotinhas histéricas do feminismo negro que você disse, que dizem que não tem dinheiro pra pagar faculdade, mas tem dinheiro pra todo mês comprar todos os modelos novos de celular que aparecem no mercado.
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