Oi!!!
Fechando o mês, já que esse foi o mês em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, eu vou aproveitar a ocasião pra fazer alguns comentários sobre um exemplo explícito do que o feminismo se tornou na prática no Brasil (e no Mundo como um todo) nos últimos anos.
Em Dezembro do ano passado, no programa Encontro com Fátima Bernardes, teve um dia em que o programa falou sobre feminismo...
Até aí, nenhuma novidade, né? Em cada grupo de 5 dias seguidos em que esse programa é apresentado, em 4, no mínimo, eles falam sobre feminismo. Mas, naquele dia específico que eu estou mencionando, eles levaram lá uma youtuber chamada Kéfera.
Honestamente e com toda sinceridade, eu nem tinha ideia de quem se tratava. Eu já tinha ouvido esse nome umas 2 ou 3 vezes, mas nunca procurei saber quem era. Só fui me informar exatamente por causa do que aconteceu naquele dia.
Bom, o que houve foi o seguinte: num certo momento, a Fátima Bernardes convidou um rapaz que tava na plateia a dar a opinião dele, já que ele tinha dado a entender que não concordava com os exageros do feminismo. E ele até deixou claro que não tem nada contra os direitos iguais, mas que não concorda com os excessos. E aí ele começou a contar uma atitude exagerada que uma feminista tinha manifestado contra ele quando ele foi apenas pedir uma informação a ela...
Vamos lembrar que ele só estava falando porque a Fátima Bernardes, que é a apresentadora do programa, estava dando a oportunidade pra ele falar. Portanto, era o momento dele de falar, certo?
A Fátima até tentou explicar a ele que em tudo existem excessos. Mas, do nada, essa tal de Kéfera interrompeu tanto a Fátima quanto o rapaz que estava falando e disse que o que ele estava fazendo ali era explicar pras mulheres o que é feminismo.
Quando ele tentou explicar que não estava fazendo isso, ela interrompeu ele e disse que ele estava interrompendo ela... Como já vimos explicitamente, era ela que estava interrompendo tanto ele quanto a Fátima.
Ela continuou dizendo que aquele não era o lugar de fala do rapaz... Ué! Se eu não me engano, a apresentadora do programa tinha acabado de dar a fala pra ele. Então, era, SIM, o lugar de fala dele.
Ela também disse explicitamente que o ponto de vista dos homens é desnecessário, que os homens só têm que ouvir e (no máximo) complementar o que as mulheres falam... É isso que as feministas chamam de “lutar pela igualdade”? Somos iguais, mas só as mulheres é que podem manifestar o ponto de vista delas.
Aí ela usou lá uns 2 ou 3 neologismos em Inglês, que as feministas norte-americanas usam (engraçado: as feministas dizem que são contra o capitalismo, mas copiam em tudo aquilo que acontece nos Estados Unidos, que é o país mais capitalista do Mundo).
Olhem, nem me interessa quem é essa Kéfera. A meu ver é só uma ‘maria ninguém’ querendo chamar a atenção, nem que seja de forma negativa. Mais ou menos da mesma forma que a Day McCarthy costuma fazer.
Pelo que eu pude me informar, mais de 90% do público dela no YouTube são aquelas adolescentes revoltadinhas que se juntam aos grupos mais agressivos do feminismo e passam a defender alguma famosa que usa o título de “feminista”. Tanto que, em todos os sites em que essa ‘maria ninguém’ foi criticada pela atitude dela, se você der uma olhada nos comentários lá embaixo, quem defende ela só escreve coisas do tipo:
“CALA A BOCA!!! A KÉFERA TÁ CERTA!!!”
Não conseguem argumentar nada além disso. Esse é o máximo de maturidade que vocês vão encontrar vindo de fãs dela. Então, não esperem muito conteúdo vindo dessa tal de Kéfera nem das seguidoras dela. E quanto menos holofotes vocês derem a ela, melhor. Porque o que ela está querendo são exatamente todos os holofotes virados pra ela.
Eu só estou usando ela como exemplo porque, com o comportamento que ela teve naquele programa, ela mostrou explicitamente a forma como a gente vê 90% das feministas atuais se expressando.
Feministas não querem conversar. Porque uma conversa é quando você diz ao outro o que você tem e dizer e ao mesmo tempo você também ouve do outro o que ele tem a dizer.
O que a gente vê com mais frequência quando um homem tenta manifestar qualquer opinião diante de uma feminista é exatamente o que a gente viu naquele programa. Frases do tipo:
“A SUA OPINIÃO NÃO INTERESSA PORQUE VOCÊ É HOMEM!!!”
“CALA A BOCA PORQUE VOCÊ É HOMEM!!!”
“É SEMPRE ASSIM: HOMEM ABRIU A BOCA; COMEÇOU A CHUVA DE BOSTA!!!”
“EU ESTOU CERTA PORQUE EU SOU MULHER!!!”
“EU TENHO O DIREITO DE SILENCIAR OS HOMENS PORQUE EU SOU MULHER!!!”
“VOCÊ É HOMEM, ENTÃO VOCÊ É UM POÇO DE BURRICE!!!”
“VOCÊ É HOMEM, ENTÃO VOCÊ SÓ FALA MERDA!!!”
“VOCÊ ESTÁ ERRADO PORQUE VOCÊ É HOMEM!!!”
“SE EU SOU MULHER E VOCÊ É HOMEM, EU FALO O QUE EU QUERO E VOCÊ CALA A BOCA!!!”
E você vê que é um monólogo, e não um diálogo. Porque, se você responder ou não alguma coisa, ela vai continuar falando sozinha coisas desse tipo, interrompendo tanto você quanto alguma outra pessoa que também queira falar na hora. E principalmente se essa pessoa for homem, porque, na cabeça desajustada da maioria das feministas, só mulheres podem falar sobre feminismo: nenhum homem tem esse direito.
Será que alguém é tão ignorante a ponto de pensar que atitudes como essas são um diálogo? E menos ainda atitudes desse tipo são uma manifestação de luta por igualdade, né?
Interessante: elas não admitem que nenhum homem dê nenhuma opinião em nada do que uma mulher tem que fazer e deixar de fazer, mas elas SEMPRE querem impor a opinião delas sobre tudo o que um homem tem que fazer e deixar de fazer.
Quanta igualdade que elas defendem, hein!
Pois é: 90% das feministas atuais (ou talvez mais do que isso) têm esse tipo de posicionamento.
É bom lembrar que a liberdade de expressão está garantida pela Constituição Federal Brasileira de 1988. Então, sim: em território brasileiro, qualquer pessoa pode falar sobre feminismo (ou sobre qualquer outro assunto) independente de ser homem ou mulher.
E na prática, as pessoas vão, sim, falar sobre o que elas quiserem. Na prática, você não decide o que eu falo, eu não decido o que você fala, ninguém decide o que ninguém fala. Meia dúzia de homens (os famosos escravocetas) vão baixar a cabecinha quando alguma feminista relinchar que eles não podem falar sobre feminismo. Mas a grande maioria vai mandar ela pra puta que pariu e vai continuar falando o que quiser falar (e isso também vale pra qualquer outro assunto além de feminismo).
Se as feministas não gostam disso, eu só posso dizer: bem-vindas ao mundo real, porque é assim que as coisas funcionam fora da bolha feminazi onde vocês vivem. O Reino de Feminópolis, né?
Ah, e pra encerrar, só uma palavrinha sobre o rapaz que tava lá na plateia do Encontro e que detonou essa questão toda com o simples comentário que ele fez.
Em 1º lugar, ele não deveria ter ido ali. Porque o Encontro com Fátima Bernardes é igual a uma igreja evangélica pentecostal: só é bem-vindo ali quem concorda cegamente com tudo o que é pregado ali e, se você manifestar qualquer opinião diferente do que é pregado ali, você vai ser hostilizado. E como é um programa que só prega que o feminismo é uma coisa perfeita, invencível e infalível, se você chegar ali e emitir uma opinião contrária a isso, você vai ser achincalhado, diminuído e menosprezado por todos ali. Inclusive pela plateia.
Em 2º lugar, tentar argumentar com qualquer pessoa que não quer ouvir (e que além de não querer ouvir já parte do princípio de que é ela que está certa sempre) não vai produzir resultado nenhum. Vai acontecer isso que você viu no exemplo que eu dei: ela vai começar a falar junto com você, relinchar um monte de baboseiras e, quando terminar, ela vai continuar achando que é ela que está certa e ponto final e acabou. Então, não perca o seu tempo tentando argumentar com esse tipo de pessoa. Só rejeite ela e ignore ela.

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