Oi!!!
Vou começar o ano aqui no blog dando um aviso aos leitores: o ritmo das postagens vai diminuir daqui pra frente.
O blog vai acabar? Óbvio que não. Mas eu conclui que já não tenho mais tanto assunto pra falar aqui, a ponto de postar de 2 em 2 dias, como era na época em que eu comecei. E além disso, não estou mais com tanto tempo livre pra me dedicar ao blog (ao longo do ano passado mesmo vocês já devem ter percebido que a quantidade de posts diminuiu um pouco, né?).
Mas, de qualquer forma, todo mês vão ter alguns posts novos aqui. Mesmo que sejam poucos.
Bom, vamos ao assunto desse post aqui:
Um assunto que tem sido discutido nos últimos tempos é a linguagem neutra.
Pra quem não sabe o que é isso, eu vou tentar explicar, mas não sei se vou conseguir, porque os próprios defensores dessa moda parecem não ter chegado a uma conclusão do que eles querem sobre esse assunto.
É mais ou menos o seguinte: como o plural em Português é sempre masculino a não ser quando existem só elementos femininos no grupo, estão querendo criar um plural neutro pra usar nos grupos mistos.
Exemplo:
Se você tem um grupo só de mulheres que são médicas, você diz “as médicas”, no feminino.
Se você tem um grupo só de homens que são médicos, você diz “os médicos”, no masculino.
Mas se você tem um grupo de homens E mulheres que são médicos, você também diz “os médicos”, no masculino.
Mas o pessoal que defende a linguagem neutra quer que, nesse último caso, todo mundo seja obrigado a falar “os médiques”.
De acordo com as feministas que se metem nesse tema, isso é uma forma de tirar o “privilégio” dos homens de impor sempre o plural masculino sobre as mulheres quando há um homem presente no grupo.
Eu gostaria de saber que privilégio é esse que eu não entendi. Falar o plural no masculino está privilegiando os homens em quê?
Algum homem passa a ter mais direitos por causa disso?
Alguma mulher perde direitos que ela adquiriu por causa disso?
Ainda assim, na cabeça das feministas que se aliaram a essa ideia, se você se dirige a um grupo onde há pessoas de ambos os sexos, você tem que perguntar:
“Como estão todos, todas e todes vocês?”
Ou seja, esse plural com E é uma forma de tirar o tal do “privilégio” dos homens.
Bom, em 1º lugar, o fato de uma palavra terminar em E em Português não significa de forma nenhuma que essa palavra é neutra, porque existem palavras terminadas em E tanto masculinas (como TAPETE) quanto femininas (como PAREDE).
Então, pelo menos em Português, E não é marca de neutralidade de gênero.
Em 2º lugar, se as feministas acham que vão destruir o machismo só porque vão criar uma forma neutra de falar que não é masculina, isso é mais ridículo ainda. Porque nenhuma pessoa machista vai deixar de ser machista só porque ouviu você falando palavras inventadas como “médiques”, “todes” e adjacências.
Pra não acharem que isso é coisa só de feminista, vamos lembrar que existem as pessoas não-binárias que também dão força a essa moda.
Pra quem não sabe, pessoa não-binária é aquela pessoa que não aceita ser definida como homem nem como mulher. Ela quer ser considerada uma entidade sem sexo.
Antes de tudo, eu acho que isso nem faz muito sentido. Porque, pra que qualquer coisa exista, essa coisa tem que ser definida de alguma forma. Então, se você não aceita ser definido, tecnicamente, você não existe.
Entretanto, tudo bem. Existem pessoas que se veem assim? Certamente elas são menos de 2% da Humanidade, mas vamos deixar elas se verem assim. E vamos deixar elas usarem, dentro do grupo delas, o jargão que elas quiserem usar.
Só que quem não faz parte de um grupo não é obrigado a falar com o jargão daquele grupo. Então, eu, que não sou uma pessoa não-binária (e acredito que mais de 90% das pessoas que estão lendo esse texto também não sejam), não sou obrigado a falar “médiques”, “todes” e outras palavras inventadas desse tipo.
Um jargão de um grupo específico não pode ser imposto a todos como a única forma certa de falar. Lamento, mas isso é apenas realismo.
Aí alguém vai dizer:
“Mas todas as línguas mudam ao longo dos séculos. Então, por que não podemos passar a usar o plural neutro com E daqui pra frente?”
Bom, é claro que todas as línguas, sem exceção, vão mudando ao longo dos séculos. Mas não é nessas condições que a mudança acontece.
As palavras vão sendo simplificadas (perdendo letras originais, ganhando letras novas ou tendo letras antigas substituídas por outras) de acordo com as necessidades que vão surgindo, mas também de acordo com a aceitação do povo que fala aquela língua. O povo nunca passa a falar de outra forma só porque existe um grupinho específico que quer impor que todos passem a falar dessa forma. Podem fazer qualquer pesquisa sobre a história das línguas que vocês vão ver isso.
Resumindo: a não ser aos olhos de pessoas de grupos específicos que querem impor uma ideologia específica, linguagem neutra é algo que simplesmente não faz sentido.
2 comentários:
Não-binário meu ovo esquerdo! O hétero bota uma saia feia e pinta a unha e de repente é "não-bináre", a hétera corta o cabelo curto e pinta de verde e de repente virou "não-bináre", me poupe! Isso é modinha de gente criada a leite com pêra e tiktok, coisa de hétero que nem imagina o que é sofrer homofobia querendo ser especial e ser incluído na sigla LGBT. Existe cis e trans, o resto é palhaçada. Enquanto nós estamos apanhando por homofobia, sendo xingados, ouvindo que vamos pro inferno, sofrendo rejeição de parente, perdendo emprego e tendo medo até de dar as mãos na rua e levar uma lampadada, essa gentinha fica banalizando a luta querendo cagar gênero neutro e inventando pronomes no twitter. Se fuder!
rsrs
Engraçado que a Nanny People respondeu exatamente a mesma coisa que você.
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