Oi!!!
Hoje a gente vai dar uma olhada no filme Misery, lançado no Brasil com o título de Louca Obsessão.
A Kathy Bates, que interpretou a vilã, ganhou o Oscar de Melhor Atriz por Misery.
Muitos atores foram convidados pra interpretar o personagem Paul. Mas quase todos rejeitaram, já que o personagem funcionaria quase como um objeto imóvel durante a maior parte do filme.
O diretor de Misery foi o Rob Reiner. E o William Goldman fez a adaptação do texto pro cinema.
Vamos dar uma olhada na história e depois eu vou fazer alguns comentários sobre o assunto.
Misery foi todo filmado nos Estados Unidos. E foi exibido pela 1ª vez nos Estados Unidos, em Novembro de 1990.
O filme começa mostrando um escritor chamado Paul Sheldon terminando um livro sobre uma personagem chamada Misery Chastain, que já protagonizou 8 histórias dele. Mas ele decidiu parar de falar sobre essa heroína daqui pra frente, resolvido a escrever histórias com outros temas.
Ao terminar o livro, ele pega o carro e começa a atravessar uma estrada de uma montanha do Colorado durante uma nevasca... Conclusão: ele perde a direção e cai do alto de uma ladeira.
Uma enfermeira chamada Annie Wilkes se aproxima do carro acidentado e recolhe o Paul, levando ele pra casa no meio da floresta onde ela mora sozinha.
Quando ele acorda, ela se identifica como a fã nº 1 dele e adoradora das histórias sobre a Misery. E ela também revela que passou os últimos tempos perto do hotel onde ele tava hospedado, observando o quarto dele de longe.
Na verdade, a Annie só viu o acidente porque tava seguindo o Paul.
Ela revela que as pessoas não vão muito com a cara dela por causa dos exageros e descontroles emocionais dela. E dá a entender que o ex marido dela se afastou por causa disso.
Assim, ela compensou a ausência dele lendo e relendo infinitamente os livros sobre a Misery.
Contando alguns trechos da vida dela, a Annie também deixa claro que sempre foi histérica.
Ela também demonstra conhecer a vida do Paul em detalhes, se informando sobre ele desde que ela começou a ler esses livros.
Ela pede pra ler o texto que ele acabou de escrever e ele deixa.
A Annie diz que o Paul ainda tá muito ferido pra ser removido dali (ele deslocou um ombro e quebrou as 2 pernas). Mas que ela vai levar ele pro hospital assim que ele melhorar.
Enquanto isso, a empresária do Paul, chamada Marcia, entra em contato com o Xerife Buster, da cidade vizinha, comunicando o desaparecimento do escritor.
O xerife dá início às buscas. E ele até passa perto do carro, mas não vê nada a princípio, já que o automóvel ficou coberto pela neve.
Poucos dias depois, o degelo revela o carro acidentado. E examinando o veículo, o Buster vê que alguém que tava do lado de fora arrombou a porta...
A imprensa dá o Paul como morto, supondo que o cadáver só não foi encontrado porque foi levado por algum predador da floresta. Mas o Buster continua investigando o caso sozinho...
Enquanto isso, na casa da Annie, já não tinha demorado muito pra que ela começasse a manifestar ataques histéricos quando o Paul contradizia alguma opinião dela.
Ela também diz que ligou pro hospital e que também avisou à agente dele. Mas diz que ainda não dá pra levar ele pro hospital, visto que as estradas ainda tão cobertas de neve.
Na noite seguinte, a Annie surta completamente quando termina de ler o texto mais recente do Paul e descobre que a Misery morre no fim. E em meio ao descontrole, ela revela a ele que nunca contou a ninguém que ele tá ali.
No dia seguinte, ela leva uma churrasqueira pra dentro do quarto e obriga ele a queimar o texto.
Depois disso, a Annie monta um escritório improvisado pro Paul no quarto e exige que ele escreva uma nova história com final feliz pra Misery. E ela tá profundamente convencida de que ele vai escrever o melhor livro da carreira dele.
Ela também exige que ele escreva a história dentro de todos os detalhes que ela acha que tão certos.
O Paul vai fazendo o jogo da Annie, conseguindo que ela não surte tanto.
Ele tenta colocar um sonífero na bebida dela, mas ela derruba o copo acidentalmente antes de beber.
Depois disso, ela começa a manifestar “medo de perder ele”. E se mostra profundamente convencida de que tudo o que ela faz é pro bem dele.
Ela também diz que se acha feia e às vezes pensa em se matar.
Num momento em que a Annie sai de casa, o Paul aproveita pra andar pela casa com uma cadeira de rodas e ver o que ele pode usar pra se defender.
Numa mesa, ele encontra um telefone vazio (todas as peças da máquina parecem ter sido tiradas por baixo), que reforça o desequilíbrio mental dela: qual seria a lógica de manter um telefone vazio ali como se ele funcionasse?
O Paul encontra um livro que a Annie tem, como se fosse um diário, mas contendo recortes de jornais de várias épocas diferentes...
Ali ele vê que o marido dela não foi embora, mas sim morreu.
O Paul também descobre que a Annie já tentou se matar no passado. E que já foi presa, acusada da morte de alguns bebês no hospital onde ela trabalhava.
Ele também derruba uma estatueta de pinguim que ficava em cima de uma mesa. Mas recoloca a estatueta no lugar, sem perceber que deixou ela em outra posição.
Quando a Annie volta e, olhando pra posição diferente da estatueta, descobre que o Paul saiu do quarto, ela quebra as pernas dele a golpes de marreta!
No livro, ela decepa um dos pés e depois também um dos dedos polegares dele. Mas o diretor achou que mostrar isso numa cena ficaria violento demais. Então, substituiu essa parte por outro tipo de agressão.
Na cidade vizinha, estranhando o comportamento da Annie ao comprar sempre mais material pra escrever à máquina, o Buster começa a desconfiar dela e decide ir à casa dela pra investigar.
Quando vê o xerife se aproximando, ela injeta um sonífero no Paul e prende ele no porão. Depois, ela procura parecer o mais simpática possível ao receber o Buster. E ele, apesar de dar uma olhada na casa, não vê nada que possa incriminar ela.
Mas, quando ele já tá saindo, escuta o Paul gemendo no porão e vai tentar ajudar ele. Mas a Annie mata o velho com um tiro.
Depois disso, ela revela ao Paul que pretende matar ele e depois se suicidar. Mas ele, fazendo o jogo dela, pede pra ela esperar mais algumas horas pra isso até ele terminar de escrever o livro e dar à Misery o fim que ela quer ver. E ela concorda.
Quando tá terminando de escrever, o Paul aproveita um momento em que a Annie se afasta dele, joga as folhas no chão e molha tudo com um líquido inflamável. E quando ela volta, ele taca fogo nas folhas, revela que agora ela nunca vai saber como a história da Misery acaba e debocha dela:
“Aprendi com você!”.
Enquanto ela entra em desespero total e tenta apagar o fogo, ele taca a máquina de escrever na cabeça dela. Em resposta, ela dá um tiro e acerta o ombro dele.
Mesmo com ambos bastante feridos, eles continuam a lutar ferozmente. E o Paul enfia as folhas que sobraram pela boca da Annie a dentro, dizendo:
“Não era isso que você queria, sua louca? Toma! Toma! Toma!”
Essa foi a cena que mais me deu prazer de ver no filme!
Depois de muita dificuldade, ele consegue bater na cara dela com um objeto de metal, finalmente matando ela.
Passados 18 meses, vemos o Paul almoçando com a Marcia num restaurante de New York.
Não é dada nenhuma explicação sobre como ele foi resgatado. Mas, pela lógica, alguém na cidade deve ter sentido falta do xerife, foi à casa da Annie pra investigar e aí descobriu tudo.
O Paul agora anda de bengala por causa dos ferimentos que sofreu nas pernas e ainda tem algumas alucinações ocasionais com a Annie. Mas dá a entender que vai seguir em frente.
E o filme acaba.
Bom, qual era o problema da Annie? Muito provavelmente, personalidade borderline.
Pelo menos, durante o desenrolar do filme, ela demonstra todos os sintomas: ela começa como uma figura amável e vai ficando cada vez mais odiosa conforme o tempo vai passando, ela tem um comportamento histérico frequente, ela se descontrola completamente quando alguém contradiz uma opinião dela ou quando alguém deixa de fazer 100% do que ela esperava, ela acredita com certeza absoluta que ela faz parte da vida íntima de uma pessoa que ela nunca viu antes e que nem sabia que ela existia, ela manifesta um medo paranoico de que a pessoa que ela “ama” se afaste dela, ela se vê como a única pessoa no Mundo que sabe cuidar da pessoa que ela “ama”, ela se acha feia com extrema frequência e ela já tentou se matar e continua pensando no assunto.
Claro que ela já é um caso extremo de personalidade bordeline e claro que a coisa aqui foi adaptada pra se enquadrar no roteiro de um filme de terror. Mas acho interessante discutir esse assunto, porque tenho visto nos últimos tempos algumas pessoas, inclusive psiquiatras, romantizando a personalidade borderline. E eu acho isso muito errado, porque não é um tipo de pessoa com quem dá pra você conviver numa boa.
Se você chegar diante de uma borderline e disser simplesmente que você não concorda com alguma coisa que ela disse, isso já é o suficiente pra ela sair gritando, batendo portas, xingando você de tudo quanto é nome e mandando você pra tudo quanto é lugar!
Mas tem gente que tenta defender:
“Ah! Mas pessoas que são borderlines frequentemente procuram o meio artístico, se tornam grandes artistas, se mostram completamente dedicados...”
Sim. Porque, na arte, você encontra espaço pra cometer os exageros que você quiser sem ninguém (ou quase ninguém) estranhar. E com uma personalidade exagerada você consegue se dedicar completamente a uma causa.
Mas quando se trata de conviver com alguém assim na vida íntima, a coisa se torna caótica.
Então, eu não vejo nada a romantizar no comportamento de uma pessoa assim. Mas...
Today we’ll talk a little about the film Misery.
The film was based on the book of the same title, released by Stephen King in 1987.
Kathy Bates, who played the villainess, won the Oscar for Best Actress for Misery.
Many actors were invited to play Paul. But almost everyone rejected it, because the character would function almost as an immovable object for most of the film.
The director of Misery was Rob Reiner. And William Goldman adapted the text for the cinema.
The film was filmed entirely in the States. And it was shown for the 1st time in the States, in November 1990.
Misery begins by showing writer Paul Sheldon finishing a book about a character named Misery Chastain, who has already starred in 8 of his stories. But he decided to stop talking about this heroine from now on, deciding to write stories with other themes.
After finishing the book, he gets in the car and starts crossing a mountain road in Colorado during a blizzard... Conclusion: he loses steering and the car falls from the top of a cliff.
A nurse named Annie Wilkes approaches the wrecked car and collects Paul, taking him to the house in the depths of the woods where she lives alone.
When he wakes up, she identifies herself as his 1st fan and a fan of the Misery stories. And she also reveals she’s spent recent times near the hotel where he was staying, observing his room from afar.
In fact, Annie only saw the accident because she was following Paul.
She reveals people don’t like her much because of her exaggerations and emotional outbursts. And she implies her ex-husband left because of it.
So, she made up for his absence by endlessly reading and rereading the books about Misery.
Telling some excerpts from her life, Annie also makes it clear she’s always been hysterical.
She also shows she knows Paul’s life in detail, having learned about him since she started reading these books.
She asks to read the text he’s just wrote and he lets her.
Annie says Paul’s still too injured to be removed from there (he dislocated his shoulder and broke both his legs). But she says she’ll take him to the hospital as soon as he gets better.
Meanwhile, Marcia, Paul’s manager, contacts Sheriff Buster, from the neighboring town, reporting the writer’s disappearance.
The sheriff begins the search. And he even passes by his car, but he doesn’t see anything at first, because the car was covered in snow.
A few days later, the melting snow reveals the crashed car. And examining the vehicle, Buster sees someone outside broke down the door...
The press considers Paul dead, assuming his corpse hasn’t been found yet just because he was taken by a predator from the forest. But Buster continues to investigate the case by himself...
Meanwhile, at Annie’s house, it hadn’t taken long for her to start showing hysterical attacks when Paul contradicted some of her opinions.
She also says she called the hospital and also told his agent what had happened. But she says she can’t take him to the hospital yet, as the roads are still covered in snow.
But things would take a very different path from that...
In Misery (1990), lo scrittore Paul ha avuto un incidente d’auto. E un’infermiera malata di mente di nome Annie, che lo seguiva spesso, l’ha preso in braccio e l’ha portato a casa sua, in una foresta, dove vive da sola.
Dopo aver letto un testo che Paul ha appena scritto su un personaggio chiamato Misery, lei perde completamente la testa quando scopre che Misery alla fine muore.
Il giorno dopo, lei porta una griglia in camera da letto dove lui è immobilizzato su un letto. E lo costringe a bruciare il testo.
Successivamente, Annie allestisce un ufficio improvvisato per Paul nella sua camera da letto e gli chiede di scrivere una nuova storia con un lieto fine per Misery. Ed è profondamente convinta che lui scriverà il miglior libro della sua carriera.
Chiede anche che lui scriva la storia con tutti i dettagli Che lei ritiene giusti.
Paul si comporta secondo i gusti di Annie, riuscendo a impedirle di diventare violenta.
Lui cerca di mettere una sostanza sedativa nel suo drink, ma lei fa cadere accidentalmente il bicchiere prima di bere.
Successivamente, lei inizia a esprimere “la paura di perderlo”. Ed è profondamente convinta che tutto ciò che lei fa sia per il suo bene.
Dice anche che pensa di esser brutta e che a volte pensa di uccidersi.
Nel momento in cui Annie esce di casa, Paul coglie l’occasione per spostarsi per casa con una sedia a rotelle e vedere cosa può usare per difendersi.
Su un tavolo trova un telefono vuoto (tutte le parti della macchina sembrano esser state rimosse dal fondo), il che rafforza il squilibrio mentale della donna: quale sarebbe la logica di tenere lì un telefono vuoto come se funzionasse?
Paul trova un libro che Annie ha, simile a un diario, ma contenente ritagli di giornale di diverse epoche...
Lì apprende che suo marito è morto.
Paul scopre anche che Annie ha tentato di uccidersi in passato. E che è già stata arrestata, accusata della morte di alcuni neonati nell’ospedale dove lavorava.
Lui fa cadere anche una piccola statua di pinguino che era su un tavolo. Ma rimette a posto la cosa, senza rendersi conto di averla lasciata in un’altra posizione.
Quando Annie ritorna e, guardando la diversa posizione della statua, scopre che Paul è uscito dalla camera da letto, gli rompe le gambe con una mazza!
Nel libro, lei gli taglia uno dei piedi e poi uno dei pollici. Ma il regista ha pensato che mostrarlo in una scena sarebbe stato troppo violento. Quindi ha sostituito quella parte con un altro tipo di aggressività.
Alla città vicina, trovando strano il comportamento di Annie che continua ad acquistare altro materiale per scrivere testi, lo Sceriffo Buster inizia a sospettare di lei e decide di andare a casa sua per indagare.
Quando vede lo sceriffo avvicinarsi, lei inietta a Paul il liquido per dormire e l’intrappola nel suo seminterrato. Successivamente, lei cerca di sembrare il più amichevole possibile quando dà il benvenuto a Buster. E lui, nonostante abbia dato un’occhiata alla casa, non ci vede nulla che possa incriminarla.
Ma, quando sta per andarsene, lui sente Paul gemere nel seminterrato e va a cercare di aiutarlo. Ma Annie spara al Vecchio, uccidendolo.
Successivamente, lei rivela a Paul che intende ucciderlo e poi suicidarsi. Ma lui, fingendo di essere d’accordo con lei, le chiede di aspettare ancora qualche ora finché non finirà di scrivere il libro e darà a Misery il finale che lei vuole vedere. E lei è d’accordo.
Ora lui ha la possibilità di provare a salvarsi...
En Misery (1990), Paul es un escritor que, tras sufrir un accidente automovilístico, es rescatado por una enfermera loca llamada Annie. Y luego de someterlo a una serie de torturas físicas y psicológicas, ella lo obliga a escribir una historia sobre un personaje llamado Misery, cumpliendo todos los detalles que Annie quiere ver en la historia.
Cuando Paul está terminando de escribir, aprovecha un momento en que Annie se aleja de él, tira las páginas al suelo y moja todo con un líquido inflamable. Y cuando ella regresa, él prende fuego a las hojas y le revela que ahora nunca sabrá cómo termina la historia de Misery.
Mientras ella entra en total desesperación e intenta apagar el fuego, él le golpea la cabeza con la máquina de escribir. En respuesta, ella dispara un tiro y lo golpea en el hombro.
Aunque ambos están gravemente heridos, siguen luchando ferozmente. Y Paul mete las hojas restantes en la boca de Annie y dice:
“¿No es eso lo que querías, loca? ¡Tómalo! ¡Tómalo! ¡Tómalo!"
¡Esta fue la escena que más placer me dio en la película!
Después de muchas dificultades, él logra golpearla en la cara con un objeto de metal y finalmente la mata.
18 meses después, vemos a Paul almorzando con su agente en un restaurante de Nueva York.
No se da ninguna explicación sobre cómo fue rescatado. Pero, por lógica, alguien en la ciudad próxima debió extrañar al sheriff que Annie mató... Entonces, fueron a su casa a investigar y luego descubrieron todo.
Paul ahora camina con un bastón debido a las lesiones que sufrió en las piernas y todavía tiene alucinaciones ocasionales de Annie. Pero da a entender que seguirá adelante.
Y la película termina.
Bueno, ¿cuál era el problema de Annie? Lo más probable es que tenía una personalidad límite (borderline).
Al menos, durante el transcurso de la película, ella demuestra todos los síntomas: comienza como una figura amable y se vuelve cada vez más odiosa a medida que pasa el tiempo, tiene comportamientos histéricos frecuentes, pierde completamente el control cuando alguien contradice su opinión o cuando alguien no logra hacer el 100% de lo que esperaba, cree con absoluta certeza que es parte de la vida íntima de una persona que nunca antes había visto y que ni siquiera sabía que ella existía, manifiesta un miedo paranoico a que el la persona que “ama” se aleje de ella, se ve como la única persona en el mundo que sabe cuidar de la persona que “ama”, se cree fea muy a menudo y ya ha intentado suicidarse y sigue pensando en ello.
Por supuesto, ella es un caso extremo de personalidad límite y, por supuesto, eso fue adaptado para encajar en el guión de una película de terror. Pero creo que es interesante discutir este tema, porque recientemente he visto a algunas personas, incluidos psiquiatras, romantizar la personalidad límite. Y creo que eso está muy mal, porque no es el tipo de persona con la que puedes vivir en paz.
Si llegas a un límite y simplemente dices que no estás de acuerdo con algo que ella dijo, eso es suficiente para que ella se escape gritando, dando portazos, llamándote cada mala palabra y queriendo que vayas a todos los lugares malos.
Pero hay gente que intenta defender a este tipo de personas:
“¡Oh! Pero las personas que están en el límite a menudo buscan el mundo artístico, se convierten en grandes artistas y se dedican por completo…”
Sí. Porque en el arte encuentras espacio para exagerar lo que quieras sin que a nadie (o casi nadie) le parezca extraño. Y con una personalidad exagerada puedes dedicarte por completo a una causa.
Pero cuando se trata de convivir con alguien así en tu vida íntima, las cosas se vuelven caóticas.
Así que no veo nada bueno en romantizar el comportamiento de una persona así. Pero...
Até!

2 comentários:
A Kathy Bates tá muito foda nesse filme, ela é realmente assustadora
É mesmo.
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