O TOURO DE CRETA
Um dia, o Rei Minos I,
de Creta, quis demonstrar às pessoas comuns o quanto ele era amado pelos deuses
e deusas do Olimpo. E pra provar que esses ouviam diretamente a ele, o rei
chegou numa das praias de seus domínios e invocou Posseidon, pedindo a esse
deus que fizesse algo espantoso sair do Mar. E em troca, ele sacrificaria essa
coisa imediatamente ao deus.
De fato, Posseidon
atendeu o pedido do rei: um touro enorme e surpreendentemente mais bonito do
que qualquer outro saiu do meio das águas daquela praia, deixando todos os
cretenses boquiabertos.
Mas o Minos I,
impressionado com a beleza divina do animal, não teve coragem de fazer o que
tinha prometido: não sacrificou aquele touro a Posseidon, mas sim um touro
comum, do rebanho dele.
O touro divino mandado
por Posseidon, famoso por toda a sua história, ficou conhecido ali e em todas
as regiões vizinhas como Touro de Creta.
Mas Posseidon, furioso com
o não cumprimento da promessa feita a ele, resolveu castigar o Rei de Creta. E lembrando
que ele era casado com uma filha do deus Hélios, chamada Pasifae, Posseidon
resolveu usar isso na vingança dele...
Lembrando que Afrodite
tinha velhas contas a ajustar com Hélios, Posseidon chamou essa deusa e pediu
que ela descarregasse sua ira na Rainha de Creta, pois isso faria o pai dela
sofrer e faria o Minos I sofrer ao mesmo tempo.
Afrodite inspirou na
rainha um desenho sexual incontrolável pelo Touro de Creta. E a Pasifae logo
foi satisfazer esse desejo. Mas, ficando grávida, 9 meses depois ela pariu uma
criatura com cabeça de touro e corpo de bebê humano: o Minotauro.
Vítima das piadas do
povo de Creta por ter sido traído pela esposa com um touro e por agora ser
padrasto de um monstro, o Minos I não teve aí o seu maior problema em relação a
esse assunto: dando prosseguimento à sua vingança, Posseidon enlouqueceu o
Touro de Creta, que saiu correndo pela ilha, soltando jatos de fogo pelas
narinas, demolindo todas as construções que encontrava a chifradas e matando
ferozmente todos os seres vivos que via pela frente.
Capturar o Touro de
Creta e levar ele vivo até Micenas pra ser sacrificado no altar de Hera foi o
7º trabalho do Hércules.
Chegando a Creta, o herói
se dirigiu ao rei, pedindo ajuda pra cumprir o trabalho. E o Minos I respondeu
friamente que não ajudaria ele em nada. Mas também não se opunha a deixar o
Hércules capturar e levar embora o Touro de Creta, devido à destruição que a
criatura vinha causando ali.
Realmente, o herói capturou
o Touro de Creta segurando ele pelos chifres, montou nas costas dele e levou
até Micenas, entregando a criatura ao Rei Euristeu. Mas, quando esse foi
sacrificar a criatura no altar de Hera, a deusa se manifestou em cima do altar,
proibindo que seguissem a diante, pois ela se recusava a receber uma oferenda
vinda do Hércules.
Sem saber o que fazer
com o Touro de Creta, o Euristeu simplesmente soltou ele.
Chegando até a Planície
de Maratona, a criatura começou a devastar a região, se tornando conhecida a
partir dali como Touro de Maratona.
Livrar a região desse
flagelo coube ao Príncipe Teseu, que capturou o touro e sacrificou ele como
oferenda do deus Apolo.
AS ÉGUAS DO REI
DIOMEDES
No litoral da Trácia,
sobre o qual frequentemente se abatiam tempestades fortíssimas, viviam os
bístones, uma tribo de guerreiros selvagens que reconheciam como rei um sádico
chamado Diomedes.
Esse tinha 4 éguas como
bichinhos de estimação e mantinha elas presas uma à outra por uma corrente de
ferro. E frequentemente colocava carne humana na manjedoura delas...
Como quase sempre as
tempestades jogavam embarcações com estrangeiros ao litoral da Trácia, o Diomedes
matava todos eles e, esquartejando os cadáveres, usava isso pra alimentar as
éguas.
Devido à forma como
foram tratados, os animais se transformaram em monstros, ficando bem maiores e
mais fortes do que seria comum e passando a soltar jatos de fogo pelas narinas.
O 8º trabalho do
Hércules foi capturar as Éguas do Rei Diomedes, como as criaturas ficaram
conhecidas, e levar pra Micenas.
Desembarcando na Trácia
acompanhado por um grupo de voluntários, o herói foi até o estábulo onde as éguas
eram guardadas, derrotou os guardas que vigiavam elas e levou as criaturas até
a praia pra começar a viagem de volta a Micenas.
Mas, nesse momento,
chegou o próprio Diomedes, escoltado por vários bístones, pra pegar as éguas de
volta.
O Hércules deixou um
amigo, chamado Abdero, cuidando das éguas e foi lutar contra os guerreiros que
se aproximavam. E nisso, ele conseguiu matar o próprio Diomedes.
Quando voltou pro lugar
onde tinha deixado as éguas, o herói viu que elas tinham devorado o Abdero. E em
homenagem a ele, fundou ali perto um vilarejo chamado Abdera.
Levando as Éguas do Rei
Diomedes até Micenas, o Hércules entregou elas ao Euristeu, que consagrou os
animais a Hera.
Outra versão diz que o
Hércules foi sozinho até a Trácia, matou o Diomedes e atirou o cadáver dele às
éguas. E essas, depois de devorarem o próprio dono, se tornaram animais
extremamente mansos.
Conduzidas pelo Hércules
até Micenas, elas foram dadas por ele ao Euristeu. Mas esse, sem saber o que
fazer com as bizarras Éguas do Rei Diomedes, deixou elas soltas. E os animais saíram
vagando sem rumo pela Grécia, até chegarem às proximidades do Olimpo, onde
foram devorados por feras selvagens.
2 comentários:
um adoro essas hitoiras de mitologia cheias de aventura e luxuria sexual esse touro deveria ser muito tesudo mesmo
Também gosto.
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