sábado, 12 de outubro de 2013

MITOLOGIA GREGA 10

O TOURO DE CRETA

Um dia, o Rei Minos I, de Creta, quis demonstrar às pessoas comuns o quanto ele era amado pelos deuses e deusas do Olimpo. E pra provar que esses ouviam diretamente a ele, o rei chegou numa das praias de seus domínios e invocou Posseidon, pedindo a esse deus que fizesse algo espantoso sair do Mar. E em troca, ele sacrificaria essa coisa imediatamente ao deus.
De fato, Posseidon atendeu o pedido do rei: um touro enorme e surpreendentemente mais bonito do que qualquer outro saiu do meio das águas daquela praia, deixando todos os cretenses boquiabertos.
Mas o Minos I, impressionado com a beleza divina do animal, não teve coragem de fazer o que tinha prometido: não sacrificou aquele touro a Posseidon, mas sim um touro comum, do rebanho dele.
O touro divino mandado por Posseidon, famoso por toda a sua história, ficou conhecido ali e em todas as regiões vizinhas como Touro de Creta.
Mas Posseidon, furioso com o não cumprimento da promessa feita a ele, resolveu castigar o Rei de Creta. E lembrando que ele era casado com uma filha do deus Hélios, chamada Pasifae, Posseidon resolveu usar isso na vingança dele...
Lembrando que Afrodite tinha velhas contas a ajustar com Hélios, Posseidon chamou essa deusa e pediu que ela descarregasse sua ira na Rainha de Creta, pois isso faria o pai dela sofrer e faria o Minos I sofrer ao mesmo tempo.
Afrodite inspirou na rainha um desenho sexual incontrolável pelo Touro de Creta. E a Pasifae logo foi satisfazer esse desejo. Mas, ficando grávida, 9 meses depois ela pariu uma criatura com cabeça de touro e corpo de bebê humano: o Minotauro.
Vítima das piadas do povo de Creta por ter sido traído pela esposa com um touro e por agora ser padrasto de um monstro, o Minos I não teve aí o seu maior problema em relação a esse assunto: dando prosseguimento à sua vingança, Posseidon enlouqueceu o Touro de Creta, que saiu correndo pela ilha, soltando jatos de fogo pelas narinas, demolindo todas as construções que encontrava a chifradas e matando ferozmente todos os seres vivos que via pela frente.
Capturar o Touro de Creta e levar ele vivo até Micenas pra ser sacrificado no altar de Hera foi o 7º trabalho do Hércules.
Chegando a Creta, o herói se dirigiu ao rei, pedindo ajuda pra cumprir o trabalho. E o Minos I respondeu friamente que não ajudaria ele em nada. Mas também não se opunha a deixar o Hércules capturar e levar embora o Touro de Creta, devido à destruição que a criatura vinha causando ali.
Realmente, o herói capturou o Touro de Creta segurando ele pelos chifres, montou nas costas dele e levou até Micenas, entregando a criatura ao Rei Euristeu. Mas, quando esse foi sacrificar a criatura no altar de Hera, a deusa se manifestou em cima do altar, proibindo que seguissem a diante, pois ela se recusava a receber uma oferenda vinda do Hércules.
Sem saber o que fazer com o Touro de Creta, o Euristeu simplesmente soltou ele.
Chegando até a Planície de Maratona, a criatura começou a devastar a região, se tornando conhecida a partir dali como Touro de Maratona.
Livrar a região desse flagelo coube ao Príncipe Teseu, que capturou o touro e sacrificou ele como oferenda do deus Apolo.


AS ÉGUAS DO REI DIOMEDES

No litoral da Trácia, sobre o qual frequentemente se abatiam tempestades fortíssimas, viviam os bístones, uma tribo de guerreiros selvagens que reconheciam como rei um sádico chamado Diomedes.
Esse tinha 4 éguas como bichinhos de estimação e mantinha elas presas uma à outra por uma corrente de ferro. E frequentemente colocava carne humana na manjedoura delas...
Como quase sempre as tempestades jogavam embarcações com estrangeiros ao litoral da Trácia, o Diomedes matava todos eles e, esquartejando os cadáveres, usava isso pra alimentar as éguas.
Devido à forma como foram tratados, os animais se transformaram em monstros, ficando bem maiores e mais fortes do que seria comum e passando a soltar jatos de fogo pelas narinas.
O 8º trabalho do Hércules foi capturar as Éguas do Rei Diomedes, como as criaturas ficaram conhecidas, e levar pra Micenas.
Desembarcando na Trácia acompanhado por um grupo de voluntários, o herói foi até o estábulo onde as éguas eram guardadas, derrotou os guardas que vigiavam elas e levou as criaturas até a praia pra começar a viagem de volta a Micenas.
Mas, nesse momento, chegou o próprio Diomedes, escoltado por vários bístones, pra pegar as éguas de volta.
O Hércules deixou um amigo, chamado Abdero, cuidando das éguas e foi lutar contra os guerreiros que se aproximavam. E nisso, ele conseguiu matar o próprio Diomedes.
Quando voltou pro lugar onde tinha deixado as éguas, o herói viu que elas tinham devorado o Abdero. E em homenagem a ele, fundou ali perto um vilarejo chamado Abdera.
Levando as Éguas do Rei Diomedes até Micenas, o Hércules entregou elas ao Euristeu, que consagrou os animais a Hera.
Outra versão diz que o Hércules foi sozinho até a Trácia, matou o Diomedes e atirou o cadáver dele às éguas. E essas, depois de devorarem o próprio dono, se tornaram animais extremamente mansos.

Conduzidas pelo Hércules até Micenas, elas foram dadas por ele ao Euristeu. Mas esse, sem saber o que fazer com as bizarras Éguas do Rei Diomedes, deixou elas soltas. E os animais saíram vagando sem rumo pela Grécia, até chegarem às proximidades do Olimpo, onde foram devorados por feras selvagens.

2 comentários:

Anônimo disse...

um adoro essas hitoiras de mitologia cheias de aventura e luxuria sexual esse touro deveria ser muito tesudo mesmo

Leo Natura disse...

Também gosto.