Oi!!!
Bem-vindos a 2014!
E vamos começar o ano
com uma enquete nova, como sempre.
Vou fazer direto a
pergunta, porque depois tenho algumas considerações a fazer sobre ela: você
aceitaria ser amigo de um homossexual evangélico ou de um bissexual evangélico?
Bom, agora vou dizer o
que penso sobre isso, lembrando que essa é apenas a MINHA opinião e eu não tô
tentando forçar ninguém a concordar com ela nem nada que se pareça com isso.
Cada cabeça é uma sentença.
A princípio, nenhum
evangélico, mesmo sendo gay, pode ser meu amigo. Então, se alguém se apresentar
a mim como sendo evangélico, a princípio eu vou me manter afastado dessa
pessoa. Só vou me aproximar depois de um tempo de observação em que eu já tenha
constatado que ela não é igual à maioria deles.
Também acho estranho
que um evangélico, mesmo sendo gay, queira ser meu amigo, já que eles só fazem
amizade propriamente com quem pensa igual a eles e se comporta igual a eles.
Então, a sinceridade nessa tentativa de fazer amizade comigo é bastante
questionável.
Aí alguém que é
evangélico diz:
“Mas ele só está
tentando dividir com você a felicidade que ele conheceu depois que passou a ser
evangélico. Por isso ele quer ser seu amigo.”
Pois eu mostro aqui 15
motivos pra eu não ser evangélico e ser feliz:
1- NÃO TER PRECONCEITO
CONTRA PESSOAS QUE TÊM UM COMPORTAMENTO SEXUAL DIFERENTE DO MEU.
Exemplo: Um homem tem 2
namoradas ao mesmo tempo, uma sabe da outra e as 2 aceitam a situação.
Eu vou achar isso
esquisito. Pra mim não daria certo de jeito nenhum ter 2 pessoas fixas ao mesmo
tempo nem eu gostaria de namorar fixo com uma pessoa que tem outra pessoa fixa.
Mas, se os 3 lá se
entendem assim e acham que tá ótimo assim, não vou deixar de achar estranho,
mas não tenho nada com isso, né? Problema deles 3 lá.
Já no caso de um
evangélico, ao ver uma situação assim (ou qualquer outra situação sexual que
não se enquadre no que a igreja dele vê como certo), ele vai apenas julgar,
julgar e julgar. E ao julgar, vai dizer que está apenas “evangelizando”.
2- NÃO ANDAR POR AÍ
XINGANDO AS OUTRAS RELIGIÕES SÓ PORQUE NÃO ADORAM O MESMO DEUS QUE EU.
Eu sou candomblecista,
sirvo a Oxalá, mas não saio por aí xingando os seguidores de Buda, não saio por
aí xingando os seguidores de Vishnu, não saio por aí xingando os seguidores de
Amaterasu... Se a pessoa prefere adorar um deus diferente do meu, se sente
acolhida por esse deus e esse deus foi o que trouxe a ela felicidade e as
respostas que ela procurava, fico feliz por ela. Que ela siga em frente nesse
caminho que ela escolheu seguir, desde que ela não queira forçar os outros a fazerem
a mesma coisa.
Já no caso de um
evangélico, ao ver uma pessoa adorando um deus que não é o deus dele, é capaz de
responder com todos os níveis possíveis de reações ofensivas. Vai desde
comentários superficiais de rejeição até agressões físicas (se alguém duvida
dessa última parte, pesquise na Internet sobre o que os membros da Geração
Jesus Cristo fazem com praticantes da Umbanda). Mas a reação deles é sempre
negativa.
3- ENTENDER QUE VÁRIAS
HISTÓRIAS QUE QUALQUER RELIGIÃO CONTA SÃO MITOS E LENDAS, E NÃO FATOS
HISTÓRICOS.
Toda religião tem mitos
e lendas, que foram criados há milênios atrás pra explicar coisas que não
tinham explicação na época. Portanto, não podem ser levadas ao pé da letra nos
dias de hoje, sendo que o conhecimento já avançou de modo inenarrável de lá pra
cá.
Já no caso de um
evangélico, existe sempre a defesa do fundamentalismo bíblico. Pra eles, tudo o
que está escrito na Bíblia aconteceu 100% do jeito que está ali: Jeová criou
mesmo o 1º homem com barro, a 1ª mulher comeu mesmo a maçã e foi isso que
causou a expulsão do Paraíso, o Noé fez mesmo a arca com um macho e uma fêmea
de cada espécie pra sobreviver ao dilúvio...
Até aí, se ele acredita
nessas lendas como uma questão de fé pessoal dele, não temos nada com isso. Mas
o problema é que todo evangélico quer impor a todas as outras pessoas que elas
acreditem nessas lendas também. Aliás, se você disser a um evangélico que você
simplesmente não acredita nisso, mas não tem nada contra quem acredita, você já
provoca um ataque histérico na criatura.
4- PASSAR A VALORIZAR
MAIS A VIDA DOS ANIMAIS.
Sou contra os maus
tratos a qualquer animal, a não ser que a pessoa esteja se defendendo do ataque
desse animal contra ela. Aí, é claro que se entende que ela bata no animal ou
mate o animal pra se salvar.
Já no caso de um
evangélico, não existe a ideia de preservar o animal de um mau trato, pois os
evangélicos afirmam que o animal não tem alma e foi criado por Jeová só pra
servir ao ser humano.
5- PASSAR A VIVER DE
FATO FAZENDO USO DO LIVRE ARBÍTRIO.
Eu, assim como todos os
outros verdadeiros pagãos, sei que existem regras a ser cumpridas. Mas sei
também que os deuses me deram livre arbítrio pra fazer o que eu quiser da minha
vida. Inclusive pra não fazer o que eles gostariam que eu fizesse. Lembrando
que, no devido tempo, eu vou encontrar os resultados de tudo o que eu fizer de
positivo e de negativo. Mas, ainda assim, sou livre pra fazer o que eu quiser.
Já no caso de um
evangélico, ele vai falar muito em livre arbítrio, mas isso vai ficar só no
discurso. Na prática, ele vê a Bíblia como um livro de regras inquestionáveis, um
manual de instruções a ser seguido ao pé da letra, que não pode ser
desobedecido de jeito nenhum em detalhe nenhum. Pro evangélico, o fato de você
ter livre arbítrio não justifica que você faça nem 1 detalhe diferente do que a
Bíblia exige.
6- NÃO ASSOCIAR SEMPRE
O SEXO A ALGO FEIO, SUJO E MAU.
Entendo que cada pessoa
manda no seu corpo. E faz com ele o que quiser ou deixa de fazer com ele o que
não quiser. Se tem qualquer prática sexual lícita que eu queira fazer, eu simplesmente
vou lá e faço. Se tem uma prática que eu não queira fazer, eu não faço. Quem
decide sou eu. E ao mesmo tempo não sou eu que tenho que tentar impedir um
amigo ou conhecido de fazer alguma prática sexual que ele quer só porque eu não
concordo com aquela prática.
Já no caso de um
evangélico, não é ele que decide o que ele vai ou não vai fazer: ele vai fazer
o que o pastor diz que ele pode fazer, porque qualquer prática sexual que seja
diferente disso é feia, suja, má e leva pro Inferno. Então, ele tenta impedir
outras pessoas de fazerem outras práticas também, mesmo que essas pessoas não sejam
da religião dele.
7- NÃO SENTIR MEDO DE
DEMÔNIOS O TEMPO TODO.
Pelo menos na minha
religião não existem demônios. Então, não tenho porque ter medo disso.
Já no caso de um
evangélico, ele passa as 24 horas do dia dele com medo do que o demônio vai
fazer com ele e/ou com as pessoas que ele conhece. E esse é um dos motivos da
obsessão dele em levar todo mundo pra igreja dele, porque é só na igreja dele
que o pastor vai explicar como se defender do demônio (se qualquer evangélico
que você conheça não disser exatamente isso, vai dizer alguma coisa bem
parecida com isso).
8- NÃO SER VISTO COMO
AQUELA PESSOA INSUPORTÁVEL QUE PASSA AS 24 HORAS DO DIA TENTANDO CONVENCER TODO
MUNDO A IR PRA IGREJA DELA.
Por mim, a pessoa que
siga a religião que ela quiser seguir, desde que não fique enchendo o saco dos
outros, tentando obrigar todo mundo a ir também.
Já no caso de um
evangélico, ele vai exatamente na contramão disso: se ele encontra alguém que
não é da igreja dele, daí pra frente ele se dedica tentar forçar essa pessoa a
ir pra igreja dele ou pra alguma igreja que seja do mesmo tipo da dele.
9- RECONHECER QUE
OUTRAS RELIGIÕES TAMBÉM TEM SABEDORIA.
Eu sigo uma religião
específica, que é o Candomblé. E não me interessa seguir outra. Até porque encontrei
ali as respostas que eu procurava. Mas reconheço que nas outras religiões
existem sábios que transmitiram grandes lições aos seus seguidores.
Já no caso de um
evangélico, ele vai dizer que a única sabedoria que existe é a apresentada pela
Bíblia e acabou. O resto é só pecado.
10- NÃO ANDAR POR AÍ
DIZENDO QUE TODAS AS COISAS COMUNS SÃO DO DIABO.
Como eu já disse, na
minha religião não existem demônios.
Mas, no caso de um
evangélico, ele vai ver tudo que não seja da igreja dele como sendo do diabo:
pra ele, academia de ginástica é do diabo, estátuas são do diabo, Internet é do
diabo, música que não seja gospel é do diabo, outras religiões são do diabo, televisão
é do diabo, pessoas que não são evangélicas são do diabo...
11- NÃO PRECISAR BERRAR
PRA INVOCAR OS MEUS DEUSES.
Se eu quiser, posso
chamar as divindades da minha religião até sussurrando, sem precisar incomodar
as pessoas ao meu redor com gritos e berros.
Já no caso de um
evangélico, podemos supor que o deus dele tem um sério problema de surdez, pois
ele só pode ser invocado com gritos e berros.
Além do evangélico só
falar gritando quando o assunto é religião, ele grita aleatoriamente frases
como:
“BATA EM RETIRADA,
SATANÁS!!!”
“SAI, DEMÔNIO!!!”
“TÁ AMARRADO EM NOME DE
JESUS!!!”
“VAI SE CONVERTER!!!”
“VOCÊ TEM QUE ACEITAR
JESUS!!!”
12- BEBER OU DEIXAR DE
BEBER POR VONTADE PRÓPRIA, E NÃO POR MEDO DE UM DEUS.
Eu não gosto de bebida
alcoólica, rarissimamente bebo e quando bebo não é muito. Mas não bebo porque eu
não quero, e não porque um deus proíbe.
Já no caso de um evangélico,
mesmo que ele queira, não vai beber tão somente por medo de ser mandado pro
Inferno pelo deus dele.
13- NÃO SUSTENTAR
PASTOR LADRÃO.
Em toda religião, quem
sustenta ela são os fieis. Ou com dinheiro ou com algum tipo de trabalho. Então, até aí, nada demais. Só que isso tem
que ser feito, antes de mais nada, com bom senso.
Mas no caso de um
evangélico, muitas vezes ele vai deixar de comprar leite pro filho pra botar
dízimo no bolso de um pastor milionário, que não precisa desse dinheiro pra nada,
mas que adora receber esse dinheiro assim mesmo. E em troca, esse pastor vai
pregar extremismo, fanatismo, radicalismo, intolerância contra outras
religiões, intolerância contra outras formas de pensar, intolerância contra
outras formas de se comportar... É isso que os evangélicos chamam de “Pregar o
Evangelho”.
14- ENTENDER QUE OS
SACERDOTES DA MINHA RELIGIÃO NÃO PASSAM DE SERES HUMANOS.
Ninguém está dizendo
que o sacerdote não tem autoridade dentro do grupo religioso que ele dirige. E
a regra geral, pelo menos, é que ele tenha mais conhecimento sobre a religião
do que a maioria dos outros membros do grupo. Só que, ainda assim, eles não
passam de seres humanos iguais a qualquer outro.
Mas no caso de um
evangélico, o que existe é a adoração aos sacerdotes, e não um reconhecimento
de algum conhecimento que eles tenham. Dê uma pesquisada por aí no que os
seguidores do Silas Malafaia falam sobre ele, no que os seguidores do Marcos
Pereira falam sobre ele, no que os seguidores do Marco Feliciano falam sobre
ele... Um dos termos que eles usam pra se referir a esses pastores é “o anjo da
nossa igreja”. Então, evangélicos veem os pastores, bispos e adjacências deles
como seres divinos, e não como seres humanos.
15- NÃO TENTAR COLOCAR
A RELIGIÃO ACIMA DA CONSTITUIÇÃO.
O Brasil é um Estado
Laico e assim deve ser mantido. E vou me manifestar contra qualquer sacerdote
de qualquer religião (inclusive da minha, evidentemente) que queira colocar
essa religião acima da Constituição Brasileira.
Já no caso de um
evangélico... Bom, vejam a declaração do Pastor Tupirani da Hora Lores:
“Não sou a favor das
leis feitas no Congresso. Lei é a Bíblia. Ela eu defendo com unhas e dentes.”
Leram bem, né? Pois é. É
assim que os evangélicos pensam em relação à Constituição Brasileira.
Lembrando que eles
endeusam os pastores. Portanto, o que um pastor evangélico fala pode ser usado
como base pra julgar os demais evangélicos.
Depois de levar em
conta essas 15 questões, me digam por quê eu ia querer um evangélico, mesmo
sendo gay, como amigo pessoal. Afinal, se ele é evangélico, ele vai tomar no
mínimo 90% das atitudes que eu descrevi acima.
Então, francamente, não
faltam pessoas melhores pra serem meus amigos, né?
9 comentários:
Oi amigo Leo.
Tenho um amigo que foi meu ex-namorado e de tempos em tempos ele muda de religião,acho que ele já frequentou umas oito religiões.Nós brigamos muito por ele tentar me converter...até nos afastamos uma epoca.Quando me via lendo livros esotericos ,para me provocar ficava cantarolando bem alto hinos evangélicos.Ele aparecia em casa e logo começava a falar dos cultos,elogiava o zé povinho da igreja e dizia que lá era o melhor lugar do mundo e que agora finalmente Deus estava fazendo parte da vida dele.Quando ouvi isso fiquei revoltado e fiz umas perguntas basicas para ele:Como DEUS nunca esteve em sua vida??Você tem mais de 40 anos de idade,tem faculdade,trabalho,carro,tem um terreno e está construindo sua casa,tem dinheiro e uma saúde de ferro!!! Me explica o porque de vc começar achar de uma hora para outra que Deus nunca esteve presente em sua vida??? Fiz essas perguntas mas na verdade eu sempre soube o motivo de ele começar a falar essas besteiras!!! O povinho da igreja fez o idiota acreditar que ele era um bosta e que ´´precisava ´´ muito da igreja.Lavagem cerebral,meus amigos.Simples assim.Quase saimos no tapa nessas loucas discussões até que o proibi de falar de religião quando viesse aqui em casa.As irmãs dele sempre me ligavam contando que o bobo estava dando quase todo o pagamento do mês em ´´ofertas´´ e dizimos para a igreja,também os ´´irmãozinhos´´ emprestavam dinheiro do coitado e jamais pagavam.Tive paciência com ele porque passamos lá atras no passado momentos difíceis e em momento algum ele me abandonou.Há alguns meses atras ele apareceu aqui em casa,disse que o pastor o expulsou da igreja porque percebeu que ele andava olhando para outros homens dentro do banheiro da igreja e que se ele quisesse pemanecer teria que se casar com uma mulher da igreja.Depois dessa,meu amigo saiu dessa igreja,ficou umas semanas quieto até que começou a frequentar outra igreja evangélica mais liberal,dias atras ele apareceu aqui em casa de novo e me disse disse que está namorando um coroa policial aposentado.E que agora quer aproveitar a vida e ser feliz.
Olha minha mãe pertencia a Umbanda e foi a unica pessoa que abriu as portas para meu amigo quando a família descobriu que ele era gay e o expulsou de casa,inclusive minha mãe não está mais entre nós e meu amigo continua lá,morando na casa da minha mãe.Eu moro só em outra cidade.
Não pertenço a religião nenhuma,gosto de tomar ayahusca de vez em quando e algum dia irei com todo orgulho em algum terreiro de Umbando ou Candomblé da minha cidade.Respeito os católicos e os evangélicos mas não irei em suas igrejas,quero distancia de lugares que discriminam outras religiões.
Abraços,meu querido Leo.
Bom na minha opinião, nenhuma pessoa que seja evangélica realmente, será gay e se for, então não é evangélica de verdade, apenas está se enganando e tentando enganar os outros. E sobre o que o Julio Adari falou, o que eu tenho a dizer é o seguinte, se o seu ex-namorado já tinha tudo antes de conhecer a Deus, fique sabendo que Deus disse: é melhor acumular tesouros no céu do que fazer ouro dos tolos na terra e ser pobre de espírito...
Querido Anônimo.
E aí falou o intolerante,´´o dono da verdade´´.
Sem comentários.
Amigo Anônimo.
Pessoas como você são especialistas em espalhar o odio contra os gays por todo o mundo e devido a isso milhares de gays morrem todos os anos.
Línguas sujas de sangue
"O discurso de intolerância dos fundamentalistas acaba influenciando a violência contra homossexuais e outras minorias”, afirma o vereador Mário Milken (PDT-MG), de quem Gilvan de Melo, apedrejado em julho, em Uberlândia, é assessor.
Milken está percorrendo Uberlândia com uma camisa que diz “Deus não é homofóbico”. E ele tem razão. Os vendilhões do templo falam em nome de Deus, mas claro está que o Deus da maioria dos cristãos não autoriza nem aprova violência simbólica (injúria, calúnia e difamação) e/ou real (lesões corporais, tentativas de homicídio e assassinatos). Não foi o Deus percebido e reverenciado pela maioria dos cristãos quem pediu que Gilvan fosse apedrejado ou que Murilo fosse espancado!
Matéria Completa:
http://colunistas.ig.com.br/jean-wyllys/2013/07/15/linguas-sujas/
Fonte:
https://www.facebook.com/jean.wyllys
Línguas sujas de sangue
Mais duas agressões violentas sofridas por jovens homossexuais por conta de sua orientação sexual – e num intervalo curto entre ambas: no último dia 28 de junho, o assessor parlamentar Gilvan de Melo, 23 anos, foi apedrejado na cabeça no bairro Morumbi, em Uberlândia (MG); e apenas uma semana e um dia depois, em 6 de julho, o jornalista do iG Murilo Aguiar, 25 anos, foi espancado por um funcionário da boate Yatch, em São Paulo (o agressor, contratado por uma empresa terceirizada para trabalhar na casa, cujo público é majoritariamente LGBT, gritava para Murilo, segundo o mesmo, que ele deveria “ler mais a Bíblia” e que “todos os gays têm Aids”).
Em ambos o casos, o preconceito anti-homossexual e o discurso de ódio que o expressa propagados por líderes religiosos fundamentalistas aparecem como pano de fundo. Claro que essa violência dura foi praticada por pessoas adultas capazes e responsáveis por seus atos, mas não foi acaso que as agressões tenham vindo acompanhadas por referências à Bíblia.
A culpa não é da Bíblia, óbvio, mas de fundamentalistas (a maioria tão somente oportunistas sem fé, mas hábeis na exploração comercial e empresarial da fé; alguns cumprindo mandatos em câmaras de vereadores, assembléias legislativas e aqui no Congresso Nacional) que distorcem seu conteúdo para usá-lo principalmente contra a população LGBT, ateus e contra as religiões brasileiras de matriz africana (o Candomblé e a Umbanda).
O vereador Mário Milken (PDT-MG) – de quem Gilvan é assessor – está percorrendo Uberlândia com uma camisa que diz “Deus não é homofóbico”. E ele tem razão. Os vendilhões do templo falam em nome de Deus, mas claro está que o Deus da maioria dos cristãos – ou, pelo menos, o Deus percebido pela maioria cristã – não autoriza nem aprova violência simbólica (injúria, calúnia e difamação) e/ou real (lesões corporais, tentativas de homicídio e assassinatos) contra seres humanos (ainda que estes tenham relações afetivas com pessoas do mesmo sexo ou creiam em outro deus ou não creiam em deus algum). Não foi o Deus percebido e reverenciado pela maioria dos cristãos quem pediu que Gilvan fosse apedrejado ou que Murilo fosse espancado!
“Este aumento da homofobia em Uberlândia e no país [como um todo] tem relação com a defesa da ‘cura gay’ na Câmara. O discurso de intolerância dos fundamentalistas acaba influenciando a violência contra homossexuais e outras minorias”, disse à imprensa local o vereador Milken. E, outra vez, ele tem razão! Não há ação sem idéia que a anteceda. Não há insulto ou violência física contra homossexuais e mães-de-santo sem a crença prévia de que estes não são “criaturas divinas, mas demoníacas”; “não fazem parte do povo eleito e, por isso, devem ser condenados ao inferno se não se converterem”; “não integra a comunidade de ungidos” – crença incutida na mentalidade de gente desesperada ao ponto de não conseguir raciocinar com bom senso em relação a essa intolerância religiosa.
As línguas dos líderes religiosos fundamentalistas – e eu não preciso citá-los porque eles estão aí, visíveis nas mídias – as línguas deles estão sujas do sangue das vítimas da intolerância religiosa!
E antes que apareça aquela gente de má-fé sempre disposta a comparar o número de homicídios motivados por homofobia com o número de homicídios em geral para desqualificar a denúncia da violência homofóbica, eu lhe explico que se as taxas de homicídios em geral expressam uma violência à qual estamos todos expostos, apenas as minorias difamadas (LGBTs, negros, povo de santo, judeus, ateus e indígenas) estão expostas aos crimes motivados por preconceito!
Estamos às vésperas de pôr em votação, na Comissão de Direitos Humanos do Senado, o projeto de lei que enfrenta (não só com com o direito penal nem com o endurecimento deste) essas discriminações motivadas por preconceitos de raça, etnia, idade, religião, procedência, orientação sexual, identidade de gênero e em relação a pessoas com deficiências – o PLC122! Essa discussão se faz, portanto, necessária para que se perceba a importância de ele ser aprovado.
Nos tempos em que eu atuava nas pastorais católicas da Juventude Estudantil e da Juventude do Meio Popular, nós costumávamos entoar um cântico que dizia: “Toda Bíblia é comunicação de um Deus-amor; de um Deus-irmão. É feliz quem crê na revelação; quem tem Deus no coração”. Orgulho-me de ter herdado, dos meus tempos de católico, a crença nesse “Deus-amor, Deus-irmão”. E me pergunto se a razão para líderes fundamentalistas “cristãos” não professarem esse “Deus-amor, Deus-irmão” não é tão somente a possibilidade de que esse Deus diminua seus lucros com a exploração comercial da ignorância…
Fonte:
http://colunistas.ig.com.br/jean-wyllys/2013/07/15/linguas-sujas/
Conheça o caso de Gilvan:
http://youtu.be/2sbcANYpszk
Nos tempos em que eu atuava nas pastorais católicas da Juventude Estudantil e da Juventude do Meio Popular, nós costumávamos entoar um cântico que dizia: “Toda Bíblia é comunicação de um Deus-amor; de um Deus-irmão. É feliz quem crê na revelação; quem tem Deus no coração”. Orgulho-me de ter herdado, dos meus tempos de católico, a crença nesse “Deus-amor, Deus-irmão”. E me pergunto se a razão para líderes fundamentalistas “cristãos” não professarem esse “Deus-amor, Deus-irmão” não é tão somente a possibilidade de que esse Deus diminua seus lucros com a exploração comercial da ignorância…
Fonte:
http://colunistas.ig.com.br/jean-wyllys/2013/07/15/linguas-sujas/
Conheça o caso de Gilvan:
http://youtu.be/2sbcANYpszk
Você é muito radical sobre os evangélicos, você coloca como regra essas coisas que todo evangélico é assim. Você ainda não me conheceu, pq eu não sou assim! Sou evangélica, minha melhor amiga é lésbica, conheço um pessoal, saiu com eles e eles ateus, gays, lésbicas, bixexuais. Sonho em viajar o mundo conhecendo novas culturas, línguas, religiões. Não acredito no budismo mais tem muita coisa que buda disse que eu concordo que ele tava realmente inspirado quando disse. Acho que foi um grande homem mais levou algumas coisas por um caminho diferente, acreditava em coisas que eu não acredito. Admiro os monges, os homens que se dedicam a isso pq é preciso muita dedicação pra ser um monge. Os católicos tbm n concordo com muita coisa mais tbm a sabedoria em outras e assim vai. Não sigo essas suas regrinhas, nenhuma delas. Tudo depende dos olhos de quem ve, eu vejo o mundo de uma forma diferente não sei se a mais evangélicos q pensam como eu, eu pelo menos n conheço mais eu sou diferente. Não vou dizer como penso, como sou diferente de cada regrinha sua pq se n vai ficar ainda maior isso. Desculpa os erros ortográficos sou péssima no português e estou com pressa.
Postar um comentário