sábado, 25 de maio de 2013

A CASA CAIU, CRENTALHADA!



Outra coisa de que vou falar hoje é sobre o telefonema tornado público que o Pastor Marcos Pereira trocou com uma “irmã”.
Se você ainda não ouviu, dê uma clicada aqui e ouça na íntegra:


Como você viu, o referido pastor já fala desde o início que está com saudade do rabo da “irmã”.
Depois, em 1: 01, o referido pastor manda a “irmã” levar uma puta lá pra fazer uma suruba com eles.
Em 1: 21, o referido pastor diz à “irmã” que ele está tomando banho e ela responde que queria estar lá pra “ajudar” ele.
E depois de ouvir isso, em 1: 30, o referido pastor se refere ao cacete dele dizendo “Tá bonitão hoje!”.
Bom, entre todas as acusações que pesam sobre ele, não tem mais como negar a que se refere às surubas que ele organizava. Então, pelo menos em relação a esse assunto, a casa caiu.
Mas o mais curioso é que, pra quem gosta tanto de apontar o dedo pras outras pessoas e condenar as outras pessoas por práticas sexuais que considera “coisa do diabo”, me impressão de que tem ‘um pouquinho’ de contradição no ar, vocês não acharam?rsrs Ou será que ele estava pregando nesse telefonema? Que eu me lembre, “Tô com saudade do teu rabo!” não é uma frase bíblica.rsrs E também não me lembro de nenhum mandamento bíblico que mande o homem dizer que tá com o cacete bonitão.
Mas vou dizer uma coisa a vocês: mesmo que ele seja condenado pelas acusações dos crimes dos quais é acusado e mesmo que ele fique na cadeia cumprindo a pena, quando ele sair de lá, nada vai mudar.
Só uma meia dúzia de pessoas vão se afastar da igreja dele. Mas, de resto, ele vai voltar ao “ministério” (acho que é assim que eles chamam) e vai continuar com a igreja lotada, com todo mundo fazendo adoração a ele.
Os evangélicos que chegarem a ouvir essa gravação vão simplesmente dar respostas do seguinte tipo:

“Ah, não foi bem isso que ele quis dizer no telefonema!”

“Ah, ele só falou isso porque o diabo tentou ele na hora!”

“Ah, esse homem é tão santo que Deus fecha os olhos pros pecados dele! Se outra pessoa fizesse isso estaria errado, mas ele pode porque ele é santo! Então, Deus não se incomoda!”

Portanto, nem tente discutir com nenhum evangélico sobre esse telefonema! Vai ser perda de tempo.
Como eu disse no post que fiz no dia 17, o melhor que você tem a fazer em relação a evangélicos é evitar contato com eles. Tentar conversar e explicar certas coisas óbvias simplesmente não vai adiantar. São casos perdidos. Deixe eles pra lá.
Mas enfim: só fiz esse post pra lembrar a vocês que é a isso que se resumem os evangélicos que vêm nos atacar e que vêm tentar nos impor a conversão forçada à igreja deles.
Sempre que um deles se aproximar de você (e pode ter certeza de que vários deles ainda vão se aproximar de você), tenha isso em mente.
Fica aí algo pra refletir.

Até mais!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

NETUNO e VÊNUS

NETUNO

As referências mais antigas sobre esse deus parecem ser as que mencionam ele sendo cultuado como deus das fontes e das nascentes pelos primeiros habitantes do Norte da Península Itálica, antes do século VIII a.C.
Assim, quando o culto de Netuno chegou a Roma, ele foi visto primeiramente como deus da água em geral. E por isso mesmo, os principais rituais religiosos dirigidos a ele se realizavam no Verão, quando se pedia ao deus que mandasse água pra amenizar o excesso de calor e impedisse as secas.
Ele só passou a ser considerado o deus do Mar depois que, aos poucos foi se sincretizando com o deus grego Posseidon, passando também a ser imaginado com a mesma personalidade que ele.
Quase todas as lendas sobre Netuno são remakes dos mitos sobre Posseidon. E mesmo as lendas que são de origem romana procuram retratar Netuno se comportando da mesma forma que Posseidon.
Provavelmente Netuno foi o deus romano mais retratado até hoje em seriados, desenhos animados e outras produções artísticas, sendo sempre mencionado como “Rei do Mar”.
Na Marinha do Brasil, ele recebe uma espécie de oração a cada vez que alguém viaja de submarino pela 1ª vez.
Sobre Posseidon, podem clicar aqui pra ver um post sobre ele:


The earliest references about Neptune seem to be those which mention him being worshipped as the god of water sources by the earliest inhabitants of the North of Italian Peninsula before the 8th century B.C.
So when his worship arrived at Rome, he was seen primarily as the god of water in general. And for that reason, the main religious rituals addressed to him were held in the Summer. At that time, the Romans asked the god to send water to soften the excess heat and to prevent droughts.
He was seen as the god of the Sea only after have been gradually syncretized with the Greek god Poseidon. And he also began to be imagined with the same personality of that other god.
Almost all the legends about Neptune are remakes of the myths about Poseidon. And even the legends written in Rome intend to portray Neptune as similar as possible to Poseidon.
Probably Neptune has been the Roman god most portrayed in series, cartoons and other artistic productions. And in these cases, he is always referred to as “King of the Sea”.
In the Navy of Brazil, a kind of prayer is addressed to him every time someone travels in a submarine for the 1st time.
And you can click the link above to see a post about Poseidon.


Las primeras referencias sobre Neptuno parecen ser las que lo mencionan siendo adorado como el dios de las fuentes de agua por los primeros habitantes del Norte de la Península Italiana antes del siglo VIII a. C.
Así que, cuando su culto llegó a Roma, él fue visto principalmente como el dios del agua en general. Y por esa razón, los principales ritos religiosos dirigidos a él se llevaban a cabo en el Verano. En aquel momento, los romanos suplicaban al dios para enviarles agua para suavizar el exceso de calor y para evitar las sequías.
El fue visto como el dios del Mar sólo después de haber sido sincretizado gradualmente con el dios griego Poseidón. Y también comenzó a ser imaginado con la misma personalidad de ese otro dios.
Casi todas las leyendas sobre Neptuno son remakes de los mitos sobre Poseidón. Y las leyendas escritas en Roma tenían la intención de retratar a Neptuno lo más similar posible a Poseidón.
Probablemente, Neptuno ha sido el dios romano más retratado en seriales, dibujos animados y otras producciones artísticas. Y en estos casos, hay siempre alguien que se refiere a él como “Rey del Mar”.
En la Marina de Brasil, un tipo de oración es dirigida a él cada vez que alguien viaja en un submarino por la primera vez.
Y uds pueden hacer clic en el enlace de arriba para ver un post sobre Poseidón.

I primi riferimenti a Nettuno sembrano essere quei che parlano di lui essendo adorato come il dio delle sorgenti di acqua dai primi abitanti del Nord della Penisola Italiana prima del secolo VIII a.C.
Così, quando il suo culto è arrivato a Roma, lui è stato visto soprattutto come il dio delle acque in generale. E per questo, i suoi principali riti religiosi succedevano nell’Estate. A quel tempo, i romani chiedevano al dio di inviare l’acqua per ammorbidire il calore in eccesso e per prevenire la siccità.
Lui è stato visto come il dio del Mare solo dopo esser stato sincretizzato con il dio greco Poseidone. E ha anche cominciato ad esser immaginato con la stessa personalità di questo altro dio.
Quasi tutte le leggende su Nettuno sono remakes dei miti su Poseidone. E anche le leggende scritte a Roma intendevano di mostrare Nettuno il più possibile simile a Poseidone.
Probabilmente Nettuno è il dio romano più ritratto nei serials, cartoni animati e altre produzioni artistiche. E in questi casi, è sempre indicato come “Re del Mare”.
Nella Marina del Brasile, una sorta di preghiera si rivolge a lui ogni volta che qualcuno viaggia in un sottomarino per la prima volta.
E si può fare clic sul link qui sopra per vedere un post su Poseidone.

VÊNUS

Essa deusa passou por um fenômeno curioso: apesar de já ser louvada no território onde se ergueu Roma desde antes de o século VIII a.C., ela só passou a ser valorizada pelos romanos a partir do século II a.C., quando foi sincretizada com a deusa grega Afrodite.
Assim, ao longo de uns 700 anos, Vênus foi vista como uma deusa menor, mas de culto persistente.
Os poderes que os romanos atribuíam a essa divindade nessa 1ª fase são incertos. Mas, aparentemente, ela era vista como a deusa dos jardins.
A partir do sincretismo com Afrodite, Vênus passou a ser vista como a deusa do amor e do desejo sexual. Assim, é ela que põe as ideias mais criativas na cabeça das pessoas no momento do sexo. E é vista como a protetora de todas as pessoas que têm profissões relacionadas a sexo.
Os demais poderes atribuídos a Afrodite pelos gregos também foram atribuídos a Vênus pelos romanos.
As lendas sobre Vênus, em geral, são remakes dos mitos sobre Afrodite. E assim, as relações de Vênus com os outros deuses romanos são imitações das relações de Afrodite com os outros deuses gregos: da mesma forma que Afrodite é mãe de Eros, esposa de Hefesto e amante de Ares, Vênus também passou a ser vista como mãe de Cupido, esposa de Vulcano e amante de Marte.
Na Eneida (século I a.C.), a maior obra literária da Roma Antiga, foi destacada a imagem de Vênus como mãe do herói Eneias, considerado o grande patriarca de Roma. E por isso mesmo, os primeiros imperadores de Roma se declaravam descendentes biológicos dessa deusa. Ou seja, ela se tornou a grande deusa matriarca do Império Romano.
E podem clicar aqui pra ver um post sobre Afrodite:


A curious phenomenon was part of Venus’ history: in spite of being worshipped in the territory where they erected Rome since before the 8th century BC, she happened to be seen with more importance by Romans only from the 2nd century BC. At that time, she was syncretized with the Greek goddess Aphrodite.
Thus, along about 700 years Venus was seen as a minor goddess. But her worship was really persistent.
The powers that the Romans attributed to this deity in this 1st phase are uncertain. But apparently, she was seen as the goddess of gardens.
From the syncretism with Aphrodite, Venus came to be seen as the goddess of love and sexual desire. Thus, she is the one who puts the most creative ideas in people’s minds when they have sex. And she is seen as the protector of all people who have occupations connected to sex.
The other powers attributed to Aphrodite by the Greeks were also attributed to Venus by the Romans.
The legends about Venus, in general, are remakes of the myths about Aphrodite. Thus, Venus’ relations with the other Roman deities are imitations of Aphrodite’s relations with other Greek deities: Aphrodite is Eros’ mother, Hephaestus’ wife and Ares’s lover; Venus is Cupid’s mother, Vulcan’s wife and Mars’ lover.
In The Aeneid (1st century BC), the greatest literary work of Roman Literature, Venus was highly emphasized as the biological mother of Aeneas (this one is considered the greatest patriarch of Rome). And therefore, the first emperors of Rome declared themselves biological descendants of this goddess. It means she became the greatest matriarchal goddess of the Roman Empire.
And you can click the link above to see a post about Aphrodite.

Un fenómeno curioso es parte de la historia de Venus: a pesar de ser adorada en el territorio donde se queda Roma desde antes del siglo VIII a.C., ella pasó a ser vista con mayor importancia por los romanos sólo a contar del siglo II a.C. En ese momento, ella se sincretizó con la diosa griega Afrodita.
Así, a lo largo de unos 700 años, Venus fue vista como una diosa menor, pero de adoración muy persistente.
Los poderes que los romanos atribuían a esta deidad en esta primera fase son inciertos. Pero, al parecer, ella era vista como la diosa de los jardines.
Desde el sincretismo con Afrodita, Venus pasó a ser vista como la diosa del amor y del deseo sexual. Por lo tanto, es ella que pone las ideas más creativas en la mente de las personas cuando tienen relaciones sexuales. Y es vista como la protectora de todas las personas que tienen ocupaciones relacionadas con el sexo.
Los otros poderes atribuidos a Afrodita por los griegos también fueron atribuidos a Venus por los romanos.
Las leyendas sobre Venus, en general, son remakes de los mitos sobre Afrodita. Por lo tanto, las relaciones de Venus con las otras deidades romanas son imitaciones de las relaciones de Afrodita con las otras deidades griegas: Afrodita es madre de Eros, esposa de Hefesto y amante de Ares; Venus es madre de Cupido, esposa de Vulcano y amante de Marte.
En La Eneida (siglo I a.C.), la mayor obra literaria de la Literatura Romana, Venus fue muy enfatizada como la madre biológica de Eneas (éste es considerado el mayor patriarca de Roma). Y por lo tanto, los primeros emperadores de Roma se declaraban descendientes biológicos de esta diosa. Esto significa que ella se convirtió en la gran diosa matriarcal del Imperio Romano.
Y uds pueden hacer clic en el enlace de arriba para ver un post acerca de Afrodita.

Un fenomeno curioso è parte della storia di Venere: a dispetto di esser adorata nel territorio in cui rimane Roma da prima del secolo VIII a.C., lei sarebbe vista con maggiore importanza dai romani solo a partire dal secolo II a.C. A quel tempo, lei è stata sincretizzata con la dea greca Afrodite.
Così, lungo circa 700 anni, Venere è stata vista come una dea minore, ma di culto molto persistente.
I poteri che i romani credevano che questa divinità aveva in questa prima fase sono incerti. Ma a quanto pare, lei era vista come la dea dei giardini.
Dopo il sincretismo con Afrodite, Venere è vista come la dea dell’amore e del desiderio sessuale. Così, lei è quella che mette le idee più creative nella mente delle persone quando fanno sesso. Ed è la protettrice di tutte le persone che hanno occupazioni legate al sesso.
Gli altri poteri attribuiti ad Afrodite dai greci sono stati anche attribuiti a Venere dai romani.
Le leggende su Venere, in generale, sono remakes dei miti su Afrodite. Così, le relazioni di Venere con le altre divinità romane sono imitazioni delle relazioni di Afrodite con le altre divinità greche: Afrodite è madre di Eros, moglie di Efesto e amante di Ares; Venere è madre di Cupido, moglie di Vulcano e amante di Marte.
Nell’Eneide (secolo I a.C.), la principale opera della Letteratura Romana, Venere è stata molto enfatizzata come la madre biologica di Enea (questo è il principale patriarca di Roma). E quindi, i primi imperatori di Roma si dichiaravano discendenti biologici di questa dea. Questo significa che lei è diventata la grande dea matriarcale dell’Impero Romano.
E si può fare clic sul link qui sopra per vedere un post su Afrodite.

ORAÇÃO A NETUNO

Sobre a oração a Netuno mencionada no post acima, ela tem algumas variações de vocabulário de um grupo pra outro da Marinha Brasileira. Mas é basicamente assim:

Eu, imundo e profano, pilhado nas profundezas, do reino de Vossa Majestade, o Rei Netuno, penitencio-me diante de vós, provando o sal da sapiência: sal, sal, sal. E peço que me untem com óleo sagrado dos peixes, o que me tornará um forte. E a partir de agora, prometo respeitar ninfas e sereias, conchas e caramujos, enfim, todas as criaturas que habitam o reino de Vossa Majestade.

terça-feira, 21 de maio de 2013

MITOLOGIA GREGA 5

O Príncipe Orestes era filho do Rei Agamenon e da Rainha Clitemnestra. E tinha 3 irmãs, chamadas Ifianassa, Laódice e Crisótemis ou Ifigênia, Electra e Crisótemis, de acordo com diferentes versões.
Todos eles nasceram de um casamento que teve as origens mais negativas, marcado por atos de ódio e violência (aliás, atos do mesmo tipo que se mantiveram até o fim da vida dos envolvidos): como a Clitemnestra era casada com um inimigo do Agamenon, ele matou o 1º marido dela e o bebê que ela tinha com ele, forçando ela a se casar com ele logo em seguida, pra humilhar o inimigo morto.
O Agamenon era o Rei de Micenas e irmão do Rei de Esparta, chamado Menelau. E desde cedo, os 2 combinaram que, se um tivesse um filho e o outro tivesse uma filha, eles deveriam se casar pra unir os 2 reinos. E como o Menelau teve uma filha chamada Hermione, o Orestes foi declarado noivo dela no mesmo instante em que nasceu.
Devido a um juramento que tinha feito no passado, o Agamenon tinha que ajudar o Menelau a manter o casamento com a esposa dele, chamada Helena. E tal juramento foi cobrado quando a Helena traiu o Menelau com um príncipe troiano e fugiu de Esparta com ele.
O Orestes nasceu exatamente na época em que o Agamenon teve que acompanhar o irmão na guerra que esse declarou contra Tróia. E logo depois de chegar ao porto onde eles embarcariam, o rei mandou uma mensagem a Micenas, exigindo que a Clitemnestra fosse até lá levando a Ifigênia... De acordo com o Agamenon, ele tinha dado a princesa em casamento ao maior guerreiro do exército dele. E como ainda estava amamentando o recém-nascido Orestes, a rainha também levou o bebê com ela.
Logo que chegaram lá, a Clitemnestra teve o Orestes arrancado dos braços pelo Rei da Mísia, que ameaçou matar o bebê se não fosse ouvido ali: ele tinha sido ferido pelo guerreiro Aquiles com a espada mágica dele numa luta anterior e, conforme o encanto, a ferida só cicatrizaria se a mesma espada encostasse na ferida.
O Aquiles, que estava entre os guerreiros ali, fez o que o rei exigia, no que esse devolveu o bebê à mãe. Mas apesar do alívio momentâneo, a Clitemnestra viu que o pesadelo dela só tinha começado! O Agamenon tinha mentido pra ela: ele não queria a Ifigênia ali pra casar a princesa, mas sim pra sacrificar ela no altar da deusa Ártemis!
É que, de acordo com uma oração mal formulada que fez à deusa, querendo acalmar Ártemis depois de ter dito uma blasfêmia contra ela, o rei acabou prometendo isso à deusa, não podendo voltar atrás depois.
No momento do sacrifício, quando todos cobriram os olhos por alguns segundos, Ártemis aproveitou pra executar sua grande vingança contra o Rei de Micenas: a deusa teletransportou a Ifigênia prum templo dela na Táurida, pegou uma corça que ela tinha capturado antes, transformou essa corça em Ifigênia e colocou ela no lugar da princesa.
Quando todos descobriram os olhos, sem nada terem percebido, seguiram em frente com o sacrifício. E a Clitemnestra, que já trazia um profundo ódio contra o Agamenon pelo passado que eles tinha tido, teve esse sentimento potencializado a partir dali, ao pensar que tinha perdido mais uma filha por causa dele.
Voltando a Micenas com o Orestes, a rainha nunca deixou de planejar sua vingança contra o marido. E o ódio dela aumentou mais ainda ao receber a visita de um irmão do guerreiro Palamedes: esse, que queria vingar a morte do irmão, provocada pelo Agamenon, inventou pra Clitemnestra que o rei pretendia fazer ela perder o título de Rainha de Micenas, que seria dado a outra mulher com quem ele pretendia se casar.
Pensando só na desgraça do rei a partir dali, a rainha não demorou muito a receber como amante um inimigo mortal dele, chamado Egisto, obrigando todos em Micenas a reconhecerem esse como o novo rei!
Antevendo que o Egisto e a Clitemnestra iam matar o Agamenon assim que ele voltasse de Tróia, a Electra logo viu que o Orestes também não demoraria a morrer: pelas tradições da época, quando um homem era assassinado, era dever do filho homem mais velho dele vingar a morte do pai. Ou seja, se o Agamenon fosse mesmo assassinado pelo Egisto e/ou pela Clitemnestra, quando o Orestes tivesse idade, seria dever tradicional dele matar eles também. E certamente o Egisto mataria o garoto desde já pra impedir isso.
Assim, sem que ninguém soubesse, a Electra mandou o irmão pra ficar aos cuidados da irmã do Agamenon, chamada Anaxíbia. Essa tinha se casado com o Rei de Cirra, chamado Estrófio, e terminou de criar o sobrinho.
Outras versões contam a mesma coisa, mas substituem a Electra por outros personagens nessa passagem do mito.
Uma versão afirma que, já fora de si devido ao ódio compulsivo que sentia contra o Agamenon, a Clitemnestra tentou matar o Orestes com as próprias mãos, enxergando nele tão somente o herdeiro legítimo do marido. E foi em função disso que a Electra decidiu mandar o garoto pra longe.
Depois de saberem que o Orestes tinha sido mandado pra Cirra, o Egisto e a Clitemnestra, com exceção das reclamações dessa última contra a Electra, não parecem ter se incomodado, pois não tomaram nenhuma medida pra eliminar o príncipe em Cirra (aparentemente, viram o afastamento dele de Micenas como a resolução do problema). E assim como a Electra imaginava, eles se livraram do Agamenon no mesmo dia em que ele voltou de Tróia.
Em Cirra, o Orestes foi educado ao lado do Príncipe Pílades, filho do Estrófio e da Anaxíbia. E na adolescência, os 2 se tornaram amantes.
Até aquela época, o Orestes nunca soube com clareza do passado dele. Mas então, o deus Apolo fez uma aparição ao jovem príncipe, explicando a ele tudo o que tinha acontecido e, pela tradição já mencionada, ordenando que ele se mobilizasse pra vingar a morte do pai imediatamente.
Outra versão diz que a Electra sempre manteve contato com o Orestes através de cartas e mensageiros, explicando a ele desde sempre tudo o que se passava no Palácio Real de Micenas.
Tais notícias não eram nada animadoras: o Egisto e a Clitemnestra tinham posto no Mundo uma filha chamada Erigone e um filho chamado Aletes (e esse último tinha sido reconhecido como herdeiro do Trono de Micenas!); a Crisótemis, embora fosse contra o que a mãe tinha feito com o pai, preferia não se rebelar contra ela e se curvar diante do padrasto pra viver em paz; e a Electra, por ter se rebelado abertamente contra o assassinato do Agamenon e contra o casamento da Clitemnestra com o Egisto, foi obrigada por esses a se casar com um pobre pastor de ovelhas, indo morar num barraco no campo afastado do palácio, passando a viver na miséria.
E quando o Orestes chegou à idade adulta, a Electra explicou que tinha chegado a hora de ele vingar a morte do pai.
Nessa versão, ele só fez um ritual pra pedir a autorização de Apolo pra cumprir o dever dele. Mas, mesmo assim, seguiu em frente sob as bênçãos desse deus.
Na companhia do Pílades, o Orestes foi pra Micenas, se mantendo disfarçado até pensar no que podia fazer. Mas não foi só contra o rei e a rainha que ele descarregou sua ira: o irmão do Palamedes, que tinha dado aquela falsa notícia à Clitemnestra e piorado mais ainda a situação, foi morto pelo Orestes e pelo Pílades.
Indo visitar o túmulo do Agamenon, o Orestes esbarrou com a Electra, que também tinha ido visitar o túmulo do pai.
Embora não visse o Orestes há anos, a Electra reconheceu o irmão por ele deixar no túmulo do pai como oferenda uma mecha de cabelos. Ou, segundo outra versão, por um anel que ele usava. Ou ainda, de acordo com uma 3ª versão, porque um velho que ia passando, ao olhar pro jovem desconhecido, se espantou e comentou com ela como aquele rapaz tinha o rosto igual ao do falecido rei quando era jovem.
De qualquer forma, foi ali que eles se reuniram.
Sob as instruções da Electra, o Orestes foi ao palácio ainda disfarçado e pediu pra falar com a rainha, se identificando como um mensageiro do Rei de Cirra que trazia uma notícia pra ela. E ao ser recebido, revelou que a mensagem era a morte do Príncipe Orestes. Mas ao falar isso, ele viu que a mãe, embora fizesse uma superficial encenação de tristeza, não conseguia esconder a alegria por ter se livrado pra sempre da ameaça de ser morta como vingança.
Tentando controlar a ira que sentiu ao ver isso, o Orestes continuou falando com a Clitemnestra, dizendo que, em Cirra, queriam saber o que fazer com o cadáver do príncipe. Mas a rainha se limitou e mandar que o “mensageiro” esperasse ali e mandou chamar o rei pra falar com ele.
O Orestes foi deixado sozinho numa sala do palácio até que o Egisto chegasse pra conversar com o “mensageiro”. E assim que isso aconteceu, o príncipe sacou a espada e cravou no rei, que soltou um sonoro urro de dor.
Ouvindo isso, a Clitemnestra foi correndo até a sala, encontrando o cadáver do marido caído no chão e o filho de espada em punho olhando furioso pra ela.
Nesse momento, chegaram o Pílades e a Electra, que encorajaram o Orestes a seguir em frente, embora a rainha se jogasse aos pés do filho implorando clemência. E ele, apesar de ficar em dúvida sobre o que fazer na hora, acabou cumprindo o destino e decepando a cabeça da mãe com um golpe de espada.
Encontrando logo depois a Erigone, o Orestes tentou matar ela também. Mas Ártemis, de quem a princesa era devota, teletransportou ela pra Atenas e salvou a princesa.
O Aletes, aparentemente, fugiu ao ver o que ocorria, esperando pra voltar e tentar pegar o trono quando tivesse oportunidade.
Outra versão conta a mesma coisa até a chegada do Orestes ao palácio, mas explica que o Egisto e a Clitemnestra estavam num jardim do palácio, só na companhia dos guardas, fazendo um ritual religioso, quando o Orestes chegou.
Ele matou o rei imediatamente, revelando no mesmo instante quem era e por quê tinha feito aquilo. E os guardas avançaram nele, mas foram mortos também.
Mas quando ele se aproximou da rainha pra fazer o mesmo, ela lembrou a ele que era a mãe dele e que ele deveria se lembrar do que acontece a quem mata a própria mãe... A Clitemnestra se referia às Erínias, terríveis deusas carrascas que atormentam infinitamente os filhos que cometem atos contra as mães.
Mas essa advertência da Clitemnestra não impediu que o Orestes degolasse ela. Como também não impediu que as Erínias se manifestassem no mesmo segundo em que ele matou a rainha. As deusas apareceram rodando em volta dele e espetando ele profundamente com terríveis agulhões, que provocavam uma dor devastadora.
A partir dali, ninguém entendia os gestos do Orestes querendo espantar alguma coisa em volta dele e menos ainda se entendia os gritos de dor dele, já que tanto as Erínias quanto as feridas que elas causavam só eram enxergadas pelo próprio Orestes.
Embora não soubesse o que acontecia, a Electra se colocou ao lado do irmão e foi ajudando ele no que podia.
Seguido pela irmã, o príncipe saiu correndo desorientado pelas estradas da Grécia até chegar ao templo de Apolo, em Delfos, onde foi pedir a ajuda do deus. Só que, nem usando todo o seu poder, Apolo conseguiu fazer as Erínias se afastarem e pararem a tortura. Mas elas disseram ao deus que deixariam o Orestes em paz se ele fosse julgado em público e conseguisse ser absolvido pelos juízes desse julgamento.
Assim, Apolo chamou a deusa Atena e, junto com ela, organizou tal tribunal de julgamento.
O pai da Clitemnestra e a filha que ela teve com o Egisto, ou seja, o Rei Tíndaro e a Princesa Erigone, além de um primo dela chamado Períleo, também queriam esse julgamento, furiosos com o assassinato da Clitemnestra e querendo que o Orestes fosse condenado. E foram dar seus testemunhos contra ele na ocasião.
O tribunal era composto por 12 jurados e o que a maioria decidisse seria o veredicto. Mas, depois de ouvir as testemunhas, 6 deles declararam o Orestes inocente e os outros 6 declararam ele culpado. Assim, pediram que Atena desse um voto de desempate. E ela declarou o príncipe inocente, absolvendo ele e fazendo a Erínias se afastarem.
Mesmo assim, pra se certificar que essas deusas deixariam ele em paz dali pra frente, o Orestes sacrificou uma porca como oferenda a elas.
Ao ouvir e não aceitar o veredicto, o Erigone se suicidou enforcada.
Uma versão diz que, no último segundo, o Orestes chegou e impediu o enforcamento, propondo à irmã que eles vivessem em paz dali pra frente e se casassem (na Grécia Antiga, o casamento entre irmãos era permitido se eles fossem filhos só do mesmo pai ou só da mesma mãe). E desse casamento eles chegaram a ter um filho.
De qualquer forma, em agradecimento a Atena, o príncipe construiu um altar dedicado ela no mesmo lugar em que tinha sido realizado o julgamento.
Outra versão conta que, minutos depois de matar a Clitemnestra, o Orestes foi preso pelo povo que Micenas, que não aceitou ver um filho matando a mãe. E sendo julgado logo depois, ele foi condenado à morte. Mas conseguiu fugir da cidade antes que a sentença se cumprisse.
Uma 3ª versão conta a mesma coisa, mas diz que a condenação dele foi só ser exilado de Micenas.
Tendo em mente que o assassinato da mãe traria energias negativas pra ele praticamente pelo resto da vida, o Orestes fez um ritual pra saber como se livrar definitivamente dessas energias. E Apolo respondeu no ritual que ele deveria ir até o litoral da Táurida, se apossar de uma estátua de Ártemis que ficava num templo ali e levar a estátua pra Atenas.
Desde a volta do Orestes a Micenas até esse ponto, a Electra tinha acompanhado ele sempre. Mas nessa viagem à Táurida, acharam que seria melhor ela ficar em Micenas. E foi na companhia do Pílades que o Orestes foi cumprir a exigência de Apolo.
Só que eles não sabiam que o culto de Ártemis na Táurida girava em torno de sacrifícios humanos. E pelas tradições de lá, quando um estrangeiro de aproximava do templo de Ártemis, deveria ser sacrificado à deusa!
Conclusão: assim que eles chegaram lá, foram presos e postos como vítimas de sacrifício. Mas a sacerdotisa que realizaria o ritual veio falar com eles antes, pois a forma como o sacrifício era feito variava de acordo com o passado da vítima. E ao ouvir o Orestes e o Pílades contarem suas histórias e mencionarem os nomes dos seus pais e mães, a sacerdotisa reconheceu eles e revelou a própria identidade: ela era a Ifigênia, a irmã do Orestes teletransportada pra Táurida muitos anos antes, na ocasião do sacrifício a Ártemis! Ao chegar à Táurida naquela época, ela tinha se iniciado no sacerdócio de Ártemis e agora dirigia o templo da deusa.
Decidida a ajudar o irmão, a sacerdotisa armou um plano, explicando ao Rei da Táurida que, devido ao passado dos estrangeiros, eles tinham que ser levados à praia pra serem lavados com água do Mar antes de serem sacrificados. E que a estátua de Ártemis tinha que ir junto, pois esse ritual precisava da presença dela.
O rei concordou e mandou alguns guardas ajudarem a sacerdotisa a armar tudo isso na praia. Mas quando já estava tudo do jeito que a Ifigênia explicou, ela ordenou que os guardas se afastassem, alegando que só sacerdotes podiam ver o ritual. E assim que eles caminharam pra longe, o Orestes, o Pílades e a Ifigênia saíram correndo e levando a estátua da deusa junto.
Quando os guardas viram, os 3 já estavam num barco, remando pra longe da praia. Mas, pouco depois, ondas fortes empurraram eles de volta pra lá.
Informado do que ocorria, o rei foi correndo até a praia, disposto a matar os 3. Mas Atena fez uma aparição diante dele na hora, ordenando que deixasse os 3 irem embora em paz.
Apesar de ter obedecido a deusa a princípio, o rei continuou a perseguir os jovens depois disso. E os 3 foram correndo pelas terras do Oriente Próximo em busca de refúgio, até que chegaram às proximidades da casa de um sacerdote de Apolo e, se identificando, pediram ajuda a ele. Mas não sabiam que, durante a Guerra de Tróia, o Agamenon tinha raptado uma filha daquele sacerdote, chamada Criseis, e usado ela como escrava, só devolvendo ela ao pai por exigência do próprio Apolo.
Mais tarde (talvez querendo ganhar a simpatia do rei pra que ele não fizesse nada contra eles), o sacerdote mandou a Criseis voltar pra junto do Agamenon. Mas, quando se desinteressou dela, o rei mandou ela de volta pra junto do pai, com 1 filho e 1 filha dele.
Querendo se vingar das poucas e boas que tinha passado por causa do Agamenon, o sacerdote pensou em entregar os jovens ao Rei da Táurida. Mas a Criseis lembrou a ele que Apolo se enfureceria se o sacerdote fizesse isso, pois os jovens estrangeiros eram irmãos de netos dele.
Com a ajuda do irmão que descobriu naquelas terras, o Orestes matou o rei que perseguia ele. Depois, na companhia do Pílades e da Ifigênia, voltou a navegar na direção da Grécia.
Chegando lá, ele construiu um novo templo de Ártemis perto de Atenas, onde depositou a estátua da deusa. E depois, ainda na companhia do Pílades e da Ifigênia, foi pra Delfos (aparentemente pra fazer os últimos rituais dedicados a Apolo e declarar que a missão dada pelo deus tinha sido cumprida).
Alguns meses antes, a notícia do que tinha acontecido na Táurida tinha chegado a Micenas, mas de forma alterada: diziam que o Orestes e o Pílades tinham sido sacrificados pela Ifigênia.
Fora de si ao ouvir isso, a Electra saiu correndo pelas estradas da Grécia durante meses, até chegar ao templo de Delfos. E lá encontrando a Ifigênia, atacou ela ferozmente com uma tocha acesa, só não provocando outra tragédia porque o próprio Orestes, ao ver o que se passava do outro lado do templo, veio correndo na direção das irmãs e segurou a Electra, explicando a ela o que tinha acontecido de verdade e fazendo ela se acalmar.
Enquanto isso, ao ficar sabendo da aparente morte do Orestes, o Aletes voltou a Micenas e se declarou o novo rei, como filho e herdeiro do falecido Egisto.
Ao saber disso, o Orestes voltou pra lá com as irmãs e o amante e matou o Aletes, finalmente assumindo o poder como Rei de Micenas.
Depois de tudo isso, o Orestes decidiu realizar o antigo sonho do pai e do tio de se casar com a Hermione pra unir os reinos de Micenas e Esparta. Mas ela, devido a negociações que o Menelau tinha sido forçado a fazer, agora estava casada, contra a vontade, com outro homem.
Aproveitando uma oportunidade em que a Hermione e o marido estavam viajando por Delfos, o Orestes armou uma confusão pelo lugar por onde eles passariam. E durante o tumulto, ele levou a princesa, sob o consentimento dela, pra longe dali, tendo tempo ainda de matar o marido dela.
Alguns afirmam que foi a própria Hermione que, tendo conseguido se comunicar antes com o Orestes, pediu a ele que livrasse ela do marido e planejou o assassinato junto com ele.
Do casamento do Orestes com a Hermione nasceu um filho chamado Tisâmeno.
Declarado Rei de Esparta depois desse casamento, o Orestes também foi reconhecido como rei pelo povo de Argos.
Depois disso, ele se despediu do amante Pílades, que voltou pra Cirra pra assumir o poder como novo rei. E a Electra, se casando com o Pílades, foi junto com ele.
Todas as tragédias pelas quais o Orestes e a família dele passaram eram consequências de uma antiga maldição lançada sobre eles por um cocheiro chamado Mírtilo, vítima de uma traição cometida pelo bisavô do Orestes...
E a última desventura que ele teve que enfrentar foi uma epidemia de peste que se abateu sobre todos os reinos dele.
Consultando Apolo através de um ritual religioso, o Orestes ficou sabendo que a peste se devia à ira dos deuses nativos dos territórios que tinham sido arrasados pelos gregos durante a Guerra de Tróia. E como os 2 comandantes gregos principais tinham sido o Agamenon e o Menelau e o Orestes era o herdeiro dos 2, esses deuses agora estavam castigando ele.
Sem perder tempo, o jovem rei mandou colonos pros territórios mencionados com ordens de reconstruir as cidades que ficavam ali e restaurar o culto dos deuses locais. E feito isso, a epidemia sumiu.
Depois disso, a paz se instalou nos reinos do Orestes, que governou por 70 anos até morrer de velhice, com quase 100 anos de idade.
O corpo dele se agigantou depois da morte, atingindo mais de 4 metros da cabeça aos pés. E isso foi visto como um sinal dos deuses de que a cidade onde ele fosse sepultado ficaria protegida contra qualquer guerra enquanto os ossos dele permanecessem lá
Assim, sobre o local onde o Orestes foi sepultado, uma versão diz que foi em Tégea. Por isso, mais tarde, quando Esparta declarou guerra a essa cidade, os espartanos se preocuparam em roubar os ossos do rei do túmulo onde ficava, conseguindo, só depois disso, dominar Tégea.
Outra versão diz que o corpo dele foi mandado pra Roma, onde foi sepultado no subsolo do templo do deus Saturno.

domingo, 19 de maio de 2013

O SACI NÃO É UM PERSONAGEM “NATIVO” DO BRASIL

Oi!!!

O quadro de que eu vou falar esse mês é esse:

Só vou ficar devendo o nome do quadro e o nome do pintor, pois não consegui localizar uma coisa nem a outra.
Parece ter uma assinatura na parte de baixo da tela à esquerda, mas não dá pra ler. Aliás, se alguém souber quem é o pintor, eu adoraria que divulgasse aqui, pra eu botar o devido crédito.
Bom, como vocês tão vendo o quadro mostra um saci montado num cavalo no meio da floresta e fazendo tranças na crina dele. E decidi falar sobre esse quadro exatamente por causa do saci.
Acontece que, embora o saci seja frequentemente mencionado como uma assombração nativa do Brasil, na verdade não é bem isso...
Ele é um personagem folclórico que a imaginação popular inventou misturando influências de várias culturas diferentes.
Embora a aparência do saci varie um pouco de uma região pra outra do Brasil (e vale lembrar que o comportamento dele varia mais ainda, sendo retratado em algumas lendas populares como um ser maléfico e em outras como uma entidade que ajuda os humanos), ele é quase sempre descrito como um menino negro, com uma única perna, tendo a cabeça coberta por uma carapuça mágica e fumando um cachimbo.
Bom, os povos ancestrais do Brasil eram índios, e não negros. E menos ainda fumavam cachimbo e usavam carapuças na cabeça. Então, só até aí já ficou claro que ele não é um personagem “nativo” do Brasil.
O fato de ser negro e com poderes sobrenaturais remete aos deuses africanos, o que sugere que, em parte, ele foi inspirado em algum orixá ou vodun.
Já a carapuça mágica e a perna única remetem aos íncubos (entidades que usavam um cone com poderes mágicos na cabeça) e aos ciápodes (monstros de perna única), que fazem parte de folclores europeus. E o cachimbo também só chegou ao Brasil trazido por europeus.
Então, podemos dizer que o saci é um personagem do Folclore Brasileiro, tudo bem. Mas não é um personagem “nativo” do Brasil, pois não vem da cultura dos índios, e sim de uma mistura das culturas dos povos que chegaram aqui a partir da colonização.
Vou deixar esse post só em Português porque ficaria meio complicado traduzir isso pra outras línguas.

O ELENCO MASCULINO DE ‘AMOR À VIDA’

Bom, como todo mundo já deve saber, uma novela nova vai estrear na Globo na próxima 2ª-feira. Se chama Amor À Vida.
E como eu já fiz posts nos meus blogs anteriores sobre alguns componentes do elenco masculino dessa novela, vou deixar aqui os links pra esses posts.

Marcello Anthony

http://ultracecgb.blogspot.com.br/2011/04/um-lembrete-de-que-tambem-tem-muita.html

Thiago Fragoso

http://centrogb.blogspot.com.br/2009/06/ele-nao-quer-posar-nu-porque-se-acha.html

Observação: o Marcelo Antonhy e o Thiago Fragoso vão interpretar um casal gay nessa novela.

Mateus Solano

http://ultracecgb.blogspot.com.br/2010/12/ele-nao-gosta-de-ser-chamado-de-simbolo.html

Ricardo Tozzi

http://centrogb.blogspot.com.br/2009/04/ele-deixou-de-ser-empresario-pra-ser.html

Até mais!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

DIA INTERNACIONAL CONTRA A HOMOFOBIA



Oi!!!

Vou deixar esse texto só em Português porque me parece que ele aborda uma questão mais relacionada ao Brasil do que a outros países.
Hoje, 17 de Maio, é o Dia Internacional Contra A Homofobia.
E eu vou aproveitar a ocasião pra lembrar uma coisa que, com certeza, todo homossexual brasileiro e todo bissexual brasileiro já percebam: cerca de 90% dos comentários homofóbicos que a gente escuta ou lê no Brasil incluem as palavras “bíblia” ou “igreja”.
Sim. Essas são as palavras mais usadas pra justificar qualquer ato praticado contra nós e/ou qualquer frase dita contra nós. E isso já deixa claro qual é o grupo que se manifesta contra nós de forma mais compulsiva e obsessiva, né?
Apesar desse ataque aberto contra nós, eu faço uma franca sugestão a vocês, que, se vocês pensarem sobre, vão ver que é por aí mesmo: NÃO TENTEM DISCUTIR COM ESSAS CRIATURAS.
Vocês viram o que aconteceu recentemente com um certo pastor da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, né? Então, vocês também devem ter visto que, mesmo depois de todas as acusações de fontes diferentes que foram levantadas contra ele, os membros dessa igreja continuam oferecendo adoração a ele. Deem uma passeada aí pela Internet que vocês vão ver inclusive que eles se referem a ele como “anjo da nossa igreja”! Ou seja, explicitamente, eles veem esse pastor como um ser divino, e não como um humano mortal.
E está longe de ser a 1ª vez em que essa situação acontece. Caso vocês já tenham esquecido, deem mais uma passeada pela Internet que vocês vão lembrar que pastores, bispos, bispas e adjacências que chegaram a ser presos por roubo e desvio de dinheiro... As igrejas desses pastores, bispos e bispas perderam alguma coisa depois disso? Pelo contrário: continuam lotadas com criaturas que adoram esses pastores, bispos e bispas e ainda enchem os bolsos deles de dinheiro cada vez mais e todo dia.
Só com isso, já está mais do que provado que essas criaturas que nos atacam não passam de adoradores de líderes religiosos. E não importa o que você diga ou prove a elas, vão continuar defendendo esses líderes religiosos a ferro e fogo e ainda repetindo como papagaios as coisas que eles dizem.
Então, adianta tentar discutir com essas criaturas? Óbvio que não. Você vai apenas perder o seu tempo e esquentar a sua cabeça à toa com um caso perdido. Elas não vão mudar, se é isso que você está esperando.
A única coisa que você pode fazer nesse caso e que vai produzir resultados práticos é evitar contato com essas criaturas. Fique o mais longe delas que você puder. E tenha em mente, com a mais profunda tranquilidade social e espiritual, que você não está perdendo NADA ficando longe delas.
Mas, é claro, se você gosta de perder o seu tempo com criaturas que não merecem, bater boca à toa, esquentar a cabeça à toa, receber uma agressão verbal atrás da outra contra você, ser julgado o tempo todo por alguém que diz que nunca julga ninguém, ouvir uma falação de 3 horas seguidas (quase sempre cheia de contradições) tentando converter você àquela igreja específica, aí você deve mesmo se cercar de evangélicos (principalmente de pentecostais de neopentecostais). Se é com isso que você gosta de conviver, você vai se sentir vivendo num paraíso perfeito ao se cercar por essas criaturas.
Fica aí algo pra refletir no dia de hoje.

Até mais!