Oi!!!
Acho que não é novidade
pra ninguém que celular (ou outros tipos de telefone móvel que as empresas
produtoras não gostam que chamem de “celular”) se tornou quase um membro a mais
do corpo das pessoas que vivem em centros urbanos e suburbanos do Brasil ou em
cidades menores e menos urbanizadas do Brasil. E até mesmo de algumas pessoas
que vivem em cidadezinhas de poucas centenas de habitantes e que nem aparecem na
maioria dos mapas do Brasil.
Também não é difícil ver
uma pessoa que tem 3 ou 4 celulares e usa cada um num dia da semana pra aproveitar
as promoções que aparecem.
Bom, nesse ambiente de globalização de celulares, eu sou uma grande exceção, porque moro na Zona Sul do Rio e não tenho celular nenhum.
Posso enumerar 2
motivos básicos pra isso:
1º nunca precisei. Até porque,
se eu precisar me comunicar com alguém por motivos pessoais ou profissionais,
geralmente eu ligo pra pessoa do telefone da minha casa mesmo ou, se eu tiver
na rua, vou a um orelhão e isso já resolve.
2º não quero dar a
oportunidade de alguém ficar me apurrinhando com bobagens. Mas, como esse
motivo é mais extenso, vamos dissertar...
Existem pessoas que,
quando se enervam com alguma coisa, se irritam com alguma coisa ou se preocupam
no geral com alguma coisa, têm aquela característica de precisar ficar falando
horas seguidas pra conseguir se acalmar. Só se acalmam depois que já falaram
muito.
E se uma dessas
criaturas descobre o seu número de celular, é isso que você vai ter que aturar.
Eu compreendo que
existam momentos em que a pessoa tá precisando conversar com alguém em quem ela
confia. Mas ‘conversar’ significa ‘dizer ao outro o que você tem a dizer e, em
troca, ouvir do outro o que ele tem a dizer’. ‘Conversar’ não significa ‘falar
sozinho por 3 horas seguidas’.
E a coisa se agrava
mais ainda se isso começa a acontecer SEMPRE, né?
Ora, se a criatura quer
ficar falando sozinha por horas seguidas, ela que procure um psicólogo ou que
procure um padre, né? ESSES é que têm a função de ficar calados ouvindo a outra
pessoa falar pelo tempo que ela quiser.
Além disso, existem também
pessoas que são sem noção o suficiente pra alugar o outro e empatar o outro com
falação e achar que não tão fazendo nada de errado.
Isso eu acho que todo
mundo que tem qualquer tipo de telefone (celular ou fixo) já encontrou, né? Mas
que eu observo que acontece com mais frequência com celular, porque a criatura
sabe que tem mais chance de achar você ligando pro seu celular do que pro seu
fixo.
Mas enfim: é aquela
pessoa que liga pra você nos momentos mais inoportunos e fala, fala, fala,
fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala...
Aí você responde umas
3, 4 ou 5 frases dizendo que não pode falar agora. Mas a criatura não se toca e
responde alguma coisa mais ou menos assim:
“Eu sei. Mas deixa eu
te contar só mais uma coisinha. Não vai demorar nem 1 minuto...”
E aí, continua falando,
falando, falando, falando, falando, falando, falando, falando, falando,
falando...
É bom lembrar que esse
tipo de criatura tem falta de bom senso o suficiente pra ligar pra você de
madrugada, pra ligar pra você quando ainda tá amanhecendo e às vezes você ainda
tava dormindo...
E em 90% dessas
ligações, ela liga pra você pra falar coisas inúteis, que não interessam em
NADA a você.
Bom, são esses os meus
motivos pra não ter celular.
Eu não digo que nunca
vou ter celular de jeito nenhum. Pelo contrário: tô até vendo que vou precisar
ter em breve. Mas olhando pra trás e vendo a totalidade de tempo em que já vivi
sem celular, eu vejo também a quantidade de apurrinhações que já evitei!
Vou deixar esse texto
só em Português porque ficaria complicado traduzir pra outras línguas.
Até!

11 comentários:
As vezes tenho vontade de cancelar o número de meu celular.Não faço isso porque meus familiares moram em outra cidade e o celular quebra um galhão nessas horas.Tive uma amiga que me ligava todos os dias e ficava falando horas,nem me perguntava como eu estava.As vezes esquecia e me contava a mesma estória três,quatro,cinco vezes.Foi complicado.
Pois é.
O problema são exatamente situações como essa última que você mencionou.
Oi Leo
Embora tenha celular, não sou um dependente, raramente utilizo só em situações emergenciais. Concordo com você sobre os inconvenientes que não têm a menor noção que estão enchendo o saco, mas isso raramente acontece comigo.
Bjux
Eu mesmo só tenho celular pra falar com o namorado (quando um de nós não está em casa) ou com minha mãe e mesmo assim numa emergência. De resto, não falo com ninguém.
E quando começam a aporrinhar muito, é só ligar para a operadora, trocar o número e não comunicá-lo a ninguém desnecessariamente. Já fizemos isso com os celulares e o fixo daqui de casa.
Wanderley→ Quando eu tiver, provavelmente também vou usar assim.
Beijos também!
Kummitus→ Tava sumido, hein!
Boa sugestão a sua!
E eu estou começando a odiar os usuários, somos obrigados a ouvir suas conversas (e músicas em mp3) no onibus e no metrô? E eles dizem coisas como: "agora estou em casa", e todo mundo ao redor ouve e vê o quanto a pessoa é mentirosa. Muito bonito isso.
Se eu tivesse um celular, minha mãe me ligaria a cada 15 minutos para saber onde estou e se eu não atender a ligação ela começa a imaginar que fui sequestrado e tal.
Nunca vou ter um celular, até hoje não precisei ter um. Gosto de sair de casa e ficar invisivel.
Concordo em gênero e número com tudo o que você disse. Inclusive com a parte de gostar de ficar ´´invisível`` e não com alguém tomando conta de onde eu tô ou onde eu não tô.
Engraçado...
Pelos comentários do pessoal acima, tive a impressão de que eles não querem ter celular para não ter uma mulher enchendo o saco o tempo todo. Não no sentido de ser uma mulher queredo namorar ou algo do tipo, mas uma mulher, no geral, que fique ligando para falar bobagens.
Mas é claro.
Se você é muito cercado de mulheres na sua vida pessoal, você tem que tomar certos cuidados, certas defensivas...
Se não, elas vão querer controlar cada centímetro que você se mexe.
Como eu já disse em outra ocasião, é no ambiente pessoal (e mais especificamente no ambiente familiar) que se manifestam as paranoias mais extremas da mulher, as neuroses mais extremas da mulher, as compulsões mais extremas da mulher e as obsessões mais extremas da mulher.
Tudo isso sempre no sentido de querer controlar as outras pessoas a quem ela tem acesso na vida pessoal dela.
E mais uma: ela sempre diz que tá apenas ´´cuidando`` dessas outras pessoas quando manifestam esse comportamento.
Moro no interior do estado de São Paulo,não tenho carro e uso o transporte público da minha cidade todos os dias.Antigamente era uma verdadeira tortura pois os estudantes ficavam ouvindo músicas em volume bem alto.Era um horror...três,quatro e até cinco aparelhos ligados ao mesmo tempo.O tipo de música não variava muito,sempre era Funk mas tinha também um evangélico que ouvia todos os dias pregações em seu celular num volume insuportável e todo mundo no ônibus era obrigado ouvir aquilo.Acho que a criatura queria converter a gente a força.
Essa tortura e falta de respeito só acabou quando nosso prefeito criou uma lei municipal proibindo o uso de celulares para esse fim em transportes públicos na cidade.Quando alguém ´´esquece´´ da lei e começa a ouvir música em volume alto, sem os fones de ouvido,o motorista interrompe a viagem e chama a Guarda Municipal, mas isso raramente acontece porque o povão sabe que se desrespeitar o ´´bicho pega mesmo´´.
A lei já tem um ano e nossa viagem diária é um sossego.
Postar um comentário