sexta-feira, 12 de abril de 2013

SER AMIGO DA FAMÍLIA DE UM AMIGO NÃO É POSSÍVEL NESSES 3 CASOS

Oi!!!

O post de hoje vai ser só em Português porque acho que ele tem mais a ver com a realidade do Brasil atual.
Bom, uma coisa que eventualmente eu vejo é a discussão sobre uma pessoa estabelecer uma relação de amizade com as famílias dos amigos dela...
A gente vê inclusive pessoas públicas que trabalham em família (como o grupo KLB, por exemplo) dizendo em entrevistas que desde crianças gostavam de levar os amigos pra casa pros amigos virarem amigos da família toda também e tal.
Eu fico meio na dúvida sobre essa questão de alguém virar amigo (vamos frisar: AMIGO, propriamente dito) de uma família toda.
Em 1º lugar, vamos lembrar que uma amizade é uma relação de afetividade e parceria entre 2 semelhantes. E isso só vai existir num ambiente familiar se a pessoa tiver uma família liberal, compreensiva em relação a mudanças de fases e em relação a diferenças de comportamento e respeitosa em relação à individualidade e à liberdade pessoal de cada um ali.
Eu consigo observar 3 tipos básicos de família em que é impossível um novo elemento chegar e ser tratado propriamente como um amigo: uma família muito conservadora, uma família muito superprotetora e uma família evangélica.
Vamos ver passo a passo:
Se a família de um amigo seu é muito conservadora, você só vai ser bem recebido ali se você for muito conservador também. De outro modo, a forma como você penteia os cabelos vai receber críticas negativas, o tipo de roupa que você usa vai receber críticas negativas, o vocabulário que você usa quando fala vai receber críticas negativas, a forma como você se dirige aos outros vai receber críticas negativas, a posição em que você se senta à mesa vai receber críticas negativas e, principalmente, as ideias que você defende vão receber críticas não só negativas mas eventualmente ferozes.
É possível uma pessoa estabelecer uma relação de amizade com criaturas que se comportam assim em relação a ela?
Sem falar que, logo depois do 1º contato que você tiver com a família desse seu amigo, ele vai ouvir alguma coisa mais ou menos assim da adorável família dele em relação a você:

“Não se envolva com essa pessoa! Ele não é o tipo de pessoa com quem você deve conviver!”

A partir daí, todas as vezes que você tentar entrar em contato com esse seu amigo, eles vão barrar o contato. Se você precisar ligar pra casa dele, por exemplo, ele pode estar do lado do telefone que alguém lá vai atender e dizer:

“O fulano não está. Acho que ele nem vai voltar hoje.”

Se a família do seu amigo é muito superprotetora (em outras palavras, controladora, infantilizadora, grudenta e pegajosa), os resultados de uma aproximação provavelmente também não vão ser dos melhores.
Só pra início de conversa, vão querer saber tudo o que você faz e tudo o que você deixa de fazer, além de quererem se meter em todas as conversas que você tem com o seu amigo.
E um subgrupo desse tipo de família é aquela família que tem mais mulheres do que homens ou simplesmente que tem uma quantidade grande de mulheres.
Sei que, à 1ª vista, pode parecer que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mas é só prestar atenção pra ver que é no ambiente familiar que a mulher manifesta as compulsões, neuroses, obsessões e paranoias mais extremas dela. E essas compulsões, neuroses, obsessões e paranoias, na quase totalidade das vezes, são associadas a algum tipo de maternidade infantilizadora e superprotetora dirigida a outra pessoa.
Se uma mulher já tem neuroses e adjacências dirigidas ao filho dela (ou a outra pessoa da família que ela vê como filho), ela vai dirigir essas mesmas neuroses aos amigos desse filho.
Se você tem um amigo que tem uma mãe assim (ou outra mulher assim na família dele que tem esse comportamento neurótico e que quer posar de mãe dele), como é que vai ser na 1ª vez em que ela entrar na sua casa? Mesmo que ela não tenha intimidade nenhuma com você e que ela só tenha visto você 2 ou 3 vezes antes disso, ela já vai abrir a sua geladeira e falar o que você tem que comprar porque está faltando, ela já vai entrar no seu quarto e abrir a porta do seu armário pra dizer como você tem que arrumar as suas roupas, ela já vai dar palpites em como você tem que decorar a sua sala...
E quando ela for embora, ela vai virar pro seu amigo e vai dizer que você precisa de alguém cuidando de você, que você não pode continuar morando do jeito que está...
Depois disso, ela já vai começar a ligar pra você pra perguntar coisas idiotas como “Você comeu direito no almoço?”.
E mesmo que você tente se livrar dela da forma mais direta possível, falando explicitamente na cara dela que não quer ser tratado assim, você vai ouvir alguma resposta mais ou menos assim:

“Ah! Você não sabe o que você tá dizendo! Você precisa de alguém cuidando de você muito mais do que você pode imaginar! Pelo que eu vi na sua casa, você não sabe fazer nada sozinho! Não tem nada lá do jeito que tem que ser!”

Você pensa que eu estou exagerando? Então comece a conviver pessoalmente com uma família que tem mulheres maternalóides e, uns 2 ou 3 meses depois, você já vai ter visto tudo isso que eu descrevi aqui e mais um pouco.
Bom, dá pra estabelecer uma relação de AMIZADE com uma família que tem pessoas assim? Não. O que você pode estabelecer aí é uma relação de dependência emocional, se você gosta de depender de outras pessoas o tempo todo, se você gosta de precisar de outras pessoas o tempo todo... E isso com essas outras pessoas sempre se colocando acima de você, e não ao seu lado. Então, nunca vai ser uma relação entre semelhantes, que é o que uma amizade exige.
Em ouras palavras: se você gosta de conviver com isso, faça bom proveito. O que é de gosto é regalo da vida. Mas AMIZADE propriamente dita não vai rolar aí.
E o 3º tipo que eu disse, se o seu amigo for de uma família evangélica... Bom, aí nem preciso explicar muita coisa, né? Mas vamos lá:
Mesmo quando os evangélicos se dirigem a estranhos, a pessoas com quem eles não têm nenhuma intimidade ou mesmo a pessoas que eles nunca viram antes, eles já chegam tentando converter essas pessoas. Já chegam falando mal de alguma coisa, dizendo que a pessoa tem que ir à igreja deles, dizendo que Jesus manda fazer isso, dizendo que a pessoa não pode fazer aquilo, dizendo que a pessoa vai pro Inferno se não fizer o que eles estão dizendo ali, dizendo que a pessoa adora o diabo porque não é evangélica, dizendo que a pessoa é prostituta porque não é evangélica e por aí vai.
Ora, se eles já fazem isso com desconhecidos, imagine o que eles se sentem à vontade pra fazer com o amigo do filho ou com o amigo do irmão! Com mais um agravante: se você encontra um desses evangélicos na rua (aliás, coisa comum de se ver na rua, né?), geralmente basta você sair andando alguns metros e se afastar; mas se o evangélico em questão for da família de um amigo seu, você vai ter que ficar no mesmo ambiente que ele e, mesmo que você se afaste, ele vai sair andando atrás de você por umas 3 horas seguidas repetindo sem parar tudo isso que eu disse acima e justificando qualquer agressão verbal que ele cometa com o salmo não sei qual da Bíblia ou com o versículo não sei qual da Bíblia. Ou então, dizendo que só está falando isso porque Jesus manda.
Nesse caso, repito a mesma coisa que eu disse no caso acima: se você gosta de conviver com isso, o que é de gosto é regalo da vida.
Se você também é evangélico, provavelmente você também está acostumado a falar com os outros assim, né? Então, procure uma família assim e divirta-se! Provavelmente vocês vão conseguir estabelecer lá uma relação que vocês, evangélicos, chamam de “amizade”. Mas quem não é do meio de vocês não vai conseguir estabelecer uma relação de amizade com uma família assim.
Já sei que alguém vai questionar:

“Mas se a família for de outra religião isso também não pode acontecer?”

Bom, em casos específicos, não duvido que isso aconteça em famílias de outras religiões também. Mas aí são casos específicos. Não é a regra. Por exemplo, eu nunca vi um católico tentando forçar um amigo do filho a virar católico, nunca vi um judeu tentando forçar um amigo do irmão a virar judeu e nunca vi um budista tentando forçar um amigo do primo a virar budista. Já evangélicos...
O que podemos concluir disso tudo é que ser amigo de uma pessoa é uma coisa e pode dar certíssimo, mas ser amigo da família dessa pessoa é outra coisa e pode não só dar errado como também botar a perder a sua amizade com essa pessoa.
Quero lembrar que, se eu perceber que um amigo meu tem uma família de um dos 3 tipos que eu descrevi acima, não vou deixar de ser amigo dele nem nada parecido por causa disso. Mas não vou à casa dele, não vou a lugares onde sei que vou ficar no meio da família dele por mais de 5 minutos... Enfim, com a família dele, sim, eu vou evitar contato. Porque eu sei que inevitavelmente vão acontecer as situações que eu descrevi acima.
Vou continuar sendo amigo dele, mas que ele divida isso em núcleos: a família dele faz parte de um núcleo da vida dele e eu faço parte de outro. Não vamos misturar os 2.
E se você que está lendo esse texto quer evitar aborrecimentos, apurrinhações e adjacências com um amigo que você já percebeu que tem um desses 3 tipos de família, eu sugiro que você faça como eu.
Bom, fica aí algo pra refletir.

Até!

2 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Oi Leo
O mais comum é ser amigo da pessoas, e não dela, e seus familiares. Embora em alguns aspectos eu discorde de você, melhor mesmo é separar as coisas.
Bom fimde
Bjux

Leo Natura disse...

Tem certas substâncias que não se misturam nem batendo no liquidificador...
Com seres humanos não é diferente.
Beijos também!