terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MITOLOGIA GREGA 1



De uma relação eventual de Zeus com uma ninfa chamada Plutó, nasceu um orgulhoso filho chamado Tântalo.

Ele ganhou de presente do pai o Monte Sípilo, na Ásia Menor (atual Turquia), passando a governar essa montanha como rei.

Dono de muitas riquezas, o Rei Tântalo se casou e teve vários filhos. Mas as várias versões do mito discordam sobre o nome da esposa dele e sobre a quantidade exata de filhos.

Na juventude, ele foi muito querido pelos deuses olímpicos e chegava até a ser convidado pras festas que as divindades davam no Monte Olimpo. Mas, devido a atitudes que o jovem rei foi tomando, a coisa começou a caminhar no sentido oposto...

Um dia, um ladrão chamado Pândares chegou ao Monte Sípilo carregando um cachorro de ouro que pertencia ao próprio Zeus. E pediu ao Rei Tântalo que guardasse momentaneamente o animal encantado (provavelmente até Zeus se desinteressar de perseguir ele pelo roubo do cachorro), pois ele voltaria pra buscar depois. Mas o Tântalo, também interessado no cachorro de ouro, escondeu o animal e guardou pra ele.

O deus Hermes, enviado por Zeus, passou por ali pedindo o cachorro de volta. O velhaco Pândares voltou ali pedindo o cachorro de volta. Mas o rei respondeu simplesmente que não sabia do que eles estavam falando.

Furioso, Zeus enterrou o Tântalo dentro do Monte Sípilo.

Um dia, observando a Terra, Zeus viu um rapaz pastoreando alguns rebanhos perto de Tróia. Era um príncipe chamado Ganimedes. E excitadíssimo com a beleza do moço e principalmente com as coxas musculosas dele, Zeus quis aquele príncipe pra ele.

Ele desenterrou o Tântalo, exigindo que em troca ele planejasse o melhor momento pra pegar o Ganimedes ou mesmo pra ajudar pessoalmente no arrebatamento do rapaz. E o rei, aproveitando a oportunidade pra se livrar da prisão na terra do Monte Sípilo, se colocou ao lado do pai e esquematizou com ele o que ele queria.

Transformado em águia, Zeus agarrou o jovem príncipe e levou ele pro Olimpo, passando a descarregar nele seu inesgotável apetite sexual.

Mas o Rei de Tróia, ao saber do arrebatamento do filho e sem ter poder pra se vingar diretamente de Zeus, marchou contra o Tântalo, conseguindo expulsar o rei e os outros membros da Família Real de seu reino no Monte Sípilo.

Nos anos que se passaram depois disso, o Tântalo voltou a ser aceito nas festas do Olimpo, pras quais costumava levar junto um dos filhos dele, chamado Pélopes. Mas voltou a cometer deslizes, consequentemente voltando a irritar os deuses...

Quando saía dali e voltava à Terra, o ex-Rei do Monte Sípilo sempre aproveitava quando ninguém estava vendo e, com a ajuda do Pélopes, roubava os restos de comida e bebida divinas que sobravam das festas, dando de presente a seus amigos humanos esse alimento que era exclusivo dos deuses. E ainda por cima contava fofocas a todos sobre os assuntos pessoais dos deuses que ele testemunhava durante as festas.

Mas o grande crime e sacrilégio que o Tântalo cometeu contra os deuses foi quando ele quis testar se as divindades tinham mesmo todo o conhecimento que diziam que tinham. E então, ele matou e esquartejou o Pélopes, cozinhando o garoto e servindo a carne dele em bandejas aos deuses durante uma festa, pra ver se eles adivinhavam o que era aquilo.

Vendo do que se tratava logo de início, quase nenhum dos deuses tocou na macabra refeição, se limitando a olhar furiosos pro Tântalo... Só a deusa Deméter, que na hora estava com o pensamento longe dali, preocupada com problemas pelos quais sua filha Perséfone passava, não viu do que se tratava e acabou comendo um ombro do garoto sem perceber.

Apiedados do Pélopes, os deuses reconstruíram o corpo do garoto e ressuscitaram ele, dando também a ele um ombro de marfim pra substituir o que Deméter tinha comido. Mas não deixaram de castigar o Tântalo pelo sacrilégio cometido e atiraram ele ao Tártaro, o gigantesco calabouço subterrâneo onde os inimigos dos deuses olímpicos passam o resto da eternidade sendo submetidos a torturas.

Sobre o castigo imposto pelos deuses ao antes rico e poderoso rei, as versões do mito discordam. Algumas dizem que as divindades colocaram no corpo dele uma fome e uma sede enlouquecedoras e jogaram ele num lago do Tártaro de água cristalina e coberto por ramos carregados de frutas gordas, enormes e de aparência extremamente apetitosa, mas que tanto a água quanto as frutas correm pra longe do Tântalo toda vez que ele aproxima a boca delas, o que ele continua tentando fazer infinitamente. E outras versões dizem que ele foi colocado sobre um grande rochedo localizado num lugar escuro e que fica eternamente tremendo e prestes e cair, obrigando ele a passar o resto da eternidade correndo e se jogando de um lado pro outro pra tentar manter o equilíbrio do rochedo.

Nenhum comentário: