Hoje a gente vai dar
uma olhada num personagem histórico gay: o alemão Rudolf Brazda.
Ele nasceu em Freistaat
Thüringen, em 26 de Junho de 1913.
Nascido numa família
pobre (o pai dele era minerador de carvão) e com 7 irmãos mais velhos, é claro
que o Rudolf não teve uma infância confortável.
Com o fim da 1ª Guerra
Mundial, por motivos políticos, a família dele perdeu a cidadania alemã:
passaram a ser considerados tchecoslovacos. E em 1919, o pai dele morreu em
consequência de um acidente de trabalho.
Assim, o Rudolf teve
que começar a trabalhar como carpinteiro. Conseguindo, anos depois, um emprego
como porteiro de um hotel.
Em 1933, ele conheceu o
1º namorado dele, identificado apenas como Werner. E eles viveram um período de
paz, formando uma espécie de gueto com alguns gays e lésbicas da época. As
coisas só mudaram a partir de 1935, quando os nazistas começaram a perseguir
abertamente os homossexuais e bissexuais.
Em 1936, o Werner foi
forçado a entrar pro Exército Alemão e não se sabe o que houve com ele depois
disso (alguns historiadores supõem que ele morreu numa batalha em 1940). E em
1937, o Rudolf foi preso por 6 meses por ser homossexual.
Posto em liberdade
depois de cumprir a pena, ele foi preso outra vez em 1941, sendo mandado no ano
seguinte pro Campo de Concentração de Buchenwald.
O uniforme de
prisioneiro do Rudolf tinha um triângulo rosa desenhado, que era o símbolo que
os nazistas usavam pra mostrar que a pessoa tinha sido presa especificamente
por não ser heterossexual.
Ele ficou lá até o
campo ser oficialmente desativado em 1945. E aí se mudou pra França, onde se
fixou, voltando a trabalhar como carpinteiro.
Nos anos 50, o Rudolf
conheceu um rapaz chamado Edouard Mayer, que os amigos chamavam de Edi.
Eles começaram a
namorar e ficaram juntos pro resto da vida.
Mas nos anos 60, devido
a um acidente de trabalho, o Edi teve que se aposentar por invalidez. E a
partir dali, o Rudolf teve que sustentar a casa sozinho.
O Edi morreu em 2003,
terminando um namoro de 50 anos que teve com o Rudolf. E depois de ser cremado,
as cinzas dele foram enterradas no Cimetière de Mulhouse.
Só depois disso, já com
mais de 90 anos, o Rudolf começou a se dedicar a aparições públicas pra falar
sobre a História da 2ª Guerra Mundial, dando várias entrevistas sobre o
assunto: ele era o único ex prisioneiro ainda sobrevivente de um campo de
concentração nazista que tinha sido preso especificamente por ser gay.
É claro que existiam e
ainda existem alguns outros gays vivos que chegaram a ser presos pelos
nazistas. Mas esses não foram presos especificamente por ser gays.
Por exemplo, o escritor
alemão Gad Beck, falecido no ano passado: ele tinha sido preso por ajudar judeus
a fugirem dos nazistas, e não por ser gay. Lá vai o link de um post sobre ele,
no Super CECG&B:
Bom, o Rudolf morreu de
falência múltipla dos órgãos, em 03 de Agosto de 2011, 2 meses depois de ter
completado 98 anos.
Ele foi cremado e as
cinzas dele foram enterradas ao lado das cinzas do Edi.
Oggi vedremo un po’ di
un personaggio storico gay: Rudolf Brazda.
Lui è nato in Turingia, in Germania, il 26 Giugno del 1913.
Nato in una famiglia
povera (suo padre era un minatore di carbone) e con 7 fratelli più vecchi,
chiaramente Rudolf non ha avuto un’infanzia confortevole.
Con la fine della Prima
Guerra Mondiale, per ragioni politiche, la sua famiglia ha perso la
cittadinanza tedesca: adesso erano considerati cecoslovacchi. E nel 1919, suo
padre è morto in seguito ad un incidente sul lavoro.
Così, Rudolf ha dovuto
iniziare a lavorare come falegname. E anni dopo, ha ottenuto un lavoro come portiere in un albergo.
Nel 1933, lui ha
incontrato il suo primo amante, identificato solo come Werner. E hanno vissuto
un periodo di pace, formando una sorta di gruppo chiuso con alcuni gay e
lesbiche di quell’epoca. Le cose hanno cambiato solo dal 1935, quando i nazisti
hanno cominciato a perseguitare apertamente gli omosessuali e bisessuali.
En 1936, Werner, el
primer amante de Rudolf, fue forzado a unirse al Ejército Alemán y no se sabe qué
pasó con él después de eso (algunos historiadores suponen que se murió en
batalla en 1940). Y en 1937, Rudolf fue encarcelado durante 6 meses por ser
gay.
Puesto en libertad
después de cumplir su condena, fue arrestado de nuevo en 1941. Esta vez fue enviado,
el año siguiente, al Campo de Concentración de Buchenwald.
El uniforme de
prisionero de Rudolf tenía un triángulo rosa dibujado. Esto era un símbolo que
los nazis utilizaban para demostrar que la persona había sido detenida en
concreto por no ser heterosexual.
El se quedó allí hasta
que el campo fue cerrado oficialmente en 1945. Y luego se trasladó a Francia,
donde se estableció, volviendo a trabajar como carpintero, su antigua
profesión.
En los años 50, Rudolf
conoció a un chico llamado Edouard Mayer, a quien los amigos llamaban Edi.
Ellos comenzaron a
salir y se quedaron juntos durante el resto de la vida. Pero en los años 60,
debido a un accidente de trabajo, Edi tuvo que retirarse por discapacidad. Y a
partir de ahí, Rudolf tuvo que mantener la casa solo.
Edi died in 2003, ending the 50-year affair he had with Rudolf. And
after being cremated, his ashes were buried at the Cimetière de Mulhouse.
Only after that and then over 90, Rudolf began to devote himself to
public appearances to speak about the History of World War 2. He gave several
interviews about the subject especially because he was the only former prisoner
of a nazi concentration camp still alive who had been arrested specifically for
being gay.
Of course, there were and still are some other living gays who came to
be arrested by the nazis at that time. But these weren’t arrested specifically
because they were gays.
For example, the German writer Gad Beck, who died last year: he had been
arrested for helping jewish people to flee, and not for being a gay man. You
can click on the link above to see a post about him.
Well, Rudolf died of multiple organ failure on August 3rd, in 2011, 2
months after his 98th birthday.
He was cremated and his ashes were interred beside Edi’s.
Até!
2 comentários:
Oi, amigo...
Saudade de vc.
Olha, acho que vou retomar o blog... estou necessitando desse feedback, pequeno, mas valioso, que ele nos proporciona.
Beijão. Parabéns e sucesso para o novo espaço!
Eu também tô com saudade de você.
Acho uma ótima você voltar a atualizar o blog. É mais uma oportunidade de rever os amigos, conversar... Aliás, todo mês eu dou uma passada lá pra ver se você voltou.rs
Bom, espero ver você aqui sempre você tiver um tempinho!
Beijão também!
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