O JAVALI DE ERIMANTO
Na região rural da Arcádia se erguia uma montanha arborizada chamada Erimanto, onde o Inverno era extremamente rigoroso.
Houve uma época em que um enorme javali apareceu na região, devastando tudo o que se encontrava ali. E a fama dele como flagelo da região se tornou tão grande que ele ficou conhecido nas redondezas como Javali de Erimanto.
Capturar a fera viva e levar pra Micenas foi o 3º trabalho do Hércules.
Chegando lá no auge do Inverno, o herói teve que pensar numa forma de pegar o javali sem usar nenhum tipo de arma (não matar a fera era uma das exigências desse trabalho). E assim, o que ele pôde fazer foi se colocar num campo aberto e começar a gritar até o javali escutar e ir até lá pra atacar ele.
Quando a fera se mostrou e começou a correr atrás do Hércules, o herói saiu correndo mais rápido ainda pruma parte da montanha em que tinha nevado mais.
Conclusão: cada passo que o javali dava obrigava ele a afundar as pernas inteiras na neve, fazendo um esforço terrível pra continuar perseguindo o herói.
Depois de horas de perseguição, o javali não aguentou mais e caiu desmaiado sobre a neve. E o Hércules, vendo que tinha vencido, agarrou o javali pela pele das costas, levantou ele no ar e começou a andar pra Micenas.
Durante alguns anos, na cidade de Cumas, foram postas em exposição 2 presas de javali que os habitantes asseguravam que eram as presas do Javali de Erimanto.
A CORÇA DO CERINEU
O Monte Cerineu, na Arcádia, apresentava uma paisagem encantadora, eternamente coberta de flores e com um agradável canto de passarinhos ouvido por toda parte. Mas o que mais chamava a atenção ali era uma enorme corça com chifres de ouro e cascos de bronze nas pontas das pernas.
Enquanto desfilava pelo Cerineu com gestos graciosos apesar do seu tamanho e musculatura, a Corça do Cerineu, como era conhecida, mostrava a todos uma placa pendurada no pescoço com uma curiosa inscrição.
“TAÍGETE ME DEDICOU A ÁRTEMIS”
Por isso mesmo, ninguém se atrevia nem a tocar na corça (Ártemis é uma das divindades que castiga mais severamente aqueles que ousam profanar qualquer coisa dedicada a ela).
A origem da Corça do Cerineu é explicada de formas diferentes.
A versão mais seguida conta que a ninfa Taígete, cansada dos incansáveis assédios sexuais de Zeus, pediu ajuda a Ártemis. E a deusa transformou a ninfa numa corça até que o Rei dos Deuses se esquecesse dela e voltasse os interesses sexuais pra outra criatura.
Quando isso aconteceu, Ártemis transformou a corça de volta em ninfa. E essa, como agradecimento, deu à deusa essa corça encantada, que foi levada pro Monte Cerineu, onde viveria em paz.
Outra versão conta que, enquanto passeava pelo Monte Liceu, Ártemis encontrou uma manada de 5 corças encantadas, com chifres de ouro, cascos de bronze e tamanho maior que o de touros, além de correrem mais rápido do que qualquer animal conhecido.
Encantada com os animais, a deusa adotou as 5 corças. E atrelou 4 delas à sua carruagem.
Vendo a situação, Hera decidiu aproveitar a corça que sobrou pra usar, no futuro, em algum plano contra o Hércules. E fez a corça ir se refugiar no Monte Cerineu.
Depois, Hera apareceu pro Rei Euristeu e incentivou ele a, assim que tivesse oportunidade, mandar o Hércules bater de frente contra a Corça do Cerineu. E capturar a corça viva e levar pra Micenas foi exatamente o 4º trabalho do Hércules, imposto pelo Euristeu.
Ele perseguiu a corça durante 1 ano. Até que ela, cansada, correu pro Monte Artemísio, onde pareceu que encontraria mais refúgio.
Mas, enquanto atravessava o Rio Ládon, que ficava no caminho, a corça foi ferida pelo Hércules com uma flechada. E sem mais forças pra continuar fugindo, ela começou a afundar no rio. Mas o herói pulou na água e pegou ela.
Depois disso, ele começou a andar na direção de Micenas com a corça nos ombros.
No caminho, Ártemis apareceu pra ele na companhia de seu irmão Apolo. Os 2 estavam furiosos com o mortal pelo que ele tinha feito. Mas o herói explicou aos 2 deuses que não tinha ferido e capturado a corça porque queria, e sim porque era um dos 12 trabalhos de que ele tinha sido incumbido (esse especificamente tinha sido o mais difícil até ali e o que mais devastava ele psicologicamente, pois obrigava ele a ferir e capturar uma criatura graciosa e indefesa).
Embora triste com tudo aquilo, Ártemis compreendeu a situação do Hércules e permitiu que ele seguisse em frente.
Outra versão conta a mesma coisa, mas com o final diferente: depois de ser perseguida ao longo de 1 ano, a corça foi correndo cada vez mais na direção do Norte, até que chegou à Ilha dos Bem-Aventurados.
O Hércules foi atrás. E quando chegou a um palácio na Ilha dos Bem-Aventurados, encontrou Ártemis, que acolheu o herói hospitaleiramente e permitiu que ele levasse a corça, já que não fazia aquilo por vontade própria.
Uma versão criada bem depois retrata a Corça do Cerineu como um enorme monstro que devastava as plantações da Arcádia. E o Hércules matou ela pra libertar a região do flagelo.
Mas essa história parece ter sido criada só pra inocentar o Hércules de um ato que, na outra versão, aparece como cruel.
Na região rural da Arcádia se erguia uma montanha arborizada chamada Erimanto, onde o Inverno era extremamente rigoroso.
Houve uma época em que um enorme javali apareceu na região, devastando tudo o que se encontrava ali. E a fama dele como flagelo da região se tornou tão grande que ele ficou conhecido nas redondezas como Javali de Erimanto.
Capturar a fera viva e levar pra Micenas foi o 3º trabalho do Hércules.
Chegando lá no auge do Inverno, o herói teve que pensar numa forma de pegar o javali sem usar nenhum tipo de arma (não matar a fera era uma das exigências desse trabalho). E assim, o que ele pôde fazer foi se colocar num campo aberto e começar a gritar até o javali escutar e ir até lá pra atacar ele.
Quando a fera se mostrou e começou a correr atrás do Hércules, o herói saiu correndo mais rápido ainda pruma parte da montanha em que tinha nevado mais.
Conclusão: cada passo que o javali dava obrigava ele a afundar as pernas inteiras na neve, fazendo um esforço terrível pra continuar perseguindo o herói.
Depois de horas de perseguição, o javali não aguentou mais e caiu desmaiado sobre a neve. E o Hércules, vendo que tinha vencido, agarrou o javali pela pele das costas, levantou ele no ar e começou a andar pra Micenas.
Durante alguns anos, na cidade de Cumas, foram postas em exposição 2 presas de javali que os habitantes asseguravam que eram as presas do Javali de Erimanto.
A CORÇA DO CERINEU
O Monte Cerineu, na Arcádia, apresentava uma paisagem encantadora, eternamente coberta de flores e com um agradável canto de passarinhos ouvido por toda parte. Mas o que mais chamava a atenção ali era uma enorme corça com chifres de ouro e cascos de bronze nas pontas das pernas.
Enquanto desfilava pelo Cerineu com gestos graciosos apesar do seu tamanho e musculatura, a Corça do Cerineu, como era conhecida, mostrava a todos uma placa pendurada no pescoço com uma curiosa inscrição.
“TAÍGETE ME DEDICOU A ÁRTEMIS”
Por isso mesmo, ninguém se atrevia nem a tocar na corça (Ártemis é uma das divindades que castiga mais severamente aqueles que ousam profanar qualquer coisa dedicada a ela).
A origem da Corça do Cerineu é explicada de formas diferentes.
A versão mais seguida conta que a ninfa Taígete, cansada dos incansáveis assédios sexuais de Zeus, pediu ajuda a Ártemis. E a deusa transformou a ninfa numa corça até que o Rei dos Deuses se esquecesse dela e voltasse os interesses sexuais pra outra criatura.
Quando isso aconteceu, Ártemis transformou a corça de volta em ninfa. E essa, como agradecimento, deu à deusa essa corça encantada, que foi levada pro Monte Cerineu, onde viveria em paz.
Outra versão conta que, enquanto passeava pelo Monte Liceu, Ártemis encontrou uma manada de 5 corças encantadas, com chifres de ouro, cascos de bronze e tamanho maior que o de touros, além de correrem mais rápido do que qualquer animal conhecido.
Encantada com os animais, a deusa adotou as 5 corças. E atrelou 4 delas à sua carruagem.
Vendo a situação, Hera decidiu aproveitar a corça que sobrou pra usar, no futuro, em algum plano contra o Hércules. E fez a corça ir se refugiar no Monte Cerineu.
Depois, Hera apareceu pro Rei Euristeu e incentivou ele a, assim que tivesse oportunidade, mandar o Hércules bater de frente contra a Corça do Cerineu. E capturar a corça viva e levar pra Micenas foi exatamente o 4º trabalho do Hércules, imposto pelo Euristeu.
Ele perseguiu a corça durante 1 ano. Até que ela, cansada, correu pro Monte Artemísio, onde pareceu que encontraria mais refúgio.
Mas, enquanto atravessava o Rio Ládon, que ficava no caminho, a corça foi ferida pelo Hércules com uma flechada. E sem mais forças pra continuar fugindo, ela começou a afundar no rio. Mas o herói pulou na água e pegou ela.
Depois disso, ele começou a andar na direção de Micenas com a corça nos ombros.
No caminho, Ártemis apareceu pra ele na companhia de seu irmão Apolo. Os 2 estavam furiosos com o mortal pelo que ele tinha feito. Mas o herói explicou aos 2 deuses que não tinha ferido e capturado a corça porque queria, e sim porque era um dos 12 trabalhos de que ele tinha sido incumbido (esse especificamente tinha sido o mais difícil até ali e o que mais devastava ele psicologicamente, pois obrigava ele a ferir e capturar uma criatura graciosa e indefesa).
Embora triste com tudo aquilo, Ártemis compreendeu a situação do Hércules e permitiu que ele seguisse em frente.
Outra versão conta a mesma coisa, mas com o final diferente: depois de ser perseguida ao longo de 1 ano, a corça foi correndo cada vez mais na direção do Norte, até que chegou à Ilha dos Bem-Aventurados.
O Hércules foi atrás. E quando chegou a um palácio na Ilha dos Bem-Aventurados, encontrou Ártemis, que acolheu o herói hospitaleiramente e permitiu que ele levasse a corça, já que não fazia aquilo por vontade própria.
Uma versão criada bem depois retrata a Corça do Cerineu como um enorme monstro que devastava as plantações da Arcádia. E o Hércules matou ela pra libertar a região do flagelo.
Mas essa história parece ter sido criada só pra inocentar o Hércules de um ato que, na outra versão, aparece como cruel.
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