domingo, 1 de setembro de 2013

9ª ENQUETE

Oi!!!

Bem-vindos a Setembro!
Agora começa a reta final do ano. O B-R-O-BRÓ, como o pessoal chama no Piauí.
É! 2013 já se aproxima do fim!
Mas vamos à enquete do mês. A minha pergunta desse mês é: você já caiu naquele papo dos evangélicos de “estabelecer um diálogo”?
Como alguns provavelmente não entenderam direito a pergunta, vamos explicar melhor com um exemplo...
Quando aquela cantora evangélica Aline Barros foi ao programa da Eliana há alguns meses atrás, a apresentadora perguntou a ela se ela seria amiga da socialite Narcisa Tamborindeguy.
Ela respondeu que seria, porque acha que seria importante ter um diálogo com ela.
Bom, já vi outros evangélicos fazendo discursos parecidos quando se referem a pessoas que seguem estilos de vida diferentes do deles. Eles chegam pra você e falam:

“Ah! Apesar das nossas diferenças, acho importante a gente se aproximar pra estabelecer um diálogo.”

Bom, em 1º lugar, ‘diálogo’, pelo que consta na maioria dos dicionários da Língua Portuguesa, significa “conversação entre duas pessoas”. Então, a gente vê que um diálogo não é algo que os evangélicos costumam fazer com muita frequência, né?
A tendência do evangélico é fazer um monólogo, ou seja, falar sozinho. Ele é que quer ficar falando, geralmente mencionando passagens da Bíblia fora de contexto, e que você fique simplesmente dando razão a tudo o que ele está falando.
Portanto, estabelecer um diálogo já não é algo que você se possa esperar da maioria dos evangélicos.
Em 2º lugar, se a gente prestar atenção no tom da expressão ‘estabelecer um diálogo com alguém’, a gente vê que ela soa como ‘trocar experiências com alguém’, ou alguma coisa parecida com isso, né?
Seja sincero: você já conheceu muitos evangélicos interessados em trocar experiências com você? Ou será que o que você conheceu na maioria das vezes foram evangélicos querendo decidir por você o que você tem que fazer e deixar de fazer?
Eu apostaria mais na 2ª alternativa. Principalmente se ela tiver vindo acompanhada de alguma ‘justificativa’ mais ou menos assim:

“Não sou eu que estou dizendo que você tem que ir à minha igreja. É Jesus. Então, você tem que baixar a cabeça, calar a boca e obedecer.”

ou:

“Eu sou um homem igual a qualquer outro, mas eu falo em nome do Deus Vivo. Por isso, você tem que obedecer o que eu falo.”

Isso é “estabelecer um diálogo”? Na língua dos evangélicos, parece que é, né?
E em 3º lugar, vamos nos lembrar de um ditado que os próprios evangélicos repetem o tempo todo:

“Não se pode misturar o trigo com o joio.”

E eles deixam claro que estão se referindo a pessoas quando dizem isso.
Ora, se, de acordo com eles mesmos, eles não podem se misturar com quem é diferente deles, então onde está a sinceridade deles ao dizer que querem “estabelecer um diálogo” com quem é diferente deles? Não dá pra enxergar nada aí além de falsidade e hipocrisia, né?
Bom, falando por mim, eu nunca caí nesse papo deles. Porque já vi outras pessoas caindo e então já criei defesas contra isso.
Vou deixar esse texto só em Português porque acho que ficaria meio complicado traduzir isso pra outras línguas.

Um comentário:

Wanderley Elian Lima disse...

Oi Leo
Eu não perco um segundo do meu tempo com evangélico nenhum, já conheço bem esse tipo que acredita que só eles terão o reino do céu.
Boa semana